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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Exu





Olá pessoal!

Compartilho mais um bom texto do excelente site Minha Umbanda!

Espero que apreciem e que nossa Umbanda seja, a cada dia, mais esclarecida com textos como esse que trazem a luz da razão ao nosso entendimento!

Sejam sempre bem vindos e recebam meu abraço!

Annapon


Exu é ativador de nossos merecimentos. É o que propicia nossas vitórias e nossas derrotas, pois nem sempre sabemos lidar com a vaidade, o ego, o egoísmo e a soberbia que aflora de forma acentuada quando se conquista algo ou alguém. Exu é quem abre nossos caminhos, mas também fecha, tranca e acorrenta nossa vida quando nos encontramos desequilibrados e viciados numa maldade e numa possessão sem fim. Isso é a Lei e assim é EXU!


Exu é a força que atua sobre o negativo de qualquer pessoa tentando equilibrar essa ação. É aquele que faz o erro virar acerto e o acerto virar o erro. É aquele que escreve reto em linhas tortas, escreve torto em linhas retas e escreve torto em linhas tortas.


Mesmo nos momentos em que nos vemos no meio do caos, Exu sabe fazer com que a ordem prevaleça. Exu não gosta de displicência e de injustiça, não aceita nada mais e nada menos do que lhe é de direito e de dever.



EXU VINGA-SE POR CAUSA DE EBÓ FEITO COM DISPLICÊNCIA Alumã era um lavrador que precisava de chuvas, pois seus campos estavam secos e a plantação toda ia se perder. Alumã ofereceu um ebó para Exu mandar chuva. Ofereceu a Exu pedaços de carne de bode. Como a comida estava muito apimentada, Exu ficou com muita sede. Exu procurava água para matar a sede implacável, mas água não havia, estava tudo seco no lugar. Exu então abriu a torneira da chuva. Ela jorrou como nunca, fazendo com que o povo se regozijasse com Alumã. As colheitas estavam salvas! Mas a chuva não cessou. Alumã percebeu dias depois que já bastava de chuva. Já chovera em excesso e as colheitas corriam perigo, agora era água em demasia; uma inundação. Alumã tornou a oferecer a Exu carne de bode, mas agora cuidou que a pimenta estivesse no ponto certo. Exu aceitou o ebó e estancou a chuva. Exu é justo, cantou Alumã. 


Reginaldo Prandi do livro “Mitologia dos Orixás”


Exu não faz, não participa e não orienta nenhum tipo de magia negativa, Exu é Mago Realizador por excelência, e conhece absolutamente tudo sobre magia. No entanto, conhece também a Lei Divina e a cumpre com perfeição a cada momento. Magia negativa é ação do homem que deseja mais do que pode, deve e merece. Exu dá e faz somente aquilo que for de merecimento e de necessidade para o Ser, segundo a Lei Divina.


EXU, palavra iorubá (Èsù) pode ser traduzida como “esfera” representando o infinito, o que não tem começo nem fim e que está em todos os lugares, no Tudo e no Nada.


Ele é o “mensageiro”, recebe e leva os pedidos e as oferendas dos seres humanos ao Orum, o céu. É o Senhor dos caminhos, das encruzilhadas, da entrada e da saída. É o movimento inicial e dinâmico que leva à propulsão, ao crescimento e à multiplicação.


São espíritos iluminados que, de forma muito peculiar, conhecem nosso íntimo e nossa conduta muito mais que nós mesmos. 


Exus do Cemitério – normalmente têm a regência de Omulu, são quietos, de pouca fala e reservados. São exigentes e trabalham muito nos descarregos fortes, desmanches de demandas antigas e conscientização da vida humana.
Exus da Encruzilhada – normalmente têm a regência de Ogum. Não são tão quietos como os de cemitério, mas são extremamente valentes, exigentes e duros. Trabalham muito na abertura de caminhos, na quebra de demanda e em situações que precisam urgentemente de mudança.
Exus da Estrada /rua – normalmente têm a regência de Oxóssi. São mais falantes, brincalhões e risonhos, no entanto exigem a verdade de seus fieis conhecendo a intenção de uma palavra e de um pedido mesmo que eles estejam em pensamento.


Seu dia da semana é Segunda feira, dia propício para magias e rituais que invoquem paz, fertilidade, harmonia e meditação. De energia lunar o dia favorece novos começos e confere poder.


Suas contas são pretas (neutraliza/absorve) e vermelhas (ativa/irradia), reafirmando a energia da contradição de Exu.


Algumas representações são: o FALO – representa a fertilidade da vida, o poder sexual, reprodutivo e gerativo. Nas “religiões da natureza”, o sexo é um ato sagrado. E se ele é sagrado, seus frutos também são. A noção de pecado original seria uma aberração nesse sistema religioso; além disso, um dos ideais do estilo de vida iorubano era ter uma família numerosa e, portanto, o culto a Exu fazia-se essencial; o TRIDENTE – tradicionalmente divino para várias culturas e deuses como, por exemplo, Netuno, Posseidon, Shiva. Tridente representa a trindade; o alto, o meio e o embaixo; Céu, Mar e Terra; Luz, sombra e trevas; o CHIFRE – Representa fertilidade, vitalidade, sabedoria e a ligação com as energias do Cosmo. Símbolo de realeza, divindade, fartura, honra e respeito, muitos Deuses antigos como Cornífero, Baco, Pã, Dionísio e Quiron foram representados com chifres que também eram usados pelo homem que saía em busca de caça e que ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado com a finalidade de mostrar a todos que ele venceu os obstáculos. Há dois tipos de chifres: Chifre de boi – voltado para cima, está ligado ao poder da Lua, da noite com sua fertilidade; atribuído à energia do feminino. Chifre de carneiro – geralmente recurvado e que está ligado ao poder do Sol criador da vida; atribuído à energia do masculino; o OGÓ – bastão com cabaças de Exu que representa o falo. Espécie de cetro mágico com que ele se transporta aos lugares mais longínquos. Do ioruba ògo significa “porrete usado para defesa pessoal”; e a ENCRUZILHADA – cruzamento vibratório que representa a dualidade, a escolha, as possibilidades e o livre arbítrio.


E para encerrar e ainda completar o pensamento de sobre encruzilhada, segue uma mensagem do Sr. Exu Caveira para refletir e despertar um novo futuro, um novo fim e, quem sabe, um novo começo.


“O projeto de vida que desenvolveis neste plano terreno é o espelho daquilo que te aguarda do outro lado. Sejas fiel aos bons costumes e às boas ações que te aguardo para um plano de evolução, sejas maldoso e pústula que também te aguardarei para um plano destinado a ti.

Sois o que pensas e mudas o que queres, abre teu olho e o teu coração enquanto é tempo e pense bem antes de usar o nome EXU, pois ai daquele que usa meu nome em vão.” EXU CAVEIRA 

Através de Pai Marco Caraccio em 30/08/2009 

fonte:site minha Umbanda

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Correr Gira





Olá amigos!

É com grande prazer que compartilho o texto abaixo.

É um alerta muito bem direcionado, além de bem escrito.

Sabemos que, em algum momento de nossas vidas, estaremos sujeitos à dúvida e à inquietação, porém, com sabedoria e maturidade, certamente nos encontraremos.

Se não nos sentimos maduros o suficiente, então vale a pena buscar a opinião e o conselho daqueles que já experimentaram a mesma angustia que nos aflige. Com certeza, falando, abrindo o nosso coração, o peso sempre fica mais leve e, mesmo que não nos sintamos prontos para seguir o conselho dos mais experientes, ouvi-los sempre será uma forma para a reflexão.

Saber a hora de mudar de ares, seja lá em que setor de nossas vidas essa mudança comece a nos chamar, sempre deve ser uma decisão muito bem trabalhada e analisada, friamente, por nós mesmos. Não reconhecer nossos erros e caprichos, é meio caminho andado para a frustração, portanto, devemos, nessas horas, ter uma conversa muito franca conosco antes de mais nada ou antes de procurar a ajuda de outro alguém.

No caso do texto, abaixo postado, a mudança se refere àqueles médiuns que, por alguma razão, já não mais estão satisfeitos na casa que trabalham.

Somos livres sim para ir e vir, porém, em alguns casos, essa liberdade é uma falsa vontade, ou seja, pode ser manipulação da espiritualidade menos esclarecida, ou malfeitora. Essa é uma boa razão para que a pessoa busque, sinceramente, dentro de seu coração, o que está acontecendo de verdade.

Antes de começar um trabalho mediunico numa casa, seja ela de que religião for, é preciso preparo, uma certa convivencia para que se tenha a certeza intima do que realmente se quer e espera dessa casa e do trabalho.

Algumas vezes acontece de nos iludirmos e enganarmos, porém, isso deve ficar muito claro para nós mesmos antes que busquemos outras paragens que, no mais das vezes, podem se apresentar muito piores do que aquela que nos encontramos.

Gostei muito do texto e espero que sirva de alerta! Espero que venha a ajudar muito!

Um grande abraço,

Annapon


SOBRE CORRER GIRA


Algumas vezes na vida nós sentimos que está na hora de seguir em frente. Na maioria das vezes é uma decisão difícil, nos faz remexer em estruturas muitas vezes sólidas, mudar rotinas, sair da nossa zona de conforto. É muito difícil, às vezes traumático e nem sempre bom em curto prazo. Mas a vida chama e temos que ir adiante.

E como agir quando isso acontece no terreiro?

Sim, isso acontece. Algumas vezes ficamos anos em um determinado centro, trabalhamos, adoramos o lugar. Mas aí, de repente e sem aviso, sentimos um incômodo. E esse incômodo vai ganhando forma, aumentando de intensidade até que pensamos: é hora de levantar âncora.

Bom… Acredito que o primeiro pensamento tem que ser: Por que estou assim?

Pode ser besteira de nossa parte. Pode ser uma simples situação que se resolve em um conversa sincera. Um mal entendido, uma falta de atenção… Algo bobo. Mas no geral, o pensamento é: hora de visitar outras casas.

Cada centro tem uma política com relação a isso. E é muito certo que seja assim. Visitar outras casas pode ter seu risco com relação ao médium e seu campo mediúnico. A diferença energética de uma casa para outra pode influenciar de alguma forma o médium e isso pode dar trabalho depois. Não é por mal, é só uma diferença mesmo. Mas pode ser por mal também afinal, existe todo tipo de gente por aí. Por isso sempre recomendo: converse com seu dirigente antes. Avise. Só isso. Ele poderá te dar instruções de como agir melhor e pode ser que nessa conversa sua situação seja resolvida.

Mas digamos que não, você está decidido a visitar outras casas.

É comum que um médium, quando reconhecido como tal, seja convidado a entrar e “dar passagem” para seu Guia. Particularmente eu recomendo que o filho dê uma desculpa educada e recuse a oferta. E por um simples motivo: Seu Guia não tem o que fazer ali. Guia em terra é Guia trabalhando e seria um desperdício de tempo seu e de seu Guia essa incorporação. Muitas vezes, por educação, acabamos deixando que isso aconteça, porém isso realmente não tem muita função a não ser que o médium esteja em real desequilíbrio precisando ser reequilibrado e isso é uma coisa que você, médium, tem que saber reconhecer.

Aliás, outro protocolo muito educado para o médium que visita um terreiro é: identifique-se para o dirigente. Ou para um dos responsáveis pela casa. Procure alguém da casa e diga sua condição, diga que você é médium de outra casa em visita. Isso também ajudará o dirigente a tomar suas providências, seja te dando um tratamento diferenciado, seja somente cantando um ponto de boas vindas. É educado de sua parte, que conhece o rito, que já é frequentador, que já trabalha, se apresentar. Com certeza os médiuns mais atentos da casa saberão que você já é filho de outra casa, nós carregamos este estigma, mas não custa nada, não é?

Não vá visitar outra casa com um milhão de guias no pescoço. A função da Umbanda é ensinar, entre outras coisas, a humildade e usar todas as suas guias só será sinal de presunção. Sei que você pode pensar que muitas guias é igual a muita proteção, mas no final das contas, que tanta proteção você precisa naquele momento, já que você é que está indo atrás de outro centro? Seja humilde, coloque a guia de Oxalá no pescoço e vá sossegado.

Não pré-julgue o centro que você vai visitar em função do tempo de trabalho do dirigente em função do seu próprio tempo, por exemplo. Se você tem 80 “anos de santo” mas está atrás de ajuda, o que importa se quem está disposto a te ajudar tenha só 5 anos? Ele está disposto a te ajudar! Preste atenção nessa frase: Você está atrás de ajuda e encontrou alguém disposto a te ajudar. Aproveite! Não se prenda a essa situação mítica de que esse alguém tem que ser mais velho que você, porque você é que está procurando ajuda! Parece óbvio quando escrevo, mas é meio difícil algumas pessoas entenderem isso. Claro que entendo a tradição, mas mesmo assim isso me parece meio absurdo: É como você, com 80 anos de idade, 60 de carreira, não aceitar ajuda de um médico porque ele tem somente 20 anos de medicina. Muitas vezes esse médico está mais apto a te ajudar do que você mesmo, está mais “antenado nas novas tecnologias” ou nas novas teorias… ou simplesmente está mais disposto a te ajudar mesmo. Isso me soa tão arrogante que fico até meio bravo… rs… É tradição? Sim. Mas na hora do sufoco, o que importa?

Por que estou escrevendo tudo isso afinal de contas?

Porque com certeza você verá coisas diferentes quando iniciar essa busca. Algumas coisas te agradarão, outras não, mas o respeito deve SEMPRE existir. Você encontrará alguns terreiros sábios; que trabalham com muitas mirongas, ervas, receitas, flores, incorporações características e palavreado típico dos Guias; e também encontrará muitos terreiros eruditos, onde encontrará Guias mais independentes, que acendem seus próprios cigarros, ou se servem sozinhos, que te dirão sobre computadores, internet, celulares como coisas de seu dia a dia, onde não haverá tantas mirongas, tantos trabalhos, tantos palavreados característicos. Mas em nenhum momento poderá passar pela sua cabeça que isso é mais correto que aquilo, assim como não exemplifico os dois modelos de terreiro aqui com distinção de importância entre um e outro: se estão na Terra, se existem aqui, é porque têm que existir, cumprem um propósito maior que não conhecemos. Se eles possuem assistência, é porque fazem de alguma forma, o bem para quem visita, mesmo que não consigamos identificar, a priori, que bem é esse. E de nenhum modo esses terreiros serão melhores que o que você já frequenta, só serão diferentes no formato, não na essência.

Não trabalhe em dois lugares. Seja honesto consigo mesmo e, acima de tudo, seja leal. Se você deseja essa situação, comunique aos dois dirigentes e veja o que eles dizem. Fazer isso escondido é perigoso e vergonhoso para você.

Se você vai fazer algum curso de alguma coisa… bom, tenha em mente que cada casa trabalha de um jeito e se você não for maduro e centrado pra entender isso, esse curso só vai servir pra te deixar mais confuso ainda.

Ah! E não saia procurando outro terreiro igual ao que você já frequenta. Você não encontrará e, se o terreiro que você frequenta é bom pra você, porque você está saindo?

Mas sempre tenha em mente que cada casa é uma casa e os problemas estão muito mais em você do que nelas. Seja sincero consigo mesmo, sempre. E quando esse dia chegar, procure se acalmar e pensar, sem egoísmos, sem prepotência, o real motivo para seu incômodo. Só assim você conseguirá tomar uma boa decisão.

Nino Denani


www.artefolk.com.br

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Comentário – O Livro dos Médiuns Cap.IV - Ed.Out.2001 – Nota do Tradutor (1) –




Comentário – O Livro dos Médiuns Cap.IV -
Ed.Out.2001 – Nota do Tradutor (1) –


A nota do tradutor, citada no título desse texto, faz referencia às pesquisas cientificas acerca dos fenômenos para normais.
Ele coloca, porém, entre aspas, que o fenômeno para normal é espírita, excluindo assim todas as outras formas de manifestação mediúnica com tal afirmação.
Quer dizer ainda que mesmo passado mais de um século do advento da Codificação realizada por Kardec, dúvidas sobre o assunto ainda persistem. Tais duvidas colocam a ciência em busca de esclarecer, ou talvez, apontar a inexistência de tais fenômenos.
O fato é que mediunidade ou para normalidade, não é de forma alguma, fenômeno espírita, antes sim, é sentido inerente ao homem.
Levemos em consideração as manifestações mediúnicas que sempre existiram desde que o homem foi criado.
Pode ser que o autor esteja se referindo a alguns cientistas que tenham se interessado, em particular, pelos fenômenos que ocorrem no meio espírita, também chamado de Kardecismo, desconsiderando as outras formas de fenomenologia, porém, da maneira como coloca, em sua nota, passa a impressão de que todo fenômeno para normal é exclusivamente espírita e isso não corresponde à realidade.
Mediunidade não está ligada à religião, a sexo, à cor de pele, nem tampouco ao caráter das pessoas.
Mediunidade é um sentido que pode ou não ser ativado na presente encarnação.
Tudo depende da necessidade do espírito de cada um, além do compromisso muitas vezes assumido do lado de lá da vida, antes mesmo de a pessoa reencarnar.
Para normalidade, mediunidade e seus fenômenos não são, portanto, exclusividades dos que seguem a Doutrina codificada por Allan Kardec.
Médiuns estão em todas as religiões e em todas as partes, sejam bons, maus, espiritualizados ou não.

Annapon

13.06.2012



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Idade x Mediunidade

Olá amigos!
O texto abaixo nos fala um pouco sobre o despertar da mediunidade.
Cada pessoa desperta, ou não, num determinado ponto da vida. Cada pessoa traz consigo um dom especifico e seu compromisso particular com a espiritualidade.
Fugir ao compromisso ou adia-lo indefinidamente, acarreta problemas de toda ordem na vida das pessoas, porém, a espiritualidade respeita a livre escolha de cada um, bem como seu tempo, limitações, etc.
Penso que mesmo os que, de alguma forma, tentam fugir ou adiar o compromisso, recebem auxilio e proteção para começarem, mesmo que tardiamente, a sua jornada que com certeza continuará ou no plano espiritual ou em próxima encarnação, portanto não há fuga, isso é ilusão.
Não cabe a nenhum de nós julgar pessoas, nem tampouco apontar-lhes o dedo dizendo que ela sofre por ser teimosa, preguiçosa, ou coisa que o valha, quando essa mesma pessoa vem a nós pedir um conselho ou desabafar suas dores. 
Se sabemos, por alguma razão, que o motivo de todo o sofrimento dela está em sua negligencia espiritual, o nosso dever é tão somente o de alerta-la, ficando a seu critério a decisão de nos ouvir ou não e a nós caberá, portanto, apenas aceitar, com respeito, a escolha do outro sem nos alterarmos com isso e sem nos indignarmos com as limitações dos outros.
O médium que aceitou seu compromisso serve sempre sem exigir nada. Repete os mesmos conselhos quantas vezes se façam necessários sempre preservando seu coração de sentimentos menores como raiva, indignação, superioridade diante do outro que, por razões intimas suas, não consegue e nem tem força para seguir o caminho que lhe indicamos muitas vezes sem que façamos ideia de suas reais necessidades.
Bom seria se todos os chamados ao compromisso mediúnico o aceitassem e se rendessem ao trabalho imediatamente, porém, sabemos muito bem que não é assim que acontece e talvez, quem sabe, nem deveria ser assim uma vez que tudo, até a recusa, faz parte do extenso aprendizado da alma.
Annapon


Em que idade se pode ocupar, sem inconvenientes, de mediunidade?


Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico

e, ainda mais, do desenvolvimento moral. Há crianças de doze anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas. Falo da mediunidade, em geral; porém, a de efeitos físicos é mais fatigante para o corpo; a da escrita tem outro inconveniente, derivado da inexperiência da criança, dado o caso de ela querer entregar-se a sós ao exercício da sua faculdade e fazer disso um brinquedo.


222. A prática do Espiritismo, como veremos mais adiante, demanda muito tato,

para a inutilização das tramas dos Espíritos enganadores. Se estes iludem a homens feitos, claro é que a infância e a juventude mais expostas se acham a ser vítimas deles.

Sabe-se, além disso, que o recolhimento é uma condição sem a qual não se pode lidar com Espíritos sérios. As evocações feitas estouvadamente e por gracejo constituem verdadeira profanação, que facilita o acesso aos Espíritos zombeteiros, ou malfazejos.

Ora, não se podendo esperar de uma criança a gravidade necessária a semelhante ato, muito de temer é que ela faça disso um brinquedo, se ficar entregue a si mesma. Ainda nas condições mais favoráveis, é de desejar que uma criança dotada de faculdade mediúnica não a exercite, senão sob a vigilância de pessoas experientes, que lhe ensinem, pelo exemplo, o respeito devido às almas dos que viveram no mundo. Por aí se vê que a questão de idade está subordinada às circunstâncias, assim de temperamento, como de caráter. Todavia, o que ressalta com clareza das respostas acima é que não se deve forçar o desenvolvimento dessas faculdades nas crianças, quando não é espontânea, e que, em todos os casos, se deve proceder com grande circunspeção, não convindo nem excitá-las, nem animá-las nas pessoas débeis. Do seu exercício cumpre afastar, por todos os meios possíveis, as que apresentem sintomas, ainda que mínimos, de excentricidade nas idéias, ou de enfraquecimento das faculdades mentais, porquanto, nessas pessoas, há predisposição evidente para a loucura, que se pode manifestar por efeito de qualquer sobreexcitação. As idéias espíritas não têm, a esse respeito, maior influência do que outras, mas, vindo a loucura a declarar-se, tomará o caráter de preocupação dominante, como tomaria o caráter religioso, se a pessoa se entregasse em excesso às práticas de devoção, e a responsabilidade seria lançada ao Espiritismo. O que de melhor se tem a fazer com todo indivíduo que mostre tendência à idéia fixa é dar outra diretriz às suas preocupações, a fim de lhe proporcionar repouso aos órgãos enfraquecidos."


A maior parte dos centros possui evangelização infantil, passando os conhecimentos espirituais para os pequenos de forma suave, de acordo com a idade em que se encontra, acredito que essa é uma das melhores formas de prepará-los, além é claro do Evangelho no Lar.


Pessoas em idades avançadas também podem sentir o despertar de suas faculdades mediúnicas, isso não invalida o trabalho, não é mérito ou demérito. Não podemos julgar a vontade de nosso Pai e dos espíritos superiores, que sabem o exato momento que tudo deve acontecer.


Muitos médiuns evitam se dedicar ao trabalho por falarem que não tem tempo, o trabalho, os amigos, tudo tem prioridade e sempre pensão em um dia se dedicarem só que....


Você não sabe o tempo de vida que terá...


Você não sabe ao certo o tempo necessário para o início de sua tarefa mediúnica...


Muitas vezes, quando decidir iniciar o estudo e trabalho não lhe será mais permitido, porque já é época da colheita e você não plantou.


Não é você que escolhe a idade de iniciar o estudo e trabalho espiritual, Deus o chama e esse deve ser o momento de iniciar a preparação, pois quando estiver preparado ele o chamará novamente, só que agora para auxiliar os irmãos necessitados de Luz.


3.2 Intensidade


A intensidade com que a mediunidade se apresenta também varia de acordo com o médium.

Médiuns com aptidão para psicofonia (incorporação) geralmente “sentem” de forma mais agressiva o contato espiritual, porque muitas vezes espíritos inferiores se aproximam quando sua mediunidade aflora.


Isso não quer dizer que o(s) espírito(s) protetor(es) e mentor(es) do médium não estejam próximos, muitas vezes eles tentam de forma suave fazer o médium despertar para sua sensibilidade, porém.... pelo medo (alguns tem pavor) ou vergonha eles não aceitam a aproximação.


Os espíritos superiores então se afastam, não como castigo e sim por afinidade. Os espíritos inferiores se aproximam e acabam "acordando" o médium de forma mais agresssiva.


Não devemos pensar nisso como um castigo, simplesmente o médium tem um canal de contato espiritual, se não existe um espírito superior protegendo esse canal os espíritos inferiores passam a utilizá-lo, é simples, podemos comparar a uma casa abandonada.


O médium se comprometeu antes de encarnar a realizar uma tarefa e para realizá-la ele recebeu uma "hipersensibilização" nos canais de contato com o mundo espiritual (chakras).


O médium tem então uma "porta", que será utilizada pelos instrutores espirituais para auxiliar os encarnados ou espíritos sofredores. Essa porta precisa ser protegida, pois pode também ser utilizada por espíritos inferiores que subjugariam o médium e o fariam de marionete para os seus desejos egoístas e mesquinhos.


Por esse motivo um médium com compromissos espirituais sempre encarna sob a tutela de um ou mais mentores, ou seja, espíritos de luz que se comprometem a protegê-lo e prepará-lo para sua tarefa.


Embora a misericórdia de Deus seja infinita e a dedicação dos guias e mentores seja imensa, o médium precisa fazer sua parte, estudando, moldando seu caráter e atingindo o equilíbrio emocional necessário.


Quando se aproxima o momento da preparação do médium, os guias começam a chamá-lo, de forma suave, encaminhando-o para lugares e pessoas que auxiliarão na formação de sua base espiritual.


Se o médium não aceita os chamados “suaves” do mentor então ele se afasta, porque não lhe é mais permitido interceder pelo médium, já que não mais lhe interessa trabalhar com o plano espiritual QUE ELE MESMO SOLICITOU ANTES DE ENCARNAR.


O médium se torna alvo de espíritos trevosos, mas o mentor não o abandona, embora tenha que esperar que ele “acorde” e que realmente deseje mudar sua conduta para então se reaproximar.


Porém, o médium pode continuar avesso ao contato espiritual, fugindo durante toda sua encarnação das responsabilidades assumidas. É muito improvável que esse irmão consiga ter uma vida tranqüila, pois sua “porta” para o mundo espiritual será povoada de espíritos inferiores que farão de tudo para vampirizá-lo. Ele provavelmente terá muitos desequilíbrios emocionais e contrairá doenças pelo déficit de vitalidade, já que compartilhará sua energia com os obsessores.

Muitos médiuns que estão lendo o artigo pensam assim: - Eu não lembro de que forma suave meu mentor me chamou... Pois bem, as formas suaves podem ser um conselho, um convite de um amigo, uma palestra, um livro espírita ou espiritualista que uma pessoa próxima está lendo e oferece a você, uma conversa sobre mediunidade entre pessoas próximas, você passar em frente ao centro espírita justo na hora que está começando uma palestra e "acidentalmente" encontrar um amigo(a) entrando, e outras inúmeros formas "suaves" de chamar sua atenção.


A intensidade que a mediunidade aflora, bem como o nível de proteção que você recebe do seu mentor estão muitas vezes ligados a comprometimentos com vidas anteriores.


Alguns médiuns já tentaram outras vezes a tarefa mediúnica e falharam, alguns a negaram ou a utilizaram de forma mercenária. Podem também existir comprometimentos por causa de um suicídio (Yvone A. Pereira é um exemplo) e por isso sofrem com a mediunidade, mesmo sendo ela trabalhada para o bem do próximo.


Se você pensar .... Ah... já que vou sofrer mesmo então não vou estudar e me dedicar tanto.... Engano seu... porque se já é difícil para esses médiuns trabalhando, nem imagine como seria se eles negassem a mediunidade. Lembre-se, os médiuns que estão nesse grupo são reincidentes, podemos compará-los a infratores que são levados a julgamento pela segunda vez, o juiz com certeza terá mais rigor ao aplicar a sentença, já que existem agravantes.

3.3 A importância da Tarefa Espiritual do Médium


Se o médium antes de encarnar se compromete com muitos espíritos encarnados e desencarnados então fica muito difícil dele fugir da sua tarefa, porque de forma mais acentuada será chamado pelos mentores. Os espíritos trevosos o perseguirão também, fazendo de tudo para obsediá-lo e subjugá-lo, já que reconhecem nele grande potencial para ajudar os sofredores (para eles ajudar o próximo é igual a atrapalhar).


Alguns médiuns chegam ao fundo do poço, fugindo de qualquer forma da sua mediunidade, seja por causa do orgulho, medo ou vergonha, contudo, quando aceitam a verdade, recebem cedo ou tarde a mensagem de consolo do plano espiritual, informando sobre o seu comprometimento.


Tudo Isso não impede que o médium rejeite o trabalho, os espíritos superiores sempre deixam a seu cargo a decisão final, o livre arbítrio não pode ser ferido. O empenho da espiritualidade é no sentido de INFORMÁR ao médium de forma bem clara sobre o seu potencial e também o compromisso que o acompanha.


O médium não deve ficar pensando na importância do seu trabalho espiritual ou qual será sua notoriedade, porque muitos serão trabalhadores simples e anônimos que formarão a base para divulgação da mensagem de Jesus seja por todo o planeta.


Poucos aparecerão para o mundo, porém todos são importantes para a obra de Deus. Retiramos uma oportuna mensagem de Emmanuel, escrita por Chico Xavier:



“Há diversidade de dons espirituais, mas a Espiritualidade é a mesma.


Há diversidade de ministérios, mas é o mesmo Senhor que a todos administra.


Há diversidade de operações para o bem; todavia, é a mesma Lei de Deus que tudo opera em todos.


A manifestação espiritual, porém, é distribuída a cada um para o que for útil.


Assim é que a um, pelo espírito, é dada a palavra da sabedoria divina e a outro, pelo mesmo espírito, a palavra da ciência humana.


A outro é confiado o serviço da fé e a outro o dom de curar.


A outro é concedida a produção de fenômenos, a outro a profecia, a outro a faculdade de discernir os Espíritos, a outro a variedade das línguas e ainda a outro a interpretação dessas mesmas línguas.


No entanto, o mesmo poder espiritual realiza todas essas coisas, repartindo os seus recursos particularmente a cada um, como julgue necessário."


Quem analise despreocupadamente o texto acima, decerto julgará estar lendo moderno autor espírita, definindo o problema da mediunidade; contudo, as afirmações que transcrevemos saíram do punho do apóstolo Paulo, há dezenove séculos, e constam no capítulo doze de sua primeira carta aos coríntios.


Como é fácil de ver, a consonância entre o Espiritismo e o Cristianismo ressalta, perfeita, em cada estudo correto que se efetue, compreendendo-se na mensagem de Allan Kardec a chave de elucidações mais amplas dos ensinos de Jesus e dos seus continuadores.


Cada médium é mobilizado na obra do bem, conforme as possibilidades de que dispõe.


Esse orienta, outro esclarece; esse fala, outro escreve; esse ora, outro alivia.



Em mediunidade, portanto, não te dês à preocupação de admirar ou provocar admiração.


Procuremos, acima de tudo, em favor de nós mesmos, o privilégio

de aprender e o lugar de servir."





fonte: Grupo Pas
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