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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

quarta-feira, 28 de março de 2012

FECHAMENTO DE CORPO (CORPO FECHADO)




Olá irmãos!

Que a paz de Oxalá esteja com todos

Um ritual conhecido e pouco discutido é o Fechamento de Corpo, ele serve para imunizar-se contra acidentes, perigos, moléstias ou sortilégios. O mesmo que sarar. O povo quer ter o corpo fechado para não entrar nenhum mal: faca, veneno de cobra, feitiço, encosto, mau-olhado, arma de fogo.

Para entendermos como é feito, como funciona, e qual o objetivo do “fechamento de corpo”, é necessário antes que tenhamos uma pequena noção sobre o funcionamento fluídico de nosso corpo perispiritual, no qual o “fechamento” (ou “cruzamento”) se processa.

Sabemos que o nosso corpo psicossomático exterioriza e reflete os mais íntimos registros contidos no mundo mental do espírito. Esse processo é feito por intermédio do corpo perispiritual, o elo reponsável pela incessante comunhão fluídica entre o espírito e o corpo físico. Esse elo, assim, tem a função de transmitir todas as sensações do espírito para o corpo físico e do corpo físico para o espírito. Por isso, consideramos esse veículo psicossomático, o perispírito, como sendo a estrutura mental de nosso corpo terreno. O corpo terreno é, então, apenas o reflexo desse nosso psicossoma, onde se encontra toda a nossa estrutura fluídica. O espírito utiliza-se do veículo fisiológico (corpo material) e do perispírito (corpo espiritual) como instrumentos para sua evolução nos diferentes estados materiais em que experimenta durante sua jornada. Esses estágios em planos materiais são essenciais para a reestabilização, resgate e desenvolvimento do espírito.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Pomba Gira e a Psiquê

 


Olá amigos!

Pomba Gira é sempre assunto polêmico, mal interpretado, mal compreendido, enfim, poucos buscam conhecer a fundo os seus mistérios e a sua função seja nos trabalhos de Umbanda, seja na vida cotidiana.
Graças a Deus, os tempos de hoje são outros e a informação, de fonte confiável e fiel à Missão da Umbanda na Terra, nos permite chegar a textos que, como o abaixo, nos esclarecem acerca da maioria dos assuntos que antes eram ingenuamente conservados a sete chaves.
Aos que se encantam com essas guerreiras guardiãs dos mistérios do Pai Criador, ofereço e compartilho o texto que segue. Espero que traga Luz, maior compreensão sobre o abençoado e necessário trabalho dessas entidades maravilhosas!
Com afeto,
Annapon




Orixá Pomba-gira, é uma Divindade Unigênita gerada por Deus (Olorum) e manifesta Sua qualidade estimuladora em tudo e em todos.
Deus ao individualizar seu aspecto estimulador gerou uma Divindade Unigênita Chamada Pomba-gira que a partir daí geraria em si e a partir de si toda energia estimuladora de Deus sendo nesse aspecto e qualidade onisciente, onipotente e oniquerente.
Deus é o Todo e Pomba-gira é parte do todo que foi individualizada em seu aspecto estimulador e assim também o é com Ogum que é a individualização de Deus em seu aspecto Ordenador, ordenando tudo e todos na criação, desde o desenvolvimento de uma célula que tem que desenvolver-se de forma ordenada até o desenvolvimento do caráter intimo de cada ser. E assim é com todas as divindades de Deus que gera em si as condições e meios ideais para que os seres gerados por Deus sejam amparados e possam evoluir.

Pomba-gira é também conhecida como trono dos desejos ou senhora regente dos desejos, pois é o atributo que melhor qualifica a energia divina estimuladora gerada por Ela.
A nossa mentalidade e cultura judaico-cristã nos influência a idealizarmos o sentido de desejo como algo voltado somente ao sexo e ao pecado, porem o desejo ou estimulo como energia divina esta relacionada a todos os nossos sentidos e áreas da nossa vida, pois somos estimulados pela Divindade Pomba-gira e vibramos intimamente o desejo de professar uma fé e buscar uma religião que nos proporcione o prazer de vivenciarmos Deus através dela, de vencer na vida e passar por todos obstáculos e dificuldades pertinentes ao nosso dia-dia, de amar ao próximo, de casar e constituir família, Ela também estimula em nós o desejo de buscarmos a retidão de caráter, o equilíbrio, a razão, o conhecimento, a sabedoria ,ou seja, todas as virtudes divinas afastando-nos dos vícios e desestimulando os sentimentos negativos vibrados por nós.

Se formos estimulados no campo da fé, desejaremos buscar uma religião que nos traga a satisfação e o prazer de vibrarmos Deus através das virtudes Divinas, tais como a tolerância, o respeito para com outras religiões e formas de cultos.
Se formos estimulados no campo do conhecimento, desejaremos buscar um estudo, seja ele de fundo religioso ou cientifico que nos agrade, traga-nos a satisfação e o prazer de estarmos estudando algo que nos impulsiona a crescer no sentido de evoluir e assim melhor servir Deus servindo ao próximo.
Então vemos que, Estimulo, Desejo, Satisfação e Prazer, não estão somente ligados ao sexo e sim a todos os sentidos da vida.
Pomba-gira é a força intima ou a mola propulsora que nos impulsiona para cima, sempre que nossos desejos negativos nos arrastam para o fundo dos nossos abismos pessoais.
Enquanto O Orixá Exu rege o estado externo da criação denominado de Vazio, A Orixá Pomba-gira Rege o estado interno da criação denominado de abismo, ou seja, tudo que se abre para dentro e que se esconde em nosso intimo, tal como, a repressão de sentimentos, por exemplo, o amor reprimido, que se na origem Amor é um sentimento Divino, quando não temos o objeto amado, desvirtuamos esse sentimento divino (Amor) e passamos a internalizar um ódio desmedido pelo alvo de nosso sentimento, a frustração de qualquer desejo almejado por nós, mas que não conquistamos, os traumas psíquicos que se originaram a partir de sentimentos negativos vivenciados por nós alojando-se no mais fundo do nosso intimo, onde somente as Senhoras dos Abismos tem a chave de acesso, pois trabalham no resgate de todos os seres encarnados ou não cuja magoa, frustração e repressão de um sentimento o levaram a quedas intermináveis em seus abismos pessoais abertos em seus íntimos. 
As manifestadoras espirituais da Orixá Pomba-gira, lidam com esses aspectos sentimentais como verdadeiras psicólogas e nas suas conversas envolventes, vai despertando cada ser de seu enclausuramento e apatia trazendo-os a realidade da vida e com uma boa gargalhada ensina-os que se a vida é difícil de se viver no entanto é maravilhosa , pois o Criador de tudo e de todos sempre nos faculta a oportunidade de retornarmos onde paramos e nos estimula a continuar a evoluir substituindo o amargor da vida por uma bela taça de champagne (estimulo e desejo de viver) passando a entender que se temos dificuldades no decorrer da nossa evolução, Deus não nos privou das soluções que estavam e sempre estarão em nós mesmos.

Isso tudo esta implícito de forma emblemática nas próprias linhas de trabalhos de Pomba-gira, onde por de traz de seu nome simbólico esta o campo onde atuam, por exemplo, citemos a linha de trabalho denominada Pomba-gira Maria Molambo da Lixeira, ali esta implícito que os nomes molambo e lixeira é só uma forma simbólica de mostrar o campo de atuação desse mistério, que é os sentimentos negativos de frustração que anularam a vontade de viver das pessoas que passaram a vivenciar esses sentimentos em seus íntimos e desistiram da vida.
Essa Pomba-gira que trabalha com esse mistério, atua desestimulando esse sentimento de anulação total da vida, recolhendo-os em seus campos para que possam ser diluídos e em contrapartida atua com a sua energia estimuladora do amor à vida, despertando o ser de seu recolhimento e estimulando nele o desejo de viver e buscar o seu crescimento espiritual. Essa Pomba-gira atua nos campos da Mamãe Oxum que rege o sentido do amor.

Orixá Exu e Orixá Pomba-gira são Divindades de Deus e não devemos tentar compreende-los segundo nossa concepção de negativo ou ruim, são Divindades de muita luz que apenas lidam com os aspectos negativos dos seres e das criaturas geradas por Deus.

Se estamos positivos, Eles se mostram luminosos e se estamos negativos, ele se mostra segundo ao padrão vibratório negativo ou monocromático, pois não conseguimos enxergar as suas luzes devido ao nosso estado intimo, ou seja, em espírito o padrão de visão é outro, pois se na matéria enxergamos algo devido a luz que esse algo emite, em espírito enxergamos a luz de algo a partir de nosso padrão vibratório intimo positivo, pois caso estejamos intimamente negativo, tudo se-nos mostra escuro e ausente de Deus que é Luz Pura.


SARAVÁ UMBANDA 



texto de Pablo Araújo de Carvalho

quinta-feira, 22 de março de 2012

O anti-fraternismo e os conflitos no centro espírita



Olá amigos!
Ramatís é mesmo sempre atual! O texto abaixo, retirado de um dos seus muitos livros psicografados, se refere justamente ao que acontece em muitos grupos espíritas, espiritualistas, enfim, onde existam pessoas reunidas, seja para fins religiosos ou não, sempre existirá anti-fraternismo e conflitos.
Não ser fraterno, integrando um grupo religioso, não deveria ser tão espantoso quanto é para algumas pessoas, digo isso porque o ser humano está na Terra para aprender e se ajustar às Leis Cósmicas, portanto, encontrar alguém realmente fraterno, é algo raro.
O que se espera, no entanto, é que ao se integrar em grupos tais, a pessoa vá desenvolvendo, gradativamente, algumas virtudes, de maneira natural, isso leva tempo e o tempo de cada um é único. Alguns simplesmente não conseguem, outros, como por "milagre", entendem e absorvem rapidamente as mensagens modificando assim velhos modos e maneiras de pensar e agir diante da vida.
Tudo é relativo, nada é absoluto.
O texto abaixo, faz referencia à algumas posturas que dificultam, e muito, a evolução e o propósito  das agremiações espíritas e espiritualistas que é "conectar-se" com o Divino, o Sagrado, transformando assim o ambiente no qual se propõe crescer espiritual e materialmente na vida, em palco de confusões e discórdias que apenas e tão somente retardam o projeto inicial.
Tudo isso é lamentável, porém, é humano. Aos que conquistaram algum equilibrio e sabedoria, cabe então o papel e a responsabilidade de ajudar os outros e assim sucessivamente, pelo menos é o que se espera, caso contrário, quem pensa ter conquistado, ao menos um vislumbre de tais virtudes e diante da menor adversidade se enreda, esse haverá de rever os conceitos que tem sobre si. Enfim, relacionamentos são assim e se estamos aqui na Terra e se a fé nos direciona a buscarmos grupos que possam, ou pelo menos pretendem nos ajudar a crescer como pessoas e espiritos imortais que somos, que sejam eles pelo menos bem estruturados e que nós, no papel de seres humanos inteligentes, não alimentemos a ilusão de que ali, na religião, grupo ou seja lá o que for que o denomine, encontraremos anjos encarnados, pois estaremos errando logo de imediato se assim mantermos o nosso pensamento.
Devemos sim ir, se o chamado falar ao nosso coração, sabendo que encontraremos pessoas que assim como nós, estão de alguma forma buscando algo mais em suas vidas, buscando o encontro com o Pai dentro de si mesmas, buscando sentido para suas vidas e buscando por fim compreender quem somos, de onde viemos e para onde vamos, no mais é só e tão somente, relação humana.
Annapon

Os centros espíritas podem falir ou ser "desmanchados" pelos seus próprios componentes "vivos", sem mesmo haver interferência dos "mortos", pois a vaidade, a obstinação, o amor-próprio, a ignorância, o ciúme ou a rivalidade entre os dirigentes e médiuns também liquidam as agremiações invigilantes. Nos centros espíritas ou terreiros desavisados da realidade espiritual é muito comum o conflito personalístico e a competição entre os seus próprios componentes, onde os neófitos tentam superar os velhos, ou estes petrificam-se de maneira teimosa em suas idéias e empreendimentos conservadores.


Os candidatos a médiuns, em geral, procuram suplantar em suas comunicações tíbias a conceituação lisonjeira dos veteranos tarimbados no intercâmbio com o Além. Assim, alguns dos novos, em sua pressa e afoiteza de sobrepujar os demais, carreiam as maiores tolices e incongruências para a seara espírita, à guisa de importantes revelações do Além-túmulo, sob o nome de algum falecido de alto gabarito no mundo terreno. Essa preocupação ingênua de impressionar o público e o rebuscamento de um palavreado altiloquente, coisa muito comum entre os médiuns neófitos, às vezes, dá margem para que os espíritos mistificadores aproveitem-se para comunicar futilidades e distorções doutrinárias, no sentido de confundir e abastardar a própria filosofia espírita. Aliás, os médiuns fascinados pelos maus espíritos são sempre os últimos a identificarem sua situação ridícula e as circunstâncias censuráveis com que se expõem aos demais companheiros. Doutra feita, o centro espírita petrifica-se num clima lúgubre ou severo em extremo, porque o doutrinador ou demais responsáveis são criaturas irascíveis ou excessivamente puritanas. Escovados pela própria experiência, identificam a malícia no mais sadio humorismo e apontam o "pecado" no menor descuido do próximo.

Sentenciosos e pessimistas anatematizam todo o bulício do jovem, a música moderna trepidante, o futebol e os excessos emotivos, os bailes da juventude e irritam-se ante a algazarra das crianças sadias. Em sua implicância, predispõem no centro espírita o ambiente de constrangimento, preocupações e temor entre os seus componentes, cerceando-lhes todas as iniciativas e labores que ajustam a doutrina às novas descobertas e aos esforços espiritualistas dos demais.
Eis por que não é muito difícil para os espíritos falaciosos e maquiavélicos semearem a discórdia, o descontentamento ou o fracasso nos empreendimentos espiritistas improdutivos, onde a mesa-redonda da boa vontade é substituída pela vontade discricionária e teimosa dos dirigentes obtusos, teimosos e egoístas, adversos a qualquer movimento que modifique o ranço conservador. Deste modo prestam um "desserviço" à doutrina esclarecedora de Kardec, produzindo um anti-fraternismo que além de cercear o progresso frutifica o desânimo, afasta os entusiastas e os idealistas.


Ramatís - do livro ELUCIDAÇÕES DO ALÉM



terça-feira, 20 de março de 2012

O poder da fé na cura cármica



Olá amigos!

Posto hoje bom texto de Moacir Sader.

O texto nos faz relembrar as curas que Jesus promoveu quando ainda encarnado e a enfase que Ele dava à fé. Nos faz ainda refletir sobre a ação da fé na cura cármica, como diz o título deste post.

A fé pode sim interferir e /ou interromper um carma, porém, para tanto, a fé deve ser firme, raciocinada e construída de forma sólida, com bases firmes, ou seja, não basta ter fé, tem de haver convicção, além de analise profunda sobre a origem de nossos pedidos e de nossa postura diante de nós mesmos e da vida.

Nem sempre nos fazemos merecedores das curas que pedimos, das bençãos que rogamos e da paz que buscamos pelo simples fato de não correspondermos à altura ao Universo e aos outros, por isso, antes de pedir, como já dizia o grande Mestre Jesus: " Reconcilia-te com o teu inimigo, depois, vá ao templo e ora". Ai reside o segredo, o mistério, que na verdade não é segredo nem tampouco mistério, antes sim é a dificuldade que temos em nos perdoar e perdoar aos outros.

Tantas vezes Jesus disse: " A tua fé te curou", com esta frase Ele nos chamou a atenção para que encontrássemos, em nós mesmos, esse poder de cura, paz e bem estar que, como bem diz o texto abaixo, pode interromper um carma adquirido, renovando as nossas forças através do poder que só a fé de cada um pode ter.

Desejo a todos uma boa leitura, que ela possa os auxiliar a refletir e buscar a fé que reside dentro de cada um de nós!

Annapon


A palavra “fé” está presente em todas as religiões e é destacada na Bíblia em inúmeras passagens, somente no Novo Testamento, em torno de 227 versículos, como algo importante a ser vivenciado.

Chama-me a atenção o modo especial de Jesus se valer do poder da fé para curar. Embora Ele pudesse realizar milagres, utilizava-se da fé de quem fazia o pedido, como algo necessário no processo de cura.

Há uma passagem de Jesus especial para mim, porque se assemelha a um outro milagre Dele que eu pude testemunhar através de viagem astral a Jerusalém. Mateus, na passagem Bíblica, conta-nos a cura feita por Jesus ao servo de um Centurião, dizendo:

Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião que lhe rogava, dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, e horrivelmente atormentado. Respondeu-lhe Jesus: Eu irei, e o curarei. O centurião, porém, replicou-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar. Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. Jesus, ouvindo isso, admirou-se, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que a ninguém encontrei em Israel com tamanha fé. ( Mateus, Cp. 8, Vs. 6/10)

O centurião, ao dizer de sua confiança plena no atendimento de suas ordens pelos soldados, estava enfatizando, igualmente, a confiava total no poder de Jesus em curar o seu servo, o que levou Jesus a proceder à cura e a louvar o centurião, dizendo que não havia encontrado, nem mesmo em Jerusalém, alguém com tanta fé.

No milagre de Jesus, acompanhado por mim em viagem astral, também um centurião procura por Jesus para pedir a cura de seu filho, já desenganado pela medicina. No entanto, ao encontrá-Lo, não se sente com coragem para fazer o pedido; humildemente pede somente para segurar a mão de Jesus. Sabendo de seu pensamento e vendo a fé do centurião, Jesus, assim que estendeu e tocou a mão do centurião, disse-lhe: “o seu pedido foi atendido” e o filho dele, naquele instante, foi curado à distância.

Sempre que me lembro de ter acompanhado esse milagre em regressão astral, vendo a alegria com que Jesus curava as pessoas, emociono-me pela grande dádiva que me foi concedida. Essa experiência me fez alertar para o poder da fé e de como ela pode e deve ser manifestada.



Note, no caso do centurião da Bíblia, que a fé foi claramente demonstrada e falada. Já, na situação do outro centurião, nenhuma palavra foi dita, mas pensada, sentida verdadeiramente. Isso foi o bastante para ter sido percebida por Jesus. No pensamento do centurião, que desejou a cura do filho, a fé estava viva, sem qualquer sombra de dúvidas e, por isso, o seu desejo se realizou através da cura feita por Jesus.

Quando fazendo algum pedido a Deus, devemos agir do mesmo modo que os dois centuriões fizeram, com palavras de crença, certeza absoluta e, ao mesmo tempo, com pensamentos sempre de convicção plena de que o pedido será atendido, inclusive com agradecimentos prévios.

Devemos lutar contra os pensamentos negativos, que tentam vir à nossa mente, fruto de condicionamentos e de medos angariados desde criança, ou quiçá, de vidas anteriores. É preciso travar luta constante com a nossa mente, para refutar todo e qualquer pensamento que seja contrário, que destoe da verdadeira crença. Como se estivéssemos de plantão mental, não podemos permitir um pensamento destoante sequer.

Essa postura é o caminho para vivenciar a fé no sentido prático e para se alcançar o resultado pretendido. Nas próprias palavras de Jesus, em duas passagens Bíblicas, Ele ratifica essa visão, ao dizer:

Em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível. (...) Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito. (Mateus, Cp. 17, Vs. 20/21)

Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria.(Lucas, Cp. 17, Vs. 6)

Então, Jesus está dizendo que é preciso ter fé ao fazermos os nossos pedidos, mas, também, “não ter dúvidas”. Interpreto, assim, que não podemos duvidar em palavras, nem tão pouco em pensamentos, para que o objetivo almejado com o pedido seja plenamente concedido.

Nesse mesmo sentido, tal como referenciei no artigo: “Transformação quântica do pensamento”, a física quântica tem provado que o pensamento e, ainda, o sentimento, quando focados no objetivo pretendido, trabalhados positivamente de forma constante com crença plena, proporcionam a atração daquilo que se deseja, que acaba se realizando no tempo proporcional, em rapidez, à intensidade da fé utilizada, via pensamentos e sentimentos positivados.

Com essa perspectiva e ratificando as afirmações da física quântica, estou me recordando da história vivenciada pelo autor Anthony Norvell e contada em seu livro “O poder das forças ocultas”. Em viagem da Grécia para os Estados Unidos em um transatlântico, Anthony fica curioso ao ver todas as manhãs, caminhando pelo convés e cantarolando baixinho certas frases, um ágil homem de cabelos brancos, com postura ereta e firmeza próprias de quem possui não mais de 35 anos. O autor, certo dia, perguntou-lhe sobre o seu vigor jovial. Para seu espanto, soube que o homem estava com 90 anos, embora se sentisse como se estivesse com quarenta.

O homem, então, falou a Norvell que, aos quarenta anos, esteve na Índia, quando conheceu um místico que lhe ensinou: “todo o segredo da vida encontra-se em duas atitudes: respiração rítmica e invocação oculta”. O homem então passou a caminhar ritmicamente, cantando e entoando frases positivas, constantemente e sempre que estivesse sozinho. Com isso, curou-se do mal cardíaco crônico e úlceras estomacais. Há 40 anos não ficava doente, sequer resfriado; não usava óculos; não se debilitou, enfim, com a idade. Sentia-se tão feliz e sadio, que fixou a meta de chegar aos 110 anos. Disse que ao aspirar e expirar dizia declarações positivas, estabelecendo um ritmo musical. Nessa cadência, entoava:

Eu sou o centro de energia e poder vitais cósmicos. O ritmo do universo está em meu corpo e estabelece a saúde, a juventude e a vitalidade dentro de mim. Meu coração é o dínamo do poder oculto que manda a força vital correr através de todos os átomos e células de meu cérebro e meu corpo, curando-me perfeitamente de todos os elementos discordantes.

****

Voltando às curas realizadas por Jesus, outro aspecto me chama atenção: além de falar sempre que a fé permitiu a cura, como disse a uma mulher que apenas O havia tocado: “A tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre desse teu mal”, também falava sempre que os pecados foram perdoados, tal como podemos ver, por exemplo, em duas passagens da Bíblia, segundo Mateus.

E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Tem ânimo, filho;perdoados são os teus pecados. (Mateus, Cp. 9, Vs. 22)

E vendo-lhes a fé, disse ele: Homem, são-te perdoados os teus pecados. (Mateus, Cp. 5, Vs. 20) (esta citação é do homem que foi levado a Jesus pelo telhado)

Os dois paralíticos, obedecendo ao comando de Jesus, levantaram-se e foram embora andando, curados, para espanto e alegria de todos que puderam acompanhar tais acontecimentos.

Por que será que Jesus associou nessas curas e em tantas outras, diria até na maioria delas, o perdão dos pecados? Só posso entender que os doentes estavam nessas condições em face de processo cármico, certamente de outras vidas, pois muitos dos curados por Jesus, inclusive cegos, eram doentes de nascença.

Era, portanto, necessário perdoar os pecados, (falhas pregressas de vidas passadas), pois esses pecados geraram no corpo etéreo as doenças, oriundas dos corpos emocional e mental (reflexos de outras vivências), e, mais tarde, as doenças manifestaram-se corpo físico. O perdão dos pecados, feito por Jesus, cortava, então, a conexão cármica, trazendo de volta a saúde, tudo, em face da verdadeira fé daquelas pessoas.

Tal como escrevi no meu texto, “Reiki, processo de cura”, é fundamental o pedido com fé, mas, necessário se faz igualmente pedirmos perdão de nossos pecados dessa vida e, principalmente, daqueles de vidas passadas, que estão gerando doenças e situações cármicas em nossa vida atual. É importante, ainda, pedir a queima dos carmas, a transmutação deles através da energia violeta (fogo divino), para ajudar no restabelecimento da saúde, mesmo utilizando o necessário tratamento pela medicina tradicional, auxiliado pelos tratamentos holísticos.

Ainda sobre o perdão, observo que devemos nos perdoar por faltas cometidas, rompendo o danoso sentimento de remorso, que gera doença nesta e em vidas futuras. Igualmente, se apresenta fundamental o perdão ao nosso próximo por falhas cometidas contra nós, no sentido de cortar a conexão cármica, livrando-nos do reencontro futuro para reparação; além do que o ato de não perdoar afeta os chakras, desequilibrando o fluxo de energia, causando doenças nos órgãos correlatos.

Ao mesmo tempo, é preciso restabelecer o equilíbrio emocional, livrando-nos das tensões, estresses do dia a dia, que acabam gerando reações em todo o organismo, verdadeiras agressões de ordem física e psíquica, baixando a defesa e permitindo o ataque de vírus e bactérias e, por fim, fazendo surgir doenças, algumas graves.

É bom observar, que Jesus, como visto no evangelho apócrifo de Maria Madalena (citado no meu artigo “Evangelhos Apócrifos Segundo Judas, Maria Madalena, Tomé e Felipe”), enfatiza a necessidade de se manter em equilíbrio, evitando ações, pensamento e sentimentos negativos (pecados criados pelo homem), para não adoecer. Desse modo, Ele falou:

Não há pecado; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado 'pecado'.(...) Por isso adoeceis e morreis [...] A matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra. Essa é a razão por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurais força das diferentes manifestações da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça.

No texto citado, consta também outra manifestação de Jesus, colocada abaixo em destaque. Nela , Jesus alerta para a nossa essência divina, presente em nosso interior, necessária de ser resgatada e vivida, através de condutas dignas, justas, honestas e de amor, verdadeiro retorno à casa do Pai, que nos pertence por direito espiritual desde a nossa criação feita à imagem e semelhança de Deus. Assim, estaremos em paz, em equilíbrio emocional e psicológico e com saúde.

Por isso Deus Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la a sua origem (...) Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque em prática.

Jesus destaca, claramente, o que Ele entende por essencial, conforme se pode ver nas seguintes versões dos apóstolos Lucas e Mateus:

Mas ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, e da arruda, e de toda hortaliça, e desprezais a justiça e o amor de Deus. Ora, estas coisas importava fazer, sem deixar aquelas. (Lucas, Cp. 11, Vs. 42)

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé, estas coisas devíeis fazer, sem omitir aquelas. (Mateus, Cp. 23, Vs. 23)

Como visto nos trechos citados dos evangelhos de Lucas e Mateus, Jesus não valorizou o dízimo, tanto decantado pelas religiões, uma vez que o pagamento do dízimo (em dinheiro) acabou sendo revestido, em Sua fala, de pouca importância se comparado às ações julgadas, por Ele, fundamentais, quais sejam: justiça, misericórdia, fé e amor.

Em verdade, Jesus, confirmado pelos trechos Bíblicos citados, ao dizer a frase: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Lucas, 20,25), estava dizendo para dar a César os impostos e a Deus a evolução espiritual, por intermédio de práticas ascendentes de amor incondicional e a ampliação da fé, pois, isso, sim, segundo Jesus, “importava fazer”.

Podemos ser curados, podemos realizar todos os nossos sonhos, mas, para isso acontecer, é necessário ter fé (crença plena), com pensamentos e sentimentos sempre positivos, sem nada que destoe disso em nenhum momento. Pedindo a Deus, ainda, o perdão dos pecados, surgidos em conseqüência do distanciamento que fizemos de nossa essência divina ao longo das encarnações. Perdoando-nos, também, e ao nosso próximo, verdadeiramente. Resgatando, igualmente, o equilíbrio emocional e psicológico, e, sobretudo o equilíbrio espiritual, através de ações, pensamentos e sentimentos pautados apenas no amor integral.

Tudo está ao nosso alcance, tudo pode ser realizado pelo poder de nossa fé. Somos filho de Deus, nascemos com o mesmo poder divino, nossa essência verdadeira, guardada em nós, esperando para ser reencontrada e vivenciada por toda a eternidade.

Luz, fé, pensamentos e sentimentos positivos de amor e equilíbrio.

Abraços fraternos, Moacir Sader.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Intuição ou Incorporação



Olá amigos!

O texto abaixo, postado por Alex em seu site, Povo de Aruanda, é muito bom e claro, pelo menos em minha opinião. Sei sobre o que ele fala quando diz que algumas pessoas consideram a incorporação de espíritos pelos médiuns trabalhadores da Umbanda, algo execrável ou sinal de atraso espiritual e/ou intelectual.


Por algumas vezes, porém, não de forma clara e sim, velada, ouvi algumas pessoas falando sobre o assunto de forma preconceituosa, mas, de maneira tal que parecessem "superiores".

Na verdade, a opinião e o preconceito de alguns, não diminui ou enfraquece o belo trabalho que a espiritualidade realiza junto a seus médiuns utilizando o fenômeno da incorporação.


Algumas pessoas, por desconhecerem ou temerem, jogam palavras ao vento sem atinarem ao que dizem e, não raro, terminam sentadas num banquinho muito simples diante de um médium incorporado por um bondoso e atencioso Preto Velho que, muitas vezes, é o único ser disposto a ouvir as queixas e problemas que aquela mesma pessoa, antes maledicente, leva até ele.


Por isso sempre digo: " Muito cuidado com as palavras, pois, uma vez pronunciadas, ganham tamanha força que podem atingir de pronto quem as pronuncia de maneira irresponsável ou irreverente".


Boa leitura meus amigos e sejam sempre muito bem vindos a esse blog!

Annapon



O médium está sempre conectado entre dois mundos. Quando em equilíbrio, percebe quando há influências negativas ao seu redor, e quando seus mentores estão lhe orientando e mostrando caminhos, sobre as inúmeras decisões que cada um tem de tomar diariamente.


Estas intuições podem dizer respeito às coisas do dia a dia, aos alertas sobre o que deve ou não fazer, advertências a respeito de assuntos cotidianos ou no campo espiritual.


As intuições surgem como se fossem ideias em nossa mente. Isto não quer dizer que devamos ficar completamente dependentes destas orientações, a ponto de nada fazermos à espera que elas venham. Por vezes, as condições do ambiente ao nosso redor, não nos permitem captar corretamente, ou mesmo, se estamos sob forte emoção, não conseguimos “ouvir” os sábios conselhos que nos enviam.


Outras vezes, o que devemos fazer não tem nenhuma influencia, pois se trata de assuntos que nossos mentores não consideram que devam opinar, e são ações de alçada própria, de nossos caminhos pessoais.


Mas elas sempre surgem quando isso possa influir ao redor, sobretudo quando podemos de alguma forma atuar para auxiliar outras pessoas. Atenua conflitos e evita desconfortos, pois nossos amigos espirituais sempre estarão a postos a vibrar pelo Bem e a serviço da Luz.


Em muitos momentos, a incorporação pode não ser possível, ou se faz desnecessário o gasto energético, se não estivermos dentro da proteção das porteiras do nosso terreiro.

E aí, chegamos à utilidade da incorporação, que muitos ainda execram e julgam desnecessária, ou sinal de pouca evolução.


O aparelho mediúnico ainda se faz necessário, e o fenômeno de incorporação ocorre para dar força ao médium, e que através dele, se intervenha com mais energia, amenizando as dores de muitos que vão aos terreiros buscar respostas e remédios para suas aflições de corpo e de alma.


A incorporação de espíritos bons, sempre é tranquila e traz bem estar ao médium, sendo esta também, mensageira da veracidade de outros planos, mostrando que há vida além destas searas sofredoras do nosso planeta.


Em outras circunstâncias, o astral superior se utiliza da incorporação da Umbanda, quando espíritos desencarnados compromissados, necessitam desta atividade para poderem ser resgatados e enviados às colônias de refazimento, ou estando ainda no equívoco da vingança e mágoa, precisam ser retirados de locais onde atuam como obsessores, e assim são encaminhados a verdadeiros hospitais ou regiões protegidas dos algozes que os escravizam.

Daí, enquanto houver sofredores, enquanto os amados pretos velhos, caboclos e suas falanges de espíritos que lutam pela evolução em nosso orbe precisarem da matéria densa dos corpos físicos, sim, será utilizado o mecanismo bendito da incorporação, para que seja cumprida a missão de Caridade, de reconduzir todas as ovelhas perdidas ao rebanho, em nome do Senhor Jesus.


Alex de Oxóssi

Rio Bonito – RJ

quarta-feira, 14 de março de 2012

O verdadeiro local da primeira manifestação do Caboclo das 7 Encruzilhadas

 
O verdadeiro local da primeira manifestação do Caboclo das 7 Encruzilhadas
Por Renato Guimarães


Embora não seja um consenso entre os umbandistas, a maioria considera o dia 15 de novembro de 1908, data da primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio Fernandino de Moraes, como sendo a data de fundação da Umbanda.


Embora a menção histórica mais antiga desse fato seja de 1948 (uma foto tirada nesse ano no Centro Espírita Caminheiros da Verdade, na sessão comemorativa dos 40 anos da Umbanda, disponível na página 30 da revista Nossa História de outubro de 2006), os relatos mais popularizados sobre a primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas foram compilados no início da década de 1970, de forma independente, pelos jornalistas Ronaldo Linares e Lília Ribeiro.


Em ambas as histórias, obtidas através de entrevistas com o próprio médium Zélio de Moraes, podemos ler que a primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, naquele médium, teria ocorrido em uma sessão realizada na federação espírita de niterói, cujo nome verdadeiro era Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1908.


Buscando encontrar registros históricos que comprovassem a veracidade do fato relatado por Zélio de Moraes, o médium Márcio Petersen Bamberg, também conhecido como mestre Thashamara, entrou em contato com o Instituto Espírita Bezerra de Menezes, nome atual da antiga Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, e foi informado que no Livro de Atas nº 1, da federação, não constava nenhuma sessão realizada naquele dia.


Um renomado pesquisador da história umbandista, o médium José Henrique Motta de Oliveira, também conhecido como mestre Arashakamá, chegou a lamentar na página 94 da sua obra "Das Macumbas à Umbanda", que se o fato realmente tivesse ocorrido, poderia não ter sido na federação de niterói, mas em algum centro espírita filiado a ela, cujo nome teria se perdido ao longo da tradição oral.


Embora ainda não tenha como comprovar com registros históricos, o nome do centro espírita onde teria ocorrido a primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas não se perdeu: o nome dele é Grupo Espírita Santo Agostinho.


E como cheguei a esse nome? Tentarei resumir a história para vocês.


A primeira ideia veio do próprio médium Márcio Bamberg: naquele mesmo contato com o Instituto Espírita Bezerra de Menezes, ele foi informado que a federação espírita de niterói não possuía sede própria em 15 de novembro de 1908, ocupando uma sala na Rua da Conceição nº 33, no centro de Niterói, então capital do Estado do Rio de Janeiro.


Nas diversas vezes em que eu li essa informação, nunca me chamou a atenção o fato da federação não possuir sede própria. O estalo para isso veio quando eu li o livro "No Mundo dos Espíritos", de Antônio Eliezer Leal de Souza. Lá, em sua página 368, Leal de Souza nos diz que a Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro era filha do Grupo São João Baptista e abrigava nas salas de sua sede, além deste grupo, mais dois centros espíritas, isso em 1924. Quando eu li essa informação, pensei na hora: se a federação abrigava centros espíritas em suas dependências em 1924, será que a sala que ela ocupava em 1908 não era uma sala da sede do Grupo São João Baptista, centro que lhe havia dado origem?


Com essa ideia na cabeça, entrei em contato com o próprio Instituto Espírita Bezerra de Menezes, buscando comprovar a veracidade dessa informação do Leal de Souza. Para minha surpresa, descobri que a sala que a federação usava como sede em 1908 não pertencia ao Grupo São João Baptista e, sim, ao Grupo Espírita Santo Agostinho. Nesse mesmo contato, fui informado que ambos, Grupo São João Baptista e Grupo Espírita Santo Agostinho, eram dois dos centros fundadores da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, em 30 de junho de 1907, e que dessa data até algum momento da década de 1910, a federação funcionara na sede do Grupo Espírita Santo Agostinho, na Rua da Conceição nº 33, no centro de Niterói, então capital do Estado do Rio de Janeiro.


Assim sendo, quando Zélio foi à Federação Espírita de Niterói, em 15 de novembro de 1908, ele na verdade foi à sede do Grupo Espírita Santo Agostinho, local onde funcionava a federação.


Talvez nunca saibamos qual era a instituição que realizava a sessão naquele dia, mas muito provavelmente não era a federação e sim o Grupo Espírita Santo Agostinho. Por que suponho isso? A dica foi deixada pelo próprio Caboclo das Sete Encuzilhadas (o negrito é meu):


"(...) que na Federação Kardecista do Estado do Rio, presidida por José de Souza, conhecido por Zeca e rodeado de gente velha, homens de cabelos grisalhos, um enviado de Santo Agostinho chamou meu aparelho, me chamou, para sentar à sua cabeceira. (...)"


(FONTE: Transcriação do áudio da fita 52, gravada pela jornalista Lilia Ribeiro, em novembro de 1971).


Segundo a tradição oral registrada independentemente pelos jornalistas Lilia Ribeiro e Ronaldo Linares, quem convidou o médium Zélio de Moraes a se sentar à mesa foi o senhor José de Souza. Daquele contato do médium Márcio Bamberg com o Instituto Espírita Bezerra de Menezes, que citei bem mais acima, sabemos que o senhor José de Souza não fazia parte dos quadros da federação em 1908. E como o próprio Caboclo das Sete Encuzilhadas nos diz na transcrição aqui acima, o senhor José de Souza era um enviado, um representante de Santo Agostinho. No momento só podemos especular, mas me parece que o Santo Agostinho ao qual o Caboclo se referia não era o santo propriamente dito, mas sim o nome do Grupo Espírita representado pelo senhor José de Souza.


Um grande abraço a todos,


Renato Guimarães.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Tatuagem: marcas espirituais?



Olá amigos!

Mais uma vez posto sobre o tema tatuagem, pois causa muita incompreensão e confusão na cabeça de algumas pessoas que confundem preconceito com ensinamentos espíritas.
Pesquisando sobre o assunto, encontrei essa pérola de texto da médium Vera Lúcia, co autora de livros muito bons que tanto consolam, ensinam e iluminam espíritos realmente abertos à compreensão e ao aprendizado que liberta!
Algumas pessoas creem, outras equivocadamente pregam, verdadeiros absurdos sobre a questão da tatuagem adotando posturas que reforçam a crença antiga das penas eternas.
Na verdade, o Espiritismo veio diluir essas crenças e não reforça-las, veio iluminar consciências, e não mante-las ainda sob o infeliz jugo do medo que nada colabora com a evolução espiritual.
Espero que gostem e compreendam o texto abaixo assim como eu gostei e compreendi!
Boa Leitura e Muita Paz a todos!
Annapon

Tatuagem: marcas espirituais?

VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO

Estudo muito a Doutrina Espírita, já li diversos livros que a senhora psicografou. Porém, tenho ainda muitas dúvidas e uma delas é a respeito da tatuagem. Quando desencarnamos, a tatuagem causará algum prejuízo ao perispírito? Em futura reencarnação poderemos nascer com algum problema de pele por causa dela? M. A., São Paulo – SP.

É isso mesmo, prezado leitor, continue estudando a Doutrina Espírita. Por intermédio de seus ensinamentos é que temos uma compreensão maior sobre a vida, que é una. Vivemos em estágios: aqui no planeta físico encarnados e na espiritualidade desencarnados.

Não há razão para preocupar-se com essa tatuagem. Você tatuou o corpo físico. Marcamos negativamente nosso espírito com nossos atos e pensamentos, não com tatuagens. Boas ações nos harmonizam, provocando reações de alegria. Tudo que é harmônico é bonito, radiante, sadio. Atitudes maldosas nos fazem mal, desarmonizam-nos, causando doenças e desequilíbrios espirituais.

São nossas atitudes diante da vida e do próximo que marcam o nosso espírito, e, conseqüentemente, o nosso próprio destino. A vida terrena deve servir ao aperfeiçoamento moral, que alcançamos graças ao corpo físico, que enfrenta as necessidades deste mundo. Devemos, durante a vida presente, procurar vencer o egoísmo, raiz de todos os males que atingem a humanidade.

Para vence-lo, devemos seguir o exemplo de Jesus, que é todo amor e caridade. Quando encarnado entre nós, Jesus exemplificou esse amor, sobre o qual devemos edificar nossa vida, buscando nossa felicidade e realização espiritual.

Depois da morte do corpo físico, retornaremos ao mundo dos espíritos, o qual deixamos apenas temporariamente. Não perderemos nossa individualidade, nem a aparência que tivemos na última encarnação, guardada em nosso perispírito, nosso corpo espiritual, que sobrevive à perda do corpo material.

Levaremos conosco apenas a lembrança da encarnação que deixamos para trás, doce ou amarga, de acordo com os nossos atos. A vida do corpo físico é transitória, a do espírito é eterna. Sendo assim, a tatuagem aponta alguma coisa sobre a personalidade da pessoa, que se expressa por intermédio das imagens escolhidas.

Para aqueles que estão pensando em se tatuar, recomenda-se refletir bem antes de submeter-se a essa intervenção. Tratando-se de um modismo, poderemos, um dia, mudar de opinião, e a remoção da tatuagem é muito trabalhosa.

Aquele que está realmente decidido a tatuar-se, deverá recorrer a um profissional competente, garantindo com essa providência a integridade de seu corpo físico, evitando submeter sua saúde a riscos desnecessários.

Se você fizer uma tatuagem e fixar nela algo negativo ou simplesmente achar que faz parte do seu corpo, ao desencarnar poderá tê-la gravada em seu perispírito. Se merecer um socorro, os bons espíritos poderão removê-la pelo simples ato de sua vontade.

Quanto a levá-la como mancha ou marca para uma futura encarnação, é muito difícil. Como dissemos, levamos nossas tendências, somos herdeiros de nós mesmos.

Quando uma pessoa reencarna com marcas no corpo, os motivos podem ser vários. Se for espiritual, é por algo que marcou esse espírito de forma profunda.

Faça o bem, meu caro jovem. Preocupe-se em levar para o plano espiritual a harmonia que o bem nos faz.

Leia o livro “A mansão da pedra torta” (São Paulo: Petit Editora), que me foi ditado pelo Espírito Antônio Carlos. Verá, nesse romance, como um garoto trouxe bem marcadas em seu corpo as conseqüências de suas atitudes do passado. Felicidade.


Texto originalmente publicado no jornal "Diário de S.Paulo", na coluna "Conforto Espiritual", caderno "Viver", aos domingos. Envie sua carta para a médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho acessando o e-mail confortoespiritual@diariosp.com.br










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terça-feira, 6 de março de 2012

Subserviência




Olá amigos!
Hammed, através de seu médium Francisco, sempre nos traz mensagens de alto valor reflexivo.
A atitude de subserviência de algumas pessoas diante de outras, sempre me incomodou e sinto muito, mas muito mesmo, pelas vezes que eu mesma assim me comportei diante de pessoas que, por alguma razão, sabiam ou "possuíam" algo a mais que eu. Lamento, porém, hoje em dia, aprendi com a vida e observando as minhas próprias atitudes, que tal postura é inócua, inútil e infantil ao ponto de ser inadequada a um ser humano adulto.
Hammed, espírito, do alto de sua milenar sabedoria, nos brinda com o texto abaixo. Espero sinceramente que possa tocar o coração e a razão de muitas pessoas pelo simples fato de ser a subserviência uma triste ilusão que em nada nos auxilia na nossa jornada evolutiva.
Boa leitura!
Annapon

“... A obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura, muito ativas, embora os homens as confundam erradamente com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão, a resignação é o consentimento do coração...”



A subserviência pode esconder falta de iniciativa, passi­vidade indesejável, complexo de inferioridade e uma imaturi­dade de personalidade.


Obedecer não é negar a vontade e o sentimento, mas exercitar o próprio poder de escolha para cooperar com os outros na produção de algo maior e melhor do que aquilo que se faria sozinho.


Assim considerando, a obediência deve ser uma postura in­terna, racional, lógica, compreensiva e a mais consciente possível.


Os problemas do servilismo ou da subserviência nas cria­turas foram gerados em muitas circunstâncias na infância, quando pais instigavam o medo e a ameaça como forma de obter obediência dos filhos. Trata-se de um propósito cômodo e muito rápido, mas contra-indicado na complexa tarefa de educar.


Adultos que herdaram tal formação familiar, se não fo­rem espíritos maduros e decididos, com farta bagagem espiri­tual e valores desenvolvidos, poderão viver com essa “intrusão educacional”.


Esse modo forçado de obedecer aos outros de­senvolve neles uma postura de anulação das próprias metas, pois substitui sua independência pela vontade alheia.


Outros tantos trazem das vivências anteriores sentimentos de culpa por abandonarem sem nenhuma consideração entes que­ridos. São verdadeiros “clichês mentais” arquivados no inconsciente profundo, que detonam em forma de obediência e servidão com­pulsória, para compensar o passado infeliz.


A Psicologia, por seu turno, assevera que certos indivíduos desequilibrados por conflitos herdados na infância trazem enraiza­dos em sua personalidade uma necessidade enorme de satisfazer seus “sentimentos de mando” e “de autoridade”, sempre impondo ordens, métodos e regras que, obedecidos passivamente, lhes trazem um enorme prazer e satisfação.


Essas pessoas ao entrarem em contato com personalida­des submissas, compensarão sua neurose de “dar ordens”, e em muitos casos, somam ao seu impulso agressivo a “neurose de autoridade”, satisfazendo assim suas características sádicas, dominando e afligindo essas criaturas servis, por anos e anos.


O ser humano que se sujeita a ordens de comando vive constantemente numa confusão mental, absorvendo na atmosfera íntima uma sensação de “não ter agradado o suficiente”. Numa tentativa inútil de cumprir e concordar com ordens recebidas, cai quase sempre na decepção, na revolta e na indignação, pois esperava receber amor e consideração pela obediência executada.


Muitos de nós tivemos pais que nunca se importaram em nos “impor limites”, fatores indispensáveis para que a criança aprenda a conhecer o “não”, evitando a ilusão de que terá tudo a seu dispor e que jamais encontrará obstáculos e dificuldades.


Viver querendo ter sempre nossos desejos realizados e executados é “exigir obediência”, a qualquer preço, daqueles que nos cercam.


Paralelamente, com o passar do tempo, essa postura pode se tornar inversa. Ao invés de exigirmos sujeição de todos os nos­sos pontos de vista, passamos a “nunca dizer não”, sempre tentan­do satisfazer os outros, sempre dizendo “sim”, ainda que precise­mos ir às últimas conseqüências.


Por outro lado, uma pessoa que “nunca diz não” só pode ser “desonesta”, porque diz que “faz” e “dá” muito mais do que “tem” e “pode”, expondo-se sempre ao risco de ser tachada de hipócrita e, além de tudo, de não realizar sua própria missão na Terra, porque se arvorou em correr atrás das realizações dos outros.


“A obediência é o consentimento da razão”. Quem con­sente alguma coisa permite que se faça ou não, conforme achar conveniente à sua maneira de agir e pensar. “A resignação é o con­sentimento do coração”, ou melhor, os sentimentos falarão mais alto e a criatura abdicará o seu direito em favor de alguém, ou de uma causa, por livre e espontânea vontade, já que o direito era de sua competência.


Efetivamente, a obediência e a resignação, virtudes às quais Jesus de Nazaré se referia, não são aquelas que “os homens as confundem erradamente com a negação do sentimento e da vontade”, conforme bem define o espírito Lázaro no texto em reflexão.


Lembremo-nos, portanto, de que servir nem sempre será considerado virtude, visto que essa postura de nossa parte pode simplesmente estar camuflando uma obrigação compulsiva de agradar a todos, bem como pode estar desviando-nos de nossa real missão na Terra, que é crescer e amadurecer espiritualmente.



LIVRO: RENOVANDO ATITUDES
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
DITADO PELO ESPÍRITO HAMMED
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