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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

terça-feira, 29 de julho de 2014

Nariz empinado




É, de fato, muito interessante, cruzar na rua com alguém que se mostra, em algumas circunstâncias, espiritualizado,  e quando te vê, não te enxerga, passando batido como quem passa por mais uma vitrine sem graça.
Deve ser porque o ser, em questão, seja um mero buscador da condição que espiritualiza o ser humano. Deve ser, mas acho até engraçado porque a pessoa faz um esforço tremendo para fazer de conta que não te viu, porém, a gente sabe que viu. Chega a ser cômica a situação.
A pessoa, nessas horas, empina tanto o nariz como fosse superior em busca do melhor ar, aquele só a ela, ser especial como se sente, reservado. É muito engraçado!
A gente pensa, nesses momentos:
- Nossa! Que pessoa metida a besta, fingiu que nem me viu, credo! Também grande coisa, que se...
Realmente, se não pensamos exatamente assim, é claro que pensamos alguma coisa e, esse nosso pensar, pode trazer consigo, um súbito mal estar causado pela indiferença do outro que, apesar de nos ter visto, fingiu que não viu e ficam os dois com uma espécie de carga negativa que tanto pode passar em segundos, como pode perdurar pelo resto daquele dia.
Ninguém é obrigado a nos cumprimentar, não, de forma alguma, mas, fingir que não viu, ignorar, é muito pior, faz mal tanto para o que ignora quanto ao ignorado e tal atitude pesa mais naquele que, aparentemente, é buscador da espiritualidade, porque ser espiritualizado não se aprende nos livros, estes apenas apontam o caminho. Ser espiritualizado é atitude, vida, conhecimento sobre si mesmo.
Sei que não conseguimos ser o tempo todo seres espiritualizados a ponto de vivermos as lições que nos são transmitidas pelas religiões, livros, etc, mas, se buscamos o caminho espiritual, se pregamos o bem e buscamos a Luz, temos de, antes de tudo, sabermos que colhemos os frutos de nossas ações e que, pequenas atitudes, como essa, por exemplo, de fingir não ver alguém que conhecemos quando a encontramos por acaso na rua, pode gerar um efeito extremamente nocivo em nós, primeiramente, e no outro por consequência.
Pode parecer exagerado esse meu pensamento, porém falo do que sinto e, se sinto, o outro também sente, lógico que uns sentem mais, outros menos, porém não existe aquele que não sinta nada diante de situação igual ou parecida.
Somos humanos vivendo mais uma experiência na matéria, trazemos, de outros tempos, outras vidas, sinais de personalidades já assumidas, umas mais dóceis, outras nem tanto, mas, se estamos aqui, agora, é para que tenhamos a chance de sermos melhores, mais lúcidos, ainda mais se estamos engajados em trabalhos espirituais.
Atitudes como essa, acima descrita, já me causou muito incômodo, mal estar, hoje já não sinto mais assim. Hoje, atitudes como essa, me causam riso, eu rio demais e sei que isso é bom porque sinaliza que algo eu já aprendi.
Acho muita graça no esforço que a pessoa faz para disfarçar, em suas expressões faciais quase sempre sisudas, mas, a campeã dessas caras e bocas é o nariz empinado. Esse realmente é o mais engraçado, mesmo porque quem muito o nariz empina, pode pisar em algo não muito agradável.
Na qualidade de buscadora da espiritualidade, me reconheço falha, tenho muito a aprender e lapidar em mim mesma ainda. Sei que não sou imune a atitudes menores, reconheço que às vezes saio da rota sem me dar conta e, quando percebo, já fiz algo que na verdade não gostaria de ter feito, porém me perdôo, tenho paciência comigo e começo tudo de novo.
Às vezes também, coisas como essas acontecem com a gente justamente para que gravemos, em nossas mentes e corações, como é ruim agir assim com as pessoas, mesmo que elas não nos agradem ou sejam recentemente conhecidas, nunca é bom agir assim, pois se nos causa desconforto/constrangimento, não devemos expor a quem quer que seja, ao mesmo mal estar.
A mim sempre serve de lição ser tratada, de alguma forma, mal ou com indiferença porque me inspira a jamais tratar alguém da mesma forma.
E assim vamos crescendo, aprendendo, caminhando.
Quanto ao nariz empinado, bem, daria sim uma boa e engraçada estória!
_/\_
Annapon


quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Filha de Olorum por Fernando Sepe




Olá!
Sinceramente gostei muito do texto abaixo! É mais uma das tantas pérolas que tenho recolhido em meu aprendizado no abençoado curso de Teologia de Umbanda Sagrada ministrado por Alexandre Cumino.
Apreciem sem moderação!
Annapon

A Filha de Olorum
por Fernando Sepe

E sua majestosa voz ecoou pelo alto, pelo embaixo, pela esquerda e a direita, pelo a frente e o atrás, pelo envolta. Por determinação do pai - mãe de Todos, uma nova religião nasceria sob solo brasileiro. Era sua filha mais nova, a Umbanda.
E um verdadeiro rebuliço começou no Orum, pois logo o mais respeitado dos Orixás se ergueu de seu Trono e disse que ele seria o responsável e sustentador maior da religião. Oxalá abençoava o nascer da mais nova filha de Olorum, e a assumia dos Seus Divinos Braços. Nela a espiritualidade e a fé estariam presentes, como aceleradora da evolução de todos. Não existiriam dogmas, e apenas um grande fundamento: Amor e Caridade.
E logo começaram a chegar os Orixás, todos também abençoando e apadrinhando a nova filha de Olorum. Ogum e Iansã, os mais emocionados de todos, diziam que protegeriam a nova religião com as armas da Lei.
E então a voz trovão de Xangô ecoou, pelos quatro cantos do Orum, dizendo que ele seria a
Justiça a favor de todos. Sua palavra seria Lei, e todos os filhos de Umbanda nada temeriam, pois todos são filhos de Rei, o Rei Xangô.
Também apresentou a todos sua mais nova esposa, Egunitá a quente irmã mais nova de Iansã. Ela que era “fogo puro” encantou a todos, e disse que protegeria a Umbanda.
E assim a filha mais nova de Olorum ganhou seus dois padrinhos: a Lei Maior e a Justiça Divina.
Mas algo engraçado aconteceu. Muitos espíritos vindos de um dos muitos bairros do Orum,
Aruanda, disseram que eles seriam os trabalhadores e a linha de frente da religião, além de assumirem a condução dos médiuns umbandistas.
Oxalá que é o senhor das formas, e pai da Umbanda, consentiu e determinou que por
homenagem ao povo negro e indígena todos assumissem a forma de Caboclos e Pretos-velhos.
E logo chegou Oxóssi de uma de suas muitas caçadas, e assumiu toda a linha de Caboclos,
tornando-se o Rei dos Caçadores. Distribuiu um diadema a todos consagrando-os como caboclos. Todos os caboclos trazem até hoje o diadema ganho do Rei das Matas.
E o velho Obaluayê junto de Nanã abençoou todos os espíritos anciões que se consagravam ao trabalho da linha de pretos-velhos. Concedeu a eles a sabedoria que só o passar do tempo pode conceder. E todos se transformaram em ótimos conselheiros e curadores, principalmente das chagas da alma.
E por falar em tempo, ele também estaria presente. Oyá-Tempo (xará de Iansã – Oyá), seria
responsável pelas forças do tempo dentro da nova religião. E como ela é muito observadora e, vamos dizer, bastante desconfiada, seria a guardiã da fé e dos processos da religiosidade. E "ai" de quem pisasse na bola da religiosidade. Lá estaria Oyá com seu olhar congelante...
Iemanjá que é uma “mãezona" queria que todos os espíritos que se manifestassem para a
caridade pudessem ser aceitos no ritual, sabe como é, "em coração de mãe sempre cabe mais um". E assim ficou decidido, pois ninguém tem coragem de negar um pedido da encantadora Rainha do Mar. E a Umbanda acolheria a todos, caso viessem para prestar a caridade. Surgiam então as muitas linhas de trabalho, como baianos, marinheiros, boiadeiros e os muitas vezes renegados pelo próprio povo de origem, os ciganos...
E de repente apareceu Oxum, perguntando que festa era aquela. Quando ficou sabendo que era o nascimento da mais nova filha de Olorum, começou a chorar e a abençoou com suas lágrimas que caíam de seus olhos como duas enormes cachoeiras. (Ela é muito chorona, mas não gosta que a gente fale sobre isso...)
E de presente a ela, chamou Oxumaré, que transformou tudo em cores e disse que renovaria e embelezaria tudo com seu axé colorido.
E junto do seu arco–íris vieram os encantados da natureza, as crianças que seriam a alegria da Umbanda.
O “time” estava quase completo, quando da terra surgiram o amado Tata Omulu e Obá. Não
muito sorridentes, para falar a verdade bem sérios e um pouco secos, disseram que também fariam parte da nova religião. Que queriam ver seus cultos renovados, e que seriam a força do elemento terra. Obá que depois de muitas desilusões nada mais queria com Xangô, resolveu unir–se a Oxóssi, e ajudá-lo a disseminar o conhecimento.
Omulu que é muito calado colocou-se ao lado de Iemanjá, dizendo que a guardaria por todo o
sempre. Na verdade, até umas lágrimas foram vistas cair de seus olhos, negros como a noite. Ele é meio incompreendido, mas quem o conhece sabe que é o mais amoroso dos Orixás.
Todos estavam comemorando, quando não se sabe direito porque uma confusão começou, e
ninguém mais sabia o que iria fazer. Oxalá que muitas vezes já tinha sido enganado por “ele”, não seria novamente. Logo disse:
- Laroiê Exu! Você também é convidado a participar da nova religião. Será responsável pela
esquerda de todos. Mas vai ter que seguir as Leis de Xangô, e será acompanhado de perto por seu querido irmão Ogum!
Uma gargalhada soou por todo Orum, e Exu apareceu. Junto dele a mais bela moça, Pomba-gira. Exu ficou feliz, disse que agora teria Pomba-gira para dividir seu trabalho, mas que não abriria mão de ser sempre o primeiro a ser firmado. Não porque ele era aparecido, mas sim porque era ele quem guardaria os templos e casas de Umbanda.
E muito esperto que era, disse:
- Olha, eu vou supervisionar o trabalho junto com Pomba-gira. Mas vou deixar uns espíritos
trabalhando com a minha força fazer o trabalho. Afinal, o que o homem faz o homem que desfaça. E também o meu irmão Oxóssi é senhor da linha de Caboclos, porque eu não posso ser senhor da Linha de Exu?
Bom, começaram umas discussões, mas acabou acertado que o Orixá Exu atuaria na Umbanda, a partir de sua linha de trabalho. Seria a linha que faria o trabalho pesado, além de serem os guardiões dos médiuns, e dos templos de Umbanda.
E assim todos os Orixás muito emocionados deram as mãos e começaram a orar pelo sucesso da mais nova filha de Olorum.
E então o Pai e Mãe de Todos se manifestou:
“Meus amados filhos Orixás, a Vós eu consagro minha filha nova e dileta, a Umbanda. Que ela
transforme–se em uma religião semeadora de luz, amor e caridade. Que seja espiritualista e
universalista, que esteja aberta a todos de bom coração. E que em sua pedra fundamental esteja escrito o seu único dogma: Amor e Caridade!”
E de Si Sete intensas irradiações partiram, e envolveram sua filha querida. Todos se emocionaram e agradeceram a Olorum por essa bênção à humanidade.
Quase cem anos se passaram, e a Umbanda cresceu um bocado.
Transformou–se um uma linda jovem, amorosa e alegre. Amparada por seu Pai Oxalá, e seus
padrinhos, a Lei Maior e a Justiça Divina, ela vai vencendo todos os obstáculos.
Os seus trabalhadores conquistaram o coração das pessoas.
Todos correm para escutar a palavra de sabedoria do preto–velho, ou a conversa pura e alegre da criança.
Os Caboclos transformaram-se na linha de frente da Umbanda, trazendo as qualidades dos nossos amados pais e mães Orixás. Onde existe um Pena Branca, lá está a paz e serenidade de Oxalá. Onde trabalha um Sete Espadas, estão os olhos da Lei.
Exu e Pomba-gira se fizeram presentes tornando-se sinônimos de proteção e cumprimento da Lei, seja na seriedade do Tranca-Ruas, no olhar penetrante do seu Capa Preta, ou na força da Rainha Maria Padilha.
Todos os espíritos podem se manifestar para a caridade, como um dia pediu a “mãezona”
Iemanjá, surgindo assim a alegria dos muitos “Zés” que trabalham na Umbanda.
E principalmente a Umbanda tornou-se sinônimo de amor e caridade, de luz e evolução
espiritual.
Esse texto é apenas uma fábula, uma lenda ou um Itan, que presta também sua homenagem à
filha mais nova de Olorum. É um pedido para que enfim as pessoas entendam que existe algo maior que a “minha” ou “a sua” Umbanda. Simplesmente existe A UMBANDA, filha querida de Olorum, que encanta a todos os Orixás, e enche os olhos do velhinho e amoroso Oxalá de lágrimas de felicidade e amor...

(Sepe, em homenagem a Umbanda, essa linda religião universalista, doada a todos nós pelos
amados Pais e Mães Orixás).

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A melhor Umbanda


Quem pode dizer qual é a melhor forma de praticar a Umbanda?

Quem pode dizer que o terreiro que frequenta pratica a verdadeira Umbanda e que nele a Umbanda é Branca ou é a Umbanda do Bem ou ainda a verdadeira Umbanda?

Casos a parte existem nos quais o nome da Umbanda serve de faxada para praticas menos dignas. Sabemos disso e lamentamos, porém falo de Umbanda e não de pseudo Umbanda e espero que em breve todos possam conhecer a Umbanda para não confundi-la ou mescla-la à outras religiões como o Candomblé, por exemplo.

Voltando ao tema: " A melhor Umbanda", penso seja infantil pensar que o terreiro que frequentamos é o melhor e os outros apenas outros.

Sempre compreendi a Umbanda como única, mas praticada de diferentes formas conforme instruções da espiritualidade, necessidade de seus dirigentes ou ainda público ao qual se destina cada núcleo.

Por ser abrangente, a Umbanda reúne em si, em seu todo Maior, diferenças de casa para casa justamente, penso eu, por ter uma visão muito maior do que a nossa sobre as necessidades de seus filhos reunidos sob um mesmo teto a fim de progredirem juntos pelas vias generosas da Umbanda que a todos acolhe sem distinção. Por isso e por muito mais, creio eu, existe e precisa existir formas diferentes de praticar a Umbanda sem com isso perder sua essência fundamental que é servir ao próximo e a si mesmo através da caridade tendo como recurso a mediunidade, ou seja, o intercâmbio entre mundos.

A melhor Umbanda, portanto, é aquela que nos toca o coração, seja ela mista ou não. Digo mista porque alguns terreiros praticam a Umbanda com enfoque no espiritismo, por exemplo, ou ainda com muito da herança do Candomblé e por ai vai, porém, seja lá como for, a melhor Umbanda é e sempre será a que nos torna pessoas melhores, mais cientes e conscientes sobre as questões da vida e de nosso cotidiano.

Creio seja ir na contra mão dos ensinamentos pregados pela Umbanda, através da espiritualidade, a questão do preconceito, portanto, subestimar outro terreiro que não seja o de sua preferência, significa que pouco ainda se absorveu da religião escolhida, no caso, a Umbanda.

A espiritualidade que tudo vê e que quase tudo sabe, tem suas razões para reunir grupos com necessidades diferentes dentro de uma mesma bandeira, ou religião. Tanto é assim que o Catolicismo, por exemplo, tem algumas vertentes ou maneiras diferentes de alcançar grupos com prioridades específicas e o mesmo ocorre com a Umbanda, cada grupo tem sua necessidade, não está junto por acaso e pratica a Umbanda de maneira mais adequada à essas necessidades específicas.

Dizer que a "minha" Umbanda é melhor do que a sua é bobagem, infantilidade, falta de compreensão sobre a real missão da religião nessas terras brasileiras, desconhecimento de causa, eu diria. Por essas e por outras é que o estudo se faz necessário; compreender para praticar melhor e para se fazer respeitar pelas vias do conhecimento, da clareza de ideias e ideais.

Sendo assim encerro dizendo que a Melhor Umbanda é a que nos religa ao Pai, aos Mestres do Amor, da Caridade e da Paz. 

Essa é a melhor Umbanda, a que habita em nossos corações, que nos ensina a respeitar o próximo seja ele quem for e como quer que esteja, que não nos impõe nada, mas que apenas nos convida a refletir quantas vezes sejam necessárias.

A melhor Umbanda é a que nos ensina o perdão, o amor, a coragem e estimula nossa fé seja ela praticada da forma que for, isso não importa porque o bom livro não se conhece pela capa.
Annapon

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Origem Indígena da Umbanda





Origem Indígena da Umbanda
por Alexandre Cumino

De sua raiz indígena a Umbanda recebe o amor à natureza e a influência do xamanismo caboclo e pajelança, bem como o uso do fumo, que é considerado erva sagrada para os índios. Um culto irmão da Umbanda, o Catimbó, Jurema ou Linha dos Mestres da Jurema, também realiza trabalhos com entidades espirituais de forma muito parecida com esta, sob influência direta do Toré, que é uma prática
essencialmente indígena. A Umbanda e o Catimbó trabalham com algumas entidades em comum como, por exemplo, Caboclo Tupinambá na Umbanda e Mestre Tupinambá no Catimbó, Caboclo Tupã e Mestre Tupã, Caboclo Gira-mundo e Mestre Gira Mundo, Pai Joaquim e Mestre Joaquim, e o tão conhecido Mestre Zé Pelintra, juremeiro muito presente na Umbanda. Alguns chegam a dizer que a Jurema é “Mãe da Umbanda”, de tanto que teria colaborado com esta. O Toré e a Jurema são vivos ainda hoje nas tribos Kariri – Chocó, considerados os guardiões da Jurema. Em conversa com um amigo desta tribo, o índio Tkainã, o mesmo me esclareceu que Aruanda é a Terra da Luz para sua cultura, falada na língua Macrogeu, “coincidentemente”, Aruanda é o Céu, correspondente ao Mundo Astral, para os Umbandistas.

Muitas vezes na Umbanda se usa o termo Jurema para identificar um local do mundo espiritual de onde provêm os caboclos.

O uso de chás, banhos de ervas e defumações é algo em comum para indígenas, africanos e
europeus. Em muitas Tendas de Umbanda se vê o uso do Maracá (chocalho indígena) e outros elementos como penachos e cocares, usados pelas entidades incorporadas, que dá todo um ar indígena para a Umbanda.

A primeira manifestação de Umbanda que se tem notícia é do Caboclo das Sete Encruzilhadas, que justifica chamar-se “caboclo” por ter sido índio em uma encarnação aqui no Brasil, esclarece ainda que em outra encarnação foi o Frei Católico Gabriel Malagrida, queimado na Santa Inquisição.

São os Caboclos os verdadeiros mentores da Umbanda, se apresentando como linha de frente e de comando dentro da religião, sendo na maioria das vezes quem responde pela “chefia” e responsabilidade do que é realizado dentro de uma Tenda de Umbanda.

Dessa forma, vamos percebendo que existe uma cultura indígena forte dentro da Umbanda, na qual destacamos três pontos que se ressaltam nessa raiz:

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