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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Mensagem de Pai Inácio aos filhos de Umbanda

Mensagem de Pai Inácio aos filhos de Umbanda

Deus seja louvado! Para sempre seja louvado o nome do Senhor!

Filhos amados de Umbanda,
Pela graça Divina me foi permitida essa breve visita.
Hoje faço parte de uma grande falange engajada no processo evolutivo do planeta Terra, grupo esse diretamente ligado ao Cristo Planetário, ao amor do grande coração de nosso Mestre Jesus Cristo Oxalá e de Maria Mãe Santíssima.
Isso significa que esse “velho” está um pouquinho mais maduro e preparado para assumir um bocadinho mais de responsabilidade na seara do Mestre da Paz, do Senhor dessa Terra, Cordeiro amado que a Virgem Maria ilumina.
Eterno Servo desse Mestre sigo, com meus irmãos, a missão que o Pai nos confiou por amor, graça e misericórdia.
Temos muito trabalho, a Terra geme diante da egrégora que os encarnados vêm plasmando e a tarefa de limpeza dessa energia requer muito amor, trabalho, dedicação, força, coragem e, para cada uma dessas tarefas existe um grupamento de espíritos especialistas.
Como a Terra reflete parte da vida que acontece do lado de cá, vemos, com tristeza, os cárceres sendo a cada dia mais lotados de vidas humanas encarnadas e desencarnadas que não estão perdidas, mas sim momentaneamente distanciadas do amor do Pai por sua livre vontade.
Todo esse processo de limpeza, resgate, encaminhamento, prisão, faz parte da grande mudança que ocorrerá no planeta e que já dá seus sinais. Muitos têm a sensação de estarem perdidos no tempo ou que as horas de seus dias passam mais velozes e isso é certo, faz sentido a sensação, a Terra está girando em outro ritmo e sua velocidade está sim alterada por conta da grande transformação.
Quanto ao movimento de Umbanda no Brasil, o que posso lhes dizer é que o tempo da cegueira espiritual está chegando ao fim. Um ciclo está sendo encerrado e um novo tempo vem surgindo.
Novos portais serão abertos acelerando o fluxo mental dos filhos de Umbanda, ligando-os de forma mais lúcida à espiritualidade que conta com a energia vital dos trabalhadores amorosamente dedicados ao cumprimento de suas tarefas mediúnicas.
O pensamento sofrerá alterações e se transportará mais veloz tanto de um quanto do outro lado da vida.
Médiuns e espíritos serão parceiros, trabalhadores braçais na vinha do Senhor que compartilharão os resultados de seus esforços.
O tempo urge e há muito que fazer. Novas colônias espirituais estão sendo criadas a fim de receber os grupos de espíritos que se desenlaçam da matéria em desencarnes coletivos. Sabemos que tais tragédias causam dor e comoção, porém, a lei do carma assim dita e esse é o tempo dos grandes resgates.
Tais ações, de socorro, amparo e encaminhamento, só são possíveis com a ajuda dos que se encontram ainda na carne comprometidos com a mediunidade séria e sadia. Todo ectoplasma, oriundo de todo e qualquer grupo que se reúne a fim de praticar o bem, pelo dom medianímico, é muito bem vindo e aproveitado por nós que manipulamos essa energia vital e a transformamos em medicamentos, alimentos, líquido que suaviza a sede dos recém desencarnados em grandes catástrofes e acidentes.
Tudo isso é necessário porque o espírito que se desliga do corpo de forma abrupta, precisa de algum tempo até que compreenda sua condição, enquanto isso os alimentamos, vestimos, medicamos como num grande hospital terreno.
O papel do médium de Umbanda, nesses tempos de grandes e profundas transformações do planeta, tem sido de fundamental importância, porém, os maus trabalhadores têm servido aos nossos opositores, àqueles que rejeitam o bem e ainda se apegam ao poder ilusório dos sentidos. A vaidade é o caminho mais visado por esses filhos de Deus que seguem querendo alimentar a cegueira espiritual que os mantêm acorrentados aos Umbrais, desde os mais densos, até os mais superficiais.
Por isso, filhos de Umbanda Orem e Vigiem como nos diz o Mestre. Não percam tempo demais com as coisas da Terra, a vida continua e um bom passaporte para o lado de cá garantirá paz, saúde e vida nova em abundância para seus espíritos eternos e muito amados pelo Pai!
Grandes levantes espirituais que se opõem ao bem, têm atacado grupos de bons servidores a fim de minar suas forças e, assim, distraí-los, ou tirá-los do caminho.
 Nossos Guardiões Exus e Pombas Giras vêm trabalhando muito e buscam, nesse momento, mais esclarecimento sobre sua real missão dentro e fora do movimento de Umbanda, por essa razão se fala muito neles nos meios de comunicação de alcance rápido, se faz necessária e urgente sua desmistificação para que cada vez mais, melhores médiuns trabalhadores sejam formados e esclarecidos.
Outra questão grave que distancia os filhos de Umbanda dos Mentores do Cristo Planetário é o apego ao dinheiro, ao comércio da fé.
Definitivamente a Umbanda não se vale dessa prática e os que insistem em comercializar o dom, em enganar seus irmãos por tais meios, antes que sejam chamados de volta à pátria espiritual, haverão de prestar contas por tal violação da Lei.
Nenhuma palavra deixada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas pode ser esquecida ou alterada, nem tampouco manipulada, distorcida por mentes que busquem justificar, de alguma forma, seus interesses mundanos.
Não se enganem, não se iludam, conhecemos bem nossos filhos e cada intenção.
O trabalhador de Umbanda deve ter claro em mente que esse caminho é de servir e não de ser servido em seus caprichos, servir por amor a Jesus, à espiritualidade benfeitora e amiga, servir em nome do bem de todos, em nome das virtudes que os Pais e Mães Orixás vibram por todos.
Honrem as virtudes dos Orixás e serão filhos de Umbanda verdadeiros, não se apeguem aos aspectos negativos porque não é esse o objetivo. O negativo é somente um sinal de alerta indicando o trabalho a ser realizado por cada filho no íntimo de seu coração.
Que não haja engano, filho de Umbanda, quando pisa no terreiro, deve se preparar para servir, colocando-se à disposição dos Guias e Mentores com confiança. Observando com cuidado as normas terrenas da casa e do bom senso. Em seu dia a dia é conveniente que estude, porém, que saiba selecionar o tipo de leitura à qual se dedicará, mesmo porque temos notícias de literaturas falsas que nada podem acrescentar.
Muitos mentores têm intuído os filhos, inspirando-os a escrever boas coisas a fim de orientá-los. Reconhece-se a boa leitura pelo teor de sua mensagem. A palavra, assim como o som, tem vibração e quando nos sentimos bem lendo algo, esse é um bom sinal.
As mudanças estão chegando e aos poucos os filhos irão se adequando aos novos tempos. Esperamos por médiuns dispostos ao trabalho, dispostos a abandonar velhos e ultrapassados pensamentos, medos, alegorias desnecessárias, mas, acima de tudo, esperamos por médiuns de bom coração e vontade.
Busquem conhecer melhor aqueles que os elegeram por tutelados, ouçam suas vozes que lhes falam muitas vezes em forma de intuição ou pensamento rápido, confiem, estabeleçam uma conexão sadia com seus guias e mentores. A Umbanda é uma religião simples, porém, ao longo do tempo sofreu interferências de mentes vaidosas que fizeram muitos tomarem por verdade a mentira, a mistificação, mas, esse é um novo tempo, um novo momento dentro da religião. Essa é uma das razões, pela qual, temos visitado alguns grupos.
Filhos amados foi com imensa alegria que os visitei. Por conta desse meu novo trabalho, tenho estado ausente, pausando temporariamente os escritos, quando retomar, porém, trarei novas notícias, orientações sobre nossos progressos do lado de cá.
Cuidem de suas evoluções com carinho, ouçam os bons mentores e vivam na busca diária da paz em seus corações.
Zelem com amor pelo nome legítimo da Umbanda, não se deixem enganar por falsas promessas, falsos profetas que se espalham aos montes.
Cultivem a paz através de boas ações e palavras, assim, virão os bons espíritos ajudá-los em suas caminhadas.
Respeitem a faculdade mediúnica da qual são portadores aprimorando-se a cada dia no bem, no abandono de velhos conceitos que já não servem mais, acalmem seus corações e de tempo às suas mentes para uma boa reflexão durante as tarefas diárias.
Não neguem a Mãe que vos acolhe diante da sociedade, mesmo porque, essa mesma sociedade está doente e necessitada do trabalho sincero dos filhos amorosos de Nossa Mãe Umbanda.
Mensageiros da paz, do amor, da justiça e da verdade, não sejam mornos em sua fé. Se não puderem honrar a bandeira de Oxalá, honre outra que lhes seja confortável e adequada, mas nunca se distanciem do amor do Pai Eterno, pois os tempos são de fortes abalos emocionais e só a fé no Criador poderá sustentá-los em suas provas.
Estamos recrutando soldados dispostos a seguir a Luz Divina da Umbanda, outros, em outras religiões estão igualmente sendo chamados a se unirem às forças Celestiais nesse momento delicado de transição planetária, pois que cada um encontre seu lugar e siga feliz, em paz!
Esse velho servo do Senhor os deixa agora com gratidão e muito amor.
Desejo-lhes paz e bem, como dizia o Mestre Francisco de Assis!
Bênçãos em suas jornadas!

Pai Inácio


Anna Ponzetta em 04.12.2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

IANSÃ, A RAINHA DA COROA DE XANGÔ.


Cavaleiros de Aruanda

IANSÃ, A RAINHA DA COROA DE XANGÔ.

Oiá foi a primeira e a mais fiel das três mulheres de Xangô – que era seu primo – e ajudou-o a conquistar os reinos que foram anexados ao império ioruba. Porém quando ele tentou invadir Nupe e Tapa, onde Oiá havia nascido, ela o abandonou e postou-se na entrada daquelas cidades disposta a enfrentá-lo. Como nem mesmo Xangô ousou desafiá-la, ninguém passou. Oiá é a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, a única divindade que entra no Ibalé de Egum (mortos), por seu poder e omnisciência. Oiá foi a primeira entidade feminina a surgir nos cultos ******. Quando Xangô morreu, antes de se transformar num orixá, sua mulher chorou tão copiosamente que as lágrimas formaram o grande rio Oiá (Niger) do qual ela se tornaria deusa.

Como foi relatado atrás, Oiá era antes mulher de Ogun, encarregando-se de acionar o fole que atiçava o fogo da forja. Seduzida por Xangô, Oiá fugiu com ele. Ogun perseguiu os fugitivos e, quando tocou Oiá com sua vara mágica de ferro, ela foi dividida em nove partes e recebeu o nome de Iansã, "a mãe (transformada em) novo".

Embora tenha sido esposa de Xangô, Oia percorreu vários reinos. Foi paixão de Ogum, Oxaguian, Exu. Conviveu e seduziu Oxóssi, Logun-Edé e tentou, em vão, relacionar-se com Obaluaiê. Em Ifê, terra de Ogum, foi a grande paixão do guerreiro. Aprendeu com ele e ganhou o direito do manuseio da espada. Em Oxogbo, terra de Oxaguian, aprendeu e recebeu o direito de usar o escudo.

Deparou-se com Exu nas estradas, com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia. No reino de Oxóssi, seduziu o deus da caça; aprendendo a caçar, tirar a pele do búfalo e se transformar naquele animal com a ajuda da magia aprendida com Exu. Seduziu o jovem Logun-Edé e com ele aprendeu a pescar.

Oyá partiu, então, para o reino de Obaluaiê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto, mas nada conseguiu pela sedução. Porém, Obaluaiê resolveu ensinar-lhe a tratar dos mortos. De início, Oiá relutou, mas seu desejo de aprender foi mais forte, aprendeu a conviver com os eguns e controlá-los. Partiu, então, para Oió, reino de Xangô, e lá acreditava que teria o mais vaidoso dos reis, e aprenderia a viver ricamente. Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Oiá aprendeu muito mais. Aprendeu a amar verdadeiramente e com uma paixão violenta, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e deu a ela o seu coração. O fogo é o elemento básico de Oiá. O fogo das paixões, da alegria, o fogo que queima. E aqueles que dão uma conotação de vulgaridade a essa belíssima e importantíssima divindade africana, são dignos de pena e mais dignos ainda, do perdão de Oiá-Iansã.

Recebendo de Xangô, para guardar, o restante do poderoso alimento mágico dado por Oxalá, Iansã também comeu dele e, como o marido, passou a expelir labaredas pela boca, quando falava. Este mito une Iansã e Xangô, fazendo dela também um orixá do fogo."

//Tania D'Oyá









sexta-feira, 22 de novembro de 2013

“QUEM NÃO VEM PELO AMOR, VEM PELA DOR.”



“QUEM NÃO VEM PELO AMOR, VEM PELA DOR.”

Por Alexandre Cumino


Esta é uma das frases mais ouvidas dentro de um Templo* de Umbanda, no entanto poucos conseguem entender sua profundidade.


“Vir pelo amor” é fácil de entender, vêm pelo amor para a Umbanda todos aqueles que se apaixonam pela Umbanda, que se encantam pela religião, que se identificam de imediato e sem a necessidade de nenhuma explicação racional simplesmente querem ser e estar na Umbanda. Não é difícil se encantar pela Umbanda ela é algo fascinante para a maioria dos praticantes. Sagrada e divina ela é ao mesmo tempo ciência e magia, religião e espiritualidade, mediunidade e xamanismo, experiência e filosofia, mística e ritual, natural e humana, selvagem e urbana, arte e amor, tudo isso e muito, mas, muuuito mais ao mesmo tempo.

“Vir pela dor” já é algo que merece uma melhor reflexão: Vêm pela dor aqueles que buscam um sentido para a vida, aqueles que estão vivendo um vazio existencial. Vêm pela dor tantos que procuram a cura para suas dores físicas, morais, emocionais e espirituais. Chegam na Umbanda todos os dias pessoas que já procuraram a solução para seus mais diversos problemas em todos os outros lugares como médicos, psicólogos, terapeutas, padres, pastores, xamãs, benzedores, cartomantes e etc. E muitas vezes a Umbanda mostra apenas que a solução ou a cura é algo que está dentro de você e que não adianta continuar procurando fora o que está dentro.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O ESTALAR DOS DEDOS DAS ENTIDADES DE UMBANDA


O ESTALAR DE DEDOS Por que as entidades estalam os dedos, quando incorporadas? Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima ou até considerar uma mero cacoete de médium. Então vamos às explicações: Como sabemos, ou pelo menos deveríamos saber, somos seres energéticos encapsulados pela vestimenta densa da carne, a qual nos faz suportar, igual densidade do mundo material pelo qual estagiamos. Neste corpo físico em específicos encontram se aglomerações nervosas as quais denominados de plexos. Sob cada um desses plexos, por sua vez, existindo em outra realidade que poderíamos denominar como realidade extra-física existem os chamados chacras. Os chacras são os mecanismos responsáveis pela sustentação energética dos seres. É a partir dos chacras que captamos e exteriorizamos energias. É também por intermédio deles e de sua exteriorização que são formados os escudos luminosos e energéticos que envolvem nossos corpos denominados de Aura. Existem em nosso corpo energético (duplo etérico) milhares de chacras, porém, os mais conhecidos e estudados estão em número de 7 (sete) e são chamados de Chacras Primários. São eles: • Coronário (Chacra da Coroa); • Frontal (Chacra da Testa/Chacra do 3º Olho); • Laríngeo (Chacra da Garganta); • Cardíaco(Chacra do coração/ou Chacra dos sentimentos); • Gástrico (Plexo Solar, Estomago/ou ou Chacra das Emoções); • Esplênico (Chacra do Baço); • Genésico/Básico (Chacra Sexual) Voltando ao estalar de dedos, nossas mãos e dedos possuem também, uma grande quantidade de pequeninos terminais nervosos. Estes terminais que poderiam ser chamados de chacras secundários, durante o "estalar de dedos", funcionam como ponte de conexão, comunicando-se instantaneamente com cada um dos chacras primários de nosso corpo. Este relacionamento se dá da seguinte forma: • Dedo Polegar: Chacra Esplênico (região do baço) • Indicador Cardíaco (coração) • Anular Genésico ou básico (base da espinha) • Médio Coronal (alto da cabeça) • Mínimo Laríngeo (garganta) • Na região quase central da mão Gástrico (estômago) • Próximo ao monte de Vênus (região "gordinha" da mão) Chacra Frontal (testa). Estas são algumas das terminações nas palmas das mãos, apenas para ilustrar a correspondência existente. O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênus e dentre as inúmeras funções conhecidas pelas entidades, está a retomada de rotação e da freqüência do corpo astral, a descarga de energias negativas, além de certas condições psíquicas particulares aos médiuns, que ativam faculdades propiciatórias à magia e à mecânica de ordem astral. Ao observarmos uma entidade trabalhando com um médium estalando os dedos, veremos que além do estalo eles fazem signos como estrelas, um triângulos, cruzes, círculos, enfim... Ativam através deste mistério um símbolo que abrirá um portais energéticos de recolhimento ou de irradiações de energias. Pode-se também observar, que os guias estalam os dedos sobre si (ao redor do médium), descarregando as energias contrarias que vão sendo retiradas dos consulentes. Aos médiuns de clarividência é possível observar como se fossem pequenas fagulhas de fogo dispersadas em direção ao consulente, médium ou objeto. Estas fagulhas, mesclas energéticas do astral e corpóreo (entidade/médium) tem fundamental importância no desenrolar dos trabalhos. Dito isto, e isentos da ignorância inicial dos fatos, podemos agora observar estas práticas manifestadas com outros olhos ao adentrarmos em um terreiro, admitindo que o estalar os dedos possui fundamentos energéticos reconhecidos não somente pela religião de Umbanda, mas também, pelas múltiplas ciências que estudam os fenômenos bioenergéticos dos seres. 
Fiquem todos em Paz! Axé!!!

Desconheço a autoria do texto.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O SUBLIME PEREGRINO

Olá!
O tempo não desfaz a mensagem Dele. Continuam seus ensinamentos sendo bússola segura, oásis de paz para a alma que crê, confia e espera Nele!
Annapon





RAMATÍS:

 — Não foi a condição excepcional da "Filho de Deus", como um ser divino e acima da
contextura humana dos terrícolas, nem o efeito de uma assistência privilegiada, o sustento de
Jesus na sua obra redentora, mas a sua fé ardente e convicção inabalável em favor da
humanidade terrena. Ele já possuía em si mesmo, por força de sua hierarquia espiritual, a ventura
ou a paz tão desejadas pelo homem terreno. O êxito absoluto na sua tarefa salvacionista não
dependeu de proteções celestiais privilegiadas, do seu amor intenso e puro, de seu afeto
desinteressado e incondicional para com o homem! Essas virtudes expandiam-se naturalmente
de sua alma e contagiavam quantos o cercavam, assim como o cravo e o jasmim não podem
evitar que o perfume inerente à sua natureza floral também se desprenda sobre as demais flores
do jardim!
Jesus não tinha dúvidas quanto à realidade do "Reino de Deus" a ser fundado entre os homens,
porque esse ideal era manifestação espontânea de sua própria alma, já liberada da roda viciosa
das encarnações planetárias. Nada mais o atraía para os gozos e os entretenimentos da vida
carnal! Todo o fascínio e convite capcioso do mundo exterior não conseguiam aliciá-lo para o seu
reinado "cesariano", ou fazê-lo desistir daquele "reino de Deus", que ele pregava ao homem, no
sentido de "salvá-lo" da ilusão e do cativeiro carnal!
A tarefa messiânica de Jesus desenrolava-se sem quaisquer hesitações de sua parte,
sustentada pela vivência superior do seu próprio espírito. A sua presença amiga e o seu
semblante sereno impressionavam a todos os ouvintes, quer fossem os apóstolos, discípulos,
simpatizantes, homens do povo ou até inimigos!
Assim como o calor revigora o corpo enregelado, sua presença semeava o ânimo e a esperança,
fazendo as criaturas esquecerem os próprios interesses da existência humana. A fonte que
mitiga a sede dos viandantes não precisa de "interferências misteriosas" para aliviar os sedentos;
ela já possui o atributo refrescante como condição inerente à sua própria natureza. Jesus
também era uma fonte sublime e abençoada de "água espiritual", sempre pronta a mitigar a sede
de afeto, de alegria e de esperança dos peregrinos da vida terrena, sem usar de armas agressivas, de moedas, de recursos políticos, de credenciais acadêmicas para divulgar a "Boa
Nova" ! Em vez de recrutar os seus discípulos entre os doutos e os ricos, escolheu-os entre os
pescadores rudes e Ignorantes, porém honestos e sinceros. Espírito magnânimo e sábio, embora
humilde, ninguém poderia superá-lo ou vencê-lo no ambiente terráqueo, pois sua aura excelsa,
radiante de luz, embora imperceptível aos sentidos dos que o cercavam, traçava fronteiras
defensivas contra as más intenções e os maus pensamentos dos seus detratores.

Do livro O SUBLIME PEREGRINO

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Leis das Correspondências Vibracionais - Ramatís -





A transmutação (Processo de transformação de algo comum em valioso), ou alquimia cósmica, ocorre em todos os planos da existência, visível e invisível, na ascese evolutiva do espírito. Tornou-se, também, a idéia básica derivada da antiga filosofia hermética, ensinamentos do sábio Hermes Trismegisto. O homem, criado à imagem e semelhança de Deus, pode criar, tendo as mesmas potencialidades do Criador. Não haveria um conjunto de leis para o Cosmo e outro para o homem; logo, um mesmo conjunto de leis tudo rege, tanto no Espaço sideral como em todos os lugares, perceptíveis e imperceptíveis aos sentidos físicos.

A matéria-prima da criação é a "energia-espírito" e o fluido cósmico universal, pois o movimento ou vibração da mente, num ato volitivo, dividiria essa energia em todas as formas de matéria. Os alquimistas desconheciam vossa terminologia da atual ciência física, entretanto, compreenderam na Antiguidade que toda matéria era uma só coisa, provinda da mesma essência, havendo somente uma diferença vibratória em suas várias formações. Logo, a transmutação seria alcançada através da real compreensão da Lei das Correspondências no Cosmo, que atua em todos os níveis vibracionais.

Lamentavelmente, muitos alquimistas, obsedados pelos magos negros, deturparam os conhecimentos herméticos primitivos, deixando-se levar pela tresloucada ambição, e conseguiram agir através da manipulação. magnética das energias-espírito neutras da natureza, ou elementais, despolarizando as correspondências magnéticas, positiva ou negativa, de cada elemento material que tentavam alterar ou transmutar, em busca do seu sonho, o ouro.

sábado, 26 de outubro de 2013

Exu, Guardião do caminho e da passagem - Rubens Saraceni -





“Exu é o Guardião das Passagens e Porteiras que existem em nosso mundo visível, protegendo, para que não adentrem em nosso ambiente as influências negativas. Sua característica mais marcante é a de transmissor da fertilidade e da fecundação. Caminha no tempo e espaço com tranqüilidade, abrindo nossos caminhos. Difícil falar de Exu sem comentar a controvertida face do mal que se formou no imaginário popular. Outro ponto bastante discutível é se ele é um Orixá ou apenas mais uma Entidade representativa do ser humano. Mas Exu é muito mais que isso; tanto pode se apresentar no mundo visível que conhecemos, como também no mundo dos Orixás, Entidades e Espíritos dos Mortos.

Exus são Entidades muito poderosas, mas qualquer um que se utilize de sua vibração deve tomar sempre muito cuidado para não causar um desequilíbrio energético. Ele é o mensageiro, aquele que leva nossos pedidos até o conhecimento dos Orixás. Na época da escravidão, os negros africanos dançavam nas senzalas e os brancos entendiam como uma simples saudação aos seus deuses. Mas ali incorporavam seus Exus que, com seu jeito de se movimentar e gritar, acabavam por assustá-los. Estes, os brancos, agrediam os médiuns, dizendo que estavam possuídos pelo demônio. Com o tempo, os brancos conheceram melhor a religiosidade africana e sabiam das entregas feitas a Exu, confirmando, em sua visão deturpada, a “incorporação do demônio”.

Dessa forma, essas e outras incorporações mal interpretadas foram se inserindo na mentalidade do povo, fazendo com que esse grave erro de entendimento perdurasse por muitos anos, acima de seu verdadeiro contexto. Infelizmente, nosso querido Guardião Exu ainda é visto por muitos como aquele que faz o mal, e se satisfaz com o que esse mal possa provocar. Durante anos e anos, segmentos religiosos contrários fizeram de tudo para atribuir-lhe conceitos errôneos, criando demônios para defini-lo. Tudo isso não passa de uma grande e injusta mentira, que hoje, graças à evolução, está sendo derrubada, fazendo com que muitos conheçam sua verdadeira função e atividade, que é a de guardião e controlador da Criação e do Universo. É através do Exu que nós, seres humanos, conseguimos exercer nosso livre arbítrio, falando diretamente de nosso coração. “Muitos procuram Exu para satisfazer desejos mesquinhos de vingança, sem se importar com a Lei da Evolução, que é implacável e devolve tudo quando menos se espera.”

O que caracteriza hoje a Gira de Esquerda e até que ponto ela é importante para a Umbanda?
Rubens Saraceni: Em minha opinião, a Gira de Esquerda é indispensável para a Umbanda, porque trabalhamos com a força dos Orixás, e quem trabalha com a força dos Orixás deve também se utilizar da Linha de Esquerda, onde trabalham as Entidades que lidam, controlam e refreiam um pouco as investidas dos espíritos do baixo astral. Nas Giras de Esquerda, Exu e Pomba-Gira são indispensáveis, porque são eles que lidam com essas forças negativas.

Em sua concepção, Exu é um Orixá ou uma Entidade?
Rubens Saraceni: É indiscutível que Exu é um Orixá com a mesma grandeza que os outros. Assim como o Orixá Ogum, em que as linhas de trabalho se apresentam como Caboclos de Ogum, o Orixá Exu tem suas linhas de trabalho que se apresentam como Exus dos mais variados campos: Exus das Encruzilhadas, Exus do Cemitério, Exus das Matas, Exus das Pedreiras, que nada mais são do que manifestadores do Mistério Exu na irradiação dos Orixás.

sábado, 19 de outubro de 2013

A Pantera Negra......ANIMAL DE PODER.






Olá!

Muito interessante o texto abaixo!
Confesso que o Xamanismo me "fascina" e sempre associei essa crença à Umbanda. 
Sinto muita afinidade com os ensinamentos dos Xamãs e como médium já tive a oportunidade de entrar em contato, muito próximo, com alguns animais em desdobramento consciente e durante o sono.
Foram encontros inesquecíveis, ainda muito "frescos" em minha memória.
Agradeço muito a Deus e à espiritualidade por isso e por tudo!
A pantera, em particular, é um animal fascinante mesmo para quem não tem intimidade nenhuma nem com a Umbanda, nem com o Xamanismo. A simples presença desse animal encanta quem o admira, mesmo entre lamentáveis grades, a pantera exerce seu poder de sedução naquele que a observa.
Quanto a mim, tenho verdadeira paixão pelos felinos, mas o texto abaixo me fez lembrar de algumas entidades espirituais como os Exus e Caboclos, por exemplo. Em algumas oportunidades, através da vidência, já pude perceber esses animais ao lado das entidades, como fossem guardiões, companheiros de trabalho, creio que sejam mesmo. Posso citar alguns exemplos de minha experiência pessoal:
águias com Caboclos e pajés;
lobos e panteras com Exus;
cobras com Caboclos;
cavalos com entidades de Ogum e Xangô;
onças com caboclas de Oxossi.
Amo os animais e vez ou outra, estabeleço com eles uma espécie de comunicação que em palavras não sei explicar, só sei que eles habitam, assim como nós, o plano espiritual e são nossos companheiros/irmãos.
Ao ler o texto abaixo, pude compreender o poder primal da pantera, ou seja, o que ela nos inspira e transmite através de sua sabedoria instintiva.
Diz o texto que quem possui a pantera, como animal de poder, é dono de olhar penetrante que pode vir a curar, identifiquei-me com essa passagem por ser uma das tantas características das entidades espirituais com as quais trabalho. É muito bom e interessante ter acesso a esse conhecimento, mesmo porque, é nessas horas que entendemos que tudo está realmente conectado, todas as religiões, doutrinas, etc, se ligam e dispõem, cada uma, de sua parcela na grande verdade cósmica!
Annapon


XAMANISMO.....
VAMOS ESTUDAR UM POUCO?

A Pantera Negra......ANIMAL DE PODER.

É um Guia Espiritual muito antigo, cujo poder lunar foi utilizado em ritos egípcios através da sua cauda, presa ao redor do pescoço ou da cintura, com vistas a fortalecer e proteger o indivíduo.

O nome Pantera é associado às outras espécies de felinos como o Leopardo, a Onça e, às vezes, ao Puma. Panteras Negras são menores que esses outros felinos, porém são muito mais ferozes que Leões e Tigres.

sábado, 12 de outubro de 2013

O consulente no Terreiro



Olá!

 Não vejo o consulente como provável médium, nem como alguém que deva passar pelo desconforto/constrangimento de triagem para ser atendido nos terreiros e casas espíritas/espiritualistas.

Vejo o consulente como ser humano em busca de auxílio, alento em suas dores sejam elas de que ordem forem. 

Não nos cabe julgar a dor do outro. 

Digo isso porque percebo certa "reserva", por parte de alguns médiuns e dirigentes sobre o assunto amor, emprego e a insatisfação das pessoas que vivem problemas semelhantes.

Ora! A pessoa procura o terreiro, ou casa espírita/espiritualista, muitas vezes extremamente angustiada por conta dessas duas questões que, por sua vez podem sim criar condições favoráveis para que ali, no assistido, se instale algum tipo de  obsessão.

Ouvi, por esses dias,  um sacerdote de Umbanda afirmar que em sua casa, pessoas com problemas afetivos e financeiros não são atendidas, pasmei, e mais, sentenciou ainda que o problema da pessoa, nessas condições, é social ou fruto de sua própria negligência.

No meu entendimento, essa postura não é de um verdadeiro sacerdote, nem Umbandista, nem de religião alguma.

Espiritualidade sem humanidade é pura arrogância.

É certo que nenhuma entidade poderá resolver os problemas das pessoas, mesmo porque existem Leis Maiores que regem o carma, mas, constranger a pessoa que busca ajuda, logo de "cara" com tal postura é no minimo uma questão de falta de sensibilidade.

Nós, Umbandistas, sabemos, ou pelo menos deveríamos saber que o Congá não é balcão de negócios, porém, muitas vezes, quem busca a Umbanda, vem como último recurso, vem aconselhado por um vizinho, parente, amigo, sem noção alguma sobre a religião. A pessoa vem desesperada, dolorida, angustiada e a nossa obrigação, como medianeiros e servos de Oxalá, nosso Mestre e Guia Maior, é de acolher, ouvir, trabalhar, sem julgar se o problema que aflige o consulente é de ordem afetiva, financeira, etc.

A espiritualidade sabe, de ante mão, quem nos enviará e está, antes de nós, preparada para receber a pessoa que muitas vezes nem imagina a razão pela qual foi "induzida" a buscar ajuda num terreiro, nem mesmo nós, medianeiros, sabemos porque tal pessoa, com problemas aparentemente caprichosos, se apresenta ali, diante de nós e da entidade que servimos por aparelho.

É precipitado demais sentenciar, como fez o sacerdote em questão, afinal não precisamos de juízes e sim de auxílio que nos oriente e nos ajude a angariar forças para seguirmos vivendo com dignidade.

A Umbanda é paz e amor, acolhimento, manifestação do espírito para a caridade sem triagem porque Nosso Mestre, Jesus Cristo Oxalá, assim nos ensinou e assim nós, Umbandistas, seus seguidores, o fazemos, ou pelo menos, é o que deveríamos todos fazer.

Certamente que iremos nos deparar, em algum momento de nossa trajetória como médiuns, com situações adversas, que fogem à nossa compreensão, porém, até nesses momentos, estamos sob a supervisão da espiritualidade maior que nos observa e nos permite a ação/reação, testando nossa fé e firmeza.

Ninguém vem a nós sem a permissão/supervisão da Espiritualidade.

A Umbanda está de braços abertos para todos, sem distinção. Terreiro e Sacerdote que se preze, mantem as portas da casa e do coração abertas.

Respeito é o que todos queremos, portanto respeite o próximo e lembre-se que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, numa de suas manifestações registradas, deixou muito claro que ajudou seu médium Zélio Fernandino de Moraes a se casar porque era necessário que assim fosse, ou seja, a espiritualidade sempre nos ajudará dentro do nosso merecimento e necessidade, independente do nosso julgamento ou de nossas preferências.

 Como podemos sentenciar que problemas afetivos e financeiros não sejam de ordem espiritual? 
Somos espíritos num corpo temporário de carne e quase todos os nossos problemas são reflexos do passado ecoando em nosso presente que acabamos complicando por não sabermos como lidar com eles e, nessa hora é que entra o balsamo confortante da espiritualidade que nos ajuda a enxergar e a conviver melhor com nossas dores e dificuldades até que encontremos força e sabedoria, por nós mesmos, para a construção de um futuro melhor, mesmo porque o futuro é eterno, não se extingue com o corpo perecível.

É certo que o movimento Umbandista tem lutado pela desmistificação, por simplificar cada vez mais seus rituais para que haja harmonia com o tempo que vivemos, mas, dai a selecionar as aflições dos consulentes já é demais, foge ao espírito de caridade e aos ensinamentos de Nosso Mestre e Guia Maior, Jesus.

Com toda a certeza, o Umbandista sério não se dará ao papel de realizar trabalhos de amarração, corte, barganha, etc, e se, por ventura, o médium incorporado, vir a se deparar com tal situação, sábia e gentilmente, a própria entidade o esclarecerá muitas vezes demovendo-o de tão deprimente intenção.

Simplificar sim, é justo e necessário, mas julgar e negar auxílio nunca, mesmo porque, pode acontecer que nas entrelinhas de um problema afetivo/financeiro, esteja um problema muito maior de ordem cármica no qual possivelmente estejam envolvidos muitos espíritos   encarnados e desencarnados, por isso, nunca, mas nunca mesmo, julgar, sentenciar então, nem pensar!

Outro ponto que me desagrada profundamente é a ironia do sacerdote em questão quando se refere à ingenuidade de alguns consulentes que pensam, por falta de conhecimento, que as entidades o atenderão em todas as suas necessidades. Sabemos nós, Umbandistas sérios e comprometidos com o bem que as coisas não são bem assim, porém, ironizar não ajuda em nada, só atrapalha mesmo e perde-se ai uma grande oportunidade de repassar ao menos um pouco de Luz através do compartilhar conhecimento que é uma das tantas maneiras de se praticar a caridade verdadeira.

Atenção! Os falsos profetas estão ai aos montes e nunca, jamais esqueçam que o espírito que move a Umbanda é a fé, a caridade e o Amor, sendo o Amor seu maior representante!

Axé Meu Povo!

Annapon

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A SABEDORIA DO SILÊNCIO INTERNO por Xamã Vera





A SABEDORIA DO SILÊNCIO INTERNO
por Xamã Vera

Fale só quando for necessário.
Pensa no que vais dizer antes de abrir a boca.

Sê breve e preciso já que cada vez que deixas sair uma palavra,
Deixas ao mesmo tempo sair uma parte da tua energia
Desta maneira aprenderás a desenvolver a arte de falar sem perder a sua energia.

Não te lamentes nem uses no teu vocabulário
Palavras que projetem imagens negativas, porque ocorrerá em torno de ti tudo o que criaste com as tuas palavras carregadas da sua energia

Se não tiveres algo de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor calar.

Aprende a ser como um espelho: Escuta e reflete a energia.

O próprio universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque o universo aceita incondicionalmente os nossos pensamentos, as nossas emoções, as nossas palavras, as nossas ações e nos envia o reflexo de nossa própria energia segundo as diversas circunstâncias que se apresentam na nossa vida.

Se te identificas com o sucesso, serás bem sucedido.
Se te identificas com o fracasso, terás fracassos.
Assim podemos ver que as circunstâncias que vivemos são apenas manifestações externas do conteúdo da nossa fala interna.

Aprende a ser como o universo, a escutar e a refletir a energia sem emoções pesadas e sem preconceitos.
Porque sendo como um espelho sem emoções nós aprendemos a falar de outra maneira.

Com o poder mental calmo e em silêncio, sem oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais e evitando reações emocionais excessivas, simplesmente permite uma comunicação sincera e fluida.

Não te dês muita importância, e sê humilde, porque quanto mais te mostras superior, inteligente e prepotente, mais te tornas prisioneiro da tua própria imagem e mais vives num mundo de tensão e de ilusões.

Sê discreto, preserva tua vida intima,
Desta maneira livras-te da opinião dos outros e viverás tranquilo, tornando-te invisível, misterioso, indefinível, insondável como o Tao.

Não compitas com os outros, torna-te como a terra que nos alimenta, que nos dá o que necessitamos.
Ajuda os outros a perceber as suas qualidades, a perceber as suas virtudes, a brilhar.

O espírito competitivo faz o ego crescer e cria conflitos inevitavelmente.
Tem confiança em ti mesmo, preserva tua paz interna, evitando entrar nas provocações e nas armadilhas dos outros.


Nunca faças promessas que não possas cumprir. Não te comprometas facilmente.
Se ages precipitadamente sem tomares profunda consciência da situação, Vais criar complicações.
As pessoas não têm confiança em quem diz muito facilmente “sim”, porque sabem que esse famoso “sim” não é sólido e que lhe falta valor.


Toma um momento do silêncio interno para considerar todos os aspectos da situação presente e toma as tuas decisões depois disso.
Assim desenvolverás a confiança em ti e a sabedoria.


Se realmente houver algo que não sabes, ou se não tens a resposta a uma pergunta que te fizeram, aceita-o.
O fato de não se saber é muito incomodo para o ego porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar sempre a sua opinião muito pessoal.
Na realidade, o ego não sabe nada, apenas crê que sabe.


Evita julgar e criticar, o Tao é imparcial e sem julgamentos, não critica as pessoas, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade.
Sempre que julgas alguém a única coisa que fazes é expressar a tua opinião muito pessoal e é uma perda da energia, é puro ruído.
Julgar é uma maneira de esconder nossas próprias fraquezas.
A pessoa sábia tolera tudo e não dirá nem uma palavra.


Recorda que tudo que te incomoda nos outros é uma projeção de tudo o que ainda não resolveste em ti mesmo
Deixa que cada um resolva os seus próprios problemas e concentra a tua energia na tua própria vida.

Ocupa-te de ti mesmo, não te defendas.
Quando fazes por defender-te na realidade estás a dar demasiada importância às palavras de outros e dás mais força ao agressor.
Se aceitas não te defender, mostras que as opiniões dos outros não te afetam, pois não passam de opiniões e que não necessitas de convencer os outros para seres feliz.

O teu silêncio interno torna-te impassível.
Faz regularmente o jejum da palavra para educares o teu ego que tem o mau costume de estar sempre a falar.

Pratica a arte de não falar.
Tira um dia da semana para te absteres de falar.
Ou pelo menos umas horas do dia de acordo com o que permitir a tua organização pessoal.
É um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do Tao ilimitado em vez de tentar explicar por palavras o que é o Tao.


Progressivamente desenvolverás a arte de falar sem falar e a tua natureza interna verdadeira substituirá a tua personalidade artificial, deixando aparecer a luz de teu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a esta força atrairás para ti tudo o que necessitas para realizar-te e libertar-te completamente.
Mas é preciso cuidar que o ego não se imiscua.
O poder mantém-se enquanto o ego fica calmo e em silêncio.


Se o teu ego se impõe e abusa desse poder esse mesmo poder converte-se em veneno, e todo teu ser se envenenará rapidamente.


Fica em silêncio, cultiva o teu próprio poder interno.

Respeita a vida dos outros e de tudo o que existe no mundo.

Não tentes forçar, manipular ou controlar os outros.

Converte-te no teu próprio mestre e deixa os outros ser o que são, ou o que têm capacidade de ser.

CATURAMA!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Exu Gira Mundo...






Olá!

O texto abaixo, de autoria por mim desconhecida, soa como lenda, ou como revelação de um dos tantos Gira Mundos que se apresentam para o trabalho nos terreiros.
Acredito que exista vida em outros planetas, não descarto a possibilidade abaixo descrita, mas, no fundo de meu coração, existe um sinal de alerta soando como alarme, que diz: " Não apenas isso e sim é mais, tem mais, a história não acaba, não tem meio, nem fim, só começo e sim, esse sim é a razão de tudo".
Esse alerta remete ao espiral, que firma em seu ponto.
Gira Mundo se apresenta na vibração de Xangô, Senhor da Justiça, se gira por todo o mundo, ou seja, se sua locomoção vai de um extremo a outro da Terra, creio que: 
nesse ponto, mediúnicamente, ele me transmite o seguinte:

" Gira Mundo. Se corro pelo mundo Terra, é porque a mim foi concedido conhecer a dor humana em suas mais profundas e diversas manifestações.
A dor do homem do polo sul é diferente daquela do polo norte, as aflições dos asiáticos, como coletividade, são diferentes das dores dos africanos. 
O homem ocidental não compreende o estilo de vida e a dor do povo da Índia e quem vive no trópico não conhece a escuridão do povo que vive seis meses sem sol.
Os grandes centros urbanos que abrigam espíritos mil, desconhecem as necessidades e as dores que afligem os povos habitantes das poucas comunidades indígenas que sobrevivem no orbe.
A mãe do polo norte, embora ame como a do sul, tem pensamentos e necessidades diferentes, portanto se comporta, pensa e sente segundo seus costumes, segundo o que lhe seja adequado ao meio que vive.
O homem que pilota seu confortável automóvel, pensa, sente e necessita diferente do carroceiro que, embora viva no mesmo meio, estagia em nível evolutivo diferente.
Gira Mundo conhece as dores do mundo de cada um, por essa razão é guardião do mundo". 

Exu Gira Mundo...
Annapon em 04.10.2013


Sua história começou muito antes de muitas histórias... Muitos de vocês, talvez não acreditem em vida fora da Terra, mas esse Exu veio de outras Terras, de outros mundos. Viveu em um planeta melhor e mais evoluído que o nosso, em outro Sistema Solar. Acompanhou a orbe dos "exilados" para povoar esse novo mundo, mas ao chegar aqui, conheceu o amor de uma mortal humana e apaixonou-se. Esqueceu de seu compromisso como guardião estelar, esqueceu quem era e apenas quis viver esse amor. Quis ser mortal, tornar-se humano e viver por aqui. Porém, ao fazer isso, foi expulso da Federação e perdeu seus direitos. Ao aceitar viver na Terra, sofreu as dores da carne e de ser renegado, foi perseguido por aqueles que trouxe e pelos seus; foi um excluído!

Somente sua amada ainda o quis e com ela fugiu... Mas foi caçado! Mataram-na e ele nada mais teve de seu... Somente seu ódio e sua sede de vingança! Descobriu o que é ser humano! Tornou-se um bárbaro e um conquistador. Conquistou reinos e pessoas. Ficou conhecido como o "El Diablo Negro"! Podia ir e estar em qualquer lugar - seu poder era enorme!
Na época de sua primeira vida na Terra, os Atlantes ainda existiam... A partir daí reencarnou em Lemúria, em Mu, no baixo Egito, na África e sempre com a mesma tirania conduzia o seu povo. Tornou-se amado e odiado. Quando não lembrava mais quem era e de onde veio, reencontrou o amor de uma mulher, muito parecida com aquela que amou um dia. Ela vivia entre o povo hebreu que fugiu do Egito, sob o comando de Moisés. A história dela era muito parecida com uma história que ele conheceu em outras épocas e algo dentro dele renasceu...
A partir dessa vida, passou a reencarnar no oriente, entre o povo de pele amarela... Conheceu o Hinduísmo e o Xintoísmo e tornou-se menos tirano. Sua última encarnação foi na época de Buda. Conheceu sua filosofia de vida. Decidiu mudar e reaprendeu a viver. Ao desencarnar foi convidado a trabalhar na semeadura de um novo compromisso nas terras onde andou. Conheceu, então, o Cristianismo! E mais tarde também auxiliou Maomé.
Depois disso passou a atuar no planeta em todas religiões nascentes e crescentes. É por isso que hoje ele trabalha na Umbanda, como já trabalhou em tantas outras religiões. Seu nome: EXU GIRA MUNDO, vem do fato dele poder estar em diversas esferas, atuar em diversos setores e se deslocar no tempo e no espaço com muita habilidade. Por isso, ele gira o mundo e sempre sabe como resolver uma situação ou como encontrar uma solução para o problema em questão. Porque ele é verdadeiramente um guardião!


Obs.: Vale sempre lembrar que toda história de entidade é única, ou seja, pertence a um dos tantos Gira Mundo que se apresentam para o trabalho.

desconheço autoria

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ciganos – Quem são e como vivem – texto Casal Coimbra




Ciganos – Quem são e como vivem – texto Casal Coimbra

“O céu é meu teto, a terra minha pátria e a liberdade minha religião”.

A cultura cigana sempre exerceu enorme fascínio e curiosidade em todos os povos que conviveram próximos a eles. As roupas coloridas, as joias, o nomadismo, o romanes (Idioma próprio), as festas e celebrações e a forma de preservarem seus costumes,casando-se entre si e não permitindo a presença de não ciganos em seus principais eventos, somando ao grande misticismo e religiosidade, fez com que se criassem mitos e histórias que resultaram em grande preconceito que ainda hoje vitimam os ciganos.

Nos principais estudos acerca desta etnia, a teoria de que vieram do norte da Índia é a mais aceita. Isto porque o romanes, que é o idioma próprio do povo cigano, tem muita similaridade com a linguagem praticada outrora nesta região. As teorias sobre a vida dos ciganos antes da Índia também têm muitas variantes, mas que do norte desta região eles migraram para o mundo é consenso.

Nas viagens em direção ao continente Europeu, passando pelo Oriente, pelo Egito, pela Grécia,entre outros, os gitanos foram fixando-se em alguns países, o que com o tempo, gerou a divisão por clãs, onde muitos costumes e diferenças musicais e culinárias que sentimos hoje em dia em cada grupo, originaram-se destas andanças.
No Leste Europeu, os chamados ROMS são encontrados em maior número. Sua musicalidade e dança tem grande influencia dos povos destes locais. Os ROMS são um dos 3 grandes grupos ciganos e sempre mantiveram seus costumes muito fechados. Há quem os considere os que mais guardaram as tradições das gerações passadas. Kalderash e Machuaia são alguns dos subgrupos ROM mais conhecidos no Brasil. A cidade de Campinas tem a maior colônia do país. Tem-se também que financeiramente são os mais abastados, encontrando entre eles grandes empresários e comerciantes. São o grupo culturalmente mais fechado, sendo raríssima a presença de não ciganos em suas festas e tradicionais eventos.

Os SINTI são outro grupo que na Alemanha e parte da França tem suas maiores populações. Seu idioma é uma variação do romanes e também sua forma de vida, música e costumes tem muito a ver com as comunidades com que convivem. Dos 3 grandes grupos, são os menos conhecidos e encontrados no território brasileiro.
Vindos da Península Ibérica, encontramos no Brasil os KALONS, ciganos que apesar de vários já sedentarizados, muitos vivem em acampamentos, alguns com seus dentes de ouro e tem no artesanato e comércio suas principais fontes de renda. As calins(ciganas) trabalham na leitura da sorte, através da quiromancia (mãos) e do baralho. É a chamada “buena dicha” e estes ganhos contribuem e muito para o sustento destas comunidades. O idioma dos KALONS é o Caló, também conhecido como shib de kalon. Que é uma variante do romanes e com palavras do espanhol e português. Hoje em dia as vestimentas dos homens lembram muito os tropeiros com suas botas, cintos com fivelas e chapéus de aba larga. Inclusive se ouve e se dança muita música sertaneja nos ranchos em que moram. As mulheres continuam utilizando vestidos e saias longas e mantém a tradição de belos brincos,colares e pulseiras.
Apesar de grandes diferenças em vários aspectos, todos os grupos e clãs têm também similaridades fortes. O gosto pela estrada e pelas viagens, o amor à dança e à música. A sensibilidade para lidar com o misticismo do baralho e das linhas da mão. As festas de noivado, de casamento e a virgindade da mulher antes do matrimonio. O pagamento do dote e o respeito ao luto dos que partiram. Os kalon queimam todos os pertences do falecido e por vários dias não participam de festejos e comemorações.

O preconceito também é outra situação que todos os grupos e subgrupos sofrem. E, infelizmente, esta é uma sina que sempre os acompanhou. Na 2ª Guerra Mundial, mais de 500 mil ciganos foram mortos nos campos de concentração nazista. O estranho é que a história nunca ou pouco se fala sobre estes massacres, citando apenas outros povos ou minorias étnicas. Ainda hoje, na Europa, ciganos são expulsos de suas casas e sofrem perseguições. São obrigados a viver em guetos separados e tratados como cidadão de segunda classe. No Brasil, apesar de mais velada, há muita informação tendenciosa e maldosa da mídia e das pessoas em relação aos ciganos. Vemos jornalistas falando muito mal deste povo e casos graves de preconceito e violência, como ocorridos em Santo Amaro da Purificação, onde após desentendimento com pessoas da localidade, os habitantes da cidade invadiram o acampamento e queimaram barracas e pertences, obrigando crianças,velhos e todos os ciganos abandonarem tudo para salvar suas vidas.

Em território brasileiro  pouquíssimas são as políticas públicas em benefício da população cigana  Ainda não houve por parte dos governantes um real interesse em atender decentemente com educação, saúde e moradia este povo. Nem mesmo o número de ciganos  quem são e onde vivem o governo tem noção. Outro exemplo que podemos citar é o SUS (Sistema único de Saúde) que tem obrigação em atender os ciganos,mesmo os que não possuem documentos, porém na prática muitas vezes lhe é negada a consulta médica ou a necessidade de se adequar uma ginecologista mulher para as ciganas, pois jamais elas se consultariam com um homem nesta especialidade.Até porque muita gente desconhece que os ciganos são uma etnia. Misturam com religião e até mesmo com folclore. A diferença entre ciganos e outros povos é que os primeiros consideram o mundo sua pátria (“onde estão os meus pés, eis aqui a minha pátria”) e os demais tem território demarcado nos mapas. Fora isto, ciganos tem cada um sua religião e sua crença, tem seu próprio, sua bandeira, seus costumes, suas tradições e uma riquíssima história.

Os ciganos em suas andanças pelo mundo incorporaram muitas características culturais das regiões por onde passaram, mas neste processo também deixaram forte influência de seu modo de vida nos povos que mantiveram contato.

A Espanha, por exemplo, teve sua música e dança fortemente influenciadas pelos gitanos. A região sul, Andaluzia, ainda hoje é grande reduto de ciganos. Esta é inclusive uma região extremamente marcada por canções e bailados flamencos, que são uma fusão da arte dos  habitantes antigos desta região, com os costumes artísticos e musicais dos árabes ( que invadiram a região) e dos ciganos que lá chegaram e ainda hoje residem.

Santa Sara Kali é considerada a padroeira dos ciganos, porém nem todos tem veneração por ela. Os ciganos que seguem religiões evangélicas, por exemplo, não lhe rendem homenagens. Mas para a enorme maioria, Ela é a Santa mais celebrada. É a advogada dos ciganos perante Deus. Seu dia é comemorado em 24 de maio e a maior de todas as festas ocorre em Saites Maria de la Mer, na região de Camargue, na França, onde segundo a lenda, Sara desembarcou com José de Arimatéia,  Maria Madalena, Maria Salomé e Maria Jacobina,após terríveis tormentas no mar. Os devotos levam lenços (dicklo) como forma de agradecimento pelas graças recebidas. O mesmo tipo de lenço que as mulheres casadas utilizam dentro dos costumes da tradição cigana.

Que este breve relato sirva de esclarecimento de quem são e como vivem os ciganos e que a sociedade passe a respeitá-los e principalmente incorpore os valores que a cultura cigana sempre prezou, que são a preservação da natura, o cuidado com as crianças, o respeito pelos idosos e o zelo pela instituição familiar.

Opre Romale – texto Casal Coimbra

terça-feira, 24 de setembro de 2013

IBEJI - ERÊ - CÓSME E DAMIÃO





IBEJI - ERÊ - CÓSME E DAMIÃO


 Existe uma confusão latente entre o Orixá Ibeji e os Erês. 
É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade. Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Por serem gêmeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc. 
Seus filhos são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconsequente  nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. 
Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas, tudo enfim que se possa associar ao comportamento típico infantil.
 Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia. 
Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, à vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em torno de si a princípios simplistas como "gosta de mim" ou "não gosta de mim". Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com certa facilidade. 
Ao mesmo tempo, suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das atividades esportivas, sociais e das festas. 
Crianças na Umbanda Ibeji no Batuque Bêji no Xambá A grande cerimônia dedicada a estes orixás acontece a 27 de setembro, dia de Cosme e Damião, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto aos orixás como aos frequentadores dos terreiros. Ibeji na nação Keto, ou Nvunji nas nações Angola e Congo. 
É a divindade da brincadeira, da alegria; sua regência está ligada à infância. Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exu, se não for bem cuidado pode atrapalhar os trabalhos com suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo. 
É o orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. 
Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do orixá que a criança carrega. Ibeji é tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar seu sorriso, sua alegria, sua felicidade, seu engatinhar, falar, seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o vôo das aves, na beleza e perfume das flores.
 A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. 
Feche os olhos e lembre-se de uma felicidade, de uma travessura e você estará vivendo ou revivendo uma lenda desse orixá. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu em nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. 
Portanto, ele já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos. A palavra Eré vem do yorubá, iré, que significa "brincadeira, divertimento". Daí a expressão siré que significa “fazer brincadeiras”. 
O Ere(não confundir com criança que em yorubá é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá, ou seja, o Ere é o intermediário entre o iniciado e o orixá. 
Durante o ritual de iniciação, o Ere é de suma importância pois, é o Ere que muitas das vezes trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado. 
O Ere na verdade é a inconsciência do novo omon-orixá, pois o Ere é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão.
 O Ere conhece todas as preocupações do iyawo (filho), também, aí chamado de omon-tú ou “criança-nova”. 
O comportamento do iniciado em estado de “Ere” é mais influenciado por certos aspectos de sua personalidade, que pelo caráter rígido e convencional atribuído a seu orixá. 
Após o ritual do orúko, ou seja, “nome de iyawo” segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas.
 Símbolos: 2 bonecos gêmeos, 2 cabacinhas, brinquedos;
 Plantas: jasmim, maçã, alecrim, rosa
 Dia: domingo e segunda-feira para nações Ketu e Jeju Ijexá; 
Cor:azul , rosa, verde, mas na verdade gosta do colorido em si.
 Metal: estanho. 
Seus elementos: fogo, ar. 
Saudação Beijada! Ou Kao Kabeciele, pois é também um Xangô.
 Domínios: parto e infância. Amor união. 
Comidas: caruru, cocada, cuscuz, frutas doces. 
Animais: passarinhos. 
Quizilas: morte, assobio.
 Características: alegre, otimista, brincalhão, esperto, trabalhador, imaturo, birrento, voraz. O que faz: ajuda a resolver problemas de crianças, dá harmonia na família, facilita uniões. Riscos de saúde: alergias, anginas, problemas de nariz, raquitismo, acidentes. 
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