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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pai Nosso - Aramaico






Olá!
A oração, em aramaico, parece mais abrangente e penetrante!
De qualquer forma, ambas são lindas e boa forma de conexão com o Sagrado!
Abraços,
Annapon


É desta oração que derivou a versão atual do "Pai-Nosso". Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O aramaico é um idioma originário da Alta Mesopotâmia, ( séc VI ac), e era a língua usual do povo, enquanto o hebraico era mais utilizado em ritos religiosos. Jesus sempre falava ao povo em aramaico.

A tradução direta do aramaico para o português, (sem a interferência da Igreja), nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira, condizente com o Mestre Jesus.

Texto do PAI NOSSO em Aramaico Transliterado

"Abvum d'bashmaia
Netcádash shimóch
Tetê malcutách Una
Nehuê tcevianách aicana
d'bashimáia af b'arha
Hôvlan lácma d'suncanán
Iaomána
Uashbocan háubein uahtehin
Aicána dáf quinan shbuocán
L'haiabéin
Uêla tahlan l'nesiúna.
Êla patssan min bíxa
Metúl dilahie malcutá
Uaháila
Uateshbúcta láhlám.
ALMÍN. "


Tradução do PAI NOSSO, a partir do Aramaico

" Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos !

Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.

Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.

Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.

Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.

Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.

AMÉM.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Linha e Arquétipo dos Malandros Por Rodrigo Queiroz Ditado por José Pelintra




Linha e Arquétipo dos Malandros

Por Rodrigo Queiroz

Ditado por José Pelintra
(este texto compõe o material de apoio para o curso on-line "ARQUÉTIPOS DA UMBANDA", participe)

Seu Zé Pelintra onde é que o senhor mora...

Eu não posso te dizer, porque você não vai me compreender...

Eu nasci no Juremá, minha morada é bem pertinho de Oxalá!



Din din din, din din din, risca o ponto! Malandro cruzado no meio do terreiro chegou, chegou Zé Pelintra que veio do lado de lá, fumando e bebendo gritando vamos saravá!

Saravá a todos do lado de cá! Saravá Umbanda, o Catimbó, as Macumbas e o Candomblé! Salve aqueles que são de salve e aqueles que não o são!

De tanto que somos marginalizados por aqueles que deveriam era nos prestar reverência ou mesmo o respeito por estarmos tão próximos para o que der e vier. Nós os “malandros” do astral fomos confundidos com os marginais do além.

Para quem ainda não entendeu, os Zés da Umbanda são espíritos comuns a cada um de vocês. Humanos por natureza, errantes, com defeitos e virtudes que na bondade do Criador podemos interagir com nossos companheiros encarnados a fim de na troca de experiências agregar luz e evolução na história de cada um.

Zé Pelintras, Zé Navalha, Zé da Faca e tantos “zés” formam esta corrente ou linha de trabalho que chamamos de Linha dos Malandros. Justamente pela falta de informação fomos chegando na Umbanda de “fininho” na boa malandragem pra não incomodar ninguém. Quando “batíamos na porta” de um terreiro que nos desconhecia, se era da percepção do dirigente que devíamos manifestar na linha dos exus, assim fazíamos se pensavam que éramos baianos, tudo bem, ali estávamos. Entre acertos e erros, contradições e tradições fomos sendo aceitos, percebidos e procurados. No entanto engana-se aquele que pensa que surgimos do nada ou para nada, não, não. Já bem antes da Umbanda estávamos lá comandando o Catimbó, muitos ainda estão, diria que esta é nossa origem, mas como afirmar a origem daquele que não é original, pois é, somos o retrato da miscigenação racial e cultural que impera em todos os cantos deste Brasil, terra de Deus!

Somos aclamados como Doutor, curador, conselheiro, defensor das mulheres e dos pobres. Por outro lado também somos rechaçados e “exterminados” na consciência de alguns que insistem em nos colocar no patamar dos “demônios” e espíritos viciados e aloprados. Ora, este que nos maldiz é aquele mesmo que nada entendeu sobre Deus e seu amor na Sua Criação! Deixe que falem, desde que fale.

O certo é que somos o retrato e a realidade da classe menos favorecida, somos a periferia, os menos favorecidos, os esquecidos, aqueles que se não é o jogo de cintura da criatividade humana, jamais persistiria vivendo, entende agora o que é nossa malandragem? Também digo que vivemos na periferia de Deus, claro, ainda temos muito que fazer para ir até o centro. E daí? Tá tudo certo camarada. Sabemos a que estamos e livre das ilusões que tanto aplaca a mente de vocês encarnados. Olha, sabe de uma coisa? É bom demais o lado de cá!

Dos Catimbós do Nordeste aos terreiros de Umbanda de todo Brasil! Isso é ascensão...

Por fim camarada, tenha em mente que estamos para ajudar a quem queira. Defendemos sim os mais pobres e sofredores, pois sabemos o que é a dor da fome e da perdição. Secaremos sempre as lágrimas daqueles que sofrem e isso basta.

Dentro do meu chapéu levo meu mistério, na fumaça de meu charuto transporto minha magia, na gargalha encanto meu povo, no meu terno branco reflito o que sou e na minha gravata vermelha quebro o mal olhado na força de Ogum!

Para aqueles que nos abrem alas, obrigado!

Nota do médium: Salve sua força camarada! Pois é leitor, a Linha dos Malandros, como posso dizer é bem nova neste formato organizado, no entanto de forma esparsa e independente estes companheiros já se manifestam na Umbanda há muito tempo e são anteriores ao surgimento da religião. Detendo grande importância nos Catimbós e Macumbas Cariocas. São “mandingueiros” do bem e manifestam um incrível senso de humor em suas manifestações. Chamam logo atenção de todos e arrebanham facilmente pessoas ao seu convívio.

Seu arquétipo é da classe social mais sofrida e menos abastada. Retratam mesmo aqueles que viveram no morro, na marginal, na periferia. São marginalizados, no entanto não são marginais. Exemplo daquele que apesar do sofrimento e das dificuldades teve sabedoria para tirar humor da dor e driblar o baixo astral.

Defensores naturais das mulheres que sofrem com o aprisionamento machista parecem até galanteadores, mas nunca perdendo o bom senso do respeito. Estão afinados com a classe a qual formam seu arquétipo.

Mandingueiros, sabem muito bem como combater as Trevas e desmanchar feitiçarias e magias negra.

Não são baianos, não são nordestinos, não são rótulos, pois são o que são, um agrupamento de espíritos que tiveram a experiência de pobreza ou algo do tipo por todo esse país, que depois do desencarne e já conscientizados tiveram a oportunidade de retornarem nos cultos mediúnicos para continuar o progresso evolutivo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pomba Gira Maria Farrapo


HISTORIA DE UMA MARIA FARRAPO.

Maria era uma pessoa que fazia vários tipos de trabalhos, as vezes até para o mal.
Maria ficou muito conhecida por sua cidade, seu país, pelo mundo; ficou tão conhecida, que todos só procuravam Maria para fazer vários tipos de trabalho, pois ela conhecia muito bem a bruxaria.
De tanto trabalhar Maria acabou muito rica, em seus braços carrega pulseiras de ouro puro e em seu pescoço corrente de ouro com pedras preciosas, porém Maria não tinha tempo de sequer trocar de roupa. E ai está seu tão famoso nome Maria Farrapo.
Sua roupa foi se desgastando até rasgar, mas quem pensa que farrapo é trapo está muito enganado, pois Maria Farrapo é uma das pombas giras mais ricas que existem.

Mais sobre estas Marias....

As Farrapos trabalham junto com as Molambos e fazem parte da mesma hierarquia, ou seja: falange Maria Molambo. É comum vermos Maria Farrapo apresentando-se à incorporação nos pontos de Maria Molambo.

Isso ocorre com frequência e pelos seguintes motivos:

Pertencem a mesma falange
poucos Terreiros cantam pontos de Maria Farrapo
Maria Farrapo trabalha mais no Astral que incorporada
Muitas vezes, incorpora apenas para descarregar o médium
Uma característica marcante das Farrapos é a ironia e a irreverência. Diretas e objetivas, costumam ir direto ao “ponto”, o que pode surpreender médiuns e consulentes.

Ao contrário do que alguns imaginam, são Pombas Giras muito sérias, competentes, determinadas e fiéis. São as Guardiãs da falange Maria Molambo responsáveis pelas cobranças cármicas e retorno de demandas, excelentes e precisas em suas execuções.

A compreensão do médium é muito importante para a manifestação da entidade. É preciso entender que a energia de Maria Farrapo é intensa e que ela trabalha situações que envolvem a necessidade de uma roupagem fluídica tipo Flagelos de Deus Executoras.

Promovem encontros cármicos, estimulam circunstâncias de provas, favorecen todos os ajustes necessários ao aprendizado e crescimento.

Quando uma Molambo recebe um pedido, sempre terá uma Farrapo trabalhando junto.

Esse turbilhão energético dificulta o entendimento do médium de quem seja, ou como seja a apresentação de uma Maria Farrapo. Daí muitos médiuns comportarem-se como se a entidade estivesse bêbada, ríspida ou desajeitada.

Não é nada fácil trabalhar com uma Farrapo, mas com certeza é uma missão que exige um grande autoconhecimento por parte do médium e um treino afinado de sintonia com sua Guardiã.

Conhecê-la é fundamental, saber como a entidade conduz as situações, seu temperamento, modo de agir e pensar. Após o conhecimento e sintonia, é muito gratificante ser médium de uma Maria Farrapo. Uma amiga fiel e para todas as horas.


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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Formas de Pensamento - Queima de Carma







Olá!
Excelente esse texto, porém, merece ser lido mais de uma vez e, com muita atenção!
Annapon




Toda ação necessita de energia para concretizar-se. Seja ação mental (pensamento), emocional (sentimentos, emoções) ou física. Desde o mover de um dedo à elaboração de um quadro mental e à forma-pensamento que daí resulta.
Essa energia é convocada, automaticamente, do plano correspondente ao corpo ou veículo da consciência que está executando a ação, que é o reservatório respectivo.
Se for ação física, o comando do cérebro aciona nervos e músculos, e instantaneamente a energia acumulada no organismo é encaminhada para efetuar o movimento. E se for o pensamento, normalmente conjugado ao sentimento ou emoção? Não acontece diferente. A energia mental e astral precisa alimentar a ação mental-astral, emitindo ondas mentais e criando formas de pensamento (1). E depois?
Ramatís nos esclarece, delineando o processo pelo qual, no mundo oculto de nosso próprio ser, são gestadas as enfermidades:
“Durante os momentos pecaminosos (pensamentos e atitudes contrárias ao bem), o homem mobiliza e atrai, do mundo oculto, os fluidos do instinto animal, os quais, na sua “explosão emocional”, convertem-se num resíduo denso e tóxico, que adere ao corpo astral ou perispírito, dificultando então, ao homem, estabelecer ligação com os espíritos do plano superior, devido ao abaixamento da sua vibração mental. E se ele não reage, termina por embrutecer-se. Porém, mais cedo ou mais tarde, a consciência do pecador dá rebate; e então, o espírito decide recuperar-se e alijar a “carga tóxica” que o atormenta. Mas, nesta emergência, embora o pecador já arrependido esteja disposto a uma reação construtiva no sentido de purificar-se, ele não pode subtrair-se aos imperativos da lei cármica do Universo Moral. E assim, como decorrência de tal determinismo, o corpo físico que ele veste agora, ou outro, em encarnação futura, terá de ser, justamente, o dreno ou válvula de escape para expurgar os fluidos deletérios que o intoxicam e o impedem de firmar a sua marcha na estrada da evolução.
As toxinas psíquicas, durante a purificação espiritual, convergem para os tecidos, órgãos ou regiões do corpo.
Nessa vertência cruciante de venenos para a matéria, que os hindus chamam “a queima do carma”, a dor atroz escalda a carne e corresponde ao estado de comburência psíquica durante a purificação espiritual, seja o câncer, a morféia, a tuberculose ou o fogo selvagem, provenientes da drenação incessante dos tóxicos nocivos à estrutura da sua personalidade espiritual. (in Mediunidade de Cura).
(1) Vide “Formas de Pensamento”, de C.W.Leadbeater, Ed.do Conhecimento.

sábado, 5 de janeiro de 2013

O Pai de Santo Joãozinho da Goméia





Olá!
É muito interessante conhecer um pouco sobre o universo que envolve o Candomblé e a Umbanda. O legado africano e indígena é precioso, faz parte de nossa cultura, de nossas raízes brasileiras.
Joãozinho da Goméia, segue abaixo um pouco de sua história de vida que, como se pode notar, foi uma vida dedicada à religião com uma forte pitada de quebra de tabus/hábitos e outros "engessamentos" de mentes conservadoras.
Joãozinho é mencionado na obra " Universidade de Umbanda" de Edyr Rosa Guimarães e Almir S.M. de LIma, com o objetivo de realçar o capítulo do livro que trata do Candomblé de Caboclo por ele, Joãozinho, muito bem representado.
Esse pequeno livro traz informações bastante relevantes sobre o Universo Umbandista e, o capitulo mencionado, se refere às origens e às razões do surgimento do Candomblé de Caboclo.
Podemos imaginar a luta de Joãozinho para honrar seu compromisso mediúnico, luta essa que foi coroada de sucesso, mesmo que não tenha sido fácil.
Romper com tradições, ou parte delas, em benefício do próximo e do fiel cumprimento de sua missão, foi a vida de Joãozinho da Goméia.
Com todo o respeito e admiração, compartilho com voces, parte da bela história de vida desse médium que aceitou sua missão cumprindo-a até o final de seu tempo entre nós.

Anna Ponzetta

História

Existem muitas histórias sobre Joãozinho da Goméia."De família católica, chegou a ser coroinha, mas por motivo de saúde, ainda menino João Alves Torres Filho foi iniciado para o mundo do candomblé na feitura de santo pelo PaiSeveriano Manuel. Com a morte de seu Pai-de Santo, "refez" o santo no terreiro do Gantois com Mãe Menininha, mudando da nação angola para ketu. Em 1924 aos 10 anos, o garoto já havia dado mostras de sua personalidadeforte. Contra a vontade dos pais, deixou a casa da família para tentar a sorte na capital Salvador. Teve que se virar para sobreviver e foi trabalhar num armazém de secos e molhados, onde conheceu e foi apadrinhado por uma senhora que morava na Liberdade, e que ele considerava sua madrinha. Foi essa senhora quem teve a idéia de levá-lo aoterreiro de Severiano Manoel de Abreu, conhecido como Jubiabá (nome do seu caboclo). Joãozinho sofria de fortes dores de cabeça, que não eram explicadas, nem curadas pelos médicos. Também tinha sonhos com "um homem cheio de penas", que não o deixava dormir.

Para os adeptos do Candomblé, é facil interpretar esse "homem de penas" como Pedra Preta, seu caboclo. Bastou que ele fosse feito, no dia 21 de dezembro de 1931, para que as dores fossem embora. Elas seriam somente um aviso dosMinkisi, que cobravam a iniciação do menino.
[editar]Polêmicas

Sempre existiu polêmica, em se tratando de Joãozinho da Goméia, para alguns estudiosos, o Jubiabá que o “iniciou” não é o mesmo da obra de Jorge Amado; para outros, João sequer foi “feito’ (iniciado). Porém, há filhos de Joãozinho que contam detalhes de sua feitura, como a Ialorixá Maria José dos Santos, de 92 anos, que declarou ao Correio da Bahia:"Eu duvido que, se ele fosse vivo, alguém tivesse coragem de questionar isso na frente dele".

Em direção totalmente oposta vai a pesquisadora norte-americano Ruth Landes em seu livro A Cidade das Mulheres:"Há um simpático e jovem pai Congo, chamado João, que quase nada sabe e que ninguém leva a sério, nem mesmo as suas filhas-de-santo (...); mas é um excelente dançarino e tem certo encanto. Todos sabem que éhomossexual, pois espicha os cabelos compridos e duros e isso é blasfemo. – Qual! Como se pode deixar que um ferro quente toque a cabeça onde habita um santo! "

Outra polêmica levantada por Landes é que João “recebia” um caboclo. Os caboclos não são Orixás, mas espíritos encantados, originários das religiões indígenas, sem relação com a África. Esses candomblés de caboclo eram alvo do desprezo do povo-de-keto, zelosos de sua “pureza” africana porque, nessa época, havia um empenho por parte de influentes intelectuais comandados por Arthur Ramos e Edison Carneiro em firmar a idéia de que havia nos terreiros keto uma “pureza” com relação às raízes africanas.

O certo é que João foi um homem não só adiante de seu tempo como também dono de um projeto particular de ascensão social e religiosa, buscando a diferença como dado de divulgação de si mesmo e sua "roça": negro que alisava os cabelos por vaidade, sem se preocupar com a polêmica de poder ou não colocar ferro quente na cabeça de um iniciado; homem que não se envergonhava de ser homossexual na homofóbica Bahia do início do século XX; pai-de-santo que afrontava os princípios de que homens não podiam “receber” o Orixá em público, tornando-se famoso pela sua dança; incorporava ao Candomblé a entidade indígena do Caboclo Pedra Preta; adepto de Angola, numa cidade dominada pela cultura jeje-nagô; babalorixá jovem, numa cultura dominada por ialorixás mais velhas o que, segundo seus filhos-de-santo, ativou o despeito das mães-de-santo tradicionais da Bahia.

Também sua ascensão precoce era mal-vista no mundo do candomblé, onde a idade avançada é considerada um atributo importante para a escolha dos sacerdotes – e a própria Menininha do Gantois sofreu resistências por causa disso, quando assumiu a chefia do seu terreiro aos 26 anos de idade.

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