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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

O que é o sacrifício animal? Por Alexandre Cumino



O que é o sacrifício animal?
Por Alexandre Cumino

O sacrifício animal é um ato sagrado e ritual em que, primeiro, deve-se reconhecer e aceitar o fato de que somos carnívoros e nos alimentamos de carne animal. A partir do momento em que conscientiza-se de que alguém mata animais para você se alimentar, então deve-se tomar conhecimento do porquê estes animais morrem. Depois, busca-se uma consciência da vida que se vai, para manter sua vida e, neste ínterim, eleva-se o pensamento a Deus para entender este processo e até onde é natural comer carne. Você deve agradecer ao animal que "dá", ou melhor, perde sua vida, para você manter a sua. Então eleva-se novamente o pensamento a Deus e busca-se uma comunhão com o sagrado neste ato ritual.
É uma grande hipocrisia um carnívoro criticar o sacrifício animal. Sacrifício é um sacro ofício, um ofício sagrado, algo milenar que vem de um tempo em que o homem não tinha nada de valor além da sua família, sua comida e sua fé. Com pouquíssimo conhecimento sobre si mesmo e sobre a vida, tudo era creditado na fé com suas crenças e superstições. A única coisa que este homem tinha para ofertar para Deus era a sua comida, ou seja, a carne compartilhada para a família seria também compartilhada com Deus, tornando aquele momento sagrado, para que a morte do animal não fosse em vão e claro para que não faltasse alimento na mesa. Da mesma forma, quando o homem se torna agricultor, ele vai compartilhar a terra e o fruto da terra com Deus por meio de oferendas com os elementos vegetais colhidos, como uma primeira porção de cada colheita oferecida para a deidade relacionada. Também era comum oferecer algo para a terra, como, por exemplo, oferecer o leite no sentido de agradar à divindade terra, independente de seu nome (Geia, Gaia e etc.) ou de sua cultura. Com o tempo, surgiu a moeda e, então, o homem começou a ofertar para Deus uma parte do seu dinheiro como fruto de seu trabalho. Mas este dinheiro, que faz parte de uma sociedade mais organizada, acaba sendo entregue para “Deus” na mão de um sacerdote, que deverá empregá-lo na manutenção da propriedade de Deus (Templo), de sua obra, como ações para a comunidade, e claro para o sustento de seu “zelador”, o sacerdote.
O sacrifício animal é feito por Judeus, muçulmanos, hindus, candomblecistas e demais adeptos de cultos afros.
Na Umbanda não é fundamento e, portanto, não é comum e nem obrigatório o sacrifício animal. Boa parte dos umbandistas nunca fez um sacrifício animal. Apenas os umbandistas que carregam maior influência dos cultos de nação afro-brasileiros é que praticam o sacrifício animal. A prática da Umbanda, feita com fundamentos dos Cultos de Nação Afro ou Candomblé, é chamada de Umbanda Mista, Umbanda Trançada, Umbanda de Angola, Umbanda Omolocô, Umbandomblé e etc.
Quanto a oferecer um "bife", corações de frango ou de boi, é apenas tirar um pouco da comida de seu prato para oferecer a uma entidade que irá manipular aquele elemento em seu favor. Isto é mais comum em algumas oferendas para entidades da esquerda (Exu, Pombagira e Exu Mirim).
O sacrifício animal não é, por si só, magia negativa. Quando praticado em seu fundamento, deve ser rápido e o mais indolor possível, realizado em ambiente e contexto sagrado, de amor e reverência. Em magia negativa, se explora o sofrimento do animal para projetá-lo em alguém, se tira o sangue para abrir portais negativos. Logo, deve-se sempre pensar e conhecer antes de pré-julgar.
Aos que são radicalmente contra o sacrifício animal eu recomendo que tornem-se vegetarianos, visitem um matadouro, conheçam as drogas e hormônios que são injetados nos amimais de carne vermelha e branca. Conheça mais profundamente o assunto e lembre-se: tudo o que é alimento pode ser colocado em comunhão com o sagrado, dependendo apenas da tradição, método e contexto em que está.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Precisamos pensar a Umbanda com cabeça umbandista Por Alexandre Cumino






Precisamos pensar a Umbanda com cabeça umbandista
Por Alexandre Cumino

Isto quer dizer: pensar a nossa própria realidade a partir da Umbanda e pensar a Umbanda por meio de uma realidade umbandista, e desta forma alcançar uma visão de mundo umbandista, que é algo urgente para a sobrevivência e independência de nossa religião. Para tanto, é necessário uma Teologia de Umbanda livre, acessível, autêntica e original. Caso contrário, continuaremos copiando e repetindo conceitos e valores alheios à Umbanda.

Apenas por meio de uma cultura umbandista, poderemos criar as condições de dignidade e orgulho de ser umbandista. Esta cultura umbandista é uma interpretação autêntica de toda esta realidade que lhe deu formação, como a base de uma unidade: A Umbanda. A unidade da Umbanda é o denominador comum para a sua própria diversidade. Esta diversidade é válida enquanto não coloca em risco a sua unidade.

Podemos absorver um pouco de todas as religiões e culturas que deram formação à Umbanda, de forma diversa, e ainda assim pensar a Umbanda a partir da Umbanda, de forma una e única. Este olhar é o que parte da unidade para a diversidade, de dentro para fora.

Se continuarmos pensando o mundo de uma forma espírita, católica ou candomblecista a Umbanda continuará em segundo plano como, apenas, uma prática mediúnica, “mediunismo”, e não como a religião que é de fato e de direito.

Esta tomada de posição é necessária para que a Umbanda seja respeitada como religião. Sabemos que a Umbanda é uma religião, repito, de fato e de direito, no entanto, que religião é esta que continua pensando e interpretando o mundo, a vida e a si mesma por meio de outras religiões? Não existe segurança doutrinária, teológica ou racional para o praticante que desconhece os fundamentos de sua própria religião.


Somos Umbandistas

Não somos candomblecistas, não somos espíritas e nem católicos. Pode parecer uma bobagem esta afirmação, no entanto, é muito raro quem pense a Umbanda a partir de um ponto de vista neutro, independente e autônomo com relação a outras religiões. Não foram poucos os umbandistas que, inseguros de sua prática, foram procurar em seara alheia a segurança que lhe faltava e assim passaram a ter uma visão híbrida ou distorcida dos fundamentos da Umbanda.

Desta forma, uma parte dos umbandistas tornou-se praticante do Candomblé, na intenção, por exemplo, de entender melhor os Orixás ou conhecer seus “reais” fundamentos. No entanto, o Candomblé é uma religião diferente, que possui fundamentos diferentes e até conflitantes com os fundamentos da Umbanda. A forma de conhecer e se relacionar com os Orixás no Candomblé é diferente da Umbanda. O Candomblé não explica a Umbanda!

Outra parte dos umbandistas procurou o espiritismo, por exemplo, para explicar a manifestação dos espíritos na Umbanda. No entanto, a Umbanda tem uma forma própria e única de se relacionar com os espíritos. Na Umbanda, os espíritos se manifestam em linhas de trabalho por meio de arquétipos, utilizando recursos simbólicos e elementos de magia, o quê, além de não ser utilizado no espiritismo, é por ele refutado como atraso espiritual, infantilidade e apego as coisas da matéria. O que não é uma verdade para a Umbanda, na qual os elementos e a magia, largamente utilizados, são recursos adicionais e não vícios ou apego. O Espiritismo não explica a Umbanda!

Quanto ao Catolicismo, ele é totalmente contrário a todas as nossas práticas e à nossa visão de mundo. O que temos em comum é a veneração e o amor aos santos católicos, bem como os rituais de batismo, casamento e ato fúnebre. Ainda assim, na Umbanda, os elementos católicos se revestem de novas cores e novos significados. O Catolicismo não explica a Umbanda!

O ocultismo europeu também não explica a Umbanda, nem o esoterismo ou o new age, muito menos a sociologia, antropologia, filosofia ou psicologia. Estas ciências podem estudar e especular a Umbanda, podem sondar nossos rituais e analisar o perfil dos adeptos, mas não podem explicá-la. Elas devem, sim, ouvi-la por meio de seus adeptos.

Diga-se de passagem, as Igrejas Evangélicas, Pentecostais e Neo-Pentecostais também não explicam a Umbanda. Evangélicos, adeptos, pastores, bispos, profetas e missionários, mesmo que sejam ex-umbandistas, não podem e não devem explicar a Umbanda.

Praticantes e adeptos de outras religiões não explicam e não devem tentar explicar a Umbanda! Quando se arvoram em tal empreitada só criam mais confusão, porque sempre estarão explicando algo a partir da sua visão de mundo, que não é a visão umbandista. Falam de Umbanda partindo do olhar da sua religião, alheia e diferente da Umbanda! E como resultado, apresentam algo que só existe em suas cabeças, teorias distorcidas, reduzidas, resumidas e, quando não, preconceituosas, demonizadas e discriminadoras.

Apenas o umbandista pode explicar o que é Umbanda, no entanto, devemos nos perguntar: este umbandista está pronto ou preparado para explicar a Umbanda?

O umbandista é o único que está vivendo a Umbanda e passando por uma experiência profunda e complexa, que é o convívio ou o exercício do transe mediúnico, aliado a toda uma ritualística muito rica. Levam-se anos para ganhar profundidade neste imenso universo cultural e religioso de Umbanda e, ainda assim, esta profundidade prática e teórica só chega aos umbandistas que estão interessados em ir mais fundo dentro da religião. O umbandista precisa de muito estudo para compreender e colaborar em apresentar a Umbanda para a sociedade de uma forma simples, transparente e direta. Praticar Umbanda às cegas ou de forma superficial não é bom para si, nem para a Umbanda e muito menos para a sociedade.

Mesmo que se queira ter esta profundidade e encontrar um caminho para a compreensão dos fundamentos da Umbanda, é preciso saber por onde começar para chegar ao ponto de pensar a Umbanda com uma mente umbandista.

domingo, 13 de abril de 2014

A Teologia de Umbanda


A Teologia de Umbanda

Por Rubens Saraceni

Escrever sobre Teologia de Umbanda não é tarefa fácil porque antes precisamos definir o que é

Teologia e o que é Doutrina de Umbanda.

• Teologia: tratado de Deus; doutrina que trata das coisas divinas; ciência que tem por objeto o dogma e a moral.

• Doutrina: conjunto de princípios básicos em que se fundamenta um sistema religioso,

filosófico e político; opinião, em assuntos científicos; norma (do latim doctrina).

Pelas definições acima, teologia e doutrina acabam se entrecruzando e se misturando, tornando difícil separar os aspectos doutrinários dos teológicos, principalmente em uma religião nova como é a Umbanda que, para dificultar ainda mais esses campos distintos, está compartimentada em várias correntes doutrinárias.
Panteões formados pelas mesmas divindades mas com nomes diferentes confundem quem deseja aprofundar-se no seu estudo.
Autores umbandistas temos muitos! Mas as linhas doutrinárias os separam e em um século de Umbanda ainda não foi possível uma uniformização teogônica ou doutrinária. Então, imaginem a dificuldade em tentar algo no campo teológico.
Quando iniciei um curso nomeado por mim “Curso de Teologia de Umbanda”, isto no ano de
1996, foram tantas as reações contrárias que esse meu pioneirismo gerou até um certo auto isolamento, que me impus para preservar-me e ao meu trabalho no campo da mediunidade, da psicografia e do ensino doutrinário.
Ser pioneiro e iniciar algo até então não pensado por nenhum outro umbandista gerou para mim uma certeza inabalável:

• Na Umbanda, tirando a parte prática ou os trabalhos espirituais, tudo mais ainda está para ser uniformizado e normatizado.

• Batizados, casamentos, funerais, iniciações, etc., cada corrente doutrinária tem seus ritos e
ninguém abdica do seu modo e prática particular em benefício do geral ou coletivo.
Eu mesmo, orientado pelos mentores espirituais, desenvolvi ritos de batismo, de casamento, de funeral e de iniciação fundamentais e possíveis de serem ensinados em aulas coletivas e de serem realizados com grande aceitação por quem a eles se submetesse, já que são muito bem fundamentados.
Mas, não para surpresa minha, já que não esperava que fossem aceitos, foram recusados
por muitos e admitidos só por uma minoria.
E mais uma vez os umbandistas desdenharam ritos fundamentais em pé de igualdade com os das outras religiões e continuaram casando-se em outras religiões e batizando seus filhos fora da Umbanda.
Só uma minoria é fiel aos seus ritos! Com isso, perde a religião e perdem os umbandistas.
Lembro-me que, quando comecei o meu curso de Teologia, um grupo que pratica uma Umbanda diferenciada (segundo eles) criticou-me violentamente e tudo fez para desacreditar-me e aos meus livros, mostrando-me como um ignorante e a eles como doutores nisto, naquilo e naquilo outro.
Os leitores, que não desinformados, ainda que a maioria não seja doutores, não deixariam de
notar a falta de fundamentos ou de fundamentação em tais críticas.
Pressa e oportunismo não são bons companheiros de quem deseja semear algo duradouro no tempo e na mente das pessoas, principalmente entre os umbandistas, tão refratários a mudanças.
Eu, com muitos livros teológicos e doutrinários já escritos há muito tempo, não me animei em
publicá-los antes de ter iniciado o meu curso em 1996, e só anos após ministrá-lo a centenas de pessoas e ser aprovado por elas ousei colocar ao público livros de Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada.
Mas antes, tomei a precaução de testar minha teoria de que havia criado um novo campo de
estudo para os umbandistas já que, sem a aprovação deles, de nada adiantaria lançá-lo pois cairia no vazio e no esquecimento, tal como já está acontecendo com os livros dos meus mais afoitos críticos,  detratores e vilipendiadores.
Quem tenta se apropriar das idéias e das criações alheias corre o risco de ser tachado com a pecha de oportunista e deve tentar destruir a todo custo quem teve a ideia primeiro e criou algo de bom. Caso contrário, este alguém sempre os acusará e mostrará a todos que
oportunismo e esperteza em religião têm vida curta porque não prosperam no tempo, além de não contarem com a aprovação da espiritualidade e dos sagrados orixás, que não delegaram a ninguém o grau de reformador da Umbanda, pois ela ainda não ultrapassou a sua fase de implantação no plano material.
Os meus livros também se inserem nessa fase e espero que este meu comentário sirva de
estímulo a outros umbandistas (não apressados e não oportunistas) e que venham a contribuir para que seja criada uma verdadeira “literatura teológica umbandista”, tão fundamental quanto
indispensável à doutrina de Umbanda.
Eu sei que isso demorará muito tempo para acontecer, mas sou obstinado e continuarei a
contribuir com o calçamento do caminho que conduzirá as gerações futuras à concentração dessa nossa necessidade.

Texto de Rubens Saraceni extraído do livro “Tratado Geral de Umbanda


terça-feira, 8 de abril de 2014

Carmem Maria

carmem_02



Olá!

Compartilho mais uma alegria!

A obra "Carmem Maria" enfim foi lançada ao mundo!

Esse é um momento muito especial, de alegria intensa e de profunda gratidão a Deus e à espiritualidade.
Foram anos de luta até que essa obra se concretizasse fisicamente, foi difícil, complicado, mas ai está e é com muita satisfação e amor que a apresento a vocês.
Sei que nem todos terão acesso à sua aquisição, mesmo assim a apresento com muito carinho aos seus futuros leitores e a todos!
Tudo começou num centro espírita Kardecista onde trabalhei como médium por muitos anos.
Foram bons anos, fiz boas amizades que conservo até os dias de hoje e, em um determinado dia, enquanto realizávamos os costumeiros trabalhos mediúnicos, Carmem se apresentou e deixou uma mensagem. Essa mensagem foi muito expressiva e incomum, por isso senti que além da breve mensagem, algo mais existia. Naquele momento não identifiquei, foi preciso que se passasse um bom tempo até que compreendesse a vontade de Carmem, o que ela queria era contar sua história.
Na época eu me encontrava envolvida com outra obra, "A História de Pai Inácio", também publicada pela Editora do Conhecimento que abriu suas portas para que as histórias trazidas à mim pela espiritualidade se materializassem, agradeço de coração à eles por tudo, dessa forma, engajada em outros trabalhos e obra, aguardei o momento oportuno para que fosse possível a conexão com Carmem.
E assim foi; a obra "A História de Pai Inácio" foi publicada com as bençãos de Deus e da espiritualidade amiga, em seguida iniciei o trabalho com o espírito de Carmem que me transmitiu, mediunicamente, sua história.
Dois anos se passaram até a conclusão da obra que hoje vem ao mundo sob o título "Carmem Maria", aliás, título original. 
Pela extensão da obra, bem como, por conta de sua complexidade, foram necessários alguns meses até que sua revisão ortográfica e gramatical fosse concluída e, nesse espaço de tempo, Pai Inácio e Mãe Joana me convocaram a outro trabalho que foi publicado pela mesma editora com o título " A Cabana de Pai Inácio", originalmente chamado Esperança, mas, esse é apenas um detalhe, uma curiosidade acerca do universo da psicografia e sua apresentação final aos leitores.
Enquanto a obra "Carmem Maria" passava pelo crivo da revisão, "A Cabana de Pai Inácio" foi concluída e publicada, percebam o grau de dificuldade que passei com a história da Carmem.
Revisada, finalmente, a custos altos, porém justos, enviei a obra para que a editora avaliasse, meses se passaram e a resposta parecia nunca chegar. Insisti, persisti até que o sinal verde, da editora abriu-se deixando em meu rosto um sorriso largo.
Entre a resposta afirmativa, até a publicação da obra, passaram-se meses, longos meses de expectativa, acertos, ajustes, resumindo, "Carmem Maria", a obra, foi concluída há quase dez anos, mas, é assim. A psicografia tem vida própria e só alça voo quando está realmente pronta para voar.
Compartilho essas curiosidades por considerá-las, de alguma forma, úteis àqueles que tem interesse sobre o assunto ou pretendam realizar trabalho semelhante.
Descrever a sensação de alegria, de dever cumprido, de amor a esse trabalho que é tão solitário e exigente, é impossível, pois palavras são insuficientes.
Sinto que a mensagem transmitida por Carmem nessa obra, alcançará muitos corações, provocará reflexões profundas acerca da vida e tenho a nítida impressão de que é uma história especial e que abrirá novos horizontes e caminhos em minha trajetória mediúnica e por que não dizer de vida.
Agradeço o apoio de algumas pessoas muito especiais que estiveram e estão comigo sempre e sem condições.
Agradeço a Carmem pela confiança e pela presença sempre alegre, lúcida e verdadeira.
Pelo trabalho que realizamos na Umbanda, agradeço muito a ela que se apresenta como uma mulher cigana, de mesmo nome, Carmem.
Sempre pronta a bem aconselhar, sorrindo e espalhando perfume de rosas pelo ar, ela encanta, mas, principalmente, me encanta, ensina e energiza.
Por cada momento que passamos juntas escrevendo e por cada atendimento realizado eu agradeço e sei que ela seguirá sempre comigo por onde quer que eu vá.
Pelos risos, lágrimas, desconfianças, dificuldades, alegrias, muito obrigada, Carmem!
Agradeço ainda a todos os espíritos que estiveram conosco durante o trabalho de psicografia, aos guardiões e guardiãs, agradeço e saúdo!
Por todo o aprendizado que fica eu agradeço, pois cada linha/parágrafo, foi e é uma lição de vida.
A todos vocês, com carinho e gratidão apresento a obra "Carmem Maria",

Annapon

sinopse:O desejo ardeu em Carmem por muitas encarnações. Seu magnetismo cruel e envolvente foi responsável pelos mais torpes delitos e injustiças. O prazer provocou a dissolução de inúmeros lares, e a revolta em muitas mulheres. O cinismo virou esperteza, a esperteza desencadeou a astúcia e esta desenvolveu nela um forte poder de sedução, que passou a ser sua maior arma diante da vida. E assim, os débitos com a Lei foram se acumulando, vida após vida. Carmem então começou a colher os frutos de sua conduta moral: condenada à fogueira pela “Santa Inquisição”, ardeu acompanhada por um grupo de almas delituosas que passou a fazer parte da trama de sua trajetória, repleta de árduas expiações.Dentre experiências de ida e vinda, Carmem reencarna em humilde família espanhola e conhece a dor do estupro, da perda do lar em tenra idade, da separação dos pais, enfim, da vida nas ruas, sob o jugo da caridade alheia. Tem início aí a sofrida busca dessa alma para vencer sentimentos mesquinhos e ganhar a liberdade, depois de longo período de escravidão.
Detalhes instigantes do esquema traçado pelo Alto para que a nova missão de Carmem tenha êxito são narrados por guardiões que amparam a sua trajetória nos dois lados da vida. Trama envolvente, que aborda temas fortes, cercados de preconceitos e tabus, que mexe com sentimentos e atavismos dos seres, e que esclarece principalmente importantes aspectos ligados às bases de um projeto expiatório, faz prender a atenção do leitor pelo dinamismo com que é narrada. Carmem Maria é um romance para muitos, mas preferencialmente para aqueles que querem aprender pela luz do esclarecimento.






terça-feira, 1 de abril de 2014

QUARESMA !? !? !? Por Alexandre Cumino





QUARESMA !? !? !?
Por Alexandre Cumino

A QUARESMA é o período de quarenta dias que antecede a Páscoa* Católica/Cristã.

A Páscoa é o ápice do calendário cristão, morte e ressuscitação de Cristo é o mistério maior da Igreja Católica.

Todo o sentido do catolicismo está em torno deste mistério e desta forma se torna um período especial para os católicos.

Quarenta dias é considerado um período ideal de recolhimento, oração e jejum para todos que querem se preparar para um renascimento. Da mesma forma Jesus se recolheu durante quarenta dias no deserto antes de assumir completamente sua missão.

A quaresma também é considerada um período de trevas, pois neste período se revive a perseguição e a crucificação de Cristo, onde as trevas aparentemente triunfam, para então o renascer da luz com a ressuscitação, na Páscoa.

O católico e outros cristãos de Igrejas dissidentes comemoram quaresma e páscoa de uma formas muito parecida.

Nós Umbandistas não carecemos de quaresma, não revivemos os momentos de dor de Cristo e muito menos o idealizamos na cruz.

Por ser um período de remoer trevas, dor e sofrimento, muitos que trabalham com energia negativa e magia negativa também acreditam que este seja um momento propício para seus trabalhos de demanda das trevas.

Nem Deus e nem o Capeta abrem as portas das trevas na quaresma, apenas os encarnados com suas mentes criam situações boas ou ruins e se unem em grupos e egrégoras positivas ou negativas.

Nós umbandistas cremos em Olorum, Deus, mas não cremos que exista um Demônio ou Capeta e muito menos que haja um período em que o inferno se abre ou se feche. mas é fato que neste período todo mundo fica mais "esperto", todo mundo fica mais ativo em seu campo de esquerda ou simplesmente ficam mais recolhidos.

Os templos de Umbanda seguem uma liturgia livre e assim cada templo tem a liberdade de passar a quaresma da forma que achar melhor.

Alguns templos passam toda a quaresma trabalhando com a esquerda, outros templos nem se dão conta do que é quaresma e há os templos de Umbanda mais influenciados pelo catolicismo antigo que chegam a fechar na quaresma.

A quaresma não é Umbandista, então não devemos e nem precisamos tomar providências litúrgicas ou ritualísticas por conta da quaresma. No entanto o povo brasileiro em sua maioria é cristão e não é possível negar a movimentação de forças e energias que se dá na quaresma. Desta forma não há obrigações de fato para o umbandista a quaresma, no entanto todos devemos sempre estar atentos ao que acontece no mundo espiritual e em nosso campo energético e mediúnico.

Eu recomendo sempre manter a vela de anjo da guarda acesa, manter sua firmeza de esquerda acesa e se necessário reforçar a proteção ao Anjo da Guarda com o Triângulo de velas a seu Orixá, reforçar a esquerda da forma como você aprendeu e se necessário fazer oferendas à esquerda.

Para quem pratica Magia Divina é um bom momento para manter um espaço mágico aceso e firmado com velas de sete dias com objetivo de cortar as energias, vibrações e demandas negativas.

O mais importante é manter um contato direto com seus guias espirituais e pedir sua orientação caso sinta a necessidade de fazer algo a mais neste período.

Boa quaresma a todos !!!

*A festa da Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia do início do outono.
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