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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Telepatia


Telepatia

A comunicação entre as pessoas transcende os limites do mundo físico. Ela ocorre, muitas vezes, primeiramente no plano astral, ou seja, é uma realidade espiritual antes mesmo de ser concretizada no plano material.
Ao pensar em alguém, por exemplo, evocamos na memória não apenas a imagem que temos dessa pessoa, mas também vem à tona nossa memória emocional em relação a ela. Se tivermos uma terrível discussão com alguém, e tempos depois ainda sentirmos uma certa mágoa ou raiva, ao lembrarmos dessa pessoa a raiva virá novamente à “superfície” do nosso campo emocional, repercutindo em nossa aura e em nosso corpo físico.
Mas, o processo não para por aí. Nossa emoção também atinge a pessoa pela qual sentimos raiva. Este processo ainda não está muito claro para nós. Muitos já tentaram explicar como isso ocorre, inclusive Kardec, mas ainda não temos certeza de como o fenômeno realmente acontece. O que é fato é que uma forte emoção (que é ação, movimento) aliada ao pensamento (que direciona) tem a capacidade de imprimir seu próprio padrão no alvo ao qual foi direcionada. A pessoa, então, poderá ter algumas sensações desagradáveis ou, simplesmente, se lembrar “do nada”da discussão que teve conosco. Isso ocorre espontaneamente, na maioria das vezes sem que percebamos.
Mas a comunicação entre as pessoas, pelo pensamento, também pode ocorrer de forma consciente, provocada, sem que precise entrar algum tipo de forte emoção: basta o pensamento, a vontade, a concentração e uma sensibilidade mais apurada. Isso já foi amplamente testado em pesquisas científicas. Procure ler obras a respeito para ampliar seu conhecimento do assunto e chegar às suas próprias conclusões. Procure testar com alguém!
Kardec também procurou explicar como tudo isso ocorre. Vale a pena ler o livro Obras Póstumas para entender melhor. Finalizo reproduzindo, a seguir, um trecho:
“Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre aqueles como o som atua sobre o ar; eles nos trazem o pensamento como o ar nos traz o som. Pode-se, pois, dizer, com verdade, que há ondas nos fluidos e radiações de pensamento, que se cruzam sem se confundirem, como há, no ar, ondas e radiações sonoras.
Ainda mais; criando imagens fluídicas  o pensamento se reflete no envoltório perispirítico como num espelho, ou, então, como essas imagens de objetos terrestres que se refletem nos vapores do ar tomando aí um corpo e, de certo modo, fotografando-se. Se um homem, por exemplo, tiver a ideia de matar alguém, embora seu corpo material se conserve impassível, seu corpo fluídico é acionado por essa ideia e a reproduz com todos os matizes. Ele executa fluidicamente o gesto, o ato que o indivíduo premeditou.
Seu pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira se desenha, como num quadro, tal qual lhe está na mente.
É, assim que os mais secretos movimentos da alma repercutem no invólucro fluidico. É assim que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos corporais. Estes veem as impressões interiores que se refletem nos traços fisionômicos: a cólera, a alegria, a tristeza; a alma, porém, vê nos traços da alma os pensamentos que não se exteriorizam.”
Saiba mais sobre o tema na edição 107 da Revista Cristã de Espiritismo!

domingo, 16 de setembro de 2012

Mensagem de Ramatís - Umbanda e Apometria -





Estamos presenciando um ciclo de intensas mudanças científicas, espirituais, sociais e políticas no universo que se manifesta aos sentidos. Parece-nos haver um encadeamento factual ao qual recebemos, não entendendo-o integralmente, ao menos por enquanto.

A passagem da Era de Peixes para a Era de Aquário é um momento delicado da humanidade, acompanhado de extraordinárias modificações, que, acima de tudo, se manifesta em nós pela tomada de uma nova consciência coletiva.

A Apometria, fundamentada nos princípios doutrinários do Espiritismo, veio dar um impulso vigoroso à mediunidade, tirando-a da passividade clássica, e um novo enfoque interpretativo sobre o animismo, tirando-lhe o estigma de mistificação, compreendendo-se melhor esse grande manancial humano.

Ramatís, no Preâmbulo desta obra, confirma-nos que do “lado de cá” não existem religiões, doutrinas, filosofias, crenças ou seitas separatistas. Que as diferenças que ainda “aqui” existem são diluídas por um novo estado consciencial da fraternidade, solidariedade, tolerância e amor. Que as peculiaridades de cada um são respeitadas e aceitas, pois são caminhos que levam até Cristo-Jesus.

Verificarão que a Umbanda e a Apometria formam uma parceria solidária, não só para socorrer irmãos encarnados e desencarnados, mas contribuindo, e muito, para a higienização das zonas abissais e, com isso, alavancando a evolução do nosso planeta azul, a nossa querida Terra-mãe.

E, assim, apoiados e irmanados na caridade, incentivados pelo querer servir, todos cresceremos em amor e nos aproximaremos do nosso ideal crístico, que, embora ainda longínquo, se nos descortina com maiores possibilidades de concretização, com a consciência de que tal desiderato só fica na dependência da nossa vontade.

Sem intermediários e cincunlóquios de excessica erudição, que só vos distanciam da simplicidade espiritual, insensibilizando a disposição amorosa ao bem do próximo. Fazei pulsar em vós, por meio desses conhecimentos nascedouros da maternidade do Terceiro Milênio, o Grande Coração do Cosmo, Deus, a essência crística que jaz em todos e é toda amor, estandarte da Fraternidade Universal.

A Apometria, sendo um conhecimento milenar e mais antigo que o homem na Terra, será sentido como “novo” conhecimento que vos chega com mais “força” nesta Nova Era, fundindo-se com os sentimentos amorosos. Semelhante técnica fornecerá inúmeras oportunidades de experimentação anímica e mediúnica para a ciência comprovar a existência dos mundos paralelos e a procedência cósmica dos espíritos.

Desde fenômenos experimentais observáveis em laboratório aos nefastos aparelhos parasitas e à terrível magia negra, a aplicação do conjunto de procedimentos apométricos abre um vasto território, colaborando com precisão para o entendimento integral do homem enquanto espírito.

A formação da consciência planetária na Era de Aquário, da mente holística da Nova Era, universalista e mística, determinará condutas individuais provindas de um novo modo de ser coletivo. Haverá uma mudança cada vez mais intensa dos arquétipos – ou das imagens psíquicas comuns demarcadas nos cidadãos ao longo das reencarnações, e que são “patrimônio” inconsciente de toda a coletividade – corroborada pela ciência, delineando o conjunto comportamental da sociedade terrícola, quais células firmemente mantidas pelo amor crístico em força de coesão inabalável.

Com a comprovação pela ciência da existência das dimensões paralelas e de mundos habitados por consciências em outras formas de energia e matéria, como tendes em vossa dimensão, e da preexistência do espírito e das leis cármicas e reencarnacionistas, as diferenças separativitas das diversas religiões cairão por água quais frágeis castelos de areia levados pelas ondas do mar. Os pontos em comum serão maiores que as diversidades doutrinárias, o que fará diminuir sensivelmente os sectarismos e imposições dogmáticas, ficando claro a todos que no Cosmo não prepondera uma religião ou doutrina, mas sim o amor que a todos acolhe como o bom pastor com as ovelhas desgarradas.

Essas técnicas magnéticas separatórias dos corpos mediadores e de criação de campos de forças, hodiernamente classificadas como anímico-mediúnicas, sempre foram utilizadas pela Espiritualidade, em toda a história da humanidade terrena. Desde a Atlântida e do antigo Egito, já eram do conhecimento dos iniciados, magos brancos, no interior dos templos. Os sacerdotes, em rituais próprios, executavam operações magnéticas de extrema delicadeza, despolarizando as cargas positivas e negativas que mantinham a união dos corpos mediadores, e com cantos e mantras, estalar de dedos ou suave bater de palmas, induziam os discípulos aos transes mediúnicos, despreendendo-os em corpo astral ou mental, excursionando ao mundo extrafísico que palpitava em volta, em relatos verídicos clarividentes.

A Apometria é uma técnica que permite com razoável facilidade a um grupo de médiuns treinados a indução para estados de desdobramento dos corpos mediadores; em especial o etérico, o astral e o mental. É também importante ferramenta de criação de campos de força.

Fez-se necessário um movimento religioso que abrigasse harmoniosamente todas essas tendências que desaguaram no país, expurgando-se definitivamente o carma negativo gerado pela intolerância e pela perseguição religiosa do “Santo” Ofício inquisitorial. Sendo assim, reuniu-se uma Alta Confraria Branca no Astral Superior, que planejou, com a permissão direta de Jesus, o nascimento da Umbanda no solo dessa pátria chamada Brasil.

Toda casa de Umbanda que é séria e faz a caridade gratuita e desinteressada é um grande hospital das almas, tendo o apoio de falanges espirituais do Astral Superior. Essas giras de caridade são grandes pronto-socorros espirituais, onde não se escolhe o tipo de atendimento, estabelecendo enormes demandas do Além.

Determinados sons e invocações, aliados à força mental do operador apométrico ou do pai de terreiro Umbandista, unidos à assistência dos bons espíritos, criam poderosos campos de forças que, associados aos fluidos ectoplasmáticos exsudados dos demais médiuns, repercutem no Plano Astral, que é de grande plasticidade em relação ao impulso mental, levando a uma materialização fluídica invisível a vós. Essas exteriorizações verbais, sonoras, das contagens de pulsos magnéticos na Apometria e dos pontos cantados na Umbanda, se fazem necessárias como ferramentas de apoio para a formação da egrégora mental coletiva requerida a essas manipulações e de acordo com os ativos trabalhos de caridade socorrista que são levados a efeito.

Ramatís

domingo, 9 de setembro de 2012

Espíritas X Apometria




Espíritas X Apometria

É impressionante o alvoroço que a Apometria vem causando no meio espírita.
Logo esse meio que abrigou por anos a fio a confiável e lúcida presença do Dr.Lacerda, organizador da técnica Apométrica que, ao contrário do que muitos pensam, não é uma técnica nova.
Usada pela espiritualidade há muito tempo, foi novamente “revelada” ao Dr. Lacerda para que ele, fiel trabalhador espírita, na época, a organizasse de forma tal que pudesse ser ferramenta de trabalho em toda casa, espírita ou espiritualista.
Talvez a razão de todo esse alvoroço se prenda ao fato de que, como técnica, não pertença nem seja inerente a nenhuma religião ou Doutrina, flexível, se encaixa perfeitamente onde haja fé e boa vontade para que seja utilizada, portanto, em todas as casas que crêem na reencarnação e na sobrevivência do espírito após a morte física.
A Apometria pode ser utilizada como ferramenta de auxílio em casos, por exemplo, de obsessão complexa.
Temos visto, com pesar, pessoas “atacando” a Apometria tão “convictas” que tememos pelo bom senso de grupos inteiros que se deixam conduzir por palavras de alguém que acumulou títulos na Terra colocando-se no direito de denegrir o que mal conhece numa tentativa de se valer de seu questionável conhecimento cientifico.
Baseado tão somente em seu ego que, aliás, é massageado e ostentado por um pequeno grupo espírita, esse cidadão, claramente, rebaixa a memória do Dr. Lacerda e todo o cabedal científico do mesmo que foi em vida, e sabemos que ainda é, onde quer que esteja, um homem estudioso, integro, além de médico e espírita convicto que deixou um legado de amor àqueles que lhe compreenderam o trabalho e a devoção com a qual se dedicou às causas nas quais acreditava.
É triste pensar que todo esse alvoroço e ataque se devam ao fato da abertura que o Dr. Lacerda deu à Umbanda como religião irmã e forte aliada da Apometria.
De forma “velada” e nas entrelinhas, tal postura do Dr.Lacerda, flexível e compatível com os novos tempos, seja mesmo o que tem causado tamanho desconforto aos espíritas que, ao contrário do codificador Kardec, se acomodam em suas crenças.
Não bastasse tudo isso, ainda caçoam, numa atitude completamente contrária ao Evangelho tão pregado e mal vivido, daqueles que têm outra forma de trabalhar e se relacionar com a espiritualidade. Lamentável.
Dizer que a Apometria é uma técnica nova não é verdade, mas a língua maldosa e afoita de alguns, sem ao menos se darem ao trabalho do estudo, mesmo que superficial, assim a rotulam.
E o mais triste de tudo é que essas pessoas “posam” de fiéis escudeiros do Espiritismo quando, na verdade, nos fazem lembrar, e muito, os inquisidores de outrora rodeados por pessoas de pouco raciocínio e personalidade.
Ouvi certo orador “espírita” dizer que a “preocupação” dos espíritas, com relação à Apometria, se liga ao fato de que essa técnica, segundo ele, nada prova ou comprova quando expõe suas bases matemáticas, porém, ao mesmo tempo se contradiz dizendo que “talvez” outros matemáticos e físicos possam ter opiniões que atestem as teorias do Dr. Lacerda.
Para os trabalhadores médiuns de Apometria, comprometidos com o bem e com o amor ao próximo, fórmulas matemáticas, ou equações complicadas, nada importam, nem tampouco qualificam/habilitam o médium a trabalhar com a técnica.
Voltando ao orador, o que me impressionou em seu discurso, mascarado de bom moço, foi a ênfase que deu à preocupação dos espíritas com relação à Apometria.
Será possível que a técnica os ameasse tanto?
Em que, afinal, se baseia essa preocupação?
Seria pelo fato de o Dr. Lacerda ter sido espírita fervoroso e simpatizante Umbandista?
Ou incomoda o fato de a técnica estar sendo absorvida por muitas pessoas que comprovam a sua eficácia?
Sinceramente não entendo essa “preocupação” a não ser pelos pretensos defensores da “pureza doutrinária” que assim agindo vão pela contra mão dos ensinamentos do codificador.
Realmente é confuso e contraditório o assunto levantado por leigos.
Penso que, se Kardec estivesse entre nós, nesse momento, seria o primeiro a investigar, com muita cautela e propriedade, o “fenômeno” Apometria e certamente, em pouco tempo, concluiria que Apometria não é uma aula de física que consta em currículo escolar, como apresentou o orador em questão buscando assim denegrir a técnica e a pessoa do Dr. Lacerda se valendo apenas e tão somente de fórmulas matemáticas para uma platéia, provavelmente, leiga nos dois assuntos que, tal qual marionetes conduzidas por mãos hábeis no controle dos sem vontade, reagiu com aplausos calorosos.
Triste e lamentável reação.
Do alto do seu “conhecimento”, por várias vezes o orador se referiu às fórmulas do Dr.Lacerda como absurdos, porém faz citações tão ou mais absurdas que as por ele colocadas.
Convém a quem tiver interesse, que estude e pratique Apometria, única maneira de conhecer melhor a técnica.
Para compreender a Apometria é necessário que se tenha a mente aberta e a vontade, sempre em ação, de aprender sem amarras dogmáticas ou doutrinárias, apenas observando e, com o tempo, comprovando sua autenticidade.
Para nós, médiuns trabalhadores de Apometria, fórmulas e ciências exatas não nos interessam, pois o que nos move é o estudo do Evangelho, a fé e a vontade de sermos úteis aos nossos irmãos encarnados e desencarnados.
O que nos fortalece é a espiritualidade e não fórmulas frias cabíveis de contestação.
Teoria não é tudo. A prática se revela muito maior.

Anna Ponzetta
06.09.2012

domingo, 2 de setembro de 2012

A Umbanda é Monoteista



A Umbanda é Monoteista

Por Rubens Saraceni


MONOTEÍSMO: Sistema que admite a existência de um Deus único
MONOTEÍSTA: Que adora um só Deus.
Já vem de alguns milhares de anos uma discussão sem fim, usada pelos seguidores do filo religioso judaico-cristão-islamita para convencer a humanidade de que, religiosamente são os únicos adoradores do Deus único e verdadeiro. E que os seguidores das outras religiões são adoradores de deuses “pagãos”, de “demônios”, de “falsos deuses” de “ídolos de pedras”, etc.
As assacadas pejorativas são tantas que não vamos perder tempo com elas, e sim, comentaremos o monoteísmo umbandista.
O fato é que, em se tratando de religião, a “disputa” pela primazia é acirrada e a “concorrência” é desleal e antiética porque cada uma se apresenta como a verdadeira religião e atribui às outras a condição de “falsas religiões”, enganadoras da boa fé, etc.
Já demonstramos em outras ocasiões que as religiões não são fundadas por Deus e sim por homens, certo? Portanto, todas são discutíveis ou questionáveis pelos seguidores de uma contra as outras.
Esse embate sempre existiu e tem servido para os mais diversos fins, entre eles, o de dominar a mente e a consciência do maior número de pessoas possível; de expansão do poder político; de expansão econômica; territorial, militar, etc.
Fato esse, que tem levado pessoas tidas como religiosas ou “santas” a induzirem seus seguidores no sentido de cometerem terríveis atrocidades e genocídios. Isto é História com H maiúsculo mesmo! Essa realidade tem levado muitas pessoas observadoras desses acontecimentos a optarem pelo ateísmo ou pela abstinência religiosa.
Cientes de que os “interesses pessoais” muitas vezes sobrepõe-se sobre a religiosidade das pessoas, não devemos influenciar-nos pelo que os seguidores de outras religiões dizem sobre a nossa e devemos relegar suas críticas, calúnias e difamações à vala comum dos desequilibrados no sentido da fé, pois o mesmo Deus que nos criou também criou os vermes, os fungos e as bactérias decompositoras que devoram o corpo dos que desencarnam, sejam eles seguidores de uma ou outra religião ou sejam ateístas.
Deus está acima das picuinhas entre seguidores das muitas religiões e nós temos que discernir o Deus verdadeiro dos que dele se apossam e passam a usá-lo em beneficio próprio e com o propósito de enfraquecer as religiões e as religiosidades alheias.
Esses procedimentos mesquinhos são típicos dos seres desequilibrados no sentido da fé e não devemos dar-lhes ouvido, e muito menos atenção.
Devemos sim é demonstrar que estão errados, assim como que pouco sabem sobre Deus e não estão aptos a discuti-lo ou questionarem a fé a religiosidade alheias.
QUEM, EM SÃ CONSCIÊNCIA, PODE AFIRMAR COMO É DEUS?
QUEM, RACIONALMENTE CONSCIENTE, PODERIA AFIRMAR QUE VIU DEUS?
Cremos que ninguém pode afirmar com convicção como Ele é, e que já o viu; ou mesmo que já tenha falado diretamente com Ele.
Mas, se isso é impossível porque Ele não tem forma, é invisível aos nossos olhos carnais e é inefável, é a nossa Fé que nos coloca em comunhão com Ele e dele recebemos seus eflúvios divinos que nos alteram, nos extasiam, nos inspiram e nos impulsionam no nosso virtuosismo e evolução espiritual.
Deus, entre muitas formas de descrevê-lo, também pode ser descrito como o estado divino da vida e da criação, fato esse que O torna presente em nós através da nossa “vida” e torna-se sensível através dos nossos mais elevados sentimentos de fé.
Isso, pessoas bondosas seguidoras de todas as religiões conseguem porque o sentem presente em suas vidas e com Ele interagem através dos sentimentos virtuosos. Deus tanto está em todos através do dom da vida, como com todos interage através dos sentimentos nobres e virtuosos.
E como isso não é propriedade de nenhuma religião, e sim algo que pertence à todos os que Nele crêem e agem de acordo com suas leis reguladoras da vida e seus princípios sustentadores do nosso caráter da moral, das virtudes, dos verdadeiros sentidos da vida.
Cada um, independente da religião que segue, sente e entende Deus ao seu modo e segundo sua percepção e seu estado de consciência.
Na Umbanda, todos os seus seguidores crêem na existência de Deus e não questionam a sua existência e nem o inferiorizam, colocando-o ao mesmo nível das divindades Orixás, e sim, o entendem e o situam como o divino criador Olorum, que tudo criou e que criou até os Sagrados Orixás.
O entendemos como a Origem de tudo e como o Sustentador de tudo o que criou e confiou a gover-nabilidade dos Sagrados Orixás, os governadores dos muitos aspectos da Criação e estados da Criação.
Acreditamos na exis-tência dos seres divinos e os entendemos como nossos superiores mas em nenhum momento os situamos acima do divino Criador Olorum, ou como iguais ou superiores a Ele. Na Umbanda, tudo é hierarquizado e muito bem definido, sendo que na origem e acima de tudo e de todos está Olorum, o supremo regente da criação, indescritível através de palavras e impossível de ser modelado em uma imagem porque não é um ser e sim um poder supremo que rege sobre tudo e todos, inclusive rege os Orixás divinos, também enten-didos como inefáveis. Porque são Ele, Olorum, já manifestado como suas qualidades divinas.
A hierarquização é total e só não a vê quem não estuda a Umbanda com uma visão abrangente.
SENÃO, VEJAMOS:
Olorum manifesta-se através das suas qualidades divinas. Em cada uma das suas qualidades Ele gera um Orixá, que por sua vez, traz em si todas as qualidades de Olorum e geram-nas em suas hierarquias divinas, naturais e espirituais.
Ou não é verdade que, por exemplo, Ogum é uma qualidade de Deus? Ogum é uma qualidade ordenadora de Olorum, certo?
Portanto, Olorum que é o todo individualizou-se na sua qualidade ordenadora e gerou Ogum que, mesmo sendo em si só a qualidade ordenadora dele, traz em si as suas outras qualidades divinas e, ao manifestá-las, gera uma infinidade de hierarquias divinas naturais e espirituais, todas classificadas pelas qualidades divinas contidas na qualidade ordenadora de Ogum, que só em Ogum é uma qualidade original.
Já nos “Oguns” qualificados pelas outras qualidades de Olorum, neles a qualidade ordenadora é uma herança divina herdada de Ogum, fato esse que os qualificam como “Oguns”.
A hierarquização é tão rígida que há Olorum, há Ogum e há os “Oguns” que, estes sim, são as outras qualidades de Olorum herdadas por Ogum.
E esses “Oguns” são identificados, classificados e hierarquirizados pelas outras qualidades de Olorum fazendo surgir as hierarquias de Ogum, tais como: • OGUM ordenador da Fé e da religiosidade dos seres; • OGUM ordenador do Amor e da concepção das novas vidas; • OGUM ordenador da razão ou da Justiça divina e regulador dos “limites” de cada coisa criada; • OGUM ordenador da Lei e do caráter de todas as coisas existentes; • OGUM ordenador da Evolução e da estabilidade da criação; • OGUM ordenador da Geração das coisas e da criatividade dos seres; • OGUM ordenador do Tempo e regulador dos ciclos e dos ritmos de cada coisa criada.
De tão hierarquizada que é a criação chegamos ao nível terra e encontramos a hierarquização em tudo e em todos e temos os pássaros de Ogum; temos as ervas (raízes, folhas, flores, frutas, sementes e madeiras) de Ogum.
Temos os animais, os répteis, os insetos, os peixes, os anfíbios, etc., de Ogum.
• Temos os filhos de Ogum.
• Temos as cores de Ogum.
• Temos as armas de Ogum.
• Temos os procedimentos e as
posturas de Ogum, o seu
arquétipo divino.
E o mesmo se repete com todos os Orixás, onde cada um dos Orixás originais é em si uma qualidade original de Olorum, mas com cada um trazendo em si e nessa sua qualidade original que o classifica, o nomeia e o hierarquiza todas as outras qualidades do divino criador Olorum, pois este também individualizou-se em cada um dos seus Orixás originais, sendo que estes também hierarquizam-se em cada uma das suas qualidades divinas que herdaram do divino criador Olorum, multiplicando-se ao infinito e fazendo surgir um novo Orixá para cada uma das qualidades herdadas Dele, o divino criador Olorum.
Daí surgem as muitas “Oxuns”, os muitos “Xangôs”, as muitas “Iemanjás”, etc., todas hierarquizadas e responsáveis pela aplicação das qualidades divinas na vida dos seres espirituais, dos seres naturais, dos seres elementais, dos seres instintivos, dos seres elementares e de tudo o mais que existe e que é identificado e classificado pela qualidade divina do Orixá original que o rege e em cada um individualizou-se e o qualificou com uma das muitas qualidades do divino criador Olorum.
Assim, na Umbanda cultua-se e adora-se a um único Deus e ao Deus único. Mas também cultua-se a adora-se os Orixás porque eles são manifestações e individualizações divinas do divino criador Olorum, origem de tudo e de todos.
A idealização de Deus pela Umbanda guarda a essência da matriz religiosa nagô e a elaborou à partir da hierarquização existente na criação, hierarquização esta só não visível aos desatentos ou desinformados pois até nas linhas de trabalho, formada pelos espíritos humanos, ela está se mostrando o tempo todo através dos nomes simbólicos usados pelos guias espirituais.
- Ou não é verdade que existem muitas linhas de caboclos de Ogum; de Oxossi; de Xangô; de Oxalá; de Oxum; de Iemanjá; de Iansã, etc.?
A Umbanda é monoteísta, mas tal como acontece em todas as outras religiões, ela também crê na existência de um universo divino, povoado por seres divinos que zelam pelo equilíbrio da criação e pelo bem estar dos seres espirituais criados por Deus, o divino criador Olorum. Ou não é verdade que no monoteístico filo religioso judaico-cristão-islamita também se crê na existência de um único Deus e numa corte de seres divinos denominados como anjos, arcanjos, querubins, serafins, etc?
O modelo de organização e descrição de Deus e do universo divino é o mesmo, que é o mesmo utilizado pelo hinduísmo, pelos greco-romanos, persas, egípcios, e outros povos antigos que também acreditavam na existência de um Ser Supremo e numa corte divina a auxiliá-lo na sustentação da criação e na condução da evolução dos seres.
Em se tratando de Deus e das religiões, todas seguem o mesmo modelo de organização, pois dois, não há!
Religiões são como famílias e para existir uma nova família é preciso de um homem, uma mulher, uma casa e filhos.
Não há outra forma de ter uma família organizada e auto sustentável fora desse modelo. E o mesmo acontece com as religiões: um único modelo organizacional para todas.
Uma vez que Deus é um só e a forma de “tê-lo” em nós e Dele nos aproximarmos é a mesma para todos, assim como é o destino dos corpos enterrados nos cemitérios. Então nesse caso não há nada de novo ou diferente desde que o mundo começou a existir. Apenas existem diferenças nas formas de apresentação das religiões, pois umas são rústicas, práticas e simples. Outras são elaboradíssimas, iniciáticas e complexas, como é o caso da Umbanda, compreendida por uma minoria.
Mas no fundo da alma das religiões criadas pelos homens, e dos seres criados por Deus, que só há um, que é o divino criador Olorum, que as habita.
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