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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Lenda da bilha de São Jorge - Portugal -

Olá!
Essa é uma história de fé, amor e coragem!
Que São Jorge possa valer sempre a todos aqueles que nele depositam a sua fé!
Lembrando que só alcançamos a vitória se formos merecedores da mesma e se tivermos fé firme e forte!
Salve São Jorge Guerreiro! Que ele nos proteja, nos valha e nos ensine a caminhar com muita fé, esperança e amor!!!
Annapon


Foi nos primeiros dias de Agosto de 1385. O Sol dardejava o seu sopro de fogo sobre as terras de Portugal e Espanha. Corpos aquecidos e espíritos ardendo em febre! Ânimos mais exaltados ainda pelo calor da discórdia!

O rei de Castela levara até à Beira a sua invasão em território muito nosso. E o jovem rei de Portugal — rei havia apenas questão de meses — correu para a cidade do Porto para reunir tropas, descendo depois sobre Abrantes, onde iria encontrar-se com o condestável do reino. Este correra antes a Estremoz. Aí, aliciara gente. E fortalecido pela fé de vencer, chegou à cidade de Abrantes, onde iria reunir-se conselho.

O ar, demasiado abafado, quase não girava. No salão, os guerreiros acolhiam com desagrado a ideia de uma grande batalha. Sabiam que o rei de Castela tinha em campo mais de vinte mil homens, enquanto eles, se fossem sete mil, já se poderiam dar por felizes. Votavam, portanto, contra a batalha.

Apesar da pequena estatura, a figura direita e altiva do Condestável impressionava sempre quem o via, até entre os próprios inimigos. Fez-se silêncio quando D. Nuno Álvares Pereira se levantou para falar.

A sua voz soou firme e compassada.

— Senhores! O meu voto é contrário ao vosso e dir-vos-ei por quê. Se ficarmos inactivos — como é vosso parecer — será certa a ruína. Se aqui ficamos, o inimigo, sempre em maior número, nos buscará. Se nos alojarmos num sítio forte, fugindo dele, os Castelhanos correrão a sitiar Lisboa, que sentirá a nossa falta e a falta de mantimentos. Sem víveres, sem armada, sem soldados, com a infidelidade de alguns dos seus naturais, que será da nossa Lisboa? E, caindo Lisboa, cairão por terra todas as nossas esperanças! Não ignoro que seria prudente aguardar socorros de Inglaterra. Mas que poderá restaurar a perda de Lisboa, se ficarmos de braços cruzados, esperando um auxílio demorado? E depois, que faremos nós? Debandaremos então em correria, acção que designo de infamante?… 

Alguém contrapôs:

— E se formos para a batalha e a perdermos?

— Ganharemos pelo menos em honra! No entanto, se a ganharmos, como é minha fé, pela necessidade que temos de pelejar, a vitória saberá aligeirar tudo quanto nos possa ter acontecido!…

Depois, voltando-se para D. João I, que parecia abalado com as opiniões em massa contra a ideia de uma batalha imediata:

— E vós, Senhor, que aceitastes a coroa para defender o reino, perdereis toda a reputação que haveis adquirido se recusardes a peleja! Vede que a maior parte dos soldados contrários são visonhos ou andam atemorizados com as perdas passadas. Se os vossos gloriosos progenitores temessem estas desigualdades de opiniões, decerto não teriam ganho tão insignes vitórias. Senhor! Se outra for a vossa resolução, que não a minha, sabei que eu, só com os que me acompanham, pelejarei com o inimigo, pois julgo mais insofrida uma vida infame que uma morte gloriosa!

D. Nuno terminou a sua alocução. Sabia já ter dito o suficiente para saberem o que poderiam esperar dele. Todavia, os protestos levantaram-se calorosos. Achavam audaciosas, quase loucas, as ideias do Condestável. O conselho ficou adiado. Mas no dia seguinte D. Nuno Álvares Pereira passou com os homens que aliciara à cidade de Tomar, por onde o rei de Castela forçosamente passaria.

Ao ter-se conhecimento desta decisão, muitos fidalgos e chefes guerreiros propuseram a D. João I que castigasse o Condestável por tão audaciosa proeza. Mas qual não foi o espanto desses homens, quando o rei de Portugal decidiu:

— Senhores! Declaro-me também pela batalha! Quero ser rei de Portugal e não de Avis, como alguns para aí me apelidaram!

Houve certo burburinho, abafado pelo natural respeito ao Rei. E D. João I foi juntar-se ao Condestável, saindo de Abrantes depois de orar na Igreja de S. João. E chegaram a Aljubarrota a 14 de Agosto desse mesmo ano de 1385.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Exu Tranca Ruas das Almas - por Annapon -



Exu Tranca Ruas das Almas

por Annapon


Quem conhece um Guardião de verdade não se aventura a falar sobre ele sem o seu consentimento, nem tampouco joga palavras ao vento porque quem conhece um Guardião/Exu sabe que, para falar sobre ele é preciso conhecimento e permissão.

Dizem por aí, que Seu Tranca Ruas arrebanha almas para escravizar, que engrossa as fileiras de seu "exército" com as almas "perdidas" que resgata.

Como poderia ele resgatar e depois escravizar? Sendo ele o enviado para que os espíritos sejam resgatados, esclarecidos, conduzidos à local adequado ao seu adiantamento, como poderia ele escravizar almas nessas condições frágeis que necessitam de ajuda e cura?

É preciso muita cautela com o que se lê na rede, pois, pessoas, sem conhecimento, espalham certezas que não existem e ainda colaboram com a ignorância no sentido da falta de conhecimento e prática junto às entidades militantes na Umbanda.

Dizem ainda, que os tais "escravos" é que recebem, nas encruzas e ruas, as oferendas a ele, Senhor Tranca Ruas, fato que chega a ser até "engraçado" não fosse de total desconhecimento de causa.

Ninguém recebe em nome de Exu oferendas a não ser ele mesmo que, aliás, não recebe como se precisasse de tais ofertas e sim manipula, em beneficio de quem oferta, os elementos ali dispostos que cada vez menos têm sido depositados nas ruas. Tal prática está no passado. Hoje em dia oferta-se nos terreiros, numa encruza riscada numa tábua, por exemplo, por aquele que sente necessidade de assim proceder ou por orientação da entidade.

As ruas já não são mais locais adequados para tais ofertas como se acreditava antigamente. Hoje há mais esclarecimento e sempre observando a questão ecológica, mesmo porque a Umbanda reverencia a natureza nos seus pontos de força.

Dizer que a rua é o reino de Seu Tranca Ruas é crença distorcida da realidade, há uma metáfora nessa questão, Exu é o guardião do exterior e está em todos os lugares.

Alguns dizem ainda que Tranca Ruas concede fortuna e poder àqueles que o cultuam. Mal sabem eles que esse Guardião da Lei Divina nada movimenta ou concede sem que haja merecimento, trabalho, observância das Leis, do respeito ao livre arbítrio do próximo.


É claro que existem seres usando seu nome, porém, pelo teor da mensagem desses impostores, facilmente se conclui não ser um autentico guardião, mesmo porque José, João, há muitos, tanto João e José, do bem, quanto João e José do mal, digamos assim. 

Com isso quero dizer que nem todo aquele que se apresenta como Tranca Ruas é realmente um guardião trabalhador na Lei de Umbanda, podendo levar ao engano os imprudentes e incautos. 

Como reconhecer um autentico guardião/Exu Tranca Ruas?

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Conduta do médium Umbandista



Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do CECP - Centro Espiritualista Caboclo Pery

Se somos pessoas religiosas, ou seja, se temos uma religião, espera-se de nós atitudes compatíveis com esta condição. Em função disto já que sou umbandista, falo de minha religião e sobre o que é esperado de seus praticantes.

Muitos falam apenas na conduta esperada no médium antes e durante as sessões ou giras, mas quase nada se fala do depois da gira e normalmente o que é falado é sobre o imediatamente após a gira ou no máximo 24 horas após o término da sessão.

Não podemos e nem devemos ser umbandistas durante as 48 horas que giram em torno de uma sessão, mas sim 24 horas por dia e 7 dias por semana. Mas isso é no sentido da conduta no nosso dia-a-dia. O quanto nos preocupa a caridade, o amor, a fraternidade e o respeito pelo próximo, o quanto disto tudo faz parte de nossos corações e mentes, verdadeiramente.

Não adianta de absolutamente nada banhos, defumadores, preceitos preparatórios para as sessões, se quando a mesma termina, trocamos nossa roupa e esquecemos todas as palavras e orientações recebidas durante a sessão, saímos do centro achando que nossa missão e papel terminaram ali e conseqüentemente não aplicamos o nosso aprendizado.

Iniciação à Escrita Mágica Divina


Iniciação à Escrita Mágica Divina
Rubens Saraceni / Ed. Madras
O texto que segue é parte do livro citado.

Apresentação

Amigo leitor, este livro de iniciação à escrita mágica divina é uma abertura parcial de um dos mais fascinantes mistérios da magia simbólica, toda fundamentada em símbolos e signos, muitos deles já conhecidos dos magos e usados por eles desde os primórdios da humanidade.
A magia simbólica sempre foi usada e o simbolismo tem inúmeros livros que procuram decifrar e ensinar seus significados e seus poderes às pessoas que os apreciam e os usam, seja como talismãs protetores ou repulsores de energias negativas e entes trevosos.
Talismãs e pantáculos mágicos sempre foram e sempre serão usados pelas pessoas que creem nos seus poderes. Mas um pantáculo não consagrado corretamente às divindades inscritas nele com certeza será somente um belo adorno e nada mais.
Cópias modernas de antigos pantáculos mágicos são inoperantes porque estão desconectadas das divindades que ativam os símbolos e signos mágicos ou cabalísticos inscritos neles.
Este nosso livro é um início à escrita mágica divina e esperamos que você, amigo leitor, após lê-lo, descortine um pouco do magnífico mistério das antigas escritas mágicas.
Aqui, não terá a palavra final sobre este assunto, complexo e inesgotável, mas sim apenas um início ao fascinante simbolismo mágico.
Muitos autores já exploraram esse campo da magia e nos trouxeram várias elucidações, úteis e aplicáveis pelas pessoas que recorreram aos seus formulários de magia riscada simbólica.
Neste nosso livro abordamos a origem e a regência de alguns símbolos, signos e mandalas, inclusive ensinamos como usar alguns deles em seu benefício, caso você creia no poder realizador deles, certo?
O mistério das ondas vibratórias transportadoras de energias divinas cujos ―modelos‖ geram símbolos, signos e mandalas foi aberto para nós por mestre Seiman Hamiser Yê, sendo que em nenhum outro livro de magia riscada simbólica encontrarão algo sobre elas, seja de autores brasileiros ou estrangeiros, já que era assunto fechado do astral superior e era totalmente desconhecido por todos os que usavam a magia riscada ou escrita mágica em seus trabalhos de alta magia ou magia teúrgica.
Pesquisamos dezenas de livros de magia e nenhum deles comenta as ondas vibratórias irradiadas pelas divindades e que se espalham por todo o Universo, ocupando todos os quadrantes da criação divina, infinita em qualquer sentido.
Esperamos que ele seja útil aos apreciadores da simbologia e às pessoas que trabalham com a magia riscada, mas que o seja também a você, amigo leitor, pois em um capítulo especial daremos algumas ―magias riscadas‖ para que você as use em seu benefício.
Tenha uma boa leitura e um bom aprendizado porque as ondas vibratórias comentadas amplamente aqui têm muito a ver com a física quântica e com a ―teoria das supercordas‖, confirmando o que nos foi dito há muitos anos por um mestre espiritual:
— Filhos, a química moderna é a antiga alquimia, e a física moderna é a antiquíssima magia, assim como a magia riscada é a pura geometria divina, usada pelo Supremo Arquiteto na construção do universo físico e de todas as outras dimensões da vida que são em si verdadeiros universos paralelos ao material.
Comparem os fatores de Deus com as micropartículas e as ondas vibratórias com as ―supercordas‖, e vislumbrem como Deus é infinito em si mesmo e em tudo o que criou para nós.
Introdução
Os Tronos de Deus são as divindades responsáveis pela evolução dos seres, aos quais regem religiosamente sempre segundo as ―feições‖ humanas que lhes têm sido dadas pelos sacerdotes das muitas religiões já semeadas na face da Terra.
Os Tronos transcendem nossas concepções humanas acerca deles porque são em si mistérios de Deus, sendo que cada um é uma das qualidades D’Ele e atuam em campos específicos da vida dos seres.
Uns são Tronos da Fé, outros são Tronos do Amor, outros são Tronos da Justiça, outros são Tronos da Lei etc.
Então, temos as hierarquias dos Tronos de Deus, cada uma responsável por um aspecto da criação e por um sentido da vida.
Temos sete hierarquias religiosas muito bem definidas ou sete linhas de ação e reação.
Essas sete irradiações divinas correspondem ao Setenário Sagrado que rege o nosso planeta e suas muitas dimensões da vida aqui existentes, todas elas habitadas por bilhões de seres naturais, não encarnantes, que seguem uma evolução vertical e que nunca são adormecidos e não têm interrupção na aprendizagem, como acontece conosco, os espíritos encarnantes.

Um Exemplo de Trabalho de Exu na Umbanda



Um Exemplo de Trabalho de Exu na Umbanda
Por Mãe Iassan - Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery



OBS: Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha das 7 Encruzilhadas que trabalha na Egrégora do CECP, visando explicar algumas dinâmicas de trabalho.

Os personagens dessa história receberam nomes fictícios.


Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada. Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.

Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.

Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.

O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.

Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d’água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.

Alhandra: a “cidade jurema” da Paraíba



Alhandra: a “cidade jurema” da Paraíba



Os índios sempre foram lacunas na historiografia paraibana, portanto fazer uma história que remonta a uma aldeia indígena do litoral da Paraíba não é nada fácil, pois as informações são poucas e as que existem são lacunares e muitas vezes contraditórias. Ao tentar construir a História da Vila de Alhandra, partimos da idéia de que o índio é o motivo de sua elevação à primeira Vila da Paraíba, se tornando parte principal dessa trama. Contudo, o reconstruir da História desse povo se faz no remonte de histórias e na análise dos discursos, na tentativa de entender esses primeiros habitantes do território que hoje corresponde a Paraíba.

Na Paraíba a população estimada, no século XVI, era de 100 mil índios (MELO, 1999). No litoral viviam os índios pertencentes à Tribo dos Tupis, os quais se dividiam em dois grandes grupos, os Tabajaras e os Potiguaras. Já na região do interior, ao longo dos rios do Peixe, Paraíba e Piancó, se fazia presente a Nação dos Kariris, que tinha uma grande variedade de tribos, enquanto no sertão, Seridó, Curimataú e parte dos Kariris Velhos, concentrava-se o grupo dos Tarairús. Essas informações provêm de José Elias Barbosa (1984), um dos poucos a falar da existência do grupo dos Tarairús na Paraíba.

Os índios que viviam no território do atual Estado da Paraíba viviam da caça, pesca e coleta, praticando uma agricultura primitiva, basicamente de mandioca, milho, fumo e algodão. A maioria deles eram nômades e sua organização social se dava:


... sob a forma de tribos, compostas por varias aldeias, que reuniam os indivíduos em função de algum tipo de trabalho ou da guerra. A organização do trabalho se baseava no sexo e na idade dos componentes do grupo [...] As mulheres se ocupavam de todas as tarefas relacionadas com a manutenção da aldeia e com a produção de alimentos para as pessoas que nela viviam.[...] Os homens preparavam a terra para o plantio, derrubando a mata, fazendo a queimada e destocando. Também caçavam, pescavam, fabricavam armas e construíam as casas e canoas. (CAVALCANTI. 1996, p. 20)

Vale destacar que todo trabalho era coletivo, assim como a distribuição de tudo o que era por eles produzidos. As crianças eram inseridas na vida da aldeia acompanhando os adultos em suas tarefas. Quanto às tradições essas eram passadas oralmente de geração em geração, de modo que a importância dos mais idosos era de grande relevância, pois eles eram os responsáveis pela transmissão dos costumes, das tradições, dos rituais, pela manutenção da cultura indígena (Op. cit., p. 20). Isso é um pouco, ainda que superficial, do que podemos hoje saber desses povos que aqui moravam antes da chegada dos colonizadores, pois a partir da chegada desses, nada seria como antes, o contato dessas diferentes culturas, mudou não só a vida dos índios, mas também a própria vida do europeu.

Com a chegada dos portugueses, a vida dos nativos não, de inicio alterada, pois a principio os colonizadores só exploravam o pau-brasil, utilizando a mão-de-obra indígena, através do conhecido escambo. Porém quando os portugueses decidem povoar essas terras e implantar a agricultura, as coisas começam a tomar outros rumos e os índios começam a sofrer interdições na sua cultura das mais variadas formas.

Os bastidores do Livro dos Espíritos

Os bastidores do Livro dos Espíritos
Saiba como um professor de ciências investigou as mensagens dos espíritos para fundar uma doutrina na Paris do século 19

por Texto Artur Fonseca (Revista SuperInteressante)

Na sala principal de uma mansão em Paris, um grupo de senhores elegantes observa em silêncio a garota de 14 anos. Julie Baudin está sentada em frente a uma mesa redonda e segura um estranho objeto – uma cesta com um lápis encaixado na borda, que risca letras em espiral. Cada palavra é analisada atentamente por um dos homens. A garota parece não saber por que os adultos olham para ela tão concentrados – volta e meia ela ri e faz algum comentário engraçado. Suas mãos, porém, desenham no papel frases que em poucos meses irão fundar uma religião: o espiritismo.

Publicado pela primeira vez em 1857, o Livro dos Espíritos foi organizado em cerca de 20 meses pelo professor francês Allan Kardec, que coordenou longas reuniões com médiuns, fazendo perguntas a eles e colhendo respostas que acreditava vir dos espíritos. Dos vários médiuns que contribuíram para o livro, 3 garotas se destacam. Julie e Caroline Baudin, de 15 e 18 anos, e Ruth Japhet, de 20. Organizando as respostas para 501 perguntas sobre o Universo, Kardec criou a doutrina e visão de mundo do espiritismo, fazendo dele muito mais que uma diversão da burguesia parisiense.

Na época, os fenômenos mediúnicos serviam como passatempo nos salões de Paris, que começava a ganhar ares cosmopolitas. A partir de 1850, a cidade passou por uma grande reforma. Ruelas medievais e casebres deram lugar a avenidas largas e bulevares que convergiam no Arco do Triunfo, símbolo da força da modernidade e da nova burguesia francesa. Com novos parques, a cidade se preparava para virar o século como a Cidade das Luzes. Era tempo de revolução industrial e descobertas científicas, que tornavam o homem capaz de explicar e interferir nos fenômenos ao seu redor. Ou em quase todos.

Espíritas ou espírolas Por Joana Abranches



Espíritas ou espírolas
Por Joana Abranches

Já faz algum tempo, uma antiga vizinha sem papas na língua, me vendo sempre às voltas com atividades na Casa Espírita, um dia não resistiu e em meio a uma conversa acabou "soltando" que eu era "muito carola!" Levando a coisa na farra, tentei argumentar: - "Mas eu sou espírita e não católica..." Ela aí­ não titubeou: - "Então é espirola."

O pitoresco virou piada, mas trouxe à tona uma séria questão: até onde nós, espíritas, estaremos descambando para o igrejismo e a superficialidade?

Temos visto Grupos tão obsecados com assiduidade e pontualidade, tão cheios de regras, critérios, exigências e uma intolerância tal, que mais parecem a velha e inquisitorial igreja romana da idade média que oficinas fraternas de estudo e vivência do Evangelho de Jesus.

Onde foi que perdemos o rumo da fraternidade? Que paramentos invisíveis ainda nos fazem oscilar entre a pseudo-superioridade dos sacerdotes e a submissão dos beatos?

Em um dos costumeiros papos fraternos com meu saudoso amigo Palhano Jr.., uma vez questionei: - Por que será que os espíritas se degladiam tanto por cargos, até mesmo naqueles grupos minúsculos que ficam lá onde Judas perdeu as botas?... Bem-humorado, como sempre, ele me respondeu com uma risadinha marota: - "A briga é pelo poder sobre as almas, minha cara. Muitos espíritas ainda se alimentam da autoridade clerical que tinham, quando nas fileiras do catolicismo. O poder vicia."

Mãe Iassan fala sobre alguns atendimentos na Umbanda



Mãe Iassan - Dirigente do CECP


Recebemos algumas solicitações de auxílio para a compreensão dos motivos que os relacionamentos amorosos não estão “dando certo”, ou porque a pessoa está sofrendo a atuação ou ataque de espíritos trevosos ou obsessores.


As pessoas ao fazerem a explanação dos seus problemas, invariavelmente dizem não entender o porque das coisas, e ouvimos coisas do tipo:


· Há cerca de 2 anos conheci e comecei a namorar um homem, que se diz apaixonado por mim, embora ainda casado, eu adoooro ele e não tenho problemas pelo fato dele ter família...


· não sou uma má pessoa, não quero fazer o mal pra ninguém...


· o que eu fiz pra merecer isto?


· Não consigo entender a implicância da minha mulher para que eu tome um chopp com meus amigos num barzinho... eu sempre fiz isso... desde minha época de solteiro... por que ela insiste em me mudar???


Como é fácil colocar a "culpa" no outro, não é verdade? Como é fácil ver como “natural”, o que fazemos e como absurdo ou errado o que os outros fazem, não é mesmo?


E me pergunto: como será que as pessoas que se relacionam com alguém casado se sentiriam se estivessem no lugar do cônjuge traído? Como essas pessoas que saem de casa para “tomar um chopp com os amigos”, abandonando os compromissos assumidos, se sentiriam se o seu parceiro ou parceira fizesse a mesma coisa?


Sem dúvida, são todas pessoas “boas” que não “fazem mal a ninguém”, que só querem “viver em paz”, mas que também não fazem bem nenhum a ninguém. São apenas egoístas... e presunçosas. Egoístas pois só pensam em seu próprio prazer e satisfação e presunçosas porque tem opinião demasiado boa e lisonjeira sobre si mesmos, imodestas, vaidosas.


Será que elas acham que atitudes egoístas, presunçosas, interesseiras, escusas, envolvem apenas a si mesmas? Será que pensam que não atrairão companhias invisíveis que vibrem na mesma faixa de interesses? Será que pensam que fazerem apenas o que desejam e sentem vontade não magoará ou desrespeitará ninguém?


Obsessor só se aproxima de nós se houver algum tipo de afinidade. Não fazer o mal a ninguém não é garantia de mantermos espíritos trevosos longe de nós. Não é só ódio, revolta, raiva que atraem obsessor. Indolência, egoísmo, volúpia, desrespeito com o sentimento do próximo também atraem. E essas pessoas ainda perguntam o que fizeram para “merecer isto”... procuram os terreiros de Umbanda, considerando tudo uma grande injustiça; quando não afirmam categoricamente que a esposa esquecida em casa , ou a mulher do seu amante está fazendo macumba!!! Como se os terreiros de Umbanda fossem “Tendas de Milagres” e tivessem obrigação de resolver os problemas que elas mesmas criaram.


Aí ouvem um “sabão” da entidade que foram se consultar e ainda saem dizendo que o terreiro não presta... e coisas do tipo: “Vou lá naquele pai de santo que cobra “X” reais para desmanchar esse feitiço. Pago e me livro disto!! Essa lenga-lenga de “orai e vigiai” não é prá mim pois não estou fazendo nada demais... só quero ter uma vida normal, poxa!”


É meu amigo(a)... que pena que pense assim, pois o tal “pai de santo” vai certamente “resolver” o seu problema, atraindo mais desgraça para sua vida. Mas tudo bem, né? Afinal você só quer que a sua mulher cale a boca ou que o seu amante largue a mulher e família dele, não é mesmo?


Caso você mude de ideia ou perceba que tudo ao invés de melhorar e se resolver, piorou e queira melhorar-se e tentar aprender a respeitar a importância de um amor na vida de todos nós, o respeito ao próximo, melhorar-se para ser um(a) bom(a) marido/esposa e pai/mãe de família, melhorar-se para poder realmente ser feliz, seja em qualquer aspecto de sua vida, lembre-se daquele terreiro onde uma entidade tentou lhe mostrar isso através daquilo que considerou um “sabão”, mas que na realidade foi apenas um convite para receber um auxílio, para ser uma pessoa melhor, caridosa, atenciosa, amorosa e não egoísta e interesseira. Onde a entidade tentou mostrar a você que embora você fosse o principal causador da sua infelicidade, havia uma chance de tudo melhorar ... haveria um preço, é verdade, mas que não era um preço a ser pago em dinheiro, mas sim em empenho pessoal seu, em dedicação e em humildade para reconhecer-se imperfeito.



Lembre-se... você foi um dia a um Terreiro de Umbanda, cuja proposta sempre foi e será de nos auxiliar a aprender a sermos humildes e caridosos. Nos amparando nos momentos de dor, mas também nos lembrando constantemente que somente através do respeito, da caridade e do amor conseguiremos ser pessoas melhores e felizes, proporcionando-nos oportunidades únicas de fazermos o bem a quem quer que seja, inclusive aquele(a) que julgamos ser quem está nos “atrapalhando”.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Quando prejudicamos as Entidades de Umbanda?



Quando prejudicamos as Entidades de Umbanda?

Mãe Iassan Ayporê Pery
Sacerdotisa de Umbanda
Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery



Vivemos falando em “Orai e Vigiai” sempre com o sentido de nos protegermos de nós mesmos e principalmente de nos defendermos das artimanhas das forças trevosas. Hoje, entretanto, estarei falando sobre a importância do “Orai e Vigiai” com relação as entidades, guias, protetores e guardiões de Umbanda, sobre o quanto os prejudicamos e atrapalhamos quando esquecemos dessa máxima, do quanto contraímos de karma quando ao prejudicá-los estamos contraindo, não somente com eles (que tudo perdoam), mas com as pessoas encarnadas que eles estariam orientando e ajudando se não tivéssemos falhado, assim como também, dos desencarnados carentes de orientação ou disciplina.

Estudemos pois algumas situações.

1. Quando nos dirigimos ao terreiro “sujos”. O que é um servidor da Umbanda sujo? Não se iludam achando que é somente o servidor que não tomou o banho de erva ou o banho comum mesmo. Conheço muito servidor que está com os “banhos em dia” mas que sempre transmite uma aura suja, ou seja, impregnada de sentimentos profanos. Por “sentimentos profanos” entenda-se: ciúme, inveja, prepotência, arrogância, idolatria, avareza, indisciplina, indolência, etc. Tudo isso não tem banho de erva que tire.



2. Quando durante a gira de atendimento deixamos o nosso mental ser impregnado por pensamentos torpes, profanos ou pouco elevados. Como por exemplo:

2.1. Ficar observando o comportamento do irmão de fé, sem que em momento algum isso seja para conversar com ele depois da gira para orientá-lo ou ajudá-lo a se corrigir, mas sim para simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.

2.2. Observar o comportamento dos consulentes na hora da consulta sem ser com o objetivo de orientá-lo sobre a disciplina da Casa, ou sobre o entendimento do que esteja sendo dito pela entidade, mas, novamente, simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.

2.3. Quando, enquanto médiuns de incorporação e de consulta, nos recusamos a “dar passagem” porque estamos tão preocupados com nossas próprias mazelas que achamos que não estamos em condições emocionais ou físicas... Falsa humildade! Egoísmo! Que tal deixar para a entidade decidir se estamos ou não em condições? Se realmente estivermos sem condições a própria entidade dará apenas a sua irradiação e bênção. Mas não! Insistimos em saber mais do que elas! Além do mais esquecemos também quantas vezes aprendemos nas consultas e quantas vezes um consulente está passando por um problema semelhante aos nossos e somos indiretamente orientados.

2.4. Quantas vezes durante a consulta, por não “irmos com a cara” do consulente, interferimos na consulta, vibrando antipatia, atrapalhando a incorporação, ao ponto, muitas vezes, da entidade ter que encaminhar o consulente para outra entidade, ou ainda, ser obrigado a terminar logo a consulta? Somos sempre os certos, né?

2.5. Desejar sexualmente um(a) irmão(ã) de fé ou consulente. Você esquece que a galera lá de cima tá vendo tudo? Você esquece que a entidade que você está cambonando sente ou percebe? Você esquece que a entidade que você está incorporada simplesmente desincorpora? Que vergonha! Que absurdo!

3. Toda vez que temos uma atitude incoerente ou incompatível com o fato de sermos umbandistas, nós prejudicamos não somente as entidades, mas a própria Umbanda. Como por exemplo: sujar reino da natureza, desrespeitar uma pessoa, trair o nosso cônjuge, nos omitirmos diante de uma injustiça, silenciarmos diante de uma calunia, etc.

Eu poderia escrever páginas e mais páginas a respeito do quanto prejudicamos as entidades de Umbanda quando nos esquecemos do “Orai e Vigiai”, mas será que adiantaria? Será que você leria até o fim? Porque orientação de não ingerir bebida alcoólica e não fazer sexo 24 horas antes das sessões a grande maioria segue, mas do que adianta seguir alguns preceitos disciplinares se nosso coração ou mental está preocupado com a “balada” que está marcada para depois da gira? Pensando só no choppinho que vai tomar, na pessoa que vai paquerar ou “ganhar”? Você sinceramente acha que será um servidor decente se estiver com isso na cabeça?

Enquanto sacerdotisa de Umbanda, eu prefiro um médium que tenha feito sexo na véspera da sessão, mas que seu sentimento esteja voltado para o servir e para a caridade no dia da gira, do que um que não faça sexo há um ano, mas esteja cheio de rancor ou inveja dentro do seu coração. Não sejamos hipócritas! A espiritualidade tudo vê e não cabe a você julgar o outro! Se o cara fez sexo na véspera da sessão com a esposa dele, porque ficou viajando um mês inteiro e estava morrendo de saudades... Esse sexo é até salutar! Pois imagina como ele estaria na gira? Só pensando na hora de ir embora prá poder “matar a saudade”. E é você quem vai julgar isso? Ou é a entidade?

Orai e Vigiai sim! Sempre! Mas só adianta se você tiver uma coisa chamada consciência! A consciência de que quem realmente faz a Umbanda são as entidades.

A consciência de que se você não estiver “prestando” prá trabalhar quem decide é a entidade.

A consciência do que é ser umbandista.

A consciência de que quem faz caridade é a entidade, guia, protetor, guardião. Médium resgata karma!


Obs.: Creio que mãe Iassan tenha usado o termo: "prejudicar a entidade" no sentido de atrapalhar seu trabalho dentro do contexto referido porque nunca, creio eu, podemos prejudicar uma entidade, podemos sim não sermos merecedores de sua Luz. Creio que até podemos denegrir a imagem de uma entidade com comportamentos inadequados, porém, jamais prejudicá-la, mesmo porque quem age assim está prejudicando a si mesmo.
Annapon

segunda-feira, 20 de março de 2017

Seres Elementais

O Reino Elemental está na base da corrente evolutiva da Terra e trabalha em estreita colaboração com o reino dévico que, sob certos aspectos intermedeia o seu relacionamento com todo a vida planetária. O éter está intimamente ligado a esse reino, que se constitui de forças inerentes à substância mesma dos níveis de consciência e por isso está presente em todo o cosmos , nas diferentes etapas da sua manifestação, embora tenha maior relevo nas fases de materialização, no arco descendente do processo evolutivo. Quando estimuladas para o cumprimento das tarefas, essas forças tomam a forma de seres. Devido à atual densidade da terra, a humanidade pouco sabe a respeito desse reino, apesar de ter alguma notícia acerca dos elementais da terra, da água, do fogo e do ar. No ciclo vindouro lhe será dado maior conhecimento sobre ele.

ELEMENTAIS - Forças das substância-vida dos planos de existência do universo. Esses seres elementais são gerados dos elementos da Natureza: terra, água, fogo, ar e éter, mas quanto mais próximos dos mundos abstratos, de modo mais límpido refletem o que lhes é imanente.

Deus, por interferência amorosa de Seres de Luz que trabalham de forma a unificar os universos em nome do Amor Divino, concedeu a três Reinos, paralelamente, a oportunidade de evolução. Estes três Reinos são: Elemental, Angélico e Humano.
Elementais são os dinamizadores das energias das formas na Natureza.
O Reino elemental aprende a controlar a energia através do pensamento, mantendo um determinado padrão ou molde/matriz.

Os elementais evoluem desde os seres microscópios a Construtores das formas. Eles exteriorizam toda forma, incluindo os corpos humanos, montanhas, rios, etc.; eventualmente alcançam o estado de um poderoso Elohim ou uma Veladora Silenciosa.

Os seres dos Elementos foram criados para servir à humanidade, através de seu próprio trabalho específico. É pelo esforço e pelo uso de sua vida que esses seres nos suprem com as vestes de carne que usamos, com a água que bebemos, com o alimento tão abundantemente fornecido; com o ar que respiramos e com todas as coisas de que necessitamos para sustentar-nos na Terra. O Plano Divino de Vida providencia para que o homem seja servido com AMOR e, em troca, retorne AMOR, GRATIDÃO e BÊNÇÃOS aos Seres Elementais.

São os pensamentos e sentimentos ruinosos da própria humanidade os causadores de todas as expressões destruidoras apresentadas por esses elementais em forma de furacões, vendavais, ressacas, terremotos. Todas as avalanches da Natureza são, meramente, uma tentativa dos seres elementais de projetar PARA FORA, a impureza e discórdia que o homem tem imposto ou depositado sobre eles-esses abnegados seres que vos vem servindo por milhões de séculos.
A matéria usada, que é depositada dentro da terra e das águas, a energia impura que se espalha no ar, causam uma pressão de criações humanas, não somente no próprio homem, como também no Reino Elemental.

Em geral esses entes são desfeitos ao concluírem sua tarefa, mas alguns subsistem até que, por não estarem vivificados pelo impulso que os criou, se “dissolvam” em sua substância de origem. Há seres elementais constituídos artificialmente pelo homem (encarnado ou não), ou por outras entidades autoconscientes, por meio da força do pensamento ou do desejo. Chegam a atuar no plano físico-etérico, às vezes interferindo positiva ou negativamente no trabalho dos devas. Essas criações do psiquismo humano serão dissolvidas pela lei da purificação e, no próximo ciclo planetário, os membros desta humanidade, por estarem em contacto com a própria mônada, poderão colaborar de modo mais efetivo com o Plano Evolutivo. A maior parte dos seres elementais com que o homem se relacionou até hoje foram os da terra e os da água. Estes respondem a estímulos do plano astral, ao passo que os do ar e do fogo tem maior sintonia com a energia elétrica mental. Como os seres elementais são corporificações da substâncias dos mundos das formas, estão sujeitos a impulsos involutivos, devido às forças caóticas profundamente infiltradas nos planos materiais na presente fase da Terra. Sua participação em trabalhos de magia engendrados pelo homem evidencia esse fato. A elevação da consciência humana dissipará as ilusões que em grande parte tem caracterizado o seu contacto com os elementais. Assim, o relacionamento com esses seres, ainda misteriosos para a maioria, advirá do conhecimento espiritual e perderá a conotação fantasiosa e em certos casos utilitarista que lhe foi atribuída. As leis que ordenam as combinações de átomos e moléculas são reflexos das que regem as inter-relações das forças elementais. Uma das implicações negativas das experiências com energia atômica empreendidas pela ciência moderna é o desequilíbrio do reino elemental, base da manifestação deste universo planetário. Todavia, em geral, os que insistem nessas ações destruidoras consideram a vida dinâmica e pulsante do reino elemental produto da imaginação. O contacto consciente da humanidade futura com os elementais deve dar-se por intermédio do reino dévico, e não diretamente.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Os Senhores da Escuridão

Os Senhores da Escuridão



Olá amigos.

Hoje falarei sobre algo que há algum tempo venho pensando.
Assistindo aos noticiários internacionais, desde a queda do líder egípcio, esse tema, Senhores da Escuridão, ronda o meu pensamento.
Robson Pinheiro, em seu livro de mesmo título, obra a ele transmitida pelo espírito de Ângelo Inácio, repórter do Astral, nos fala muito sobre espíritos que dominam no plano espiritual, verdadeiros exércitos de consciências malignas de forma tão moderna que surpreenderia o mais cético dos cientistas.
O livro é parte da trilogia O reino das Sombras, rico em detalhes, deixa claro que a ambição ao poder não cessa com a morte física do individuo, pelo contrário, o acompanha além tumulo e justamente ai é que “mora o perigo”.
Relembrando a leitura e acompanhando os noticiários, pensei:
- Os Senhores da Escuridão não estão apenas no livro, nem tampouco apenas no plano extra físico, eles estão aqui e agora arquitetando planos vis com vistas ao domínio, ao poder que escraviza e mata não apenas corpos, mas almas.
Quem são eles afinal? Quem são os Senhores da Escuridão? E por qual razão lhes atribuir o título de Senhores? Por serem seres de extraordinária inteligência? Por terem sido doutores, cientistas, lideres políticos, comandantes de exércitos, etc.? Por utilizarem seus conhecimentos e dons para o mal, seriam eles “Senhores”?
Esse é um questionamento cuja resposta deve ficar a critério de cada um, mesmo porque alguns Senhores da Escuridão encarnados ostentam títulos muito mais significativos aqui na Terra, pelo menos assim pensam.
A eterna luta do bem contra o mal está em seu auge, é assim que estou sentindo quando, através dos noticiários, vejo lideranças opressivas, de longos anos de domínio, começarem a ruir pela sede de um mundo melhor que a humanidade vem sentindo, pela necessidade e urgência de amor e da não violência, tão bem representada por Gandhi em nosso planeta, é que sinto a luz da esperança se acender em oposição ao horror que o mal causa em suas mais diversas formas de expressão.
É triste e lamentável, porém, constatar que os Senhores da Escuridão estão entre nós representando poderosas nações, por isso, nós que, de alguma forma despertamos para a espiritualidade, temos de assumir o compromisso de vibrar o bem aos lideres nacionais e mundiais, pedindo ao que é Soberano e realmente Poderoso, Deus, por todos eles e por todos nós.
Nosso planeta se prepara para grandes transformações e os sinais desses tempos já são visíveis. Infelizmente, esses sinais chegam de forma trágica ao nosso entendimento, porém, há muito sabemos que não apenas a natureza responderia à violência a ela imposta pelo ser humano, mas o ser humano também, de alguma maneira, responderia à imposição da violência que o escravizou por séculos, portanto, nesses tempos de mudanças, responde a natureza e responde o ser humano sedento de libertação e necessitado de respirar paz e direitos antes negados.
Observando a resistência de alguns “Senhores” encarnados em abandonar seu suposto “reino”, logo me vem à memória o livro de Robson Pinheiro que tão bem ilustra essa resistência. Apegados de forma ferrenha que são ao domínio que supostamente detêm, são capazes de tudo e de mais um pouco para não perderem o poder que julgam, por pura infantilidade espiritual, deter. Dessa maneira complicam seu carma e, muito provavelmente, quando desencarnam, buscam seus iguais nas regiões densas de nossa crosta, engrossando assim as fileiras dos Senhores da Escuridão desencarnados.
Uma das mudanças, porém, que a Terra sofrerá, segundo os espíritos que representam Jesus nas questões relativas à evolução de nosso planeta, é que não mais o mal em nosso orbe habitará, ou seja, os espíritos endurecidos e ainda resistentes ao bem serão remanejados a mundos ainda menos evoluídos do que o nosso, justamente para que a Terra deixe de ser um planeta de provas e expiações para se transformar em regenerador, onde o bem imperará.  Sendo assim, conclui-se que os Senhores da Escuridão terão de recomeçar suas jornadas de forma primitiva, emprestando a mundos menos evoluídos os conhecimentos que adquiriram e dos quais não fizeram bom uso.
Podemos imaginar, ou supor, a imensa frustração que experimentarão sendo constrangidos a viver num meio totalmente rudimentar, tendo de refazer todo o caminho, desde a descoberta do fogo, até a alta tecnologia existente nos dias de hoje. Mas, sempre a tempo de retomar o caminho do bem e da paz, para tanto, Deus dá a todos, sem exceção, o direito de escolha e, naturalmente, na exata hora da separação do joio e do trigo, aquele que fez a sua escolha habitará o meio mais adequado à sua condição.
Àqueles que amam a paz, que lutam pelo bem, pelo progresso, que estão engajados na reconstrução do planeta, bem como nas questões ambientais de preservação e proteção à natureza e aos animais, certamente o Pai reserva bons tempos, bem como aos que levam a palavra do Mestre aos que ainda não o conhecem que compartilham sendo solidários sempre diante das necessidades e carências de seus irmãos, aos que trabalham incansavelmente nas lidas espirituais nos inúmeros núcleos ao redor do planeta, certamente o Pai e o Mestre, já reservaram lugar, assim como Ele mesmo, Jesus, disse um dia.
Possam os Senhores da Escuridão, ao refazerem seus caminhos, encontrar os Senhores da Luz que habitam em seus corações temporariamente desviados do bem e que o Poder de Deus os acolha, os conforte e lhes permita recomeçar.








Annapon em 24.03.2011



terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Triângulo do Drama




Olá leitores queridos!


Existe um tipo de comportamento humano muito comum que obedece à seguinte sequencia:


Salvador - Vítima - Algoz


Creio que todos nós, um dia ao longo de nossa vida, já nos comportamos assim até mesmo sem perceber.


Aprendi essa lição numa das obras psicografadas por Francisco do Espirito Santo Neto, pelo espirito Hammed, "Um modo de Entender" leitura que recomendo e que me apresentou esse estudo do psiquiatra Steven Karpman.


A lição consiste no seguinte esquema:


As vezes, por alguma razão, temos muita vontade de ajudar alguém. Envidamos todos os nossos esforços para obter exito nessa empreitada de socorro ao outro, sem ao menos perguntar se essa ajuda é bem vinda, ou seja, se o outro quer mesmo ser ajudado.

Essa é a postura do Salvador, ou, pretenso salvador.


O Salvador, frustrado, diante da negativa do outro em aceitar sua ajuda, passa a se comportar como vitima quase sempre dizendo o seguinte:


- Poxa! Estou querendo te ajudar e você não entende? Faço tanto por você, me preocupo, falo como deve se comportar e você não dá atenção. Isso me fere sabe? Fico triste porque quero te ajudar e você despreza meu cuidado...


Dessa postura de vítima, passa para o outro estágio, o de algoz. Sim porque quis ser salvador e não conseguiu, posou de vítima e foi ignorado, portanto, sendo algoz, seu ego "salvador" será satisfeito ok? Talvez, quem sabe, mas, vamos continuar.


O algoz passa então a provocar sua vítima. Com seu ego desprezado, o algoz arma ciladas, tem prazer quando assiste a derrota do outro, o persegue de todas as formas e com isso esquece de viver sua própria vida.


Enquanto escrevia esse post, resolvi pesquisar sobre o triângulo de sentimentos acima exposto e encontrei um texto pertinente que compartilho para que fique bem claro esse meu pensamento:

Triângulo do Drama

Publicado por GLORIA TELLEZ

Origem

O Triângulo do Drama foi originalmente criado por Steven Karpman para representar o processo de auto-vitimização através das três faces da vítima.

A maioria de nós reage inconscientemente à vida através de uma posição de vítima. Sempre que nos recusamos a assumir responsabilidade por nós mesmos, nós escolhemos ser vítimas. Isso faz com que nos sintamos à mercê, traídos e injustiçados, não importando em qual situação estejamos.

Karpman nomeou os três papéis no Triângulo do Drama Perseguidor, Salvador e Vítima, e os colocou em um triângulo invertido representando as três faces da vítima. Apesar de somente um dos papéis se chamar Vítima, todos três se originam e terminam nele. Portanto, todos são paradas na estrada da auto-vitimização. Cada um de nós é mais familiar com um papel, que chamo de posição inicial.

Como funciona

Aprendemos nossa posição inicial dentro da nossa família. Apesar de cada um de nós ter um papel com o qual mais nos identificamos, nós também atuamos em outros papéis, rodando o triângulo, por vezes em questão de minutos, ou até mesmo segundos, várias vezes por dia.

O Salvador se torna vítima vestindo a carapuça de mártir: “Depois de tudo que eu fiz por você…”, enquanto o Perseguidor se vitimiza como forma de justificar vingança: “Se não fosse por você, eu não teria tido que…”.


Enquanto o Salvador persegue privando a vítima de seus cuidados e atenção, um Perseguidor salva de forma quase tão dolorosa quanto quando está em modo de ataque.

Assumindo os papéis

Uma pessoa cuja posição inicial é a de Vítima é perpetuamente digna de pena e incapaz. Até sua forma de salvamento é inferior: “Você é o único que pode me ajudar, porque é tão talentoso, ou inteligente, ou…”Nós não somente atuamos nesses papéis triangularmente distorcidos em nossas relações diárias com outras pessoas, mas também internamente.

Damos a volta no triângulo em nossa mente tão rápido quanto o fazemos em relação ao mundo exterior. Caímos em nossa própria armadilha com um diálogo interno desonesto e disfuncional.

Antes que saiamos do triângulo temos de reconhecer e desejar abrir mão do drama que ele produz. Temos de, primeiramente, tornar-nos intimamente conhecedores dos preços e barganhas de cada parada no caminho da auto-vitimização. Isso nos possibilitará não somente reconhecer os vários papéis, mas também avaliar realisticamente as conseqüências de estar atuando em qualquer um deles.

Identificar a linguagem e a movimentação de cada papel nos ajuda ainda mais a perceber quando estamos sendo envolvidos por outras pessoas em um triângulo. Com esta percepção, nós podemos escolher se queremos ou não dançar a música vergonhosa da vítima. Com isto em mente, vamos examinar cada papel cuidadosamente.

Os papéis

O papel de Salvador é o princípio da sombra maternal. É a reação tipicamente co-dependente que chamamos de “sufocante”. Isso faz com que seja essencial ter uma vítima dependa dele. O Salvador é protetor, mediador; aquele que deseja “consertar” os problemas, mesmo não tendo sido chamado para isso. Por isso muitas vezes fica desapontado com a vitima.

A Vítima é a sombra da perfeita criança: inocente, vulnerável e carente. Vítimas adotam a atitude de “Eu não consigo”, estando sempre em busca de alguém que seja “mais capaz” para cuidar deles. Vítimas negam tanto sua capacidade de resolver problemas quanto seu potencial para gerar poder. Sente-se impotente, à mercê, maltratado, intrinsecamente mau e errado.

O Perseguidor tenta “reformar” através da força. Este papel é tomado por alguém que quer ter suas necessidades atendidas através de métodos autoritários, controladores e até mesmo punitivos. O Perseguidor se livra do sentimento de culpa colocando poder em outros, por isso sempre precisa de uma Vítima para culpar.

O Perseguidor acredita que tem de brigar com o mundo para sobreviver! Seu grito de guerra pode muito bem ser “Eu fui injustiçado e alguém tem de pagar!”.

O Triângulo do Drama no dia a dia

Em situações de conflito, identifique qual papel você está interpretando para poder assumir o controle da situação.

Você pode se fazer algumas das seguintes perguntas:

O que não estou fazendo?

O que preciso fazer?

Quem está assumindo a responsabilidade de quem?

Estou permitindo à outra pessoa assumir suas responsabilidades?

Quem tem o poder? Como eu sei?

Concordei com mais do que eu quero fazer?

Estou fazendo mais do que me corresponde?

Estou assumindo meu poder de forma positiva e adequada?

Estou utilizando meu poder para definir meus próprios limites e assumir a responsabilidade por mim e minhas ações?

Que limites que eu preciso estabelecer?

Estou usando o meu poder para cuidar de mim mesmo corretamente?

O que estou sentindo sobre esta situação? Como eu gostaria de me sentir?

Que medidas preciso tomar para lidar com esta situação da melhor maneira possível e obter o melhor resultado possível?

Veja que atitude tomar segundo o papel que você assumiu nessa situação:

O salvador tem de assumir a responsabilidade por si e por suas ações, conectar-se com seu poder e reconhecer a sua vulnerabilidade.

A vítima precisa reconhecer sua própria vulnerabilidade e assumir a responsabilidade para si própria, aceitar que tem poder e é capaz de utilizá-lo adequadamente.

O perseguidor mantem o poder em si mesmo, em vez de ter medo dele, transferi-lo para a vítima, ou utilizá-lo dissimuladamente.Robert T LCSW - O triângulo de relacionamento -


Esta é uma maneira útil de olhar para os relacionamentos, e eu uso isso em todo o meu trabalho com casais tanto como uma maneira de ver onde eles estão, mas também onde eles precisam ir. É baseado no Triângulo do Drama, também conhecido como o Triângulo de Karpman, que foi desenvolvido pelo psiquiatra Steven Karpman no início dos anos 70. O que se segue em minha interpretação e expansão sobre as idéias originais de Karpman.


Comece imaginando ou desenhando um triângulo de cabeça para baixo (faça isso agora, isso vai ajudar). No topo há duas letras, P à esquerda tinha lado, R à direita. Na parte inferior, a ponta do triângulo é a letra V.


O triângulo representa a relação entre duas pessoas. As P, R e V representam papéis diferentes que as pessoas podem desempenhar; Não é o próprio povo, mas um papel. Os papéis interagem e há sempre alguém no topo que parece ter mais poder, e alguém no fundo. A relação move-se aproximadamente em um círculo como segue:


A pessoa é a posição R é o salvador. A pessoa nesse papel essencialmente tem controle de "cara legal". Ele se agarra ao V ou à vítima. A pessoa nesse papel sente-se oprimida às vezes. Ele sente que os problemas estão caindo em sua cabeça. O salvador entra e diz: "Eu posso te ajudar, basta fazer o que eu digo, tudo ficará bem". Muitas vezes os casais vão começar seu relacionamento em alguma forma dessas. Eles psicologicamente armaram um negócio: O socorrista diz que eu vou concordar em ser grande, forte, bom e agradável; A vítima diz que eu concordarei em ser oprimido e incapaz de

gerenciar. Todos estão felizes. O socorrista sente-se necessário, importante e responsável. A vítima tem alguém para cuidar dele.


E funciona bem, exceto de vez em quando uma de duas coisas acontece. Às vezes, o socorrista fica cansado de fazer tudo. Ele sente que está assumindo todas as responsabilidades e que o outro não está puxando seu peso, não devolvendo nada, não apreciando o que o salvador está fazendo. O salvador fica farto, zangado, ressentido. Bam! Ele muda para o P, o papel de perseguidor. Ele repentinamente explode - geralmente sobre algo menor como limpar a lavanderia ou tirar o lixo - ou atos fora - sai e gasta muito dinheiro, vai beber, tem um caso. Ele sente que ele merece, olha, afinal, diz para si mesmo, com o que eu tenho aguentado! A mensagem do comportamento e da raiva que geralmente não sai muito claramente é: "Por que você não cresce! Por que você não toma alguma responsabilidade! Por que eu tenho que fazer tudo por aqui! Aprecio o que estou fazendo por você! Isso é injusto! " O sentimento de injustiça é forte.


Nesse ponto, a vítima fica assustada e se move até a posição R, tenta recuperar e acalmar as águas. "Eu sinto muito", diz ele. "Eu não percebi, eu realmente aprecio o que você faz. Eu vou fazer melhor." Então o perseguidor sente-se mal sobre tudo o que ele fez ou disse e desce para a posição da vítima e fica deprimido. Então ambos estabilizam e voltam para suas posições originais.


A outra coisa que acontece, às vezes, é que a vítima se cansa de ser a vítima. Ele fica cansado do outro sempre executando o show, sempre dizendo-lhe o que fazer. Ele fica cansado de ser desprezado, porque o socorrista está basicamente dizendo: "Se não fosse por mim, você não conseguiria." De vez em quando a vítima fica farta e Bam, move-se para o papel de perseguidor. Como o salvador, a vítima neste papel explode e fica com raiva geralmente sobre algo pequeno, ou age fora.


A mensagem que não é dita é:

- Por que você não sai de perto? Deixe-me sozinho, pare de controlar a minha vida! Afaste-se, eu posso fazer as coisas sozinho! O socorrista ouve isso e se move para a posição da vítima. Ele diz a si mesmo: "Pobre de mim, toda vez que eu tento ajudar, olha o que eu tenho." O perseguidor então se sente mal por tudo o que ele fez ou disse e vai para a posição de socorrista e diz algo como: "Eu estava estressado, não tomei meus remédios, estava cansado por causa das crianças. E, em seguida, eles voltarão para onde estavam originalmente.

sábado, 21 de janeiro de 2017

A Missão das Quatro Estações




Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"!
O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, semanalmente, em capítulos.
Esse é mais um presente a você, leitor amigo, que aprecia romances mediúnicos.
Essa estória é meu segundo trabalho de psicografia totalmente inédito e agora disponível aqui no blog.
Espero que curtam a experiência e que a estória os emocione assim como emocionou a mim ao escrevê-la.
Frei Leonardo é um espírito muito doce, uma presença suave e tranquila que nos trouxe esse romance para que pensemos sobre nossas vidas e relacionamentos de forma mais madura e equilibrada, pois, a vida continua e o amor jamais se acaba.
Desde já agradeço a você, amigo leitor, na esperança de que a leitura seja agradável e possa, de alguma forma, ajudá-lo a caminhar pela vida mais seguro e amoroso, assim como grato a Deus por absolutamente tudo.
Annapon

Sinopse:

Romance mediúnico transmitido pelo espírito de Frei Leonardo.

Bélgica, 1917.

A jovem Ananda é encontrada aos pés de um penhasco gravemente ferida. No hospital, todas as tentativas são feitas para salvar sua vida, porém, ela não resiste.

O Reverendo Nicos, amigo da família e pároco da cidade, ao receber a noticia do acidente, imediatamente vai ao hospital, lá permanecendo para apoiar os pais da jovem antes da constatação de sua morte.
Impaciente, o Reverendo pede ao médico para ver a menina e é atendido. Ao entrar na sala onde Ananda estava um fato surpreendente ocorre. O Reverendo viu, simultaneamente, o corpo de Ananda no leito, inerte, e seu espírito que com ele falou. Apavorado, o Reverendo volta correndo para a sala do médico e pede a ele que vá sem demora verificar o estado de saúde da menina.

Ao fazer isto, o médico constata e confirma sua morte.

A morte de Ananda choca a todos os habitantes daquela cidade. A polícia passa a investigar a morte de Ananda baseada nos depoimentos dos homens que tentaram salva-la levando-a ao hospital. Eles relataram ao delegado que Ananda segurava um chapéu nas mãos quando a encontraram e, que este chapéu, com certeza, pertencia a seu pai.
O pai de Ananda passa a ser então o principal suspeito pela morte da menina, mesmo porque, a hipótese de acidente não condizia com o conhecimento que Ananda tinha daquele local.

Quanto mais a polícia investigava, mais recaiam sobre o pai de Ananda as suspeitas e, diante de tais fatos, Henry, o pai, acaba por ser preso.

No plano espiritual, Ananda, que já estava esclarecida sobre a sua nova condição de vida, sofre com a prisão do pai, pois, crê na sua inocência e em seu amor por ela.
Diante da situação, Ananda busca ajuda e é atendida, porém, existe uma condição: Seu tempo em missão na Terra não poderia ultrapassar o de Quatro Estações, após este espaço de tempo, ela deveria retornar ao mundo dos espíritos, nada mais podendo fazer.

Ananda aceitou o desafio agradecida e mais dois espíritos amigos, a ela se juntam nesta missão; a Missão das Quatro Estações que tem por principal objetivo provar a inocência do pai de Ananda.

A medida em que o romance avança, os missionários das Quatro Estações reúnem forças junto aos espíritos encarnados, influenciando-os a colaborarem com a equipe.

Um dos fatos marcantes do romance é a atuação como advogada do pai de Ananda, da personagem Ava, pois, naquela época as mulheres davam inicio à sua emancipação e, advogadas eram poucas, sendo assim, Ava teve de enfrentar preconceitos dos mais diversos, inclusive o de seu próprio cliente.

O romance é envolvente, emocionante. Fala de justiça, fé, coragem e esperança.

Segredos da vida pessoal dos personagens são revelados de forma surpreendente, mas, que no fundo, são lições de vida. Lições de erros e acertos aos quais todos nós estamos sujeitos.

A missão das Quatro Estações passa a ser para o espírito de Ananda, um valioso aprendizado.

A colaboração que todos podemos prestar aos espíritos missionários, fica evidente neste romance que conta com alguns personagens auxiliares de grande valor para o mundo espiritual, por exemplo: o Reverendo Nicos e a negra Ambrozina, criada da advogada Ava e conhecedora de curas espirituais valiosíssimas.

O intercâmbio entre o mundo espiritual e o carnal é o tema principal deste romance de final emocionante.

As fraquezas dos seres humanos, bem como suas forças, são colocadas de forma a fazerem com que o leitor reflita sobre muitos assuntos.

A missão das Quatro Estações é uma lição de valores espirituais profundos que toca almas sensíveis que creem na continuidade da vida após a morte e na Justiça Divina acima de tudo.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Por que o amor chamou


Por que o amor chamou eu regressei, tinha em mente tanta coisa, mas esqueci e nem te reconheci quando te vi. Só senti algo diferente, um não sei que de alegria, misto de saudade, não sei.

O fato é que a vida nos chama, nos coloca frente a frente de volta, mas, e agora? faço o que?

Estamos aqui e aqui é muito diferente, essa Terra é cruel, ora nos aproxima, ora nos distancia mais uma vez e a gente não entende o que afinal viemos fazer.

Mas, se por amor eu regressei, por amor hei de viver embora saiba que o tempo será de provas, que nem sempre o alcançarei nem tampouco ao meu lado você caminhará todos os dias.


Teremos de vencer muitos obstáculos. O mesmo amor que nos trouxe, há de nos levar de volta, porém, só vencerá se passarmos por mais esta prova.


E que sosseguem nossos corações, pois foi o amor que nos trouxe de volta e de volta nos levará quando o silencio da mente chegar e os olhos aqui se cerrarem para novamente se abrirem lá onde habita a paz!


Inspiração sobre reencarnação (ditado por Maria Inês/espirito de uma jovem)


Annapon
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