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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Encontre o Caminho




Basicamente, o ser humano tem, ao renascer na Terra, duas opções, dois caminhos a seguir em sua existência, são eles o bem e o mal. Tanto o bem, quanto o mal, têm seus atalhos e pontos neutros, significa dizer que, às vezes, o ser humano não escolhe apenas se imobiliza num desses pontos neutros que nada acrescentam à sua evolução.
Os atalhos que os dois caminhos oferecem são as ilusões. Ninguém pode fazer mal a outro alguém justificando fazê-lo pelo seu bem; e ninguém pode fazer bem a outro alguém se esse bem mascarar uma segunda intenção ou tolher do outro a oportunidade de buscar, por si só, as soluções para os seus problemas. Esses atalhos são perigosos e iludem com facilidade. Muitas vezes, os seres humanos preferem viver iludidos para não terem de se encontrarem, face a face, consigo mesmos, com sua real situação diante da vida.
A preferência pelos atalhos é arriscada, causa frustração, desespero, desânimo, tudo isso por conta de uma escolha cega e não raciocinada, medida e equilibrada.
As decisões que os seres humanos tomam, ao longo de suas vidas, lhes pertencerão para sempre, farão parte dos arquivos de suas histórias passadas, presentes e futuras, por essa razão é que toda e qualquer decisão necessita cautela, raciocínio. O egoísmo é uma das pedras no caminho da evolução humana, ele impulsiona a pessoa a decidir pelo “melhor” para si, sem atinar no mal que tal decisão pode causar e a quantos outros pode afetar de maneira negativa, é o atalho que ilude, que se mascara de bem sendo mal.
Fique bem claro, porém, que não ceder a caprichos dos outros, com vistas ao seu bem, não significa tomar um dos atalhos do mal, nem tampouco é uma situação na qual se esteja fazendo mal a alguém, mas sim esse é um dos atalhos do bem que pode ser interpretado, por aquele que lhe sofre a aplicação, equivocadamente, por mal.
Na verdade, o ser humano encarnado na Terra, trafega, a todo o instante pelos caminhos do bem e do mal, uma vez que aqui se encontra em fase de aprendizado, porém, o que determinará que ele viva relativamente em paz e prosperidade intima, é por qual caminho costuma com mais frequência trafegar.
O mal não apenas se faz, se pensa, e ao pensar mal, a pessoa se impregna dele, contagiando-se pela sua ação nociva e lançando, ao Universo, mais um mau pensamento que poderá vir a se unir a outros, formando assim uma força contrária ao bem.
Encontre o caminho. Não se iluda caindo nas armadilhas dos atalhos. Viva bem com os recursos que te foram confiados. Trace o seu roteiro, escolha a estrada, porém, seja responsável, pois só você responderá pelo bem, ou pelo mal que fizer, sentir ou pensar.
Decida, porém faça-o de forma consciente, pese, na balança da justiça, o resultado de suas decisões hoje, para que o futuro te seja, ou não, favorável.

Muita Luz,

Shàa e Anna em 24.08.2010

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Novo Ângulo





Na pressa do dia a dia, coisas, lugares e situações passam facilmente despercebidas. A pessoa normalmente, envolta em seus pensamentos, não percebe as mudanças à sua volta e os detalhes do caminho que percorre diariamente.


A pressa não permite a observação e o pensamento, voltado às obrigações e tarefas, não deixa espaço para que a mente relaxe. Temos ai uma das tantas causas do estresse, doença da mente que afeta a alma e a vida de milhões de pessoas.


Se, ao invés de ceder aos estímulos da pressa e das pressões cotidianas, a pessoa, ao menos por alguns minutos, poucos, olhasse a sua volta, se espantaria com as mudanças ocorridas no caminho que percorre há tempos. Perceberia, então, uma nova construção já em fase de acabamento, por exemplo, ou talvez, com um pouco mais de boa vontade, perceberia como são belas as arvores e as mudanças que sofrem a cada estação.


Cada dia é um novo dia e, cada dia é uma nova oportunidade de ver as coisas, situações e as outras pessoas, sob um novo ângulo. Se a pessoa exercitasse sua mente, como exercita seu corpo, muito mais descobriria sobre si mesma e sobre os outros, além das belezas do caminho que percorre às cegas, no afã de cumprir metas.


A meditação é simples, requer apenas um pouco de boa vontade e traz inúmeros benefícios às pessoas que têm o habito de praticá-la. Tapetes e incensos são dispensáveis, pois se pode meditar caminhando, lendo ou simplesmente não pensando, algo considerado muito difícil para a grande maioria das pessoas, porém, tudo é exercício. Da persistência surge o hábito.


Exercite sua mente no silencio dos pensamentos e descobrirá, surpreso, o novo ângulo, observe mais detidamente o caminho, você e os outros. Muitas surpresas estão reservadas àquele que se propõe a tão saudável exercício.


Corpo e mente necessitam de exercício e, muitas vezes, o melhor exercício é silenciar, relaxar, afrouxar as tensões, não lutar, permitir que tudo passe naturalmente, até mesmo a dor física se rende ao silencio e ao relaxamento, experimente.


Observe os detalhes do caminho que voce percorre, ou coisas, pessoas, sem julgar, simplesmente observe, esse é um excelente exercício para relaxar a mente, silenciar os pensamentos que julgam, além de ser uma maneira de ver tudo a sua volta sob uma nova perspectiva. Vá um pouco além, observe, enquanto caminha, o que vai adiante de voce, olhe o mais longe que sua vista alcançar e fixe-se num ponto, depois, a medida que voce desse ponto se aproximar, vai perceber a incrível diferença entre o distante e o próximo, quantas mudanças entre a distancia e a proximidade existem, nesse momento sua mente já relaxou e o seu poder de observação aumentou, é simples.


Com o tempo voce vai observar que a cada dia, o mesmo caminho está um pouco diferente, que algo novo surgiu ou que alguma coisa foi retirada modificando o cenário, assim, cultivando o hábito da observação sem julgamentos, sua mente se tornará mais apta aos enfrentamentos que exigem dela o raciocínio e o bom desempenho de suas faculdades.


Cuide de sua mente e em pouco tempo verá os excelentes resultados que seu corpo apresentará, procure sempre, porém, observar tudo de um novo ângulo, aquele que voce jamais havia pensado em observar, surpreenda-se então e viva com base nesses conceitos de observação, transportando-os para novas maneiras de enfrentar as situações de seu cotidiano e de sua vida.






Muita Luz,


Shàa e Anna em 28.09.2010





segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sacerdócio de Umbanda



Observando a forma como surgem os centros de Umbanda e conversando com muitas pessoas que dirigem seus centros, cheguei a algumas conclusões aqui expostas e que, espero, não despertem reações negativas mas sim levem todos à reflexão. Só isto é o que desejo, e nada mais.Todos os dirigentes com os quais conversei foram unânimes em vários pontos:

a) foram solicitados pelos seus guias espirituais para que abrissem suas casas.
b) todos relutaram em assumir responsabilidade tão grande.
c) todos, de início, se sentiam inseguros e não se achavam preparados para tanto.
d) todos só assumiram missão tão espinhosa após seus guias afiançarem-lhes que tinham essa missão e que teriam todo o apoio do astral para levá-la adiante e ajudarem muitas pessoas.
e) todos sentiam então que lhes faltava uma preparação adequada para poderem fazer um bom trabalho como dirigente espiritual.
f) todos confiavam nos seus guias espirituais e no magnífico trabalho que eles realizavam em benefício das pessoas.
g) todos, sem exceção, só levaram adiante tal missão porque acreditaram nos seus guias.
h) todos se sentem gratos aos seus guias por tê-los instruído quando pouco ou quase nada sabiam sobre tantas coisas que compõem o exercício da mediunidade e sobre sua missão de dirigir uma tenda de Umbanda.
i) mas todos ainda acham que há algo a ser aprendido e acrescentado ao seu trabalho, mesmo já tendo muitos anos de atividade como dirigente e de já haver formado médiuns que hoje também já montaram e dirigem suas próprias casas.
j) e todos acreditam que sempre é tempo de aprenderem um pouco mais e não têm vergonha de ouvir o que outros dirigentes têm a dizer.
Bem, só com essas observações acima já temos um retrato fiel dos dirigentes umbandistas, e posso afirmar com convicção algumas conclusões a que cheguei:
a) na Umbanda o sacerdócio é uma missão.
b) o sacerdote de Umbanda (a pessoa que deve dirigir um centro e comandar os trabalhos espirituais) não é feito por ninguém; ele já traz desde seu nascimento essa missão e caso necessite que outro sacerdote confirme seu compromisso, esse se realiza de forma simples.
c) o sacerdote de Umbanda invariavelmente é escolhido pela espiritualidade.
d) só consegue dirigir uma tenda quem traz essa missão pois esta também é dos guias espirituais.
e) mesmo não se sentindo preparado para tão digno trabalho, no entanto, a maioria crê nos seus guias e leva adiante sua incumbência.
f) mesmo não sabendo muito sobre como dirigir uma tenda os guias suprem essa nossa deficiência e vão nos ensinando coisas muito práticas que, com o passar dos anos, se tornam um riquíssimo aprendizado.
g) todos gostariam de se preparar melhor para o exercício sacerdotal, ainda que já sejam ótimos dirigentes espirituais.
h) todos leem muito sobre a Umbanda e procuram nas leituras informações que os auxiliem no seu sacerdócio.
i) muitos fazem vários cursos holísticos para expandirem seus horizontes e a compreensão do que lhe foi reservado pela espiritualidade.
j) todos gostariam de ter alguém (uma escola, uma federação, uma pessoa) que pudesse responder certas dúvidas que vão surgindo no decorrer do exercício da sua missão.
Bem, o que deduzi é que ninguém faz um dirigente espiritual porque só o é ou só o será quem receber essa missão dos seus guias espirituais.
Mas, se assim é na Umbanda, no entanto o exercício do sacerdócio pode ser organizado, graduado e direcionado por uma “escola”, e isto facilita muito porque traz confiança e orientações fundamentais ao dirigente espiritual.
Devíamos ter na Umbanda mais escolas preparatórias tradicionais que auxiliassem as pessoas que trazem essa missão, tornando mais fácil as coisas para elas.
E, lamentavelmente, além de só termos alguns cursos voltados para esse campo, ainda assim quem ousou montá-los é injustamente acusado de charlatão, embusteiro, aproveitador e outros termos pejorativos.
Eu mesmo, só porque montei um “colégio” sob orientação espiritual e só porque psicografei algumas dezenas de livros de Umbanda (muitos ainda não publicados) já sofri todo tipo de discriminação, de calúnia, de ofensas e de acusações que espero que cessem, pois os umbandistas acabarão por entender que todas as religiões têm escolas preparatórias dos seus sacerdotes.
Só assim, com todos aprendendo as mesmas diretrizes e doutrina umbandista, a nossa religião conseguirá organizar-se e expurgar do seu meio os espertalhões que têm feito coisas condenáveis e cujos atos têm refletido negativamente sobre o trabalho sério de todos os verdadeiros umbandistas.

O texto acima faz parte do livro Tratado Geral de Umbanda / Rubens Saraceni / Ed. Madras e foi publicado na edição de Julho do Jornal de Umbanda Sagrada
-Site Espiritualidade e Sociedade-

Olá amigos!

Bom esse texto do Rubens, não é mesmo? Quero apenas acrescentar à ele algumas palavras a saber:
Creio que além de tudo o acima exposto, um bom e responsável dirigente, seja de Umbanda ou de outras religiões, deve estar muito atento ao trato com o ser humano no sentido de saber ser líder. Saber a hora certa de chamar a atenção e a hora certa de elogiar, bem como saber discernir sobre como se posicionar diante do grupo que irá liderar.
O sacerdote, a princípio, é uma pessoa normal e exatamente igual às outras, porém, o que o diferencia dentro da casa e do grupo que lidera é justamente seu papel ali, naquele instante no qual se determinou que ele comande. Nos momentos de trabalho, ele é o líder, chefe, sacerdote, como queira, mas, a partir do momento que os trabalhos se encerram, ele é uma pessoa como as outras e assim é preciso que se comporte.
Sacerdotes não são infalíveis assim como os chefes de grandes empresas também não o são, porém, o bom sacerdote, assim como o bom chefe, assume para si próprio que não é infalível e de forma inteligente e equilibrada, como se espera que ele seja, aprende com seus erros e procura não mais cometê-los pelo seu próprio bem e pelo bem do grupo que lidera.
Liderar pessoas não é tarefa fácil, mas a partir do momento que alguém assume a posição de liderança, deve saber que com ela vêm muitas outras responsabilidades, pois pessoas estarão ali confiantes e até dependentes de suas ações e, o que é mais importante, pessoas passarão a seguir os exemplos do líder. Conclui-se então que a liderança é para poucos e, como bem disse Rubens em seu texto acima, o líder, no caso o Sacerdote, já vem pronto desde seu nascimento para assumir tal papel na encarnação que entra. Seja na religião seja na profissão, a pessoa já vem preparada para tal função, essa é uma das razões pelas quais alguns dizem que tal pessoa é um líder nato, e é mesmo, pois já vem impressa em sua alma essa sua natureza que ao longo da encarnação vai desabrochando.
No caso do Sacerdócio, penso que a missão de líder é ainda mais complicada, pois pessoas depositarão nas mãos do Sacerdote, suas esperanças e sua fé. No caso da Umbanda e do Espiritismo, além da esperança e da fé, pessoas confiarão ao Sacerdote ou Dirigente, seu dom mediúnico. Esperam nesse momento o esclarecimento a fim de lidarem com a sutileza e a delicadeza que envolve as questões mediúnicas e, se a pessoa que as conduz não for honesto, humilde, amoroso e atento às necessidades imediatas de seus liderados, logo um grande abismo de insegurança se abre aos pés do médium novato ou até mesmo do mais experiente.
Por isso acredito que, além das escolas preparatórias, como cita Rubens em seu texto, todo aspirante a Sacerdote deveria estudar a Obra de Kardec e buscar vivenciar seus ensinamentos de maneira prática, no seu dia a dia observando sua conduta diante dos reveses da vida e das situações difíceis com as quais se depara no cotidiano, além de assimilar, aprofundando-se nesses estudos, a psicologia humana para bem cumprir sua missão.
O Sacerdote ou Dirigente, no cumprimento de seu mandato mediúnico de liderança, seja de ordem material ou espiritual, deve antes de qualquer coisa ou ação, ajudar e conhecer a si mesmo antes de pretender estender sua mão ao próximo.
A liderança espiritual, embora se assemelhe à material, é muito mais delicada e requer muito mais que preparo de meditação e de ritual para o seu bom cumprimento e sucesso, requer amor muito mais que disciplina e energia, oportunidade e sabedoria para lidar com pessoas, desapego, dissolução do ego, do contrário será apenas mais um entre tantos que não compreenderam a Sagrada Missão do Sacerdócio e que se comprometem ainda mais com seus carmas, somando negativo ao invés de positivo.
Muita Luz!

Annapon





quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sincretismo na Umbanda por Mãe Mônica Caraccio -Site Minha Umbanda-




Devido à uma série de acontecimentos históricos, à opressão sofrida pelos negros na época da escravidão e à imposição da religião católica dos fazendeiros sobre seus escravos, hoje o sincretismo dos nossos Orixás com os Santos do Catolicismo é muito presente na Umbanda. Muitas vezes este sincretismo e a presença de imagens católicas em nossos terreiros torna-se muito importante para aquele consulente que não conhece muito sobre a Umbanda e vai para um terreiro cheio de medo e desconfiança, mas quando chega lá se sente confortável pois encontra algo que reconhece como sagrado. Sendo assim, seja pela importância para os trabalhos ou pelo fato histórico em si, cabe a nós conhecer e entender o sincretismo na Umbanda. Vamos lá ?


OXALÁ – Jesus Cristo, Nosso Senhor do Bonfim. O grande Pai da Umbanda. Senhor da compaixão, do perdão, da sapiência e da fé. Saudação: Oxalá yê, meu pai! ou Exê Babá! – significa: O Sr. Realiza! Obrigada Pai!

XANGÔ – São Jerônimo, São Pedro, São João. São Jerônimo foi quem traduziu alguns livros da Bíblia do hebraico e do grego para o latim e São João pregava a conversão religiosa e batizou Jesus. Xangô é o deus do trovão e da justiça. Saudação: Caô Cabecilê, meu Pai! – significa: Permita-me vê-lo, Majestade!

OGUM – São Sebastião (BA), São Jorge (RJ). Orixá do ferro, fogo e tecnologia. Ogum é o orixá guerreiro capaz de abrir caminhos na vida e quebrar nossas demandas. Saudação: Ogum Yê, meu Pai! – significa: Salve o Sr. Da Guerra!

OXOSSI – São Sebastião (RJ), São Jorge (BA). Orixá da caça e da fartura. Senhor das matas, da verdade e do conhecimento. O grande caçador de almas perdidas, grande curador e grande doutrinador. Saudação: Oke Arô, meu Pai! – significa: Dê seu brado, Majestade!

OBALUAYÊ – São Lázaro, São Francisco (BA). Senhor da cura, da evolução e da passagem. Saudação: Atotô, meu Pai! – significa: Peço quietude, meu Pai!

OMULU – São Roque, São Lázaro, São Bento. Senhor do fim, Senhor da paralização. Saudação: Atotô, meu Pai! – significa: Peço quietude, meu Pai!

OXUMARÉ – São Bartolomeu. Orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras. Dilui e renova os sentimentos doentios e viciados. Saudação: Arroboboi, meu Pai! – significa: Senhor da Águas Supremas!

IBEJI - São Cosme e São Damião. Pureza, leveza, alegria e doçura. Saudação: Salve a Ibejada!

YANSÃ – Santa Bárbara. Orixá guerreira, deusa dos raios, dos ventos e das tempestades. Liberdade, movimento e paixão pela vida essa grande orixá nos traz. Saudação: Eparrei, Yansã! – significa: Salve o raio, Yansã!

OXUM – Nossa Senhora da Conceição (RJ), Nossa Senhora das Candeias (BA). Orixá do amor puro e verdadeiro, orixá da alegria e da união. Senhora da águas doces e das cachoeiras. Saudação: Ora Yê iê, ô! – significa: Olha por nós, Mãezinha!

IEMANJÁ – Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes. É a deusa dos grandes rios, mares e oceanos. A grande mãe da Umbanda e dos Orixás. Representa vida e geração em todos os sentidos. Saudação: Odoyá Yemanjá! Adoci-yaba! – significa: Salve a Senhora da Água!

NANÃ – Sant’Ana. Senhora das águas paradas, do barro e da Sabedoria. Saudação: Saluba, Nanã! – significa: Salve a Sra. das águas Pantaneiras!

EGUNITA – Santa Sara de Kali. Senhora do Fogo vivo e divino. Sua maior qualidade é a purificação. Saudação: Kali Yê, minha Mãe! – significa: Salve a Senhora negra, minha Mãe!

OBÁ – Santa Catarina, Santa Madalena. Obá é a orixá que aquieta o racional dos seres e esgota o conhecimento desvirtuado. Saudação: Akirô Oba Yê! – significa: Eu saúdo o seu conhecimento, Senhora da Terra!

OYÁ – Joana D’arc. Orixá do Tempo, passado presente e futuro (tempo cronológico) e sua maior ação é no sentido religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso. Saudação: Olha o Tempo, minha mãe!

EXU -Santo Antônio, São Bartolomeu. Faz a guerra para trazer a paz. Atua sobre a dualidade do homem. Orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. Saudação: Laroyê Exu, Exu é Mojubá! – significa: Olhe por mim Exu, eu me curvo a ti. Exu é poder de Orixá!


Muito Axé a todos e um ótimo final de semana!



Escrito por Mãe Mônica Caraccio 


terça-feira, 14 de junho de 2011

Kimbanda e Quimbanda



KIMBANDA e QUIMBANDA
POR EDMUNDO PELLIZARI (RAS ADEAGBO)



Kimbanda significa algo como “cu­ran­deiro” em kimbundu, um idioma bantu falado em Angola.


O kim­banda é uma espécie de xamã africano.


O ofício do kimbanda é chamado de “umban­da”... Todos já ouvimos essa palavra por aqui.





Quimbanda é um culto afro-brasileiro com forte influência bantu e muito influ­enciado pela magia negra européia.





Kimbanda e Quim­banda se confun­dem, mas são cultos distintos e com objetivos dife­rentes.





O kimbandeiro é um membro ativo de sua comunidade,


um doutor dos po­bres e intérprete dos espíritos da Natureza.


Ético, ele sempre trabalha para o bem, a paz e a har­monia.





O quimbandeiro é um feiticeiro.


Nor­mal­mente vive afastado, não se envolve social­mente.


Na África, o kimbandeiro faz a ponte en­tre os Makungu (ancestrais divini­zados),


os Minkizes (espíritos sagrados da Natureza) e os seres humanos.





Ele entra em transe profundo, incorpora os seres invisíveis que consultam os necessitados e os aconselham na resolução dos proble­mas. Os espíritos no corpo do kimbanda falam, fumam e bebem.





Como autêntico xamã, ele sabe que a mata é um ser vivo que respira, come e sen­te.


Ela é densamente habitada por diversos tipos de entidades, que trans­mitem seu conhecimento aos sacerdotes eleitos.


Alguns destes seres se parecem a “duendes”.


Eles tem uma perna só, um olhos só ou falta algum braço.


Moram dentro da mata e podem cruzar o caminho de algum caçador.


Um Ponto Cantado para os exus na Umbanda, diz:





“Eu fui no mato,


oh ganga!


Cortar cipó,


oh ganga!


Eu vi um bicho,


oh ganga!


De um olho só,


oh ganga!”





Ganga vem de Nganga, um dos no­mes pelo qual o kim­banda é conhecido.





Nosso querido Saci Pererê é um de­les.





Ele usa o filá (gor­ro) vermelho dos kim­­bandas, o ca­chim­bo dos pretos velhos e o tabaco dos caboclos!





O quimbandeiro centra seu trabalho na figura de Exu, que é um Orixá yoruba e não um Nkizi bantu.





A entidade que se assemelha a Exu entre os bantu é chamada de


Aluvaiá, Nkuvu-Unana, Jini, Chiruwi, Mangabagabana e Kitunusi dependendo do dialeto e da região.





Aluvaiá pode ser “homem” ou “mu­lher” e sua energia permeia tudo e todas as coisas.


Ele se adapta muito bem à noção umbandista de exu (entidade masculina) e pomba gira (entidade masculina).





O quimbandeiro também invoca e incorpora as entidades associadas ao culto do magnífico Orixá Exu, os exus e pombas giras.


Pode haver sincretismo com nomes como Lúcifer, Asmodeus, Behemoth, Bel­zebu e Astaroth da Cultura Européia.





A visão das entidades também pode mudar... O kimbandeiro invoca as almas dos antigos


Tatas (pais espirituais ou sa­cerdotes curandeiros) e Yayas (mães espi­rituais ou sacerdotisas curandeiras).





Estas almas transcenderam o limite da mate­rialidade e da ignorância.


Elas possuem bondade, conhecimento e luminosidade.


Algumas não precisam mais encarnar, pois, já evoluíram o suficiente neste mundo.





O quimbandeiro invoca almas de entidades que em vida foram feiticeiros, malandros, mercadores, homens ou mu­lheres comuns, etc...


Na África o sangue é um elemento sacrificial.


O kimbandeiro oferece um ani­mal a uma entidade, prepara a carne e entrega a primeira porção ao espírito.


O resto do animal, que se tornou agora ali­mento, é compartilhado com a comuni­dade se isto acontece em data festiva.





O quimbandeiro, não está interessado em “sacrificar” (tornar sagrado), ele está preocupado com os poderes mágicos do sangue, vísceras e couro do animal. Por­tanto, teologicamente falando, ele não sacrifica.





As imagens utilizadas no culto do kim­bandeiro são feitas de pedra, madeira e barro.


Os artesãos procuram modelar as entidades da Natureza de forma natural e simples.


A imagem é consagrada cerimo­nial­mente e uma porção do espírito da entidade passa a habitar a efígie.





Na Quimbanda, na maioria das vezes, são utilizadas imagens de gesso que re­presentam os espíritos aliados.


Comu­mente estas imagens tem aspecto aver­melhado, podendo ter chifres ou não.





O kimbandeiro é um agente social.


Ele depende da comunidade e a comu­nidade depende dele.


Quando aceita um pagamento para seu trabalho, ele retira do mesmo a sua sustentabilidade.


Todo mundo sabe e pactua com isso.


Não existe abuso.


Trocas de mercadorias e favores podem substituir o dinheiro como paga­mento.


As pessoas empobrecidas são aten­didas sem nada precisar dar em troca.





As vestes do xamã bantu são normais e naturais.


Quando está trabalhando usa filá, guias de sementes, cinturão com amuletos e roupas sóbrias.


Três são os pilares do kimbandeiro: amor, honra e caridade.





O universo da Kimbanda é composto por tês mundos que se interpenetram:


o mundo celeste onde moram os espíritos celestiais e originais (alguns Minkizis e ancestrais divinizados),


o mundo natural habitado pelos homens e pelos espíritos da natureza (elementais)


e o mundo sub­terrâneo da morte e dos ancestrais.





O médium na Kimbanda é um canal entre os espíritos e os que precisam dos espíritos.


Ele é um instrumento mágico, um servidor da humanidade que pratica um transe profundo,


pois, somente ador­mecendo o ego o divino pode fluir.





Os espíritos utilizam o médium com gentileza e cuidado, sem esgotar suas reservas de energia psíquica.





A Umbanda, certamente, bebeu das águas tradicionais da Kimbanda.





Os negros bantus trouxeram sua herança espiritual, legítima, luminosa, ecológica e antiqüís­sima.


Oramos para que as antigas almas dos Tatas e Yayas nos ajudem a separar o trigo do joio.





Nzambi primeiro!





Nsala Malekun!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Mediunidade de Santo Antonio




Olá! Bom dia amigos queridos!




Hoje é Dia de Santo Antonio e, ao navegar pela Net, em busca de boas informações para compartilhar com voces sobre essa grande e iluminada pessoa que foi Santo Antonio, me deparei com parte de sua história, mais especificamente com um bom texto que relata alguns de seus milagres.

Ao ler tal relato, pensei: " Que grande médium foi Santo Antonio!"

Interessante é a maneria que cada religião tem de ver as coisas! Para os espiritualistas e espíritas Santo Antonio foi, em vida, médium dos mais incontestáveis, já para os católicos Santo que operava milagres. Na verdade muda-se somente o nome, porém, os fatos jamais.

De forma linda e pelo poder que só o amor confere às criaturas humanas, ele falou aos peixes que o ouviram, salvou seu pai da morte desdobrando-se até o local onde o mesmo fora condenado injustamente fazendo voltar à vida, por alguns instantes, a vítima que confessou a inocência de seu pai que logo após foi libertado e salvo da forca que seria seu destino não fosse a interseção de seu filho pelas vias da mediunidade que confere aos médiuns dedicados e amorosos o fenômeno da bilocação ou transporte, além de outros.

Médium dotado dos mais belos dons, viveu em plenitude de amor, por isso era capaz de colocar em prática os dons que Deus lhe confiou.

Imaginando como seriam seus sermões e como era capaz de cativar as pessoas através da palavra e de seu exemplo, logo podemos sentir Jesus a conduzir-lhe os passos e a vida, iluminado sua mente para que ele levasse aos filhos de Deus a paz do consolo, o alimento da alma simbolizado na humilde figura de um pequeno pão que sacia a fome, pois liberta o espírito para que viva em comunhão com o amor do Pai.

Ele viveu 36 anos, porém seu legado de amor e dedicação sobrevive vivo até hoje, 13 de junho de 2011, levando aos aflitos o alento, aos fiéis o reforço da fé, às moças, mulheres, a esperança de um amor que traga paz, que some bons momentos às suas existências através do companheirismo, do compartilhar de um teto e de uma vida onde o amor, o respeito e a cumplicidade sejam os alicerces de um bom e saudável relacionamento, aos que labutam pelo pão de cada dia, a esperança do alimento para a manutenção da vida na justa medida.

Muita festa nesse dia! Quermesse com fogueira, comida e bebida, verba revertida muitas vezes a obras de caridade. Seja como for ele está presente entre nós nesse e em todos os dias que busquemos sinceramente e com muita fé a sua ajuda. Seja nos bolos imensos, nas festas, nas orações, nos pedidos silenciosos, seja como e onde for, certamente ele ouvirá os pedidos dos filhos de Deus que o buscam e cada um receberá, certamente, o que for de seu merecimento, segundo a vontade e a permissão de Deus.




Salve Santo Antonio!




Annapon

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Envelhecer



Processo natural da vida humana é envelhecer. A uns causa pavor, a outros indiferença e há alguns que anseiam pela fase. Cada ser humano tem a sua maneira própria de se relacionar com o envelhecimento físico.
A medicina, evoluindo como tudo na Terra, hoje dispõe de meios para amenizar os efeitos que o envelhecimento causa no corpo humano e o que vemos é uma frenética corrida aos consultórios a fim de postergar os sinais do envelhecimento e poucos são os que, aos primeiros traços da passagem do tempo, refletem sobre saber envelhecer.
Quando o corpo não acompanha a mente da pessoa, essa muitas vezes se revolta e nega o natural, recorrendo a todo e qualquer artifício para burlar a natureza que segue seu curso.
 Nada temos contra a auto estima ou contra a melhoria da aparência das pessoas, pelo contrário, o cuidado com a aparência e com a saúde demonstra boa disposição, alegria de viver e isso é positivo, nosso alerta é tão somente para que se não cometam excessos nesse sentido. Todo excesso é fonte de desequilíbrio.
A alma, porém, tem aparência? Que aparência teria a alma? Será que as pessoas estão cuidando da “aparência” de suas almas? O que estão projetando no espaço as almas que estão esquecidas, pois que muito estão envolvidas com a aparência do corpo? Qual seria a aparência da alma de quem a negligencia? Pela foto da aura humana, recurso disponível na Terra, se pode ter uma idéia de como vai a alma da pessoa.
Cuidar do corpo é bom, como já dissemos, porém, negligenciar a alma é grave, pois o corpo na Terra ficará, porém a alma seguira vivendo em outros planos e qual aparência terá quando lá chegar? Que se reflita sobre  a questão.
Cuidar da alma é observar atos, palavras, gestos, ações e reações, submetendo-as ao crivo da auto reflexão para que o bisturi da dor não lhe venha ao encontro e, se vier que seja menos agressivo, que realize a cirurgia com sucesso para que não deixe cicatrizes incomodas. Cuida da alma quem eleva o pensamento, pelo menos uma vez ao dia, ao Mais Alto, Àquele que tudo é e que o criou quem recorre à terapia da oração, do respeito, do amor e do perdão. Esses são cuidados essenciais para quem deseja cuidar da “aparência” de sua alma imortal. Quem cuida da alma e do corpo envelhece melhor, não se inquieta pelos sinais, apenas os suaviza e vive, a cada dia, a sua realidade em conformidade com as Leis Naturais.
Envelhece o corpo, mas a alma rejuvenesce sempre que a alimentamos com o bem. Se o corpo requer alimento saudável para ter longa e boa vida, a alma, por sua vez também necessita alimentar-se com o mesmo esmero e cuidado, portanto, alimente bem a sua alma, de a ela alimentos saudáveis como boa leitura, fé, amor, compaixão, caridade e, em breve tempo verá que o resultado desse cuidado se refletirá em seu corpo tornando-o muito mais jovial e saudável.

Muita Luz,

Shàa e Anna em 05.10.2010

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tua Medida Texto psicografado por Francisco do Espíito Santo Neto - ditado por Hammed -

Olá amigos!
Excelente esse texto que compartilho com voces, aliás, excelente e oportuno devido à proximidade do dia dos namorados. É para refletir!
Annapon






Segundo Paulo de Tarso, "é indesculpável o homem, quem quer que seja, que se arvora em ser juiz. Porque julgando os outros, ele condena a si mesmo, pois praticará as mesmas coisas, atraindo-as para si, como seu julgamento".
O "Apóstolo dos Gentios" manifesta-se claramente, evidenciando nessa afirmativa que todo comportamento julgador estará, na realidade, estabelecendo não somente uma sentença, ou um veredicto, mas, ao mesmo tempo, um juízo, um valor, um peso e uma medida de como julgaremos a nós mesmos.
Essencialmente, tudo aquilo que decretamos ou sentenciamos tornar-se-á nossa "real medida": como iremos viver com nós mesmos e com os outros.
O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente com seu mundo mental, ou mesmo antipatizam com sua maneira de ser. Dessa forma, nossas afirmações prescreverão as águas por onde a embarcação de nossa vida deverá navegar.
Com frequência, escolhemos, avaliamos e emitimos opiniões e, consequentemente atraímos tudo aquilo que irradiamos. A psicologia diz que uma parte considerável desses pensamentos e experiências, os quais usamos para julgar e emitir pareceres, acontece de modo automático, ou seja, através de macanismos não perceptíveis. É quase inconsicente para a nossa casa mental o que escolhemos ou opinamos, pois, sem nos dar conta, acreditamos estar usando o nosso "arbítrio", mas, na verdade, estamos optando por um julgamento predeterminado e estabelecido por "arquivos" que registram tudo o que nos ensinaram a respeito do que deveríamos fazer ou não, sobre tudo que é errado ou certo.
Poder-se-á dizer que um coportamento é completamente livre para eleger um conceito eficaz somente quando as decisões não estão confinadas a padrões mentais rígidos e inflexiveis, não estão estruturadas em preconceitos e não estão alicerçadas em idéias ou situações semelhantes que foram vivenciadas no passado.
Nossos julgamentos serão sempre os motivos de nossa liberdade ou de nossa prisão no processo de desenvolvimento e crescimento espiritual.
Se criaturas afirmarem "idosos não tem direito ao amor", limitando o romance só para os jovens, elas estarão condenando-se a uma velhice de descontentamento e solidão afetiva, desprovida de vitalidade.
Se pessoas decretarem "homossexualidade é abominável" e, ao longo do tempo, se confrontarem com filhos, netos, parentes e amigos que têm algum impulso homosexual, suas medidas estarão estabelecidas pelo ódio e pela repugnância a esses mesmos entes queridos.
Se indivíduos decretarem "jovens não casam com idosos", estarão circunscrevendo as afinidades espirituais a faixas etárias e demarcando suas afetividades a padrões bem estreitos e apertados quanto a seus relacionamentos.
Se alguém subestimar e ironizar "o desajuste emocional dos outros", poderá, em breve tempo, deparar-se em sua próprioa existência com perplexidades emocionais ou dilemas mentais que o farão esconder-se, a fim de não ser ridicularizados e inferiorizado, como julgou os outros anteriormente.
Se formos juízes da "moral ideológica" e "sentimental", sentenciando veementemente o que consideramos como "erros alheios", estaremos nos condenando ao isolamento intelectual, bem como ao afetivo, pela própria detenção que impusermos aos outros, por não deixarmos que eles se lançassem a novas idéias e novas simpatias.
"Não julgueis, a fim de que não sejais julgados", ou mesmo, "se servirá para convosco da mesma medida da qual vos servistes para com eles", quer dizer, alertemo-nos quanto a tudo aquilo que afirmamos julgando, pois no "auditório da vida" todos somos "atores" e "escritores" e,a ao mesmo tempo, "ouvintes" e "espectadores" de nossos próprios discursos, feitos e atitudes.
Para sermos livres realmente e para nos movermos em qualquer direção com vista à nossa evolução e crescimento como seres imortais, é necessário observarmos e concaternarmos nossos "pesos" e "medidas", a fim de que não venhamos a sofrer constrangimento pela conduta infeliz que adotarmos na vida em forma de censuras e condenações diversas.



RENOVANDO ATITUDES
Francisco do Espirito Santo Neto
ditado por HAMMED

domingo, 5 de junho de 2011

As lições do Carma


Olá amigos!

Gostei muito desse texto que encontrei no site Teoria da Conspiração que, aliás, recomendo. Compartilho com voces dessas gotas de sabedoria iluminadas pelo nosso poder individual de refletir!
Boa leitura e obrigada por visitar esse blog!

Annapon




Existem várias interpretações para o significado de carma, de acordo com as doutrinas hinduísta, budista, jainista, e posteriormente do espiritismo (que o chama, em realidade, de “lei da causa e efeito”), da teosofia e do movimento new age. A essência do termo pode ser associada a lei física que diz que “para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário”. A analogia, no entanto, deve ser feita com cautela: primeiro porque o carma não é uma lei científica que possa ser medida em laboratório (embora seja uma lei natural); segundo porque a “reação a ação” geralmente não se dá imediatamente, como em reações físicas, e pode até mesmo levar anos, ou vidas.


Há uma forma superficial e outra profunda de interpretarmos o carma. Imaginemos um exemplo: um inquisidor acusa e mata inúmeros inocentes nas fogueiras durante a época negra medieval, numa outra vida, ele precisará “resolver seu carma”... Na visão superficial, entende-se que ele deva morrer queimado na nova vida, exatamente como suas vítimas. Na visão profunda, entende-se que ele possa também optar, por exemplo, por ser um médico de instituições que auxiliam em zonas de guerra, tratando das queimaduras daqueles que foram vítimas da ignorância dos homens. Existe a via da dor, e a do amor, mas nem sempre estamos aptos a cumprir nossas promessas de caridade – nem sempre o futuro médico se torna, efetivamente, um médico de almas.


É importante, portanto, compreender que o carma não é um sistema de crédito e débito, de “aqui se faz aqui se paga”. Seu mecanismo não atua para “punir os maus” com uma dose de seu próprio veneno. Na realidade, se trata de um remédio, às vezes de gosto amargo, mas que visa sempre impelir aos seres da ignorância para a sabedoria, dos instintos animais para a consciência abrangente, da terra para os espaços cósmicos adiante.


Tendo essa compreensão em mente, acredito que ela possa nos trazer algumas lições:


Adeus inveja

Para quem realmente crê no carma, a inveja não faz sentido. Ora, se tudo o que somos, tudo o que temos, é resultado direto do que fizemos com o tempo que nos foi dado, com as escolhas que nos coube a decisão, então invejar o que os outros têm ou são é tão somente uma forma de ignorância persistente.

Afinal, se tudo o que somos e temos é resultado de nossa própria caminhada, jamais poderemos conseguir alguma coisa apenas porque “desejamos”, porque invejamos de outro alguém... O que parece ser mais sábio é usar os outros como modelo, como incentivo, como a meta a ser alcançada. Não exatamente o que os outros têm, pois tudo o que temos é transitório, mas o que os outros são. Não devemos invejar nem desejar a sabedoria, devemos afinar nossa própria vontade para nos movermos em sua direção. O mero desejo é estagnação, pois nada “cairá do céu” – mas a vontade é o movimento em direção à luz.


A dor aguarda os que ficam para trás

Em dado momento, todos somos livres para escolher a via do amor ou da dor. Qualquer estudioso das doutrinas cármicas saberá que viemos ao mundo para desenvolver nossas potencialidades, e não nossos vícios. Viemos caminhar à frente, e não ficar estagnados na ignorância. Que a evolução espiritual segue a física: nada anda para trás, mas a natureza não costuma poupar os que se arrastam pelo caminho.

Nessa longa trilha, em que as vezes possa parecer que somos como um cão selvagem acoleirado a uma velha carroça rodando lentamente pelos velhos sulcos, podemos optar por seguir a frente, antes que a coleira nos puxe, ou podemos ladrar como cães raivosos, e nosso latido não impedirá que a coleira nos force o pescoço, que nos provoque dor. No fim, seguiremos a frente, quer queiramos, quer compreendamos aonde vamos, quer não. Melhor escolher o amor, enquanto há tempo, pois as dores desse mundo não se comparam as dores da alma.




Suportamos o que podemos suportar

Conforme a roda avança, a cada um é dado apenas os desafios que podem suportar. Podemos imaginar uma universidade cósmica: o calouro de física não poderá compreender as equações de física quântica ou da teoria das cordas já em seu primeiro ano, mas aqueles que se arrastam nas repetências terão eventualmente que resolvê-las, pois os reitores sabem muito bem que eles já têm a capacidade para tal.

É preciso saber avaliar os desafios por aquilo que são: não desastres, tragédias, ou problemas insolúveis, mas oportunidades de progressão, de entendimento, de edificação de nossas potencialidades.

Muitas vezes, amamos e perdemos, e essa nos parece a maior dor do mundo. Porém, curioso de se pensar: é melhor amar e perder do que nunca haver sequer amado... Os seres vêm e vão, mas a capacidade de amar é uma das potencialidades que jamais andam para trás, e que molda nosso despertar da consciência desde as eras pregressas.

Da próxima vez que estiver a se lamentar por uma perda, e desejar se ver livre do amor que sentia, e que agora dói tanto, pense novamente: a sua dor é uma luz. Os seres que se arrastam nas sombras de si mesmos, que ainda não descobriram o amor, podem parecer mais felizes, mas sua dor é muito mais profunda do que a sua – e você certamente sabe disso, mesmo que de alguma forma obscura, pois todos já estivemos na escuridão.


Só Deus o sabe

Quando nos deparamos com tragédias humanas em pequena ou larga escala, existe essa tentação própria dos seguidores de doutrinas cármicas em elaborar teorias mirabolantes sobre o porque de tais seres terem sofrido este ou aquele infortúnio... Tudo em vão!

Assim como não podemos saber por que o vento sopra aqui ou acolá, jamais poderemos compreender exatamente o que outra parte da substância cósmica experiencia. Somos todos conectados, filhos da mesma substância, formados pelos mesmos átomos e as mesmas fagulhas divinas, mas cada um pode saber apenas de sua própria visão do Cosmos. Não há nenhum ser onisciente além de Deus, ninguém que possa realmente ter habitado nosso âmago profundo e visto o horizonte da mesma forma que nós, e experienciado a caminhada dando exatamente os mesmos passos.

Quando um espírito incorpora, ele habita um corpo, e não outro espírito. Jamais estaremos dentro uns dos outros, de modo que as razões que fazem o mecanismo do carma operar desta ou daquela maneira, só o próprio ser que ama e que sofre tem um breve entendimento, e só Deus o sabe. Ele está dentro de todos nós.


O aflorar da consciência

Se na evolução física das espécies, a vida é a função do sistema, na evolução espiritual, da qual o carma é o mecanismo primordial, o afloramento da consciência é o grande objetivo a ser alcançado. Nosso caminho foi longo: de fagulhas divinas criadas sabe-se lá onde, neste ou nalgum planeta próximo habitamos coletivamente os reinos mineral, vegetal e boa parte do animal... Nas savanas africanas despertamos, compreendemos ao longo dos séculos que a vida era, afinal, muito mais do que caça e coleta, muito mais do que uma mera luta pela sobrevivência...

Até o dia em que optamos por viver, e não apenas sobreviver. Quando nossas potencialidades amorosas, artísticas e técnicas começaram a aflorar. Quando nos indagamos de onde viemos, e para onde vamos, e o que somos, e surpreendentemente começamos a encontrar elaboradas teorias para o que nos parecia inatingível. Quando olhamos para as estrelas e vimos deuses, e depois vimos fornalhas cósmicas, e depois vimos um turbilhão de galáxias além de tudo aquilo que poderíamos imaginar... Quando vimos o infinito, e lhe estendemos a mão.

A mente que adquire um novo conhecimento jamais retorna ao seu estado anterior. A alma que se abre para o Cosmos, jamais volta a se fechar novamente. A função do sistema não era, afinal, apenas a vida, mas a vida eterna.


A lei do carma

Faça ao próximo aquilo que gostaria que o próximo fizesse contigo.

Resta-nos saber quem são nossos próximos: será nossa família, nossos amigos, nossa cidade, nossa nação, nosso planeta? Serão apenas seres enquanto humanos, ou também os animais, os vegetais, os minerais, a natureza como um todo? Da próxima vez que levantar uma pedra, ou observar um galho partido, saiba que todo o infinito nos abarca, que o reino de Deus está em todo lugar... Apenas esperando que finalmente abra teus olhos para ver.


***




PUBLICADO POR RAPH

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Amizade



Nobre sentimento é a amizade. È laço que une as almas para todo o sempre, jamais se esquece um amigo ainda que este não esteja, no momento, em nosso convívio.
Essa é uma das razões pela qual algumas pessoas, vez ou outra, sentem saudade de alguém, mas não sabem especificar ao certo de quem. Isso ocorre quando o grande amigo ou está desencarnado ou está encarnado muito distante fisicamente, porém, o laço de amizade, afinidade, que não se rompe nem com o desencarne nem com a distancia, nos liga sempre ao pensamento do nosso grande amigo pelo qual sentimos afeto e saudade.
Quando desencarnados, nossos amigos, afetos que conquistamos ao longo de nossa trajetória evolutiva, estando em condições e devidamente autorizados pelo Mais Alto, podem nos ajudar a vencer as mais duras provas da vida nos intuindo no bem, por exemplo, ou nos ajudando a encontrar o melhor e mais saudável caminho a seguir para que nossa alma retorne ao plano espiritual melhor de que quando na Terra chegou.
Muito se diz sobre amizade sincera, ora, amizade é amizade e pelo simples fato de ser já descarta outro sentimento que não seja o de fidelidade e de afeto, portanto, amizade não pode ser falsa ou dissimulada, esse tipo de sentimento é outra coisa, mas não é amizade.
Pessoas com as quais convivemos e mantemos um bom relacionamento não são, no mais das vezes, nossos amigos. São conhecidos, pessoas às quais devemos respeito, consideração, porém amizade é outro sentimento. Por vezes, numa encarnação inteira, não conseguimos encontrar nossos amigos, aqueles que tocam fundo a nossa alma e em quem confiamos e queremos bem como a nós mesmos. Talvez, dirão vocês, no nosso meio familiar estejam os nossos amigos. Às vezes sim, porém, na maioria dos grupos familiares não, pois que é a família a grande oportunidade de reajuste e quitação de débitos entre as pessoas, uma vez que o laço de sangue é poderoso e nos remete a outro sentimento que, embora traga alguma semelhança com amizade, não o é. Outros sentimentos fazem parte do coletivo que se sente em relação aos membros de nossa família. Amor de mãe, por exemplo, não é amizade, embora seja sentimento fortíssimo e, se assim é, não poderia ser de outra forma, uma vez que entre pais e filhos, através desse sentimento forte que os une, é que se encontra a grande chance de perdão e de ressarcimento de dividas entre as almas que podem ter sido, em outra oportunidade, até inimigas.
A amizade entre encarnados existe, porém é rara.
Amigos são almas com muitas afinidades, que se conhecem há muito tempo e que desenvolveram, ao longo desse mesmo tempo que não se pode precisar, esse sentimento que os une e que os inquieta quando estão distantes por razões diversas.
A amizade é o resultado de longos caminhos trilhados lado a lado, do compartilhamento da dor e da alegria em muitas vidas, do companheirismo que se fez necessário, da mão estendida que nada em troca esperou, das longas noites passadas em claro e de muitos dias vividos juntos ao longo do tempo que jamais cessa.

Muita Luz,
Shàa e Anna em 19.10.2010

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