Nesse espaço

Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
By
Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

As entidades ciganas na Umbanda



Olá amigos!

Muitas pessoas, Umbandistas ou não, sentem atração pelo povo cigano, o chamado Povo das Estrelas que encanta pela beleza, alegria e magia.

Talvez parte desse encantamento se deva ao fato que todos nós, que cremos na reencarnação, quando nos sentimos atraídos de forma intensa por um povo, país, etc; no fundo de nossos corações sabemos que tivemos sim alguma ligação passada com tal cultura. Esse sentimento então cria vida dentro de nós e não raras vezes, sentimos muita saudade do nosso povo ancestral ou daquele ao qual pertencemos em nossa última encarnação. Talvez, aos médiuns de Umbanda que sintam forte atração pela cultura cigana, seja muito mais fácil e acessível o trabalho com as entidades dessa Linha de Atuação, porém, não significa que outros, que não sentem a mesma atração, não venham a trabalhar em parceria com as entidades ciganas.

Pelo texto abaixo, fica claro que os ciganos na Umbanda, obedecem às Leis Regentes da religião e, se por ventura mesclam às Leis de Umbanda, algo de sua cultura, será sempre de forma moderada que o farão, ou seja, buscarão sempre se adequar para realizar o trabalho ao qual foram convocados.

Assim como outros povos, o povo cigano encontrou na Umbanda, espaço de trabalho e evolução em parceria com os médiuns que lhes são mais afins, sempre, porém, em obediência às Leis que regulam e regem a religião de Umbanda. Isso significa que, por exemplo, evitarão mesclar seus hábitos culturais, como a leitura de mãos, preferindo a tal prática, outra que a substitua e seja mais adequada ao atendimento de caridade nos terreiros onde atuam.

Salve os Ciganos Lindos e amigos de Nossa Mãe da Luz Divina!

Annapon


São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio da linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.

Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.

Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e ,tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.

Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.

É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.

Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.

Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.

Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.

Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.

Salve o Povo Cigano!

Símbolos Ciganos

TAÇA – simboliza união e receptividade. Qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.

CHAVE – simboliza as soluções. É usada para atrair boas soluções de problemas. O símbolo da chave, quando em trabalho, costuma atrair sucesso e riquezas.

ÂNCORA – simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro e para se livrar de perdas materiais.

FERRADURA – simboliza energia e sorte. É usado para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.

LUA – simboliza a magia e os mistérios. A lua é usada geralmente pelas ciganas para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo, atentando-se sempre para as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.

MOEDA – simboliza proteção e prosperidade. É usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada às riquezas materiais e espirituais, que são representadas pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.

PUNHAL – simboliza a força, o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado nas cerimônias ciganas de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos e em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.

TREVO – simboliza a boa sorte. É o símbolo mais tradicional de boa sorte, traz felicidade e fortuna. É raro encontrar um trevo de quatro folhas na natureza, mas quando se encontra pode-se esperar sempre prosperidade.

RODA – simboliza o ciclo da vida. A Samsara representa o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento. É usada para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio, é o grande símbolo cigano e é representado pela roda dos vurdón que gira. Samsara (sânscrito) – Literalmente significa “viajando”, o ciclo de existências, uma sucessão de renascimentos que um ser segue através de vários modos de existências até que alcance a liberação. Vurdón (romanês ou romani – dialeto cigano) significa “carroção”.

CORUJA – simboliza “o ver totalmente”. É usado para ampliar a percepção com a sabedoria possibilitando ver a totalidade: o consciente e o inconsciente.

Oração a Santa Sara

Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Senhora, protetora dos Ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo proteja-nos e ilumine nossas caminhadas.

Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos.

Ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Ajude os necessitados, dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos.

Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar neste momento. Dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do Povo Cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.



Muito Axé a todos!


Por Mãe Mônica Caraccio

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Engambelo - o médium mistificado -




Olá amigos!

Desde que comecei meu caminho pelas vias da espiritualidade, sempre ouvi falar sobre os cuidados que todo médium, sem exceção, deve ter com o seu dom, sendo a vaidade, o excesso de confiança e o desprezo pelo trabalho dos outros irmãos seus de jornada, as teclas insistentemente batidas pelos espíritos amigos.
Nenhum de nós, médiuns em atividade, seja essa atividade de qual natureza for, estamos imunes à mistificação ou ao assédio de espíritos descomprometidos com o bem. Todos estamos sujeitos a esse tipo de interferência, portanto, orar e vigiar nunca será demais, nem tampouco avaliar a si próprio quanto ao trabalho que vem desempenhando junto à espiritualidade e junto às pessoas, jamais será demais, antes sim é uma necessidade.
Não existe título ou condição, aqui na Terra, capaz de isentar quem quer que seja desse tipo de assédio e interferência, sendo assim, quem tem o dom deve por ele zelar, a fim de que não venha a se transformar em marionete divertida nas mãos daqueles que ainda não assimilam a Divina Presença em si próprios, vagando pelo espaço em estado de perturbação e sempre em busca de diversão fácil.
Cuidado, disciplina e exercício do bem, nesse e em muitos casos na vida, sempre ajudam muito.
Atentem ao texto! Ele é tudo aquilo que precisamos saber para nos mantermos em paz conosco, com a espiritualidade e com todos que nos cercam.
Annapon

Engambelo



A mistificação mediúnica ainda é problema que requer minucioso estudo e análise isentos de qual­quer premeditação pessoal, porquanto nela intervém inúme­ros fatores desconhecidos aos próprios médiuns que são víti­mas desse fenômeno. A Terra ainda é um planeta em fase de ajuste geológico e de consolidação física; a sua instabilidade material é profundamente correlata à própria instabilidade espiritual de sua humanidade. Em conseqüência, ainda não podeis exigir o êxito absoluto no intercâmbio mediúnico entre os "vivos" e os "mortos", pois que depende muitíssimo do melhor entendimento evangélico que se puder manter nessas relações espirituais.Só os médiuns absolutamente credenciados no serviço do Bem, e assim garantidos pela sua sintonia à faixa vibratória espiritual de Jesus, é que realmente poderão superar qualquer tentativa de mistificação partida do Além-Túmulo. Na verdade, os agentes das som­bras não conseguem interferir entre aqueles que não se des­cuidam de sua conduta espiritual e se ligam às tarefas de socorro e libertação dos seus irmãos encarnados.

A mistificação é fruto de circunstâncias naturais criadas pelo medianeiro, ou do descuido daqueles que ainda ima­ginam a sessão espírita como um espetáculo para impressionar o público. O Espírito mistificador sempre aproveita o estado de alma, a ingenuidade ou a vaidade do médium para então mis­tificar. No entanto, podemos vos assegurar que a mistificação não acontece à revelia dos mentores do médium, embora eles não possam ou não devam intervir, tudo fazendo para que os seus intérpretes redobrem a vigilância e acuidade psíquica, a fim de se fortalecerem para o futuro.



Na verdade, a maioria das mistificações deve-se mais ao amor próprio exagerado, à preguiça mental, e também ao excesso de confiança dos médiuns no intercâmbio tão com­plexo e manhoso com o plano invisível, em que se abando­nam displicentemente à prática de sua faculdade mediúnica.


Ramatís - do livro MEDIUNISMO.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CARNAVAL!!! ATENÇÃO!!!!


Olá amigos!


Prestem atenção no texto abaixo! Umbandistas ou não, a recomendação vale para todos que apenas vêm no carnaval, uma data de descontração ou motivo para uma boa viagem relaxante!


A recomendação, aliás, vale para todos! Sabemos que algumas pessoas exageram, em todos os sentidos, nessa época. O problema reside ai, pois o conjunto de pensamentos e ações, afetam sim a todos que vivem no Brasil nessa época. É a chamada egregora, que no caso, devido aos pensamentos de teor não edificante, fica densa, difícil de lidar podendo provocar discussões desnecessárias, acidentes, nervosismo, etc.


Portanto, curta o feriado com responsabilidade e principalmente com respeito por si e pelos outros!


Annapon


CARNAVAL!!!



O carnaval e a quaresma são datas católicas e nossa umbanda tem muito do catolicismo.



Todos os dias são abençoados para o trabalho no terreiro.


A caridade não pode parar.


O que nos cabe neste período, como sempre, é a oração e a vigília.


Em tempos de carnaval predominam sobre a crosta terrestre vibrações densas de excessos nas comemorações do período.


É uma época de intenso trabalho para espiritualidade.


Por este motivo a maioria das casas realizam oferendas aos Exus para fortalecer a segurança ao trabalho durante as festividades do carnaval.


Devemos manter iluminado nossos anjos de guarda e redobrar a vigilância quantos as energias em nosso redor, então quando não estamos nos sentindo bem num lugar que lhe parece chato é melhor ir embora.


Podemos nos divertir, mas sendo criteriosos quanto ao tipo de local e atividades que frequentamos.


Bom comportamento e educação são essenciais.



BOA DIVERSÃO!!!






fonte: http://umbandainfantil.blogspot.com/

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Médiuns escravos!?



Olá amigos!

Como sempre, Mestre Ramatís nos fala fundo ao coração e nos convoca à reflexão. Confesso que nessa manhã, antes de chegar a ler o texto abaixo, me peguei pensando justamente na questão da imaturidade espiritual e na pouca valia de se frequentar um templo, seja lá de que religião for, sem realmente sentir, intimamente, a mensagem que lá recebemos nos convidando a sermos melhores a cada dia, mais solidários, responsáveis por nós mesmos.

Muita gente frequenta templos pelo simples fato de ter onde ir pelo menos uma vez por semana. Desperdiçando assim a grande chance de se fortalecer e usufruir do bem que ali se prega mesmo que, o pregador, seja apenas um aprendiz, como aliás, somos todos nós. Dentro dos templos ou casas espíritas e espiritualistas a questão não é diferente. Trabalhadores, frequentadores e teoricamente responsáveis, apresentam, não raras vezes, comportamentos incompatíveis com a Doutrina que dizem seguir, revelando, claramente, a insatisfação "velada" que lhes vai na alma, uma vez que o discurso habitual dessas pessoas é queixoso e irritadiço.

Mediunidade não é castigo! Antes sim é ferramenta que Deus nos empresta para o nosso bem e progresso, por extensão, é ferramenta que nos permite auxiliar o nosso próximo sempre dentro de nossas limitações e merecimento, tanto próprios, quanto do auxiliado.

Quem transforma a mediunidade em castigo ou punição é o próprio médium, quando esse é o caso. Descrente em si mesmo, não vê senão obrigação onde na verdade existe benção. Imaturo, só deseja ser beneficiado sem esforço algum. Caprichoso, só consegue enxergar o seu universo de lamentações. Infantil, é vitima de tudo e de todos. Ignorante, não faz questão alguma de aprender pelo beneficio do estudo que hoje, mais que nunca, é acessível a todos.

Penso que Ramatís, pelo teor do texto abaixo, convoca os médiuns sérios e responsáveis, a estarem alertas, não permitindo que irmãos de fé que estejam em semelhantes condições os contagiem ou desestimulem na edificação do caminho evolucionista.

Logicamente, ninguém é obrigado a nada. Mesmo sendo médium em potencial e tendo aceito o dom antes da presente encarnação, a obrigatoriedade mediúnica, de alguma forma, cerceia o livre arbítrio do ser, porém, e sempre há um porém em quase tudo, caso o médium não queira ou coloque muitos impedimentos no cumprimento do chamado que lhe chega, terá, inevitavelmente, que responder a quem de direito, do lado de lá, sobre sua negligencia. Em muitos casos, relatados pela espiritualidade, os "desertores" retornam a carne com sobrecarga de mandato, ou seja, retornam a vida única e exclusivamente para cumprir a missão negligenciada. Um bom exemplo, mesmo que hipotético, porque cada caso é único, são aquelas pessoas que dedicam a vida à religião, ao sacerdócio, etc. Muito provavelmente essas pessoas retornaram a fim de cumprirem, e dessa vez integralmente, seus mandatos mediúnicos mesmo dentro das religiões ou filosofias que dizem não aceitar a mediunidade.

Fica o alerta! Cuide bem do dom que Deus lhe concedeu, identifique o tipo do dom que lhe foi emprestado e utilize-o pelo seu bem, pelo bem dos seus e dos outros.

E com voces, segue abaixo, Nosso Querido Mestre Ramatís!

Namastê!

Annapon



No processo cármico reencarnatório, o alto não usa de uma só medida para todos os casos de retificação espiritual. Comumente, aqueles que mais se queixam ou se rebelam no cumprimento de suas obrigações mediúnicas só demonstram a sua qualidade inferior espiritual, pois os seres de melhor estirpe são corajosos, resignados e otimistas em qualquer situação da vida. Os primeiros vivem sem ânimo e sem ideal, refletindo na fisionomia sempre amargurada o fracasso prematuro dos seus empreendimentos cotidianos. Atravessam a vida física à maneira de sentenciados infelizes, cujos deveres espirituais eles transformam em punições imerecidas. Então, contagiam os mais débeis mediante seu incessante pessimismo. Renascem na carne prometendo socorrer e confortar os mais desgraçados, mas, infelizmente, invertem o seu programa espiritual e terminam requerendo o conselho, o auxílio e a assistência alheia para se manterem até o final de sua azeda existência física. Embora sejam receptivos aos fenômenos do mundo espiritual e sintam o apelo constante dos seus amigos invisíveis, eles se furtam às promessas feitas no Espaço e fogem dos ambientes que possam convocar-lhes os serviços mediúnicos tão detestados. Incuráveis pela sua teimosia, obrigam os seus guias a assediá-los com fluidos dos espíritos mais rudes e coercivos, a fim de mantê-los na proximidade da área espírita e provê-los de conselhos ou advertências corretivas. Em sua estultícia e rebeldia, lembram a figura do boi que só avança sob o aguilhão do boiadeiro.


Esses espíritos quase sempre tomam a graça da mediunidade concedida pelo Alto, para fins de renovação moral, à guisa de penoso fardo de amarguras e sofrimentos, que mal suportam no mundo material. Tudo o que os cerca e os incomoda é esmiuçado em detalhes melodramáticos e sentimentalismos suspirosos; apregoam o seu drama de desenvolvimento mediúnico como um acontecimento incomum no mundo. Vencidos pelo desânimo, indolentes e avessos ao estudo, eles passam pela vida física quais escravos algemados à fonte do seu próprio bem.




Ramatís - do livro Mediunidade de Cura

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

AR - CORPO MENTAL - A força do pensamento -



Um dos mais guardados segredos é o poder do pensamento. Você cria aquilo que pensa. Pensando em alguém ou em alguma coisa, cria-se uma forma de pensamento que é passada para a atmosfera. Este é o segredo, pensamentos podem ser materializados.

Mary Dean Atwood é uma xamã contemporânea. Fez doutorado em Psicologia Clínica na Universidade do Novo México e estudou com vários curadores nativos e no seu livro " Spirit Healing" fundamenta o poder do pensamento no xamanismo.

Os nativos realizam o poder de orar. Pelo orar passam pensamentos até as palavras com intensidade. Eles aumentam a densidade de matéria que fazem a forma pensamento. Esta matéria na volta atrai partículas do mesmo nível vibratório, até que o objeto é formado ou materializado. Se você pensa com emoção, partículas de forma pensamento rapidamente viajam grandes distâncias.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ferramentas importantes para a Umbanda



Não conheço, aliás, nem imagino que exista um terreiro de Umbanda que não utilize a Pemba, seja ela usada nos assentamentos e firmezas, nos pontos riscados e cruzamentos de médiuns, seja em forma de pós e amacis, nos rituais e cerimoniais como batismo, casamento, conversão religiosa… Enfim, a Pemba é um dos elementos mais importantes para um Terreiro e todo o trabalho espiritual/magístico que ele realiza.


Os Pontos Riscados também têm sua importância, também estão em todos os terreiros, são “ferramentas” das mais importantes para os trabalhos espirituais realizados pelos Guias na Umbanda. São eles que ajudam a segurar a porteira, proteger o terreiro, sustentar o trabalho, quebrar demandas, enfim, são fundamentais e carregam mistérios que somente o Plano Superior conhecem e dominam.


No entanto, é de nossa responsabilidade a busca pelo Saber, mesmo que minimamente, sobre os Pontos Riscados e Pembas ou qualquer outra forma e/ou elemento de trabalho da Umbanda, só assim conseguiremos nos “afinizar” com essa religião tão poderosa e divina. Portanto, façamos nossa parte…


Pontos riscados são símbolos, signos e riscos que, sobre ação, determinação e sabedoria espiritual de espíritos e forças superiores, adquirem poderes divinos capazes de transformar ou criar qualquer energia, consequentemente, qualquer situação. Dessa forma, os Pontos Riscados podem, como “ordens mágicas”, curar, descarregar, potencializar, irradiar, abrir, fechar, imantar, quebrar, unir, apaziguar, atrair, expelir…


Os pontos riscados são traçados por Guias Espirituais e servem como reforço, como um espaço mágico realizador que durante os atendimentos espirituais beneficiam os consulentes em suas necessidades. Também servem de identificação, como uma assinatura do Guia. Compreendendo esse tipo de ponto, ponto de identificação, mesmo que de modo superficial, consegue-se entender “quem é” e “como” trabalha o Guia, ou seja, sabe-se, por exemplo, se o Caboclo é doutrinador, curador ou demandador, se tem a regência de Ogum, Oxóssi ou Oxum, enfim consegue-se se aproximar do Guia e de sua forma de trabalho, facilitando, consideravelmente, a participação do médium junto a Umbanda e toda sua potência realizadora.


Vejam alguns exemplos de representações simbólicas que normalmente vemos nos pontos riscados: Sol – representa “tudo” – símbolo de Oxalá. Espiral – para fora indica chamamento de força, retirando demanda. Para dentro evolução final, o encontro com o espírito, com o centro. Seta Reta – representa a irradiação de Oxóssi (caboclo), energia dirigida. Lança - simboliza a força e a realização, o combate que transforma, representa grande iluminação e chefia de linha ou legião. Usado pelos Pretos Velhos, Caboclos de Ogum e linha do Oriente. Arco e flecha- força espiritual, energia e potência. Machado – representa a busca do equilíbrio. Balança – simboliza a justiça, a força e o poder. Borboleta - é um símbolo da ressurreição, lembra a passagem da morte para a vida. Na Umbanda esse símbolo pertence à Yansã. Raio duplo – a força que vem para regenerar. Espada - representa a busca, a luta do trabalho. Simboliza o guerreiro ou apto à luta – símbolo de Ogum. Âncora – significa esperança. Bandeira – significa ponto de equilíbrio dos contrários Lua – representa magia. Chifres – representa força, poder, inteligência. Escudo – isola e defende, simboliza a fronteira entre os adversários. Serpente – quando morde a própria cauda é o símbolo da eternidade. Quando livre, representa a sabedoria. Caveira – representa a inteligência e a vida. Tridente – simboliza a evolução do espírito Punhais - simbolizam chaves que fecham o abismo Sete cruzes – transformação da matéria, a fronteira entre a vida e a morte.



Os traços dos Pontos Riscados podem conter vibrações específicas que potencializam o poder mágico do ponto, podem ser passivas, ativas ou absorvedoras, e isso depende do material que se usa para riscar determinado ponto. Sabemos que a pemba é Sagrada, que tem um poder ritualístico superior a qualquer outro material quando falamos em Umbanda, sabemos também que a pemba contem os quatros elementos da natureza, fogo, ar, água e terra, no entanto ela é de energia passiva, que responde a determinações, portanto, não contem uma vibração natural ativa ou absorvedora. Para chegar nessas vibrações deve-se usar outros tipos de materiais para traçar o ponto riscado, materiais que quando os médiuns de incorporação não conhecem, acabam por “travando” a solicitação do Guia Espiritual e, por consequência, seu trabalho.


A cor da pemba usada no ponto riscado também contém vibrações específicas. A cor branca, por exemplo, é harmonizadora e passiva, pode ser usada continuamente por qualquer Guia Espiritual e pelo próprio médium, já as pembas coloridas como: rosa, vermelha, marrom, azul, roxa, amarela, preta e verde, têm outras vibrações, aliás, o uso é quase que exclusivo para o traçado de símbolos sagrados propiciando a ação de determinado Orixá, o que requer cuidado, delicadeza, bom senso, conhecimento e “permissão”.


Através da pemba também se confeccionam os importantes Pós de Pembas que em uso ritualístico alcançam dimensões sutis e extensas harmonizando, descarregando e energizando os médiuns, os consulentes, o terreiro e qualquer ambiente. Sem o conhecimento teórico, energético e ritualístico esses Pós podem causar danos dificilmente revertidos, portanto devem seguir rigorosamente seu ritual de confecção e utilização.


Enfim, espero que com essas poucas explicações se perceba o quanto é fundamental estudar e conhecer a Umbanda e suas “ferramentas” de trabalho.


Espero que se perceba que, quanto mais o médium sabe mais o Guia “faz”, mais fácil é a incorporação, mais firme e coeso fica o atendimento espiritual.


Espero que se perceba que a Umbanda tem fundamento, tem lógica, tem sentido, tem o ‘porque’ e o ‘para que’. Dessa forma, estudar, buscar o conhecimento, é aproveitar a grandiosa oportunidade que é Ser Umbandista.


fonte: http://www.minhaumbanda.com.br/blog/?p=5187#more-5187

Um caso de amarração (conto de Vovó Cambinda da Guiné )



Um caso de amarração ( conto de Vovó Cambinda da Guiné )

Era um dia comum de atendimento no terreiro onde Vovó e sua médium trabalhavam.
Entre um atendimento e outro, Vovó chamou seu Cambone para conversar, estabelecendo o seguinte diálogo:

- Meu filho, ouça bem! Daqui a alguns dias atenderemos uma pessoa que virá pedir à nega que faça um trabalho de amarração. Fique atento e preste muita atenção! Quero que não julgue a pessoa, nem a mande embora, deixe que a nega cuide dela. O que você vai fazer é só prestar atenção no atendimento sem julgar ou pensar mal da pessoa. Estamos entendidos?
- Sim Vó. – respondeu o Cambone ressabiado, porém, acrescentando: -
- Só queria dizer uma coisa Vó, se me permite.
- Pode falar.
- Nosso terreiro é proibido de realizar trabalhos assim. Até mesmo de atender pessoas que venham com tal pedido não é permitido. Como faremos então? Isso pode me complicar com o chefe Vó.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Pesquisar este blog