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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

SACRIFÍCIO DE ANIMAIS POR CARLOS BUBY




SACRIFÍCIO DE ANIMAIS
POR CARLOS BUBY


"No mundo lógico,
aquele que inverter o
óbvio levará vantagem"

Carlos Buby


O Templo Guaracy não realiza rituais que envolvem sacrifícios de animais. Esta restrição ritualística fundamenta-se nos Princípios, expostos na página Apresentação, que pregam a Preservação e o Desenvolvimento da Vida. A prática de ritos que, direta ou indiretamente, atentam contra a Vida seria de tal forma incoerente com a Filosofia Guaracyana que o Templo perderia sua finalidade essencial. Porém, a posição do Templo Guaracy diante das tradições que praticam rituais com sacrifícios de animais é de profundo respeito. Isto porque conhecemos bem a forma sagrada de como tais animais são abatidos.


No Candomblé, cada animal sacrificado é previamente submetido a ritos que dignificam o ato. À Natureza são oferecidos os "Axés", e à comunidade o alimento. As partes do animal que são oferecidas aos Orixás correspondem a rigorosos preceitos litúrgicos. O restante é ofertado aos participantes e consumido durante as festas de encerramento das cerimonias iniciáticas. Esta tradição milenar é originária de uma época onde Deus, o Homem e a Natureza integravam a mesma "mesa" e partilhavam o mesmo "banquete".


Grandes festas como o Natal e a Páscoa são organizadas em torno de uma mesa farta. Nessas mesas, encontramos diversos animais e aves que foram abatidos pelo Homem e, na maioria das vezes, sem nenhum critério. Porque as festas realizadas pelo Candomblé não haveriam de ter a mesma fartura, porém com animais sacralizados? Sabemos que este é um tema polêmico e não temos a intenção de polemizar. Pretendemos apenas propor aos mais radicais uma reflexão, isenta de preconceito, discriminação e hipocrisia. Deixamos claro que o Templo Guaracy não sacrifica animais por questão filosófica, e não por ignorância.


As propriedades "mágicas" encontradas no sangue vermelho são insubstituíveis. Porém, algumas ervas, desde que bem combinadas podem, com o seu sumo (sangue verde), suprir a ausência do sangue animal. A ritualização dos processos de plantio, colheita, e maceração garante a aquisição de substâncias energéticas adequadas aos diferentes tipos de rituais. Não estamos nos referindo aos princípios ativos das ervas. Extraímos a seiva e a utilizamos ritualísticamente em amacis, banhos, etc. O restante é secado e utilizado em defumações. Por questões éticas, o Templo Guaracy não ministra ervas ou qualquer produto com proposta medicamentosa.



Gostei muito desse texto do Carlos Buby! Vale a reflexão!


Annapon

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Aceitação



Quando precisamos aceitar uma circunstância que não foi planejada, o primeiro impulso que temos é o de ser resistente à nova situação.

É difícil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doença, a humilhação, as traições.

A nossa tendência natural é resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento.

Agindo assim, estaremos prolongando a situação. Resistir nos mantém presos ao problema, muitas vezes perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado.

Em outras ocasiões, nossa reação é a de negação do problema e, por vezes, nos entregamos a desequilíbrios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indignação.

Todas essas reações são destrutivas e desagregadoras.

Quando não aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as soluções.

Pode parecer que quando nos resignamos diante de uma situação difícil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos.

Mas não. Apenas significa que entendemos que a existência terrestre tem uma finalidade e que a vida é regida pela lei de ação e reação; que a luta deve ser encarada com serenidade e fé.

Na verdade, se tivermos a verdadeira intenção de enfrentar com equilíbrio e sensatez as grandes mudanças que a vida nos apresenta, devemos começar admitindo a nova situação.

A aceitação é um ato de força interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta.

É detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.

Existem inúmeras situações na vida que não estão sob o nosso controle. Resta-nos então acatá-las.

É fundamental entender que esse posicionamento não significa desistir, mas sim manter-se lúcido e otimista no momento necessário.

No instante em que aceitamos, apaga-se a ilusão de situações que foram criadas por nós mesmos e as soluções surgem naturalmente.

Aceitar é exercitar a fé. É expandir a consciência para encontrar respostas, soluções e alívio. É manter uma atitude saudável diante da vida.

É nos entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer.

* * *

Estamos nesta vida pela misericórdia de Deus, que nos concedeu nova oportunidade de renascimento no corpo físico.

Os sentimentos de amargura, desespero e revolta, que permeiam nossa existência, são frutos das próprias dificuldades em lidar com os problemas.

Lembremos que todas as dores são transitórias.

Quando elas nos alcançarem, as aceitemos com serenidade e resignação. Olhemos para elas como mecanismos da Lei Universal que o Pai utiliza para que possamos crescer em direção a Ele.

Busquemos, desse modo, as fontes profundas do amor a que se reporta Jesus que o viveu, e o amor nos dirá como nos devemos comportar perante a vida, no crescimento e avanço para Deus.



Redação do Momento Espírita, com base
no texto Aceitação, de autoria desconhecida e com parágrafo final do
cap. 20, do livro Terapêutica de emergência, por diversos Espíritos,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os Fundamentos Divinos das Linhas de Umbanda Sagrada



Os Fundamentos Divinos das Linhas de Umbanda Sagrada



A Umbanda, ainda que não evidencie isso à primeira vista, é uma religião muito rica em fundamentos divinos. E, se isso acontece, é porque é nova, não foi codificada totalmente e não tínhamos um indicador seguro que nos auxiliasse na decodificação dos seus mistérios.


Atualmente, um século após sua fundação por Zélio Fernandino de Moraes e o senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, espíritos mensageiros têm transmitido-nos algumas chaves mestras que têm aberto vastos campos para decodificarmos seus mistérios e iniciarmos sua verdadeira codificação, tornando-a tão bem fundamentada que talvez, no futuro, outras religiões recorram a estas chaves para interpretarem seus próprios mistérios. Se não, vejamos:

1º) Na Umbanda, as linhas de trabalhos espirituais, formadas por espíritos incorporadores, têm nomes simbólicos.

2º) Os guias incorporadores não se apresentam com outros nomes, e só se identificam por nomes simbólicos.

3º) Todos eles são magos consumados e têm na magia um poderoso recurso, ao qual recorrem para auxiliarem as pessoas que vão aos templos de Umbanda em busca de auxílio.

4º) Um médium umbandista recebe em seus trabalhos vários guias espirituais cujas manifestações ou incorporações são tão características que só por elas já sabemos a qual linha pertence o espírito incorporado.

5º) As linhas são muito bem definidas e os espíritos pertencentes a uma linha falam com o mesmo sotaque, dançam e gesticulam mais ou menos iguais e realizam trabalhos mágicos com elementos definidos como deles e mais ou menos da mesma forma.

6º) Cada linha está ligada a alguns orixás e podemos identificar nos seus nomes simbólicos a qual dos espíritos de uma mesma linha são ligados.

7º) Isto acontece tanto com as linhas da direita quando com as da esquerda, todas regidas pelos sagrados orixás.


Com isso, temos chaves importantes para avançarmos no estudo dos fundamentos da Umbanda Sagrada até chegarmos ao âmago do mistério dos seus nomes simbólicos. Mas para chegarmos ao âmago, antes temos que saber qual é o meio ou a diretriz que nos guiará nesta busca, já que temos linhas de Caboclos, Pretos-velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Exús, Pomba-giras, etc. E esta chave mestra se chama “Fatores de Deus”. Antes de falarmos sobre fatores ou sobre o que eles significam, precisamos abrir um pouco mais o leque de assuntos desse nosso comentário para fundamentarmos os mistérios da Umbanda Sagrada.


Voltemo-nos para a Bíblia Sagrada e nela vamos ler algo semelhante a isso:

- E no princípio havia o caos.

- E Deus ordenou que do caos nascesse a luz, e a luz se fez.

- E Deus ordenou tudo e tudo foi feito segundo suas determinações verbais e o “verbo divino”, realizados por sua excelência sagrada.

Identificou nas determinações dadas por Deus a essência de suas funções ordenadoras e criacionistas. Assim explicado, o “verbo divino” é uma função e cada função é uma ação realizadora.


Mas, se assim é, tem que haver um meio através do qual o verbo realizador faça sua função criadora. E esse meio não pode ser algo comum mas sim extraordinário, divino mesmo, já que é através dele que Deus realiza. E se cada verbo é uma função criadora em si mesmo, e muitos são os verbos, então esse meio usado por Deus tem que ter em si o que cada verbo precisa para se realizar enquanto função divina criadora de ações concretizadoras do seu significado excelso.


Nós sabemos que a alusão ao verbo divino na Bíblia Sagrada não teve até agora uma explicação satisfatória pelos estudiosos dela e pelos seus mais renomados intérpretes, relegando-o apenas às falas ou pronunciamentos de Deus. Mas isto também se deve ao fato de seus intérpretes não terem atinado com a chave mestra que abre o mistério do “verbo divino” mas que agora, de posse da Umbanda Sagrada, explica-nos tudo, desde o caos bíblico ao big-bang dos astrônomos e desde o surgimento da matéria até o estado primordial da criação tão buscado atualmente pela física quântica. Sim, o verbo divino e seu meio de realizar suas ações tanto está na concretização da matéria quanto no mundo rarefeito da física quântica. E está desde a reprodução celular quanto na geração dos corpos celestes.

- O verbo divino é a ação!

- E o meio que ele usa para realizar-se enquanto ação, denominamos de fatores de Deus.


Por fatores, entendam as menores coisas ou partículas criadas por Deus e elas são vivas e são o meio do verbo divino realizar-se enquanto ação, já que cada fator é uma ação realizadora em si mesmo e faz o que o verbo que o identifica significa.

- Assim, se o verbo acelerar, significa agilizar o movimento de algo, o fator acelerador é o meio usado por Deus para acelerar o movimento ou o deslocamento do que criou e deve evoluir. E o mesmo acontece, ainda que em sentido contrário, com o verbo desacelerar e com o seu fator identificador que é o fator desacelerado.

- Já o verbo movimentar, cujo significado é dar movimento a algo, tem como meio de realizar-se enquanto ação o fator movimentador. O mesmo acontece com verbo paralisar, cuja função é oposta e que tem como meio de se realizar como ação o fator paralisador.

- E o verbo abrir tem como meio de se realizar como ação o fator abridor. Já o verbo fechar, cuja função é oposta ao verbo abrir, tem como meio de se realizar como ação o fator fechador.

- E o verbo trancar, cujo significado é o de prender, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator trancador. E o verbo abrir, cujo significado é o de liberar, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator abridor.

- E o verbo direcionar, cujo significado é dar rumo a algo, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator direcionador. Já o verbo desviar, cujo significado é o de desviar do alvo, tem como meio de se realizar enquanto ação o fator desviador.

- E o verbo gerar, cujo significado é fazer nascer algo, tem como meio de se realizar enquanto ação realizadora o fator gerador. E o verbo esterilizar, cuja função é oposta, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator esterilizador.

- E o verbo magnetizar, cujo significado e função é dar magnetismo a algo, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator magnetizador. Já o verbo desmagnetizar, cuja função e significado são opostos, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator desmagnetizador.

- E o verbo cortar, cujo significado e função é partir algo, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator cortador. Já o verbo unir, cujo significado e função é juntar algo, tem como meio para se realizar enquanto ação o fator unidor.

Muitos são os verbos e cada um é em si a ação que significa e muitos são os meios existentes no que denominamos por fatores de Deus. Aqui, neste comentário, já citamos os verbos:

- Acelerar e Desacelerar; – Movimentar e Paralisar; – Abrir e Fechar; – Trancar e Abrir; – Direcionar e Desviar; – Gerar e Esterilizar; – Magnetizar e Desmagnetizar; – Cortar e Unir.

São poucos verbos se comparados aos muitos que existem, mas são suficientes para os nossos propósitos.

Tomemos como exemplo o verbo trancar e o fator trançador e vamos transporta-los para uma linha de trabalhos espirituais e mágicos de Umbanda, a dos Exus trancadores, onde temos estes nomes simbólicos: – Exu Tranca-ruas, ligados a Ogum.

- Exu Tranca-tudo, ligados a Oxalá.

- Exu Tranca-giras, ligados a Oyá.

- Exu Sete Trancas, ligados a Obaluayê.

- Exu Tranca Fogo, ligados a Xangô.

- Exu Tranca Rios, ligados a Oxum.

- Exu Tranca Raios, ligados a Yansã.

- Exu Tranca Matas, ligados a Oxossi.

Se o verbo trancar significa prender, e se o fator trancador é o meio pelo qual ele se realiza enquanto ação, então todo exu que tenha em seu nome simbólico a palavra tranca é um gerador desse fator e que, quando o irradia tranca algo, certo? E se tomarmos o verbo abrir e o fator abridor, temos uma linha de trabalhos espirituais e mágicos de Umbanda, a dos Exus abridores, onde temos estes nomes simbólicos:

- Exu abre tudo – ligado a Oxalá.

- Exu abre caminhos – ligado a Ogum.

- Exu abre portas – ligado a Obaluayê.

- Exu abre matas – ligado a Oxossi.

- Exu abre tempo – ligado a Oyá.

E se tomarmos o verbo romper, aqui não citado, e o fator através do qual sua ação se realiza, temos estas linhas de trabalhos espirituais e mágicos:

- Ogum rompe tudo – ligado a Oxalá.

- Ogum rompe matas – ligado a Oxossi.

- Ogum rompe nuvens – ligado a Yansã.

- Ogum rompe solo – ligado a Omulú.

- Ogum rompe águas – ligado a Yemanjá.

- Ogum rompe ferro – ligado a Ogum.

E temos linhas de Caboclos e de Exus com estes mesmos nomes:

- Caboclos e Exus rompe tudo.

- Caboclos e Exus rompe matas.

- Caboclos e Exus rompe nuvens.

- Caboclos e Exus rompe solo.

- Caboclos e Exus rompe águas.

- Caboclos e Exus rompe ferro.

Muitos são os verbos e cada um tem um meio ou fator através do qual se realiza enquanto ação. Por isto, afirmamos que a Umbanda é riquíssima em fundamentos e não precisa recorrer aos fundamentos de outras religiões para explicar suas práticas ou os nomes simbólicos dados aos Orixás, que são as divindades realizadoras do verbo divino ou as suas linhas de trabalhos espirituais e mágicos, que são manifestadores espirituais dos mistérios do verbo divino. Se atinarem bem para a riqueza contida no simbolismo da Umbanda Sagrada, poderão dispensar até as interpretações antigas herdadas do culto ancestral aos Orixás praticado em solo africano, porque Deus, ao criar uma religião, dota-a de seus próprios fundamentos divinos e espera que seus adeptos os descubram e os aplique a sua Doutrina e práticas, aperfeiçoando sua concepção do divino existente nos seus mistérios.

TEXTO DE RUBENS SARACENI

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Mediunidade de Cura



O médium em prova



O médium em prova na matéria não deve esquecer que a sua faculdade mediúnica é apenas o sagrado ensejo de ele renovar-se espiritualmente; portanto, não deve prestar-se a qualquer especulação mercenária. Se, além de sua função de médium, ele ainda é obrigado a sacrifícios para prover a família debatendo-se mesmo na extrema miséria, não há dúvida de que na existência pregressa tanto fez mau uso do seu poder ou de sua inteligência, como também delinquiu devido ao mau uso da riqueza.

A Lei Cármica, apesar de sua função retificadora, é também de ação educativa, pois não só favorece o espírito para o resgate mais breve dos seus débitos passados, como ainda o situa na carne em condições de evitar-lhe novos desatinos, graças à redução prudente dos seus bens ou poderes materiais no mundo físico. Mercê da bondade do Alto, o espírito endividado recebe o aval da mediunidade para ressarcir-se das culpas pretéritas, mas a sabedoria da Lei ainda o protege no apressamento de sua liquidação cármica, impedindo-o de possuir os mesmos valores de que tanto abusou no passado.


Algumas vezes, o médium de cura, que enfrenta graves dificuldades econômicas e se aflige para manter a família, é o mesmo espírito do médico negligente e faltoso de outrora, o qual fazia da dor e do sofrimento alheio a tábua de negócios para o seu enriquecimento condenável. A Lei então o fez retomar ao mesmo mundo onde ele cometeu esses deslizes e o sobrecarrega de obrigações no seio do Espiritismo, além de forçá-lo a manter a família sem direito a quaisquer pagamentos pela sua tarefa mediúnica curadora, a qual não passa de compromisso espiritual de prova, em vez de encargo messiânico de eleição superior. É serviço a ser efetuado gratuitamente em favor da Humanidade, para cobertura das dívidas pretéritas, por cujo motivo não o credencia a cobrança ou ressarcimento material.

Considerando-se que todos os homens são médiuns, e, portanto, credenciados a transmitir a voz do mundo espiritual em qualquer circunstância, muitas criaturas de palavra fácil, raciocínio sensato e sentimentos altruísticos, às vezes produzem mais benefícios ao próximo do que certos médiuns negligentes que operam em serviço oficial sob a égide do Espiritismo. Há médiuns que se submetem à disciplina doutrinária do desenvolvimento mediúnico somente para evitar que adoeçam ou destrambelhem os nervos pela falta de atividade psíquica controlada. Nem todos aceitam a tarefa mediúnica à guisa de um bem espiritual, pois a maioria mal suporta a obrigação de permanecer jungido à mesa espírita para atender ao próximo.

Em conseqüência, sempre resulta em agravo espiritual para o médium curador a cobrança pelos seus serviços mediúnicos, mesmo quando a paga é na forma de presentes espontâneos oferecidos por aqueles que o consultam. Allan Kardec adverte constantemente, em suas obras fundamentais do Espiritismo, quanto à responsabilidade do médium mercenário no exercício de sua faculdade mediúnica, embora seja ele um necessitado. Ele foi o primeiro a exemplificar a sua advertência, uma vez que renunciou a todos os direitos autorais de suas obras em favor do bem coletivo, assim como demonstrou profunda discordância com os que pretendem explorar os valores do Alto.





Ramatís - Mediunidade de Cura
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