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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um passo de cada vez...




O desenvolvimento mediúnico é como o desabrochar de uma flor: um fenômeno sutil, que acontece dia a dia, sem milagres ou grandes saltos em sua evolução.
Desenvolver a mediunidade é um processo que começa interiormente, buscando a melhora íntima e o desenvolvimento das virtudes superiores, pois apenas através delas, acessa-se o padrão de sintonia ideal com os bondosos mensageiros que a Luz envia.
Mediunidade não é um bem para envaidecer-se, nem uma atividade que tem como objetivo matar o tempo ocioso dentro da matéria. É sim, um trabalho sério, que exige disciplina e maturidade, compaixão e carinho, para que o trabalho não se perca nas áridas ilusões do materialismo exacerbado. 

Todo servidor mediúnico é uma ponte de ligação entre os planos mais sutis e a matéria. É uma porta de acesso. Mas, caso essa porta seja aberta, o que transitará por ela? Em verdade, o médium antes de ser elemento passivo na comunicação espiritual, é elemento ativo no processo de sintonia com as forças superiores. A manifestação mediúnica é impressa sobre o conteúdo anímico que todo médium traz, em sua mente e em seu coração. 
Por isso o grande esforço dos mensageiros da luz, para que antes das faculdades mediúnicas  desabrocharem por completo, o médium passe por um período longo de desenvolvimento, onde suas capacidades acompanharão a própria evolução interna da alma, predisposta ao trabalho de intercâmbio espiritual. A todos esses irmãos, que buscam na mediunidade, um oportunidade de trabalho redentor, deixamos os seguintes conselhos: 

Utilizem-se sempre da palavra amiga, para que a psicofonia reflita os sentimentos trazidos no coração. 

Tenham olhos bondosos, que antes de procurar os defeitos alheios, sirvam para a compreensão dos próprios erros, fazendo da clarividência uma ferramenta para o autoconhecimento. 

Santifiquem suas mãos com o trabalho honesto e edificante, para que elas possam trazer, através da  psicografia, as palavras do mais alto. 

Façam com que suas atividades diárias sejam norteadas pelo bom-senso e pela alegria, aumentando a lucidez fora do corpo, quando das excursões noturnas enquanto o corpo físico descansa. 

Escolham bem as conversações as quais participam, para que seus ouvidos possam ouvir o sutil. 

Cultivem pensamentos elevados e carinhosos em relação ao semelhante, para que a intuição flua, como um rio de bênçãos, a cair do altíssimo. 
Não julguem com maldade e extremo rigor as manifestações mediúnicas do próximo, para que não sejam traídos pelo animismo não edificante. Lembrem-se que o mesmo rigor, descaso e sarcasmo destinado ao irmão, um dia poderá ser destinado a vocês.

Estudem, leiam e se instruam, mas não se envaideçam, pois os verdadeiros tesouros espirituais trazemos no coração.
Cuidado com o mau-humor. Ele acaba com qualquer tentativa de contato espiritual elevado. Manter-se sereno e equilibrado perante as pelejas do dia a dia é a maior prova de espiritualização que o ser pode dar.

Sejam simples. Não busquem o fenômeno ou o "show mediúnico". Busquem sim, o esclarecimento, os ensinamentos elevados, o consolo e a fraternidade com os irmãos mais necessitados.
Cuidado com os excessos, trilhem o caminho do equilíbrio, para que suas companhias espirituais também sejam equilibradas.
Façam da oração uma manifestação de fé e confiança verdadeira nas forças celestes, para que o amparado delas nunca falte.

Não se martirizem, nem se tenham como pecadores. Ninguém é perfeito, todos temos acertos e erros, débitos e créditos. Trabalhem e perseverem. Sejam críticos, mas não exagerem. Melhore na medida do possível e não se cobre uma postura impossível em relação à vida.

Cada um tem o que merece. Aceitem suas vidas, suas dificuldades, seus problemas, pois eles estão aí por única e exclusiva responsabilidade sua.
Por último, confiem mais em si mesmos. Não desanimem com a aparente falta de evolução em relação a mediunidade. Como dito anteriormente, o processo é lento, sem saltos ou rápidas transformações. Um passo de cada vez. O caminho é longo, mas todos temos a eternidade...
Um Espírito Amigo - Recebido mediunicamente por Fernando Sepe


Fonte: http://blog.orunananda.zip.net 

Novo Livro de Norberto Peixoto - Umbanda de A a Z - Aprendendo com Ramatís -

L A N Ç A M E N T O:

L A N Ç A M E N T O:
A partir de 01/12/2011 disponível para compra em nossa livraria on line.

Prefácio de Navarana:

Salve a Umbanda!


Salve as Sete Linhas!


Salve o Cristo Jesus!


Neste momento em que a nação umbandista vai se libertando do empirismo dos passos iniciais, após o advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e os ensinamentos e orientações vão sendo disseminados por vários canais encarnados e desencarnados, Ramatís nos brinda com este verdadeiro compêndio, extraído de dez obras recepcionadas pelo médium Norberto Peixoto, como uma bússola, um farol que pode direcionar os trabalhadores da caridade em seu servir nas hostes do Cristo, através da proposta umbandista.


Nesta hora bendita em que o Universalismo se fortalece como base da nova consciência planetária, e ganha corpo entre espíritas, umbandistas e espiritualistas, esta coletânea se constitui numa boa oportunidade para que o conhecimento dos verdadeiros objetivos e da grande Missão da Umbanda sejam melhor compreendidos pelos que ainda os desconhecem, extinguindo preconceitos, sectarismos e ortodoxias que tanto têm prejudicado a caminhada dos seres humanos da Terra, ou seja, a sua Evolução no Planeta Azul, que é o verdadeiro objetivo da estada na carne.


Como nos ensina Ramatís, este grande companheiro de labuta cósmica, nada melhor do que o entendimento panorâmico sobre os costumes e diretrizes das diversas propostas religiosas e filosóficas do orbe para que a interconexão, necessária para solidificar a fraternidade e a solidariedade no orbe, seja alcançada. E é a isto que ele se propõe aqui, com uma visão simples, objetiva e ao mesmo tempo profunda, sobre o universo umbandista, suas práticas, crenças, rituais e propósitos maiores que a tantos vêm auxiliando há mais de cem anos em solo brasileiro, demonstrando o Triunfo do Mestre ao expungir da ritualística os sangrentos e repugnantes sacrifícios de animais, cujo combustível tem sido oferecido para a manutenção de incontáveis processos obsessivos.


Umbanda, mais um afluente do rio do conhecimento que deságua nos corações e nas mentes dos seres encarnados, trazendo uma importante colaboração para que os terráqueos percebam a Chama Crística em que se constituem, e coloquem essa Divina Luz a serviço de sua felicidade a da felicidade de seus irmãos de peregrinação cósmica, por intermédio deste oceano de luz que é o Universo do Pai, o grande Jardim dos Orixás onde são chamados a atuar os filhos, na obra incessante da caridade.


Umbanda de A a Z – Aprendendo com Ramatís é mais uma colaboração que nosso bom companheiro traz para todos os que se interessam pelo trabalho no bem, desmistificando o panteão africanista, apresentando o sincretismo religioso em sua real perspectiva, enfim, demonstrando que o médium umbandista é um trabalhador do Cristo que necessita estar consciente de que recebeu uma outorga, um mandato mediúnico que lhe imputa a responsabilidade sobre seus atos, e a importância da conscientização de sua missão na Terra com a Mediunidade e Sacerdócio que foi chamado a assumir em prol do seu progresso e de seus irmãos de jornada.


Com mais esta obra, e os importantes esclarecimentos que dela se podem extrair, estamos convictos de que a religião da humildade e da caridade vai se tornando cada vez mais uma opção importante para aqueles que se sintonizam com ela, destituída aqui de mitos e superstições, lastreada em conceitos científicos, tornado-se assim a verdadeira Umbanda Pé no Chão, bem a caráter para com a psicologia de certa parcela da população planetária, neste momento em que as Vozes de Aruanda, como que em um verdadeiro Diário Mediúnico, trazem as elucidações do Além, balizando os caminhos dos filhos que buscam o Pai.


Queira Deus, possa esta humilde colaboração auxiliar os irmãos a compreenderem melhor o imenso amor e a imensa misericórdia do Grande Arquiteto do Universo para com as suas criaturas, ao conceder-lhes as faculdades mediúnicas como ferramentas luminosas, para alavancar a evolução humana em direção ao Seu encontro, na sublime antevisão do porvir que a todos aguarda no encontro com o verdadeiro êxtase ou Shamadi, que é o objetivo maior da Sublime Peregrinação do filho em busca do Pai, quando então poderá dizer como Jesus:


“Eu e o Pai somos Um!”

Muita Paz!


Muita Luz!

Navarana

15.11.11

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nível Evolutivo





Há alguns anos, um aprendiz aproximou-se de seu Mestre e perguntou-lhe:

- Mestre, gostaria muito de saber: por que razão os seres humanos guerreiam-se e não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio?
- Essa é uma pergunta muito séria, disse o mestre. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.
- Mas, Mestre, que níveis são esses?

- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação. Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.
Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do aprendiz e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo. O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles.
Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:
- Dê-lhe um tapa no rosto.
- Mas por quê? Ele não me fez nada…
- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!
E o homem aproximou-se mais do Mestre e do aprendiz. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.
Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o aprendiz foi ao chão, por causa do inesperado do ataque. Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o aprendiz já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro, e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”.
- Agora, você testará da mesma maneira o nosso companheiro que vem aí, do nível 2. Quando o homem se aproximou, o aprendiz pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o aprendiz, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte. Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2: pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se ele julgar-se mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu?
- Repita o mesmo com esse aí que vem chegando, o nível 3. A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o aprendiz e assim falou:
- O que é isso, moço? Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!
- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.
- E querem ver como reajo?
- Sim. Exatamente isso… – e perguntou o aprendiz – como você vai reagir? Vai revidar? Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?
- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas... E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento. Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatões!
Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:
- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3: gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo pra lá, pois não tem tempo para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os outros. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e, assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso.
- Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.
E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o aprendiz e perguntou:
- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?
- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.
- Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?
- É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?
- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada jamais poderá ser conseguido, em termos de evolução.
O Mestre assim comentou:
- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados, e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto, um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5. O tapa estalou.
- Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?
- Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?
- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?
- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…
- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento.
Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:
- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita.
O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais.
Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem.
E o aprendiz iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entendera como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.
- Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo?
Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?
Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:
- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o ser humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso.
Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando. Vamos ver como reage o homem do nível 7.
E o aprendiz pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.
- Bata nele! – ordenou o Mestre.
- Não posso, Mestre, não posso…
- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!
- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!
- Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.
- Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…- Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.
- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que as abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?
- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção
- Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?
- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder.
- A Humanidade ainda é uma criança, mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar este conhecimento, esta grande Verdade: “somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa”.
- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?
- Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.
- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra.
O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações.
Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros?
- É só uma questão de tempo, não concordas filho meu? Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso.
- Entendeste filho meu?


Autor desconhecido

texto extraído do site Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade

domingo, 27 de novembro de 2011

O Olhar





O olhar é muito mais do que função fisiológica. È uma linguagem forte. É um universo carregado de sentido. É condensação do mistério do homem. Relata o destino de muita gente. Provoca alterações decisivas na vida. Mesmo o olhar indiferente suscita reações contraditórias. O olhar é, em grande parte, a morada do homem. O universo do olhar é vasto e misterioso. Olhar habitação que acolhe o próximo que passava desabrigado. Olhar rejeição que distancia o gesto de diálogo. Olhar atração que cativa e envolve o semelhante. Olhar envenenado que espalha ameaça.
Olhar inocente que semeia simplicidade pela face da terra. Olhar malicioso que planta a semente da maldade no corpo dos homens. Olhar indiscreto que revela as intimidades humanas. Olhar sigiloso que arquiva quadros dolorosos e cenas humilhantes. Olhar atento que não desperdiça o menor sinal de boa vontade. Olhar displicente que esquece a presença do outro. Olhar compreensivo que apaga os rastros dos erros. Olhar intolerante que espreita o deslize da fraqueza. Olhar generoso de Cristo que abraça toda Jerusalém. Olhar mesquinho do fariseu que cata e filtra migalhas.
Olhar pastoral de Cristo que recupera Pedro hesitante. Olhar encolerizado que fulmina o parceiro. Olhar apelo que suplica compaixão e ajuda. Olhar intransigência que cobra a última gota de sofrimento. Olhar amor que unifica os que se querem. Olhar ódio que esfaqueia os que se detestam. Olhar história que vive a evolução das construções, o fluxo das gerações, o movimento dos estilos. Olhar documentação que registra as clareiras dos horizontes, a floração dos campos, o sangue dos acidentes, o desesperado precipitando-se do edifício, o último aceno de quem está se afogando.
Olhar de ansiedade que fica na estrada acompanhando aquele que parte. Olhar de esperança que não sai da estrada, aguardando a volta do filho pródigo. Olhar do recém-nascido que anuncia a chegada de uma existência. Olhar do agonizante que procura perpetuar sua presença entre os que ficam. Olhar evangélico que anuncia o reino de Deus. Olha céptico que recusa os sinais da esperança. Olhar consciente que ativa a reflexão humana. Olhar coisificado que manipula os homens como objetos. Olhar libertador que retira o irmão do cativeiro moral. Olhar argentário que industrializa até os sentimentos humanos. Olhar decidido que busca a realização pessoal.
Olhar evasivo que evita o encontro com a realidade. Olhar pacífico que reconcilia as vidas separadas. Olhar reticente que fragmenta a confiança. Olhar de perdão que põe de pé a quem estava caído. Olhar de rancor que jura vingança impiedosa. Olhar feroz do perseguidor, do tirano, do opressor. Olhar encolhido, amedrontado do perseguido. Mas, que grandeza nesse olhar acuado! A última resistência do homem esmagado se refugia no olhar oprimido. Diz Levinas que o arbitrário enxerga a sua vergonha nos olhos de sua vítima. Por isso, o agressor procura destruir, eliminar o oprimido. Pois não suporta o olhar que o acusa, que o julga, que o condena. Mas, o olhar que a arbitrariedade apaga na vida do oprimido, reacende-se na consciência do tirano como verme roedor. O olhar é também linguagem de Deus.

Texto extraído do livro: “Estradeiro” de Juvenal Arduini – Edições Paulinas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O transplantado não assume a alma de seu doador


É estranha, para mim, a maneira como alguns americanos lidam com a espiritualidade, às vezes penso que não a possuem ou, se a possuem, de alguma forma a negam ou abafam.
Digo isso porque assisti a um filme chamado: " Em busca do coração de David", cujo enredo trata da história de uma garota que "perdeu" seu irmão num acidente.
O rapaz em questão era doador de órgãos, portanto, seu coração foi transplantado.
Acontece que a garota, inconformada com a morte de seu irmão mais velho, resolveu procurar a pessoa que havia recebido seu coração acreditando que, por essa razão, a pessoa transplantada adquiriria a alma de seu irmão, ou seja, que de alguma forma, o irmão morto viveria através da pessoa que recebera seu coração.
A falta de conhecimento, aliada a um filme desse teor, pode confundir e desorientar as pessoas que vivem o mesmo drama ou algo parecido.
A relação da garota com seu irmão era doentia. Ela dependia muito dele emocionalmente e o sentimento de posse, em relação ao irmão, era muito forte, portanto, doente. Combinação perigosa de sentimentos que resultou a não aceitação da "perda".
Por crer na continuidade da vida após a morte e por ter tido acesso aos estudos espíritas, assisti ao filme pensando na quantidade de confusão que o mesmo pode ter causado a um número considerável de pessoas.
" Ao corpo o que é do corpo. E ao espírito o que é do espírito", nos disse Jesus, ou seja, o fato de uma pessoa receber um órgão de outra não quer dizer, de forma alguma, que ela absorverá seu espírito ou preferencias, tornando-se uma pessoa diferente daquela que era. Isso não existe.
O transplantado continuará sendo ele mesmo e o desencarnado idem, porém em outra dimensão e realidade.
O destino do corpo é perecer e o da alma viver.
Cada ser encarnado num corpo é um espírito único vivendo uma experiência física.
Pessoas que vivem a vida de forma material, sem se preocuparem com seu espírito e religiosidade, são como a garota desconsolada e inconformada com a única certeza que todos temos em nossas vidas.
Por essa razão ela move "mundos e fundos" até encontrar a pessoa, no caso, um menino, que recebeu o coração de seu irmão chegando ao cúmulo de questioná-lo por em nada se parecer com ele. Cena triste, porém, que nos faz pensar em quantas pessoas já pensaram, ou irão pensar como ela assistindo ou não ao filme.
Ser doador de órgãos é um ato de amor, uma ação pela vida que precisa continuar a sua experiência na Terra, por isso existe o conhecimento que permite que o homem a execute.
Deus concedeu ao homem a sabedoria e a habilidade para tanto, por isso, tanto um quanto o outro estão vivendo uma experiência de maturidade da alma.
Doador e receptor vivendo a experiência da solidariedade e não um vivendo no outro como ingenuamente pensam alguns.
A cena mais triste do filme, e ao mesmo tempo, a mais constrangedora para o personagem do transplantado, foi quando a garota pede para ouvir o coração do menino que, pela inconsequência dela, passa a se sentir culpado pela morte de seu doador. Vejam até onde pode chegar a irresponsabilidade de alguém que por falta de resignação diante dos fatos, age dessa forma.
Crer na reencarnação e na continuidade da vida após a morte diluem problemas como esse e são fatos já comprovados de maneira inquestionável, mas, crer ou não é uma opção.
Esse é um assunto delicado que poderia até resultar num livro, quem sabe?
Enfim, o filme termina quando satisfeita, após promover um grande alvoroço na vida de muitas pessoas, a garota entende que pessoas ao nos "deixarem" pelo fenômeno natural da morte, passam a viver sim no coração de quem fica e sente saudade, e não no órgão que serviu para que outro seguisse sua vida e experiência na carne.
Fica aqui o esclarecimento e quem vier a se interessar pelo assunto, procure na literatura espírita e leia buscando compreender a vida como ela é no corpo e na alma.

Annapon

domingo, 20 de novembro de 2011

ORIXÁS E XAMANISMO

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Imagem copiada do site : http://luzdearuanda.weblogger.com.br



CULTO DOS ORIXÁS UMA PRÁTICA XAMÂNICA.

texto de : Omo Ifá Awotundé Alberto Junior.
Sabemos que o termo Xamã vem da Sibéria para designar a arte de promover, Equilíbrio, Harmonia e Saúde psico-fisicas, através do estado de êxtase ou da expansão da consciência, que o Xamã adquire após longos períodos de treinamentos e iniciações.
O Termo Xamanismo, também hoje em dia é utilizado para definir determinadas práticas espirituais e ritos religiosos, proto-históricos, e primitivos. Estas práticas tem em comum o culto a Natureza, e estão divididos em diversas modalidades tais como:
Xamanismo dos aborígines (índios) siberiano.
Xamãs de tribos indígenas de todas as América.
Os adeptos do Druidísmo, da Filosofia Wicca e dos Cultos a Grande Mãe Natureza. Estas civilizações que povoaram toda Europa, tiveram seu primeiro apogeu em torno de 9000 anos antes da era Cristã.
Ainda temos as práticas dos povos Aborígines da Índia como o Povo Drávida ou Tantrico que tiveram seu apogeu em torno de 10000 anos antes da era cristã.
Dentre muitos outros povos aborígine da antigüidade.
As mais antigas obras de artes datam de 35.000 a 10.000 anos antes da era cristã. Estas imagens representam figuras humanas de mães, e foram chamadas de Vênus pelos arqueólogos, esculpidas em osso, marfim e pedra ou moldadas em barro, foram encontradas por toda a Europa e na África. Estas pequenas estatuetas com grandes ventres, seios repletos e volumosos, coxas grossas, eram representações de Deusas Mãe, A Velha Religião assim como e chamada o Culto de origem matriarcal, que antecede os cultos patriarcais, mas este assunto abordarei em uma outra oportunidade, também era uma religião de Êxtase. Estas Deusas foram chamadas de vários nomes:
Na Índia temos a Deusa Dravica, Kalí.
Da Venezuela a Deusa Puana, a serpente que criou Kuma a primeira Mulher, de quem nasceu todas as coisas vivas.
O povo Fon do Daomé reverencia Nana Buruku a Grande Mãe que Criou o Mundo.
Mas voltando ao Orixás e ao Xamanismo.
O Culto dos Orixás que ficou muito conhecido no Brasil, também é uma prática de Xamanismo.
No Culto dos Orixás, possui um sistema complexo de Hierarquia, e modalidades tais como:
Cultos de:
Orunmila Ifá. Ilé (Casa, templo) de Orunmila Ifá.
Ilé Ase Orixás. Candomblés de, Jeje, Ketu, Nago, Angola dentre outras.
Ilé Egun. Casa dos ancestrais.
As práticas xamanicas tem com o base a utilização das forças da natureza. O culto de Orunmila-Ifá e dos Orixás também tem o objetivo de cultuar e utilizar estas forças; Fogo, Terra, Ar, e Água. Para isto o Ologun ( o mago), na primeira iniciação do Culto de Ifá, passa pôr um longo tempo de treinamento e estudos para poder aprender a jogar o jogo oracular muito conhecido no Brasil como jogo de Búzios ou Erindinlogun.
Todas as práticas Xamânicas, são necessárias diversas iniciações, aonde o aspirante passa pôr um rito de morte e renascimento, morre para renascer renovado, tem uma experiência de renascimento de transformação de seu interior do seu EU, reedescobrindo a si mesmo,
através do estado de êxtase ou estado alterado de consciência, que os ritos podem proporcionar.
“ÂIYÉ ATÍ IKÚ ÔKAN NÁA NI.”
“Vida e morte: Ambas são Idênticas!”
Em nosso pais hoje em dia as pessoas não podem nem ouvir falar do Culto dos Orixás, em virtude do Culto Ter virado um comércio, e muitos Zeladores de Orixás principalmente dos Candomblés, não generalizando, utilizarem seus conhecimentos de forma errônea, para prejudicar e auto se promover, operando muitas vezes desastres na vida das pessoas. Na maioria das vezes estes maus sacerdotes, não conhecem a fundo a ética, moral e a Filosofia e Religião, Yoruba. as vezes aprendem errado, com seus zeladores, não sabem verificar qual o Odù (destino Pessoal), Orixá e prescrevem ebós (trabalhos mágicos), errados, desequilibrando, psiquicamente, espiritualmente, atrapalhando ainda mais a prosperidade, das pessoas que este sacerdotes atendem.
A tarefa de ser um Omo Awo, filho do Segrego, era uma tarefa muito difícil e patrulhada por severas regras de conduta que deveriam servir de base técnica e moral para sua ação.
O Àwoni não poda procurar a mulher de outro, muito menos a sua ajudante Ritual.
O Awo não podia praticar Âjé, feitiço contra outro Awo ou contra inocentes.
Não poderia conspirar contra seus Irmãos.
Não podia abandonar outro Awo que estivesse em dificuldades, sem tomar providências para que tudo ficasse em ordem com o necessitado.
Não podia falar mal de outro, fora do âmbito de sua confraria, mesmo o outro sendo culpado.
O Awo não podia divulgar o teor das discussões travadas em seus encontros formais na confraria, Sociedade Secreta, mesmo que se tratasse de punição contra culpados ou desagravo de inocentes.
Praticavam a lei da natureza, do respeito, moral e da caridade.
“OYE TI O BA WU ENI NI TA IFÁ ENI PÁ”
“Qualquer que seja a soma que agrade alguém,
E aquela pela qual recebemos para jogar Ifá”
Só por este trecho saberemos distinguir a Boa-Cumba da Mal-cumba.
O Omo Ifá (Filhos do Orixá Orunmila-Ifá) passam pêlos seguintes aprendizados:
Genises Yoruba.
  • Adivinhação Sagrada de Ifá, Erindinlogun, Ifá-Opele.
  • Ewé, folhas sagradas e medicinais dos Orixás e Odùs.
  • Ógun, Medicina Natural, magica e psicossomáticas.
  • Êsé Ìtân Ifá, Versos dos contos de Ifá.
  • Oriki, Orações e rezas.
  • Odùs, signos ou reinos, energias que esta relacionada com o nosso Destino Pessoal, o nosso Karma.
  • Ebó Adimu, ebó significa Sacrifício, oferendas de comidas, sem sacrifício animal.
  • Ebó Orixá, Comidas especificas sem sacrifício animal.
  • Mitologia, enredo e as múltiplas qualidades dos Orixás.
  • Ojubo, Igba Orixá, assentamentos, os altares de Culto e os lugares sagrados.
  • Os Ewo (quizilas). Proibições e razão de sua existência.
  • O culto a Natureza: Terra, Água, rios, riachos, o mar, arvores, vento e ao tempo.
Acima de todas as forças está Deus, Olódùmarè, a Suprema força criadora que dá a existência, a substâncias e ao crescimento às demais forças; os Orixás, e abaixo destes o Homem.
Sabemos que a sede de nossa existência esta centralizada na cabeça (Orí). Segundo os povo Yoruba o Orí a Cabeça esta dividia da seguinte forma:
Orí Òde – Cabeça física.
Orí Inu – Cabeça Interior.
E o Ìpònri – Força Ancestral.
O Ìpònri e uma força de energia vital, esta força esta ligada ao primeiros pais do homem, ligando o Homem a Deus. Esta ancestralidade, matéria massa de origem, os Orixás e os Odùs, possui uma força extraordinária como fundadora do gênero humano familiar, propagada da divina herança vital, emanada de Deus.
O primeiro antepassado, esta força vital é sempre evocada e cultuada nos ritos de iniciação de nos rituais de Bori (rito de adoração ao Orixá Ori, Cabeça). Esta força ancestral que nos trás equilíbrio, Harmonia, prosperidade e Saúde. O Buri e um ritual de renascimento e morte.
Orí Inú é a assência da personalidade do psiquismo, da personalidade da alma (espirito encarnado), que deriva diretamente de Olódùmarè, Deus Supremo. O Ori Inú e nossa essência, aonde Deus Criador soprou o seu hálito, e nos criou. O Orí Inú é o ser interior e espiritual do homem e é imortal.
A cerimonia de Buri tem como objetivo de atingir os três Orís, existem vários tipos de cerimonias de Buri tais como:
Buri de Prosperidade.
Buri Branco
Buri Eje.
Buri de Iniciação.
Buri de apaziquação.
Conforme os milênios foram se passando, com a invasão Islâmica, e Jesuíta em África, hoje em dia o território Africano as religiões predominantes são o Islamismo e o Cristianismo. Após a chamada diaspora, o trafico negreiro, o Culto dos Orixás sofreram muitas modificações também em solo Brasileiro, ervas, rituais, a substituição do vinho de palma pela cachaça, tiveram que sobrer alterações para a nova realidade no novo Mundo. O culto dos Orixás evoluiu muito através dos milênios, assim como outras religiões de nosso globo. Em épocas memoráveis o culto dos Orixás foi a pratica de religião única em todo o solo Africano.
Todas as iniciações, obrigações ate as oferendas ou trabalhos mágicos, visam atingir o Enikéji, o nome dado ao nosso Duplo que vive no Òrun (além). Enikéji do Yoruba, Eni – pessoa, Kéji – Segunda.
O Culto, Ifá-Orunmila e um sistema, religioso, científico e filosófico, que veio da Mãe África, bastante diferente do sistema afro-brasileira, Candomblés, que sofreram muitas modificações, alterações e vários sincretismos, excluindo é claro as casas de Ilé Ase Orixás que mantém as Tradições primitivas vivas, estas casas são chamadas no meio como Casas de Tradição de Orixás.
Mas o sistema Africano de Ifá tem uma diferença grande na forma de iniciação, não a raspagem de Santo, e nem existe o transe de possessão.
ÌWÀ – O Caráter do Ser Humano.
O mais importante valor do povo Yoruba é o caráter, que é o maior atributo do homem. A palavra iwà vem do verbo wà – Existir, Ser. Odùnrin náa ní ìwà, Aquele homem tem um bom caráter. O indivíduo qué ìwà pèlé não entra em choque com nenhuma força humana e supernatural, vive em plena harmonia com todas as forças do universo. E este fato tem um forte peso no julgamento divino e define o bem estar na terra e o nosso lugar futuro após a nossa morte ou renascimento. Olódùmaré o Deus supremo e conhecido como Olúmònokàn, “aquele que conhece todos os corações”, que tudo sabe e tudo vê, e o seu julgamento é correto e absoluto.
As literatura Itans de Ifá é a mais importante fonte de informações dos valores éticos e do sistema de crença Yorubá. Òrúnmìlà estava presente quando tudo foi criado, e procurado para resolver os problemas e dar conselhos. Ifá fala em provérbios:
Ìwà nikàn l’ ó sòro o
“Caráter é tudo o que é necessário.”
Eni l’ orí rere tí kò n’ iwà, ìwà l’ o máa b’ orí rè jé.
“Uma pessoa de bom orí, que não tenha caráter, irá arruinar o seu destino.”
Com certeza nossas atitudes e nosso psiquismo podem afetar nossa prosperidade, se nossos pensamentos forem, negativos, como: Raiva, Depressão, Medos, Mágoas etc. Em virtude disto temos que procurar viver de bem com a vida, olhar as coisas boas e belas que Deus nos deu, Cultuar a natureza e aprender a contemplá-la, ou cultua-la. Como extensão da Grande Obra que é Deus.

Texto extraído do site http://www.xamanismo.com.br/Teia/SubTeia1192578971

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Os Fundamentos do Congá







O congá é o mais potente aglutinador de forças dentro do terreiro: é atrator, condensador, escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos de energias e magnetismo. Existe um processo de constante renovação de axé que emana do congá, como núcleo centralizador de todo o trabalho na umbanda.

Cada vez que um consulente chega à sua frente e vibra em fé, amor, gratidão e coniança, renovam-se naturalmente os planos espiritual e físico, numa junção que sustenta toda a consagração dos orixás na Terra, na área física do templo.

Vamos descrever as funções do congá: atrator: atrai os pensamentos que estão à sua volta num amplo magnetismo de recepção das ondas mentais emitidas.

Quanto mais as imagens e elementos dispostos no altar forem harmoniosos com o orixá regente do terreiro, mais é intensa essa atração. Congá com excessos de objetos dispersa suas forças.

CONDENSADOR: condensa as ondas mentais que se “amontoam” ao seu redor, decorrentes da emanação psíquica dos presentes: palestras, adoração, consultas etc.

ESCOADOR: se o consulente ainda tiver formas-pensamentos negativas, ao chegar na frente do congá, elas serão descarregadas para a terra, passando por ele (o congá) em potente influxo, como se fosse um pára-raios.

EXPANSOR: expande as ondas mentais positivas dos presentes; associadas aos pensamentos dos guias que as potencializam, são devolvidas para toda a assistência num processo de fluxo e refluxo constante. 

TRANSFORMADOR: funciona como uma verdadeira usina de reciclagem de lixo astral, devolvendo-o para a terra; alimentador: é o sustentador vibratório de todo o trabalho mediúnico, pois junto dele fixam-se no Astral os mentores dos trabalhos que não incorporam.

Todo o trabalho na umbanda gira em torno do congá. A manutenção da disciplina, do silêncio, do respeito, da hierarquia, do combate à fofoca e aos melindres, deve ser uma constante dos zeladores (dirigentes).

Nada adianta um congá todo enfeitado, com excelentes materiais, se a harmonia do corpo mediúnico estiver destroçada; é como tocar um violão com as cordas arrebentadas.

Caridade sem disciplina é perda de tempo. Por isso, para a manutenção da força e do axé de um congá, devemos sempre ter em mente que ninguém é tão forte como todos juntos.

Titulo original: Os fundamentos do congá (atrator, condensador, dispersor, expansor, transformador e alimentador)

Umbanda Pé No Chão - Noberto Peixoto - Pelo Espírito Ramatis
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