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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

Romance Mediúnico

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito. Esse é mai...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Briga de Namorados

Olá amigos!
Navegando pela Internet encontrei esse texto que sei vir de encontro a muitos corações chorosos! O orgulho nos impede de realizar muitas coisas, as vezes precisamos colocá-lo de lado! Além de ter gostado muito do texto, aproveito para homenagear com ele a todos os ciganos e ciganas encarnados e desencarnados! Povo das Estrelas, irmãos nossos que o bem semeiam!


Pedacinhos de Amor
Brigas de namorados
        

Anoitecia e eu estava muito cansada. Fazia minhas orações, quando a campainha tocou. Quando abri a porta, vi uma jovem morena clara :

_ Dona Esmeralda, a senhora poderia me atender? - pediu com ar súplice. Aparentava no máximo uns vinte e cinco anos. Era magra, baixa , os olhos amendoados e bonitos.

Minha experiência como cartomante ultrapassava trinta anos. Já vira de tudo na vida. Utilizava as cartas ciganas através da minha mentora espiritual, uma cigana de nome Judite. Eu possuía mediunidade de incorporação. Quando eu incorparava a cigana Judite, ficava semi- consciente. Minha fisionomia ficava mais alegre e jovem. . Judite era espalhafatosa e ria muito. No entanto, era uma especialista em conselhos amorosos.

Minha família era católica. No entanto, desde a infância via espíritos. A Judite apareceu em meu quarto e conversou comigo. Ela era muito bonita! Um rosto deslumbrante, sorriso aberto, generoso e olhos negros como duas azeitonas. Estava com um lindo vestido vermelho e pulseiras douradas no pulso. Relutei bastante em aceitar a mediunidade. Meus pais não aceitavam meu dom. No entanto, a força do destino foi mais forte. Fiquei muito doente no período da minha adolescência e fui curada por um médium espírita. Comecei a frequentar um centro kardecista. No entanto, me realizei no caminho da cartomancia.

Minha atenção voltou à jovenzinha apaixonada. Judite aproximou-se de mim e disse:

_ Esqueça o cansaço. Esta jovem está sofrendo muito!- ( ouvia a Judite de uma forma diferente, como se fosse a voz da minha consciência.)

Concordei a contra gosto. A jovem consulente entrou em minha pequena sala, onde havia apenas uma mesa tosca e duas cadeiras. Em cima da mesa, uma toalha branca e as cartas ciganas. Rezei um pouco e a cigana incorporou para fazer seu trabalho. Nesse momento, eu era uma mera espectadora. Judite olhou as cartas e disse:

_ Como é seu nome? - perguntou com um sorriso.

_ Meu nome é Vania. O que a senhora está vendo nas cartas? - perguntou aflita.

_ Você brigou com seu namorado. Não dorme direito, não come e tem faltado às aulas. Vejo nas cartas que ele também está sofrendo muito.- disse a cigana.

_ Estamos brigados há um mes... Coisa boba! Ele nunca mais me procurou ou me telefonou. Estou desesperada!- a moça começou a chorar e a tremer muito.

_ Por que não o procura?- Judite perguntou.É um rapaz bonito, magro e alto. Tem olhos expressivos e a ama muito. É muito orgulhoso, mocinha. Faça alguma coisa!

_ Se ele é orgulhoso eu também sou! Os homens é que devem procurar as mulheres.- protestou Vania com raiva. Não vou atrás de namorado! O que a senhora vê, por favor?- indagou chorosa.

_ No amor, não existem regras específicas. Faça aquilo que seu coração está pedindo. Não demore muito...Ele já ligou para você e não atendeu o telefonema. Por que?

_ Estava com muita raiva dele. - justificou-se dando de ombros. Isso foi há três semanas. Depois disso, nunca mais ligou.

_ Ora, menina! "Brigas de namorados são como brasa ao vento. Reacendem a chama!" Seu namorado não come direito, não dorme... - avisou a cigana preocupada.

_ Minha mãe me disse que os homens não prestam, sabia? Tem o coração duro e só querem se aproveitar da gente! - seus olhos brilharam de mágoa.

Judite, a bela cigana, era um espírito de evolução superior. Tinha vivido na Terra há cinquenta anos e muito sabia sobre os sofrimentos amorosos. Homens e mulheres sofriam por amor! O sofrimento de amor acomete a todos: homens, mulheres, maduros, jovens, adolescentes. Vania via sempre os homens com desconfiança. E, por certo, atrairia sofrimentos e obstáculos.

_ Minha querida, sua mãe está enganada! Sua mãe deve ter sofrido no amor e, por este motivo, pensa desta maneira. Generaliza homens e mulheres. Alguns homens são desonestos e falsos. Algumas mulheres também o são. Não viva cheia de melindres e preconceitos. Vá pelo caminho do meio! Utilize o bom senso! Você está cheia de orgulho e, por este motivo, sofre muito! Procure este rapaz ou faça um telefonema. Não o deixe escapar. Ele está à sua espera!

Vania recomeçou a chorar . Contou que o amava muito e o queria de volta. Pagou a consulta e saiu um pouco mais reanimada. Em casa, tomou coragem. Vagarosamente discou o número do celular do Paulo, seu namorado. Ele atendeu surpreso:

_ É você, Vania?- tentou disfarçar a emoção e a saudade.

_ Sou eu sim... é... que..-gaguejou..Você está bem?

_ Não, nem um pouco. E, você está?

_ Não, Paulo! - Vania murmurou.

_ Quero lhe ver! Precisamos conversar. Posso lhe procurar?-perguntou ansioso.

Vania sentiu o coração disparar de alegria. Concordou imediatamente. Desligou o telefone e correu para o quarto. Abriu o guarda-roupa e escolheu uma roupa bonita.

Naquela noite, Esmeralda, a cartomante, adormeceu cansada, mas feliz. Judite havia visto nas cartas, o desfecho feliz daquela história de amor. Missão cumprida! Mais um coração consolado e um casal unido!

Como são bonitas as histórias de amor que têm um desfecho feliz. Como é deliciosa a reconciliação depois de uma briga de namorados! O afastamento atiça o desejo e valoriza o amor. Tudo funciona como um aprendizado.

Judite está certa! As regras do amor são as regras do coração. Faça o que seu coração pedir. Os homens também sofrem bastante quando perdem a pessoa amada. E como sofrem! O orgulho é um elemento totalmente desnecessário numa relação a dois. Não estou falando da auto-estima, nem do amor próprio, mas do orgulho. Ele apenas afasta as pessoas que se amam! Não deixe que o orgulho atrapalhe seu relacionamento. Não deixe que o medo de sofrer o impeça de tomar decisões ou iniciativas.

A cigana Judite é um ser que desce à Terra com a missão de ajudar as pessoas. Ela só pode trabalhar , porque Esmeralda, a cartomante, é seu instrumento mediúnico. Esmeralda incorpora a cigana Judite. Judite não entra no corpo da Esmeralda, mas fica ao lado e assim, pode se comunicar com as pessoas. Usa as cordas vocais da médium e transmite sua mensagem.. A mediunidade de psicofonia é muito bonita.

Alguns clarividentes quando vaticinam o futuro, o fazem incorporados com seus guias espirituais. Geralmente, quando se incorpora um espírito, o ideal é não cobrar pela orientação espiritual. No entanto, cada caso é um caso. No campo mediúnico, em primeiro lugar a caridade e a generosidade.

A mediunidade é um dom muito bonito, mas deve ser utilizado com bom senso, caridade e respeito.

Esta é minha homenagem à cigana Judite, um grande espírito, que atua na Terra através da mediunidade de uma senhora muito bondosa.

Boa Sorte, queridos internautas!

Magnólia Francisca
Extraído do Site Dicas da Bruxinha


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Laços de Afeto, Sexo, Namoro, Compromisso...

Olá amigos!


Compartilho o texto abaixo por considerá-lo extremamente educativo para questões que envolvem sentimentos na visão espírita.


Annapon






Como já falei no artigo sobre obsessão sexual, sexo é uma questão puramente pessoal, moral, que não pode ser imposta aos outros como regra geral. É preciso haver, sim, regras de conduta que norteiem nossas ações, não só na esfera sexual como social, no sentido de resguardar o direito de outrem (estupros, por exemplo). Mas, entre duas pessoas adultas e conscientes de suas ações, o sexo pode ser encarado como qualquer outra atitude da vida... ou poderia, não fosse ele tão perigoso e arrebatador.


É aí que entra a doutrina espírita, dando um norte moral para as pessoas que não querem se endividar nesta montanha-russa dos relacionamentos que contribuem em grande parte (eu chutaria em 90% dos casos) para a nossa prisão na roda do Samsara.


Veremos agora alguns textos de cunho espírita que versam sobre o tema, e que podem trazer alguma luz a pessoas de todas as religiões ou crenças, porque, independente de acreditarem ou não, nós somos espíritos vivendo uma experiência corpórea, e não o contrário. Escolho o espiritismo não por estar mais certo, afinal, tudo está contido nas regras de ouro, presentes em todas as religiões, mas é sempre bom poder ouvir tudo explicadinho, como uma mãe que tira um dia para falar de sexo com um(a) adolescente:



O Espírito que animou o corpo de um homem pode animar o de uma mulher, numa nova existência, e vice-versa?
Sim, pois são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.

Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?
Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.
(Perguntas 201 e 202 de "O Livro dos Espíritos")








LESÕES AFETIVAS


Um tipo de auxílio raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular. Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.


Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas conseqüências amargas dos votos não cumpridos.


Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou como o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir com à própria palavra, no que tange a promessas de amor. E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendestes esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.


Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.


O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não será lícito esquecer os suicídios e homicídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliados do afeto que lhes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.


Certamente que muito desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.


Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quando afirmou peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".


Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.


(Livro: Momentos de Ouro; Por Emmanuel & Francisco Cândido Xavier)




SEXO: SAGRADO OU PROFANO?


O sexo se define por atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle. Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.


É irracional subtrair-lhe as manifestações aos seres humanos, a pretexto de elevação compulsória, de vez que as sugestões da erótica se entranham na estrutura da alma, ao mesmo tempo que seria absurdo deslocá-lo de sua posição venerável, a fim de arremessá-lo ao campo da aventura menos digna, com a desculpa de se lhe garantir a libertação.


Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Conseqüentemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse. Por isso mesmo, nossos irmãos e nossas irmãs precisam e devem saber o que fazem com as energias genésicas, observando como, com quem e para que se utilizam de semelhantes recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à Lei de Causa e Efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, outrem também nos dará.


(Livro: Vida e Sexo; Por Emmanuel & Francisco Cândido Xavier)




COMPROMISSO AFETIVO O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes se mostra impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; porém, como determiná-lo com exatidão? Onde começa ele? O dever principia sempre, para cada um de vós, do ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
(Item 7, Cap. XVII, de "O Evangelho segundo o Espiritismo")


A guerra efetivamente flagela a humanidade, semeando terror e morticínio entre as Nações; entretanto, aafeição erradamente orientada, através do compromisso escarnecido, cobre o mundo de vítimas.


As Leis do Universo nos esperarão pelos milênios afora, mas terminarão por se inscreverem, a caracteres de luz, em nossas próprias consciências. E essas Leis determinam amemos os outros qual nos amamos. Para que não sejamos mutilados psíquicos, urge não mutilar o próximo.


Em matéria de afetividade, no curso dos séculos, vezes inúmeras disparamos na direção do narcisismo e, estirados na volúpia do prazer estéril, espezinhamos sentimentos alheios, impelindo criaturas estimáveis e nobres a processos de angústia e criminalidade, depois de prendê-las a nós mesmos com o vínculo de promessas brilhantes, das quais nos descartamos em movimentação imponderada. Toda vez que determinada pessoa convide outra a comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade. Quando um dos parceiros foge do compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. Criada a ruptura no sistema de permuta dascargas magnéticas de manutenção, de alma para alma, o parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na autodefensiva, entra em pânico, sem que se lhe possa prever o descontrole que, muitas vezes, raia na delinqüência. Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no desertor, que partilhará das conseqüências desencadeadas por ele próprio, debitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro.


Sabemos que a Justiça humana ameaça com punições para os atos de pilhagem na esfera das realizações objetivas, considerando a respeitabilidade dos interesses alheios; no entanto, os legisladores terrestres perceberão igualmente, um dia, que a Justiça Divina alcança também os contraventores da Lei do Amor e determina que se lhes instale nas consciências os reflexos do saque afetivo que perpetram contra os outros. Daí procede a clara certeza de que não escaparemos das equações infelizes dos compromissos de ordem sentimental, injustamente menosprezados, que resgataremos em tempo hábil, parcela a parcela, pela contabilidade dos princípios de causa e efeito. Reencarnados que estaremos sempre, nesse sentido, até exonerar o próprio espírito das mutilações e conflitos hauridos no clima da irreflexão, aprenderemos no corpo de nossas próprias manifestações ou no ambiente da vivência pessoal, através da penealogia sem cárcere aparente, que nunca lesaremos a outrem sem lesar a nós.


(Livro: Vida e Sexo; Por Emmanuel & Francisco Cândido Xavier)




O NAMORO Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?
Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões.
(Pergunta 291 de "O Livro dos Espíritos")


A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa habitualmente pelo período de namoro que se traduz por suave encantamento. Dois seres descobrem um no outro, de maneira imprevista, motivos e apelos para a entrega recíproca e daí se desenvolve o processo de atração.


Poderia ser justo nomear o assunto como sendo um "doce mistério", se não víssemos nele as realidades da reencarnação e da afinidade.


Inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afetivas ainda no Mundo Espiritual, criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em estâncias passadas, corações que se acumpliciaram em delinqüência passional, noutras eras, ou almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética, diariamente compartilham as emoções de semelhantes encontros, em todos os lugares da Terra. Positivada a simpatia mútua, é chegado o momento do raciocínio.


Acontece, porém, que diminuta é, ainda, no Planeta, a percentagem de pessoas, em qualquer idade física, habilitadas a pensar em termos de auto-análise, quando o instinto sexual se lhes derrama do ser.


Estudiosos do mundo, perquirindo a questão apenas no "lado físico", dirão talvez tão-somente que a libido entrou em atividade com o seu poderoso domínio e, obviamente, ninguém discordará, em tese, da afirmativa, atentos que devemos estar à importância do impulso criativo do sexo, no mundo psíquico, para a garantia e perpetuação da vida no Planeta.


É imperioso anotar, entretanto, em muitos lances da caminhada evolutiva do Espírito, a influência exercida pelas inteligências desencarnadas no jogo afetivo. Referimo-nos aos parceiros das existências passadas, ou, mais claramente, aos Espíritos que se corporificarão no futuro lar, cuja atuação, em muitos casos, pesa no ânimo dos namorados, inclinando afeições pacificamente raciocinadas para casamentos súbitos ou compromissos na paternidade e na maternidade, namorados esses que então se matriculam na escola de trabalhosas responsabilidades. Isso porque a doação de si mesmos à comunhão sexual, em regime de prazer sem ponderação, não os exonera dos vínculos cármicos para com os seres que trazem à luz do mundo, em cuja floração, aliás, se é verdade que recolherão trabalho e sacrifício, obterão também valiosa colheita de experiência e ensinamento para o futuro, se compreenderem que a vida paga em amor todos aqueles que lhe recebem com amor as justas exigências para a execução dos seus objetivos essenciais.


(Livro: Vida e Sexo; Por Emmanuel & Francisco Cândido Xavier)




OS ESPÍRITOS TÊM ÓRGÃOS SEXUAIS?



Os Espíritos têm sexos?
Não como vos o entendeis, porque os sexos dependem da organização. Existe entre eles amor e simpatia, porém fundados sobre a similitude dos sentimentos
(Pergunta 200 de "O Livro dos Espíritos")



Em francês, o termo "organisation" ao tempo de Kardec, tinha o mesmo significado que em português e, também, de "organismo", sendo que, hoje em dia, neste sentido, é empregado, como em nossa língua, com um complemento aclamatório: "organização física, corporal, orgânica" etc.



Segundo a resposta, os Espíritos estão destituídos de sexo, no sentido biológico, isto é, não possuem aparelho reprodutor, logo, também não têm hormônios sexuais em sua estrutura. E é claro que não poderiam tê-los, pois não se reproduzem. Ainda, segundo a resposta, eles se vinculam por "sentimento", por afinidade eletiva.


Fica, contudo, uma pergunta: Sendo o corpo e estruturado e mantido pela organização perispiritual, de onde vem o impulso que fixa, durante a embriogenese, a definição sexual?


Freud concebeu o sexo, em última análise, como uma forma de energia, a libido. Os teosofistas e hinduístas também se referem a uma energia sexual, própria da alma que, a semelhança da libido, pode ser "sublimada", ou seja, transferida para outro tipo de atividade do individuo. André Luiz descreve o sexo como uma manifestação de uma energia, o amor, pelo qual os seres se alimentam uns aos outros.


Então, deveremos entender que os Espíritos, na Codificação, ao falar de "amor e simpatia", estavam falando de uma energia sexual da alma? Uma espécie de "libido"? Mas, permanece a questão, o que é o sexo? Como ele se diferencia, quando a alma encarna?


Creio que este é o melhor caminho para podermos, a partir de princípios solidamente estabelecidos, discutirmos, não só o homossexualismo, mas todas as formas de manifestação da sexualidade. Inclusive a mais grave: a pratica sexual de forma geral. Porque, senão, estaremos a dividir o mundo entre os certos (os heterossexuais) e os errados (os homossexuais).


E será que nós, os heterossexuais, estamos corretos pelo simples fato de o sermos? E não falamos apenas de perversões ou sexolatria, mas sim da "normalidade" da prática sexual. O que é o "normal" neste lado? Existirá um "check list" de atos, atitudes, palavras e pensamentos que podem - ou não - ser realizados durante o ato sexual?


O ato sexual entre parceiros sem compromisso matrimonial é certo ou não? Isto sem referência ao adultério, que eticamente é incorreto. Voltamos a frisar que nos referimos a sexualidade hetero.


Ora, com tantas coisas a resolvermos no que diz respeito a nossa vivência sexual, esperamos que os que vivem a "ditar cátedra" quanto a homossexualidade já tenham resolvido estas "simples" questões em suas vidas. De minha parte, posso dizer que ainda estou meditando sobre elas, e buscando respostas, mesmo aos 57 anos de idade, uma viuvez e dois casamentos, isto sem enfrentar a angustiante problemática da homossexualidade.


(Djalma Argollo; Boletim GEAE Número 272 de 23 de dezembro de 1997)



Veja também: Homossexualidade;
Osho: Zen, sexo e saúde;
Amor sob a ótica espiritual;
O que é sexualidade?



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nada é um mar de rosas



Quando ouvimos a expressão: “Mar de Rosas”, logo pensamos em alegria, harmonia, prazer, bem estar. Viver num “mar de rosas” é o sonho que todos acalentam, mas por qual razão esse sonho é inatingível e utópico?
Vamos responder, preste atenção:
Nada é um “mar de rosas” na vida nem ninguém nele viverá enquanto não alcançar um bom grau de evolução que o remeterá a outro mundo que não esse.
A vida no “mar de rosas” existe, porém, ainda não pertence tal condição de plenitude da alma ao planeta Terra.
É preciso evoluir pelos caminhos árduos do burilamento íntimo para que aos poucos o espírito evolua e alcance assim, um dia, a vida em plenitude ou “mar de rosas”.
Enquanto encarnados no planeta Terra, momentos de alegria e dor se mesclarão, faz parte da evolução espiritual que assim seja.
Nenhum encarnado experimenta na Terra satisfação plena. Está no mais das vezes sempre insatisfeito com algo ou alguém e com certa regularidade consigo mesmo.
Essa insatisfação faz parte da evolução, pois é ela que impulsiona o ser a evoluir, melhorar. Para tanto deve haver boa vontade no sentido de transformar a insatisfação em mais um passo evolutivo.
Há os que, insatisfeitos, utilizam a energia no sentido contrário, comprometendo-se ainda mais com as Leis que regem o carma. São doentes da alma que desprezam a oportunidade de evoluírem e estacionam ou regridem no processo evolutivo por suas próprias ações e reações diante das insatisfações múltiplas com as quais se deparam no decorrer de suas existências.
Nada é um “mar de rosas”. Antes sim é ilusão projetar esse mar de águas calmas em aquisições materiais, afetos, desejos, coisas do mundo que por si só deixam de satisfazer pelo simples fato de serem apenas ilusões que assim como chegam logo se vão.
O “mar de rosas” verdadeiro reside na paz da consciência tranquila que sabe nada mais necessitar além disso para sentir alegria, saúde e felicidade.

Paz a todos.

Um amigo espiritual

Annapon em 27.04.2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Em Fase de Crescimento



Todos os espíritos encarnados na Terra estão em fase de crescimento espiritual, por isso, tantas personalidades e formas de entender diferentes entre as pessoas.
Alguns cresceram mais, outros menos, mas o que iguala a todos é que estão em fase de crescimento, portanto, todos apresentam ainda falhas, cometem erros mais ou menos graves diante das Leis de Deus.
Os que pela Terra passaram e os que ainda estão aqui, em fase de crescimento já concluído, são espíritos que exemplificam pelas suas atitudes de amor, compaixão e bondade, os valores reais da alma que cresce e se expande à medida que se desapega da matéria e valoriza o espírito.
Estar em fase de crescimento não é, portanto algo que envergonhe o ser humano, antes sim é fato que merece atenção e zelo por cada ser aqui encarnado, pois seu crescimento é responsabilidade particular e intransferível. A fase de crescimento espiritual é composta por várias outras fases que se chamam encarnações.
A cada encarnação o espírito cresce um pouco mais, querendo ou não, uma vez que evoluir é Lei Divina.
Acelerar, retardar ou estacionar seu crescimento, portanto, fica a cargo de cada um, de cada espírito que reencarna.
Aproveitar a encarnação para crescer espiritualmente significa que já foram vencidas algumas etapas da fase de crescimento, significa que se está em busca do equilibrio que a todos mantém e sustenta na Terra e que costumam chamar paz de espírito.
A fase de crescimento do espírito é longa. A cada oportunidade na matéria a alma se despoja de uma imperfeição, mas sempre tem oportunidade de exercitar as virtudes e acelerar seu crescimento desde que se disponha a praticar o bem em si, consequentemente alcançando os outros que lhe compartilham a jornada.
Por isso e por outras razões afirmamos que todos na Terra se encontram em fase de crescimento espiritual que é muito diferente da fase de crescimento do corpo humano que tem começo, meio e fim, pois o crescimento espiritual, quando termina, é grau de adiantamento tão elevado que nos faltam palavras e exemplos.
A angelitude talvez seja o ponto final do crescimento espiritual, mas, tão elevado é esse estado de alma, energia pura, que não temos como medir ou imaginar tal grau de evolução.
Cabe-nos, nesse momento, tão somente cuidarmos daquilo que está ao nosso alcance aqui e agora, ou seja, aproveitar a oportunidade na matéria, vencendo aos poucos as imperfeições que ainda persistem em nossas almas com perseverança e fé, orando e vigiando sempre para que o crescimento de cada um aconteça de forma natural, como deve ser.
Assim como o corpo humano necessita, em fase de crescimento, de alimentos saudáveis e puros, também o espírito necessita alimentar-se saudavelmente para que cresça e se desenvolva em abundancia, para tanto, o caminho mais seguro é o que deixou assinalado, a todos, o Mestre Jesus:
Amor, compaixão e caridade.
Muita Luz!     
Shàa e Anna em 10.11.2010



Infância Espiritual

É muito famosa a passagem evangélica na qual Jesus afirma: Deixai que venham a Mim as criancinhas.

O Mestre divino aproveitava as menores ocorrências da vida para ministrar sublimes lições.

A primeira idéia que se extrai da passagem refere-se à imagem de pureza que as crianças apresentam.

Sendo todas elas Espíritos que já encarnaram inúmeras vezes, algumas são mais bondosas e puras do que outras.

Mas a candura é inerente à infância, a fim de inspirar nos adultos os cuidados necessários ao atendimento de sua fragilidade.

Justamente desse aspecto de fragilidade surge uma importante lição das palavras do Cristo.

As crianças necessitam de orientação e cuidados.

Elas são frágeis e impressionáveis.

Quem convive com crianças necessita de uma certa dose de abnegação, a fim de gastar o tempo necessário ensinando-as e amparando-as em suas dificuldades.

Ocorre que a fragilidade material que caracteriza a infância é bastante breve.

Há outro gênero de fragilidade bem mais duradoura e penosa.

Trata-se da infância espiritual das criaturas.

Os Espíritos que habitam o planeta Terra não se encontram todos no mesmo nível evolutivo.

Muitos deles já compreendem seus deveres essenciais em face da vida.

Sabem que é impossível construir a própria felicidade sobre a desgraça alheia.

Entendem que não há felicidade sem paz e nem paz sem consciência tranqüila.

Assim, jamais se permitem fazer o mal ao próximo.

Quem já internalizou o respeito à lei divina atingiu a maturidade espiritual.

Entretanto, uma parcela muito substancial dos Espíritos vinculados à Terra permanece infantil, sob esse aspecto.

Eles apresentam no mundo, muitas vezes, uma imagem odiosa.

Não importa a posição social que ocupem, sua fragilidade moral sempre se evidencia.

Onde quer que estejam, buscam levar vantagem, às custas dos outros.

Se poderosos e sofisticados, envolvem-se em vergonhosas negociatas.

Se pobres, também lesam o próximo, embora em menor grau.

Embora suscitem muita antipatia, na verdade são lamentáveis, em sua inconsistente moral.

Seus atos apartados da ética lhes preparam dias de dor e decepção.

Afinal, a Lei Divina é perfeita e ninguém jamais a consegue burlar.

* * *

A respeito desses irmãos infantilizados, convém refletir sobre a mensagem de Jesus.

Não é digno do cristão o desejo de exterminar quem segue na retaguarda.

Todos somos ovelhas do rebanho do Cristo e nenhum de nós se perderá.

É preciso corrigir esses irmãos e deter os seus atos, inclusive para que não se atolem em seus desatinos.

Mas nunca devemos odiá-los ou abandoná-los.

Ainda mais do que as crianças, eles necessitam de orientação.

Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita.
Em 30.09.2008.


sábado, 21 de maio de 2011

A Maledicência



ALKÍNDAR DE OLIVEIRA

A maledicência - o falar mal dos outros - é um dos maiores males do nosso século.
Será que gostamos de falar mal dos outros?
Será que quando afirmamos:
“Não estou falando mal de fulano. Só estou dizendo a verdade”, na realidade não estamos encobertando nosso prazer de falar mal dos outros?
Conhecer-se a si mesmo. Este é o caminho para o nosso aprimoramento.
E com o objetivo de, em relação à maledicência, nos conhecermos melhor, sugiro tirar cópias e aplicar este teste de auto-conhecimento junto aos integrantes dos grupos de estudos do centro espírita em que você atua.
Antes de aplicar o teste é conveniente ressaltar aos que se propuserem a participar do mesmo, que é um teste de auto-conhecimento particular. Isto é, ninguém precisa e nem deve comentar o resultado. O objetivo maior é fazer cada pessoa conhecer-se melhor e refletir sobre as conseqüências nefastas da maledicência.
Após a aplicação do teste e resultados do mesmo, faça reflexões, junto ao seu grupo de estudo, sobre:
a) A pergunta 903 de "O Livro dos Espíritos" (São Paulo: Petit Editora).
b) As frases seguintes:
“Não há institutos de pesquisas no mundo capazes de avaliar a quantidade de infortúnio e delitos desencadeados entre os homens, anualmente, resultantes de impressões falsas proclamadas como verdadeiras”.
(Do Espírito Kelvin van Dine, Técnicas de Viver)
“O tempo que se perde na crítica pode ser usado em construção”
(Do Espírito André Luiz, "Sinal Verde", da Petit Editora - SP)
Faça seu próprio teste:
“EU E A MALEDICÊNCIA” (extraído do Jornal “O Trevo”, de julho/78. Autoria de Ney Prieto Peres)

1- Ao surgir, numa conversa, comentários sobre um deslize de alguém, você se interessa em ouvir?
Qual sua atitude?
(0) faz perguntas
(5) ouve apenas
(10) corta a conversa

2 - Ao saber de uma infidelidade de parente ou pessoa amiga, apressa-se em levar a notícia adiante?
Qual a sua atitude?
(0) comenta com outros
(5) pensa em falar, mas silencia
(10) pondera e cala

3 - Acha divertido e participa animadamente das fofocas entre amigos(as)?
Qual a sua atitude?
(0) participa contribuindo
(5) apenas ouve e ri
(10) evita as fofocas

4 - Escandaliza-se ao saber de ocorrências escabrosas envolvendo pessoas conhecidas?
Qual a sua atitude?
(0) arregala os olhos e exclama
(5) comenta com outros
(10) não se envolve e silencia

5 - Sente-se atraído (a) pelas conversas ou notícias sobre desastres e crimes passionais?
Qual a sua atitude?
(0) busca avidamente
(5) apenas ouve e lê
(10) evita ouvir e ler

6 - Comenta com outros os defeitos de alguém por quem sente qualquer antipatia?
Qual a sua atitude?
(0) acentua os defeitos
(5) não chega a comentar
(10) evita ver os defeitos

7 - Sente, às vezes, incontrolável impulso, e deixa transparecer a outros um assunto reservado, confiado por pessoa de sua intimidade?
Qual a sua atitude?
(0) não resiste e fala
(5) apenas sente vontade de falar
(10) nem sente vontade nem fala

8 - Dá ouvidos a conversas sobre problemas causados por companheiros, no âmbito do centro espírita em que colabora?
Qual a sua atitude?
(0) comenta e dá ouvidos
(5) ouve e silencia
(10) pondera com tolerância

9 - Alguém lhe diz “não gosto de fulano”, “beltrano é mal encarado e presunçoso”. Tendo oportunidade, você conta à pessoa em questão o que ouviu?
Qual a sua atitude?
(0) não resiste e transmite o que soube
(5) apenas sente vontade de contar
(10) não conta

10) Usa, por vezes, expressões do tipo: “aquele cara é um chato”, “veja o que beltrano me fez”, “fulano só quer ser o bom” etc.?
Qual a sua atitude?
(0) não resiste e comenta a sua opinião
(5) tem sua opinião mas não comenta da pessoa
(10) procura ver o lado bom

Avalie-se como segue:Some as pontuações que estão dentro dos parênteses que você assinalou. Chegue à soma. Veja o resultado:
De 90 a 100 pontos: muito bom, excelente resultado.
De 70 a 89 pontos: bom, mas deve se cuidar.
De 40 a 69 pontos: sofrível, lute bastante.
De 0 a 39 pontos: sem comentários, esforce-se ao máximo.
Extraído do Jornal “O Trevo”, de julho/78. Autoria de Ney Prieto Peres.
Ler outro artigo de Alkíndar de Oliveira:
Empatia nos relacionamentos...
União no meio espírita...
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ALKÍNDAR DE OLIVEIRA é escritor e consultor de empresas. Visite o site: www.alkindar.com.br e veja apresentação on line de quatro minutos com o professor Alkíndar de Oliveira. Escola de Líderes - Desenvolvendo a liderança saudável. Alkíndar Treinamento e Desenvolvimento Organizacional Ltda, telefone (11) 5505-9992, São Paulo (SP), e-mail escoladelideres@alkindar.com.br




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Os Maledicentes (mensagem de Pai Inácio)

  

Algumas pessoas, quando ouvem falar em Espiritismo/Espiritualismo, logo pensam em adivinhação, magia, mistério. Pensam, erroneamente, que obterão favores dos espíritos, que serão atendidos em seus caprichos, que tudo resolverão, ou alcançarão, se forem em busca de auxílio espiritual nos centros.
Frustrados, por não alcançarem seus intentos, denigrem a imagem da religião, lançando ao descrédito o centro e as entidades que o atenderam. Sobre o assunto, ouçamos o que nos diz Pai Inácio, trabalhador de Aruanda.

“Salve filhos!

A nós, espíritos trabalhadores do bem, não importa o que dizem os filhos de Deus que são caprichosos. Compreendemos sua infância, seus limites e interesses. Mesmo sem que eles saibam, os atendemos no que seja permitido pelo Mais Alto, pois, uma vez “pisado” o nosso chão, sempre procuramos fazer o melhor pelos filhos que buscam um caminho através da espiritualidade sem nos importarmos com o que o filho venha a pensar ou falar sobre a fé que nos move e aos nossos medianeiros.
Acontece muitas vezes, nessas horas, o encaminhamento desse filho a outras casas, doutrinas e religiões pelo simples fato de que cada filho de Deus entende e sente a fé de maneira muito particular.
Muitos filhos foram encaminhados a outras religiões por nós, militantes do Astral de Umbanda, sem nem mesmo suspeitarem disso e, se assim procedemos, em alguns casos, é porque se faz necessário. Nem todos têm afinidade com a Umbanda, assim como nem todos se afinam com os Protestantes e por ai vai.
Cada alma encarnada na Terra está dentro de faixa evolutiva específica, sendo assim, deve ser conduzida a buscar auxílio espiritual onde seu coração possa sentir e absorver com maior facilidade a mensagem do Pai.
A nós só importa fazer o bem, progredir auxiliando outros a progredirem sem jamais nos determos por questões de menor relevância.
Por isso filhos, não se importem com os que desperdiçam seu tempo em denegrir religiões. Compreendam que esse filho talvez precise apenas de compaixão e ore para que ele busque e encontre seu lugar ao Sol que é de todos.

Com amor,

Pai Inácio / Anna




terça-feira, 17 de maio de 2011

Rezadeiras / Benzedeiras e os Pretos Velhos

Olá amigos e leitores desse blog!


Postei no blog parceiro desse, o Coisas da Alma, dois vídeos muito bem editados pelo Sesc que  retratam uma parcela de nossa fé brasileira. Nos vídeos foram entrevistadas algumas senhoras rezadeiras e o que me chamou bastante a atenção é a semelhança de seus benzimentos com aqueles realizados pelos Pretos Velhos nos Terreiros de Umbanda. Semelhança nos modos, no uso de ervas e nas rezas que fazem em sussurros. A alegria e a fé que transmitem também são muito semelhantes às personalidades amigas de nossos Pretos de Umbanda, além de profundo amor ao próximo que podemos sentir em sua palavras, trejeitos e sorrisos.
São pessoas extremamente amorosas as rezadeiras/benzedeiras, assim como o são os Pretos Velhos. Pessoas simples que no mais das vezes são muito carentes de recursos financeiros, porém riquíssimas de amor e de valores nobres que só as grandes almas, iluminadas, possuem nessa Terra onde a dor ainda impera e fere.
Ao assistir os vídeos podemos sentir vibrações de muita paz, harmonia e a presença luminosa de seres elovuidos ao lado dessas senhoras que são por muitos chamadas Anjos do Sertão. Eu, particularmente, senti a presença dos Pretos Velhos ao lado dessas senhoras, como fossem realizados os benzimentos a quatro mãos em perfeita sintonia e harmonia.
O mais belo, porém, de tudo isso, na minha opinião, é que essas senhoras iluminadas pela fé, não necessitam de templos nem de vestimentas especiais para doarem-se aos outros, mesmo porque elas, em si, são templos puros de amor e da fé mais firme que há. Penso seja essa a razão das curas que alcançam com suas rezas, a fé. Além, é claro, das ervas que sabemos serem poderosos agentes de cura quando manipulados por mãos experientes. No caso delas une-se o beneficio da erva à fé.
Elas são Anjos sim, como costumam afirmar os que são curados por elas. Anjos que Deus coloca estratégicamente nos recantos esquecidos da nossa Terra para que O Representem e cuidem dos filhos Dele que não dispõem dos modernos recursos da medicina atual, mas, mesmo com todo o avanço da medicina, por vezes só elas conseguem curar alguns males que não estão apenas no corpo do doente e sim em sua alma que lhes é acessível pela fé inabalável que têm e pelo merecimento que alcançaram através do amor e do serviço que não vê hora, local nem razão para que se realize em Nome Daquele que Tudo É e Pode!
Mais que Anjos do Senhor, essas mulheres são o amor em ação. Seres humanos que já evoluíram o bastante para viverem em paz na Terra mesmo com parcos recursos, pois alcançaram o bem maior que é a evolução que liberta da matéria e que vive em plenitude com a alma e com o Criador.
Ouvir seus depoimentos, feitos de maneira simples, porém, sincera, alegre e espontânea, é como se tivéssemos à nossa frente um preto ou preta velha de osso e carne, tamanha a semelhança em suas expressões de bondade, humildade e fé.
A esses Anjos do Senhor presto assim, de forma singela, a minha homenagem! Lembrando ainda que estamos no mes de homenagem aos Pretos Velhos da Umbanda que espalham a caridade pelos terreiros de nossa Pátria e com certeza assistem essas senhoras que realizam o mais belo trabalho voluntário que existe; o trabalho de doação de amor aos seus semelhantes sem nada receber em troca, a não ser muita Luz que haverão de usufruir quando deixarem a Terra e voltarem à Pátria espiritual em forma de energia pura de intensa luminosidade que só as almas verdadeiramente caridosas podem alcançar.
Recomendo a todos os que tem fé, e aos que não têm também, que assistam os vídeos e sintam o que é a verdadeira caridade!


Annapon

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Hoje é dia de Preto Velho!



Preto-velho


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.








Pretos-Velhos, entidades de Umbanda.


Pretos-velhos são espíritos que se apresentam em corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas, majoritariamente como escravos que morreram no tronco ou de velhice, e que adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos "seus filhos".


São entidades desencarnadas que tiveram pela sua idade avançada, o poder e o segredo de viver longamente através da sua sabedoria, apesar da rudeza do cativeiro demonstram fé para suportar as amarguras da vida, consequentemente são espíritos guias de elevada sabedoria geralmente ligados à Confraria da Estrela Azulada dentro da Doutrina Umbandista do Tríplice Caminho (AUMBANDHAM - alegria e pureza + fortaleza e atividade + sabedoria e humildade), trazendo esperança e quietude aos anseios da consulência que os procuram para amenizar suas dores, ligados a vibração de Omolu, são mandingueiros poderosos, com seu olhar prescrutador sentado em seu banquinho, fumando seu cachimbo, benzendo com seu ramo de arruda,rezando com seu terço e aspergindo sua água fluidificada, demandam contra o baixo astral e suas baforadas são para limpeza e harmonização das vibrações de seus médiuns e de consulentes. Muitas vezes se utilizam de outros benzimentos, como os utilizados pelo Pai José de Angola, que se utiliza de um preparado de "guiné" (pedaços de caule em infusão com cachaça) que coloca nas mãos dos consulentes e solicita que os mesmos passem na testa e nuca, enquanto fazem os seus pedidos mentalmente; utiliza-se também de vinho moscatel, com o que constantemente brinda com seus "filhos" em nome da vitória que está por vir.


São os Mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o Amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade, apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são Mestres dos elementos da natureza, a qual utilizam em seus benzimentos.


Os Pretos Velhos: Os espíritos da humildade, sabedoria e paciência.


Os Pretos Velhos são entidades cultuadas pelas religiões afro-brasileiras, em especial a Umbanda. Nos trabalhos espirituais desta religião, os médiuns incorporam entidades que possuem níveis de evolução e arquétipos próprios. Estas se dividem em três níveis:

As Crianças – chamadas eres, ou ibejis, representam a pureza, a inocência, daí sua característica infantil.

Os Caboclos – onde se incluem os Boiadeiros, Caboclos e Caboclas, representam a força, a coragem, portanto apresentam a forma do adulto, do herói, do guerreiro, do índio ou soldado.

Os Pretos Velhos – incluem os Tios e Tias, Pais e Mães, Avôs e Avós todos com a forma do idoso, do senhor de idade, do escravo. Sua forma idosa representa a sabedoria, o conhecimento, a fé. A sua característica de ex-escravo passa a simplicidade, a humildade, a benevolência e a crença no “poder maior”, no Divino.


Ficheiro:Pretos velhos.png


Casal de Pretos-Velhos


A grande maioria dos terreiros de Umbanda, assim também suas entidades possuem a fé Cristã, ou seja, acreditam e cultuam Oxala(no sincretismo com o catolicismo, Jesus). Entidades aqui tomada no sentido de espíritos que auxiliam aos encarnados, o mesmo que guia de luz.


A característica desta linha seria o conselho, a orientação aos consulentes devido a elevação espiritual de tais entidades, são como psicólogos, receitam auxílios, remédios e tratamentos caseiros para os males do corpo e da alma.


Os Pretos Velhos seriam as entidades mais conhecidas nacionalmente, mesmo por leigos que só ouviram falar destas religiões Afro-Brasileiras. O Preto Velho é lembrado também pelo instrumento que normalmente utiliza, o cachimbo.


Os nomes de alguns Pretos Velhos comuns de que se tem notícia são Pai João, Pai Joaquim de Angola, Pai José de Angola, Pai Francisco, Vovó Maria Conga, Vovó Catarina. Pai Jacó[1], Pai Benedito[2], Pai Anastácio, Pai Jorge, Pai Luís, Mãe Maria, Mãe Cambina, Mãe Sete Serras, Mãe Cristina, Mãe Mariana, Maria Conga, Vovó Rita, Vovó Joana dentre outros.


Na Umbanda os Pretos Velhos são homenageados no dia 13 de maio, data que foi assinada a Lei Áurea, a abolição da escravatura noBrasil.


Os pontos servem para saudar a presença das entidades, firmar sua força durante os trabalhos espirituais e envolver a todos presentes, mas principalmente aos médius de incorporação, como uma harmonia a ajudá-los a se desligarem para que esta ocorra.


Pontos de preto velho:


Saudação dos Pretos Velhos quando iniciada uma gira


Bate tamborlá na Angola, bate tambor

Bate tambor

lá na Angola, bate tambor...

Bate tambor, Pai Joaquim*...

Bate tambor, Maria Conga*...

Bate tambor, Pai Mané*...


(* coloca-se o nome dos pretos velhos da casa)


Eu andava perambulando,

sem ter nada p'ra comer

Fui pedir as Santas Almas

Para vir me socorrer

Foi as Almas que me ajudou

Foi as almas que me ajudou

Meu Divino Espírito Santo

Glória Deus, Nosso Senhor

Nessa casa

tem quatro cantos

Cada canto tem um santo

Pai e filho, Espírito Santo

Nessa casa tem 4 cantos...




Quem vem, que vem lá de tão longe?

São os pretos velhos que vem trabalhar

Quem vem, que vem lá de tão longe?

São os pretos velhos que vem trabalhar

Ô da-me forças pelo amor de Deus, meu pai

Ô da-me forças pros trabalhos teus




Zum zum zum

Olha só Jesus quem é

Eu rezo para santas almas

Inimigo cai

Eu fico de pé




O preto por ser preto

Não merece ingratidão

O preto fica branco

Na outra encarnação

No tempo da escravidão

Como o senhor me batia

Eu chamava por Nossa Senhora, Meu Deus!

Como as pancadas doíam




Tira o cipó do caminho,

oi criança

Deixa a vovó atravessar

Tira o cipó do caminho,

oi criança

Deixa a vovó atravessar


A bença Vovô

Quando precisar lhe chamo

A bença Vovô

Quando precisar lhe chamo

Zambi lhe trouxe, Zambi vai lhe levar

Agradeço a toalha de renda de chita de pai Oxalá




Vovô já vai, já vai pra Aruanda...

Abença meu pai, proteção pra nossa banda


Pontos de Pretos Velhos:


Negro está molhado de suor, mas tá feliz porque Deus o libertou (bis);


Ô sinhá sinha, segura a chibata não deixa bater, faz uma prece prá negro morrer, negro não quer mais sofrer (bis);


Ponto p/firmar a gira: Viva Deus, viva a Gloria, viva o rosário de nossa Senhora (bis);


Ponto para benzimentos: Pai João d"angola com sua ternura, sentado no tronco ele benze as criaturas(bis), a estrela de Oxalá seu ponto iluminou, ele é Pai João d"angola ele é nosso protetor;


Ponto de subida de pretos velhos: Já vai pretos velhos subindo pro céu e nossa senhora cobrindo com véu (bis).


A linha de Preto Velho, na Umbanda, são entidades que se apresentam estereotipados como anciãos negros conhecedores profundos da magia Divina e manipulação de ervas, o qual aplicam frequentemente em sua atuação na Umbanda, porém no Candomblé são consideradosEguns.


Crê-se que em referência à dor e aflição sofrida pelo povo negro (período de trevas no território brasileiro), a linha de preto velho reflete a humildade, a paciência e a perseverança característica da atuação da linha nominada de Yorima, cujo apresenta-se de pés no chão, cachimbo de barro bem rústico, quando não cigarro de palha, café, e um fio de contas de rosários (Lágrima de Nossa Senhora) e cruzes, figas e breves os quais utilizam magisticamente em sua atuação astral.


Os pretos velhos apresentam-se com nomes de individualizam sua atuação, conforme nação ou orixá regente, evidenciando sua atuação propriamente dita.


Os nomes comumente usados são:
Pai Joaquim;
Pai Francisco;
Pai Maneco de Aruanda;
Pai João;
Pai José;
Pai Mané;
Pai Antônio;
Pai Roberto;
Pai Cipriano;
Pai Tomaz;
Pai Jobim;
Pai Roberto;
Pai Guiné;
Pai Jacó;
Pai Benedito;
Velho Liberato
Rei Congo


ou femininos:
Vó Cambinda;
Vó Cecília;
Vó Maria Conga;
Vó Catarina;
Vó Ana;
Vó Quitéria;
Vó Benedita;
Vó Cambinda;
Vó Minerva;
Tia Luiza;


Em sua linha de atuação eles apresentam-se pelos seguintes codinomes, conforme acontecia na época da escravidão, onde os negros eram nominados de acordo com a região de onde vieram:
Congo_ Ex: (Pai Francisco do Congo), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Iansã;
Aruanda_ Ex: (Pai Francisco de Aruanda), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxalá. (OBS: Aruanda quer dizer céu);
D´Angola_ Ex: (Pai Francisco D´Angola), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Ogum;
Matas_ Ex: (Pai Francisco das Matas), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Oxóssi;
Calunga, Cemitério ou das Almas_ Ex: (Pai Francisco da Calunga, Pai Francisco do Cemitério ou Pai Francisco das Almas), refere-se a pretos velhos ativos na linha de Omolu/ Obaluayê;


Entre diversas outras nominações tais como: _Guiné, Moçambique, da Serra, da Bahia, etc...


Muitos Pretos Velhos podem apresentar-se como Tio, Tia, Pai, Mãe, Vó ou Vô, porém todos são Pretos Velhos. Na gira eles só comem o que for feito de milho como por exemplo:
Bolo de milho, pamonha, cural e etc.

"AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO".


Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando o seu cachimbo um triste Preto Velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pela face e... Foram sete.


A Primeira... A estes indiferentes que vem no Terreiro em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber;


A Segunda... A esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam;


A Terceira... Aos maus, aqueles que somente procuram a umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar ao semelhante;


A Quarta... Aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão;


A Quinta... Chega suave, tem o sorriso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem seu semblantes verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se resolverem o meu caso ou me curarem disto ou daquilo;


A Sexta... Aos fúteis, que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchego, conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente;


A Sétima... Como foi grande e como deslizou pesada! Foi à última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Aos médiuns vaidosos (as), que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
As Sete Lágrimas De Um Preto Velho

    domingo, 8 de maio de 2011

    Pensamento e Perispírito (Psicografia de Divaldo P.Franco)






    Pensamento e Perispírito

    Manoel Philomeno de Miranda (espírito)

    Portador de expressiva capacidade plasmadora, o perispírito registra todas as ações do Espírito através dos mecanismos sutis da mente que sobre ele age, estabelecendo os futuros parâmetros de comportamento, que serão fixados por automatismos vibratórios nas reencarnações porvindouras.

    Corpo intermediário entre o ser pensante, eterno, e os equipamentos físicos, transitórios, por ele se processam as imposições da mente sobre a matéria e os efeitos dela em retomo à causa geratriz.

    Captando o impulso do pensamento e computando a resposta da ação, a ele se incorporam os fenômenos da conduta atual do homem, assim programando os sucessos porvindouros, mediante os quais serão aprimoradas as conquistas, corrigidos os erros e reparados os danos destes últimos derivados.

    Constituído por campos de forças mui especiais, ele irradia vibrações específicas portadoras de carga própria, que facultam a perfeita sintonia com energias semelhantes, estabelecendo amas de afinidade e repulsão de acordo com as ondas emitidas.

    Assim, quando por ocasião da reencarnação o Espírito é encaminhado por necessidade evolutiva aos futuros genitores, no momento da fecundação o gameta masculino vitorioso esteve impulsionado pela energia do perispírito do reencarnante, que naquele espermatozóide encontrou os fatores genéticos de que necessitava para a programática a que se deve submeter.

    A partir desse momento, os códigos genéticos da hereditariedade, em consonância com o conteúdo vibratório dos registros perispirituais, vão organizando o corpo que o Espírito habitará.

    Como é certo que, em casos especiais, há toda uma elaboração de programa para o reencarnante, na generalidade, os automatismos vibratórios das Leis de Causalidade respondem pela ocorrência, que jamais tem lugar ao acaso.

    Todo elemento irradia vibrações que lhe tipificam a espécie e respondem pela sua constituição.

    Espermatozóides e óvulos, em conseqüência, possuem campo de força especifico, que propele os primeiros para o encontro com os últimos, facultando o surgimento da célula ovo.

    Por sua vez, cada gameta exterioriza ondas que correspondem à sua fatalidade biológica, na programação genética de que se faz portador.

    Desse modo, o perispírito do reencarnante sincroniza com a vibração do espermatozóide que possui a mesma carga vibratória, sobre ele incidindo e passando a plasmar no óvulo fecundado o como compatível com as necessidades evolutivas, como decorrência das catalogadas ações pretéritos. Equilíbrio da forma ou anomalia, habilidades e destreza, ou incapacidade, inteligência, memória e lucidez, ou imbecilidade, atraso mental, oligofrenia serão estabelecidos desde já pela incidência das conquistas espirituais sobre o embrião em desenvolvimento.

    Sem descartarmos a hereditariedade nos processos da reencarnação, o seu totalitarismo, conforme pretendem diversos estudiosos da Embriogenia e outras áreas da ciência, não tem razão de ser.

    Cada Espírito é legatário de ú mesmo. Seus atos e sua vida anterior são os plasmadores da sua nova existência corporal, impondo os processos de reabilitação, quando em dívida, ou de felicidade, se em crédito, sob os critérios da Divina Justiça.

    Certamente, caracteres físicos, fisionômicos e até alguns comportamentais resultam das heranças genéticas e da convivência em família, jamais os de natureza psicológica que afetam o destino, ou de ordem fisiológica no mapa da evolução.

    Saúde e enfermidade, beleza e feiúra, altura e pequenez, agilidade e retardamento, como outras expressões da vida física, procedem do Espírito que vem recompor e aumentar os valores bem ou mal utilizados nas existências pretéritas.

    Além desses, os comportamentos e as manifestações mentais, sexuais, emocionais decorrem dos atos perpetrados antes e que a reencarnação traz de volta para a indispensável canalização em favor do progresso de cada ser.

    As alienações, os conflitos e traumas, as doenças congênitas, as deformidades físicas e degenerativas, assim como as condições morais, sociais e econômicas, são capítulos dos mecanismos espirituais, nunca heranças familiares, qual se a vida estivesse sob injunções do absurdo e da inconseqüência.

    A aparente hereditariedade compulsória, assim como a injunção moral atuante em determinado indivíduo, fazendo recordar algum ancestral, explica-se em razão de ser aquele mesmo Espírito, ora renascido no clã, para dar prosseguimento a realizações que ficaram incompletas ou refazer as que foram perniciosas. Motivo este que libera "o filho de pagar pelos pais" ou avós, o que constituiria, se verdadeiro, uma terrível e arbitrária imposição da Justiça que, mesmo na Terra, tem código penalógico mais equilibrado.

    Os pensamentos largamente cultivados levam o indivíduo a ações inesperadas, como decorrência da adaptação mental que se permitiu. Desencadeada a ação, os efeitos serão incorporados ao modus vivendi posterior da criatura.

    E mesmo quando não se convertem em atitudes e realizações por falta de oportunidade, aquelas aspirações mentais, vividas em clima interior, apresentam-se como formas e fantasmas que terão de ser diluídos por meio de reagentes de diferente ordem, para que se restabeleça o equilíbrio do conjunto espiritual.

    Conforme a constância mental da idéia, aparece uma correspondente necessidade da emoção.

    Todos esses condicionamentos estabelecem o organograma físico, mental e moral da futura empresa reencarnacionista a que o Espírito se deve submeter, ante o fatalismo da evolução.

    O conjunto - Espírito ou mente, perispírito ou psicossoma e corpo ou soma - é tão entranhadamente conjugado no processo da reencarnação que, em qualquer período da existência, são articulados ou desfeitos sucessivos equipamentos que procedem da ação de um sobre o outro. O Espírito aspira e o perispírito age sobre os implementos materiais, dando surgimento a respostas orgânicas ou a fatos que retomam à fonte original, como efeito da ação física que o mesmo corpo transfere para o ser eterno, concedendo-lhe crédito ou débito que se incorpora à economia da vida planetária.

    O mundo mental, das aspirações e ideais, é o grande agente modelador do mundo físico, orgânico. Conforme as propostas daquele, têm lugar as manifestações neste.

    Assim se compreende porque a Terra é mundo de "provas e expiações", considerando-se que os Espíritos que nela habitam estagiam na sua grande generalidade em faixas iniciais, inferiores, portanto, da evolução.

    À medida que o ser evolve, melhores condições estatui para o próprio crescimento, dentro do mesmo critério da lei do progresso, que realiza com mais segurança os mecanismos de desenvolvimento, de acordo com as conquistas logradas. Quanto mais adiantado um povo, mais fáceis e variados são-lhe os recursos para o seu avanço.

    O pensamento, desse modo, é um agente de grave significado no processo natural da vida, representando o grau de elevação ou inferioridade do Espírito, que, mediante o seu psicossoma ou órgão intermediário, plasma o que lhe é melhor e mais necessário para marchar no rumo da libertação.

    Divaldo P Franco / Manoel P Miranda – em Temas da vida e da morte -FEB

    Beleza, contrário de feiúra



    Encarnam no Planeta Terra, espíritos que necessitam passar por provas, expiações, resgates.
    Dentre as tantas provas, pelas quais o espírito encarnado passa, inevitavelmente, estão as da beleza e da feiúra.
    Raramente se pensa sobre a questão, ou se compreende que essas duas formas, externas e internas, das quais é portador, ou não, o ser humano, podem sim serem provas pelas quais o espírito necessite passar por inúmeras razões. O mesmo não ocorre com os espíritos que encarnam num corpo comum, onde os extremos, beleza e feiúra, não existem. A estes, portanto, estão destinadas outras provas.
    Uma vez encarnado o espírito num corpo belo, que será admirado, invejado, desejado, provas como o excesso de vaidade, a arrogância, o orgulho, o desprezo pelos outros, fatalmente se apresentarão, cabendo a esse espírito vencer e superar esses desafios tanto quanto possível para que a encarnação lhe seja bem aproveitada.
    Tal qual a riqueza, a beleza coloca o ser humano num grau elevado de responsabilidade com ele mesmo e com as outras pessoas.
    Diz-se do feio que é alguém cuja aparência desagrada e que possui formas desarmônicas, podendo vir a provocar repulsa. Esse espírito enfrenta a dura prova de não ser, por muitas vezes, aceito pelos outros. Alvo de zombaria, muitas vezes se isola e retrai, quando na verdade deveria superar esses desafios buscando outras formas de beleza que não fossem as exteriores.
    Ao bem, o ser humano associa o belo e ao mal, o feio. Existe ai um grande equivoco, pois a beleza pode ser feia e a feiúra pode ser bela, tudo depende do que se é e não do que se apresenta.
    Se o espírito encarnado sendo belo na forma, for “feio” de atitudes, sentimentos, ações e reações, imediatamente se torna tanto ou mais repulsivo quanto o feio na forma. No caso contrário, sendo feio na forma, porém belo de atitudes, sentimentos e as mesmas ações e reações, logo é aceito e belo, aos olhos dos outros, se faz. Tudo é uma questão de saber lidar com a prova, pois a aparência pode enganar.
    Lidar bem com a prova da beleza é não permitir que a forma destrua o ser e, lidar bem com a prova da feiúra é não permitir que a aparência limite as tantas formas de beleza que o ser humano pode desenvolver e compartilhar.
    Existem muitos casos nos quais espíritos extremamente cruéis habitam em belos corpos e o contrário é o espírito bondoso que habita um corpo considerado esteticamente feio. Isso nos remete à reflexão: Será que a beleza física é cruel e a feiúra bondosa? Não, nem sempre. Apesar de ser mais comum o belo cruel e o feio bondoso, essa é uma questão de evolução espiritual de cada um, pois existem belos bondosos e feios cruéis também. Trata-se, como dissemos de prova à qual o espírito está exposto e sair-se bem da prova, superando-a e conservando a integridade do ser é o objetivo do teste aplicado, bem como garantia de evolução, alvo principal da encarnação seja ela como e de que forma for.

    Muita Luz,

    Shàa e Anna em 31.08.2010

    terça-feira, 3 de maio de 2011

    Pai Nosso

    Pai Nosso (3) - Aramaico
    
    
    
    É desta oração que derivou a versão atual do "Pai-Nosso". Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O aramaico é um idioma originário da Alta Mesopotâmia, ( séc VI ac), e era a língua usual do povo, enquanto o hebraico era mais utilizado em ritos religiosos. Jesus sempre falava ao povo em aramaico.

    A tradução direta do aramaico para o português, (sem a interferência da Igreja), nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira, condizente com o Mestre Jesus.

    Texto do PAI NOSSO em Aramaico Transliterado

    "Abvum d'bashmaia
    Netcádash shimóch
    Tetê malcutách Una
    Nehuê tcevianách aicana
    d'bashimáia af b'arha
    Hôvlan lácma d'suncanán
    Iaomána
    Uashbocan háubein uahtehin
    Aicána dáf quinan shbuocán
    L'haiabéin
    Uêla tahlan l'nesiúna.
    Êla patssan min bíxa
    Metúl dilahie malcutá
    Uaháila
    Uateshbúcta láhlám.
    ALMÍN. "
    Tradução do PAI NOSSO, a partir do Aramaico

    " Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos !

    Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.

    Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.

    Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.

    Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.

    Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.

    Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.

    Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.

    Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.

    AMÉM.



    extraído do site Maria de Nazaré

    Pai Nosso

    Oração Dominical – Pai Nosso


    Esta é a prece que Jesus recomendou à humanidade.
    Embora pareça simples, ela resume todos os nossos deveres para com Deus, conosco, com a natureza e com o nosso próximo.

    Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai senão através Dele, ou, de Seus ensinamentos, de Suas sábias palavras.

    Quem pronuncia o Pai Nosso com fé, sente força e esperança, pelo simples fato de que entrega a Deus a sua vida. Louvando acima de tudo e de todas as coisas, o Seu Nome.

    Quando se pronuncia o Pai Nosso em intenção de alguém, pede-se, para a pessoa, exatamente o que se pediria para si e, este é um momento muito especial. Neste instante a pessoa deixa de lado a negatividade e pede a Deus proteção para o seu próximo, assim como ela própria sabe que necessita deste amparo Divino em sua vida.
    Este é um gesto silencioso e humilde de grande valor. Através dele, podemos alcançar bênçãos diversas, desde que nossa oração seja sincera, que parta do nosso coração e que neste momento, seja colocada nas mãos de Deus e de Jesus, toda a nossa mais intima confiança, acreditando acima de tudo que a vontade de Deus, que é Perfeito e Poderoso, seja feita e, sendo esta vontade qual for, ainda assim, a nossa fé não se abalará.

    Pronunciar o Pai Nosso mecanicamente, sem sentimento, é o mesmo que repetir palavras em outra língua que não se conhece. Apenas se repete o que é ouvido. Sem entender não é possível sentir. Sem sentir, não alcançamos o objetivo ao qual nos propomos.
    Vamos então tentar entender, depois sentir, depois pronunciar e por fim, confiar com esperança e amor.

    Pai Nosso que estais nos céus, Santificado seja o Vosso nome!

    Deus portanto, segundo nos ensina Jesus, está nos céus. Não apenas no céu que podemos ver com nossos olhos, mas, no infinito.
    Os céus aos quais se refere Jesus, estão muito além da nossa compreensão.
    Se pensarmos no universo, com suas inúmeras estrelas, planetas e tudo o mais que o compõem, temos condições de perceber que os céus, nos quais está Deus, não pode ser por nós compreendido em sua totalidade, mas, sabemos que a Terra é o planeta que habitamos e que foi por Deus criado.
    A Terra faz parte deste imenso universo. Tem céu, tem terra, porém, o céu que vemos daqui, é apenas uma pequena parte do universo infinito por Deus criado, portanto, imaginar que Deus está no céu por nós visto, é limitar o Seu imenso poder.
    Melhor é pensar que Deus está em todos os lugares, em toda a natureza e principalmente dentro de nós.
    Santo é o Seu nome, pois, reconhecemos seu poder, sua perfeição, sua misericórdia, desde o inicio dos tempos da Terra.

    Venha a nós o vosso reino!

    Podemos pensar no Reino de Deus quando observamos suas Leis.
    Voltando no tempo, nos lembramos dos dez mandamentos transmitidos a Moisés, servo de Deus.
    1-     Adorar a Deus sobre todas as coisas;
    2-     Não adorem ídolos;
    3-     Não pronunciar o nome de Deus em vão;
    4-     Guardar o sábado para fins de louvor e oração;
    5-     Honrar pai e mãe;
    6-     Não mate;
    7-     Não cometa adultério;
    8-     Não roube;
    9-     Não testemunhe em falso;
    10- Não cobice nada o que é do outro.

    Estes mesmos mandamentos, que parecem tão antigos, se bem analisados nos tempos atuais, resumem o roteiro de vida que Deus espera que seja cumprido por todos nós.
    Toda a dor, sofrimento e misérias aos quais estamos expostos, todos nós, têm origem na violação destas mesmas leis, praticadas por nós através dos tempos.
    Então o Reino de Deus que deverá vir a nós, é um mundo no qual suas Leis sejam fielmente obedecidas. A partir de então, o homem gozará de paz e felicidade.

    Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no céu!

    Quando se pronuncia esta frase, quer dizer que o homem aceita e acata as Leis de Deus, submetendo-se a elas sem murmurar e sem jamais deixar de crer em Sua Sabedoria.
    As Leis de Deus são as mesmas tanto na Terra como no céu que significa o plano espiritual ao qual todos nós iremos nos reunir um dia.

    O pão nosso de cada dia nos daí hoje!

    O homem necessita diariamente de alimento. Não só daquele que sustenta o corpo, mas, também daquele que mantém a alma em conexão com o Criador.
    Através do suor de seu rosto, o homem adquire o pão material de cada dia necessário à sua subsistência e através da prece, da confiança em Deus, adquire o pão espiritual que o fortalece e eleva, tornando as asperezas da vida menos amargas.
    Pedir a Deus o pão de cada dia, não significa que o homem deva esperar que este pão caia do céu como por milagre, mas, significa pedir os recursos necessários à manutenção de sua vida através do trabalho digno.
    Aquele que pede a Deus pelo supérfluo, vai contra as suas Leis, portanto, não pode ser atendido.
    Dentro das Leis Divinas não existe injustiça.
    Quando observamos que uns têm muito, no sentido material e, outros têm pouco, não significa isto que Deus é injusto, mas, antes de tudo, quer dizer, tanto a riqueza quanto a carência material são provas necessárias ao espirito para que evolua.
    Aquele que utiliza bem a riqueza material que Deus lhe concede, normalmente ampara, através de trabalho digno, a muitas famílias. Tendo ele condição de liderança, censo de justiça, certamente é amparado para que mais prospere a fim de auxiliar tantos outros filhos de Deus em necessidade.
    Por outro lado, aquele que bem passa pela privação dos recursos materiais, confiando acima de tudo em Deus e sendo grato pelo trabalho que lhe chega, mantendo integra a sua dignidade, é certo que este também é amparado.
    A diferença está no avanço de cada um e nas necessidades do espírito, não nas necessidades materiais que são ilusórias e passageiras.

    Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido!

    Talvez seja este o pedido mais difícil de ser cumprido pelo homem, tendo em vista a enorme dificuldade que o ser humano tem de perdoar, porém, ele quer ser perdoado, busca em Deus o perdão, mas, não perdoa ao seu semelhante.
    Sendo assim, busquemos nesta frase, a força e a coragem para sermos bons, tolerantes uns para com os outros. Somente assim poderemos obter o perdão de Deus.
    São Francisco sabiamente já dizia que é perdoando que se é perdoado. De outra forma não se pode alcançar perdão.
    O maior exemplo é Jesus que morreu na cruz perdoando em seu último suspiro, seus malfeitores.
    Temos o exemplo puro e vivo, vamos procurar nos esforçar no exercício do perdão. Com certeza seremos mais felizes.
    Disse ainda Jesus: “Perdoai os vossos inimigos”
    No primeiro momento pensamos ser impossível cumprir esta orientação do Mestre, mas, se tantas vezes Ele mencionou o perdão, é porque o ser humano necessita perdoar para ser mais feliz, mais saudável, pois, aquele que não perdoa e que remói dentro de si rancores, adoece espiritualmente e fisicamente, podendo desenvolver em seu corpo, doenças graves.

    E não permitas que caiamos em tentação, mas, livrai-nos do mal!

    Deus não permite que o mal chegue a nenhum de seus filhos. O mal está dentro de nós. Pedir a Deus para que este mal não nos desvie do bem é o que se deve fazer. O esforço pessoal no sentido de procurar bem cumprir as Leis de Deus é que nos livra do mal.
    Por esta razão é que Jesus, sempre sábio, nos disse: “Orai e vigiai”
    Isto quer dizer que devemos estar constantemente vigilantes sobre o que pensamos, sentimos e agimos. Só assim poderemos nos livrar do mal que tantas vezes nos chega através do pensamento e que desencadeia uma série de más ações que devemos evitar. As tentações mencionadas são tudo o que vai contra as Leis de Deus e que, em nosso intimo, conhecemos muito bem porque sabemos quando estamos nos desviando do bem e permitindo que o mal nos invada e até mesmo domine.
    Deus não permite que o mal chegue ao filho que ora, vigia e cumpre suas Leis.
    O Pai nos concedeu o livre arbítrio, sendo assim, a escolha do bem ou do mal, compete a nós, mas, todas as vezes que violarmos Suas Leis, seremos punidos, não exatamente por Ele pois que é todo amor e bondade, mas sim,  pelo próprio mecanismo de suas Leis que regem o universo e a nós.
    O mal não foi criado por Deus. Surgiu do mau uso que o homem fez da liberdade que Deus lhe concedeu.

    Amém ( Assim Seja )!

    O encerramento desta oração deve ser a nossa intima disposição de confiarmos com fervor na vontade de Deus, sendo ela qual for.
    Significa a nossa total submissão à Sua vontade, pois, sabemos ser ela, soberanamente boa e justa.
    Se nossos pedidos não são atendidos, devemos compreender que Deus só faz e permite o que nos é bom e útil, ainda que, aos nossos olhos, assim não pareça.
    O Pai que corrige seu filho não faz mais do que querer o seu bem para que no futuro ele não venha a sofrer. Exatamente como faz Deus, que é Pai de todos nós.

    Annapon
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