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Textos psicografados, romance, Umbanda, Espiritismo compõem a tônica do A Alma das Coisas.
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Annapon ( escritora e blogueira )

A Missão das Quatro Estações

Olá amigos leitores do "A Alma das Coisas"! O blog está com uma novidade, romance mediúnico totalmente gratuito e publicado, ...

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Lenda da bilha de São Jorge - Portugal -

Olá!
Essa é uma história de fé, amor e coragem!
Que São Jorge possa valer sempre a todos aqueles que nele depositam a sua fé!
Lembrando que só alcançamos a vitória se formos merecedores da mesma e se tivermos fé firme e forte!
Salve São Jorge Guerreiro! Que ele nos proteja, nos valha e nos ensine a caminhar com muita fé, esperança e amor!!!
Annapon


Foi nos primeiros dias de Agosto de 1385. O Sol dardejava o seu sopro de fogo sobre as terras de Portugal e Espanha. Corpos aquecidos e espíritos ardendo em febre! Ânimos mais exaltados ainda pelo calor da discórdia!

O rei de Castela levara até à Beira a sua invasão em território muito nosso. E o jovem rei de Portugal — rei havia apenas questão de meses — correu para a cidade do Porto para reunir tropas, descendo depois sobre Abrantes, onde iria encontrar-se com o condestável do reino. Este correra antes a Estremoz. Aí, aliciara gente. E fortalecido pela fé de vencer, chegou à cidade de Abrantes, onde iria reunir-se conselho.

O ar, demasiado abafado, quase não girava. No salão, os guerreiros acolhiam com desagrado a ideia de uma grande batalha. Sabiam que o rei de Castela tinha em campo mais de vinte mil homens, enquanto eles, se fossem sete mil, já se poderiam dar por felizes. Votavam, portanto, contra a batalha.

Apesar da pequena estatura, a figura direita e altiva do Condestável impressionava sempre quem o via, até entre os próprios inimigos. Fez-se silêncio quando D. Nuno Álvares Pereira se levantou para falar.

A sua voz soou firme e compassada.

— Senhores! O meu voto é contrário ao vosso e dir-vos-ei por quê. Se ficarmos inactivos — como é vosso parecer — será certa a ruína. Se aqui ficamos, o inimigo, sempre em maior número, nos buscará. Se nos alojarmos num sítio forte, fugindo dele, os Castelhanos correrão a sitiar Lisboa, que sentirá a nossa falta e a falta de mantimentos. Sem víveres, sem armada, sem soldados, com a infidelidade de alguns dos seus naturais, que será da nossa Lisboa? E, caindo Lisboa, cairão por terra todas as nossas esperanças! Não ignoro que seria prudente aguardar socorros de Inglaterra. Mas que poderá restaurar a perda de Lisboa, se ficarmos de braços cruzados, esperando um auxílio demorado? E depois, que faremos nós? Debandaremos então em correria, acção que designo de infamante?… 

Alguém contrapôs:

— E se formos para a batalha e a perdermos?

— Ganharemos pelo menos em honra! No entanto, se a ganharmos, como é minha fé, pela necessidade que temos de pelejar, a vitória saberá aligeirar tudo quanto nos possa ter acontecido!…

Depois, voltando-se para D. João I, que parecia abalado com as opiniões em massa contra a ideia de uma batalha imediata:

— E vós, Senhor, que aceitastes a coroa para defender o reino, perdereis toda a reputação que haveis adquirido se recusardes a peleja! Vede que a maior parte dos soldados contrários são visonhos ou andam atemorizados com as perdas passadas. Se os vossos gloriosos progenitores temessem estas desigualdades de opiniões, decerto não teriam ganho tão insignes vitórias. Senhor! Se outra for a vossa resolução, que não a minha, sabei que eu, só com os que me acompanham, pelejarei com o inimigo, pois julgo mais insofrida uma vida infame que uma morte gloriosa!

D. Nuno terminou a sua alocução. Sabia já ter dito o suficiente para saberem o que poderiam esperar dele. Todavia, os protestos levantaram-se calorosos. Achavam audaciosas, quase loucas, as ideias do Condestável. O conselho ficou adiado. Mas no dia seguinte D. Nuno Álvares Pereira passou com os homens que aliciara à cidade de Tomar, por onde o rei de Castela forçosamente passaria.

Ao ter-se conhecimento desta decisão, muitos fidalgos e chefes guerreiros propuseram a D. João I que castigasse o Condestável por tão audaciosa proeza. Mas qual não foi o espanto desses homens, quando o rei de Portugal decidiu:

— Senhores! Declaro-me também pela batalha! Quero ser rei de Portugal e não de Avis, como alguns para aí me apelidaram!

Houve certo burburinho, abafado pelo natural respeito ao Rei. E D. João I foi juntar-se ao Condestável, saindo de Abrantes depois de orar na Igreja de S. João. E chegaram a Aljubarrota a 14 de Agosto desse mesmo ano de 1385.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Exu Tranca Ruas das Almas - por Annapon -



Exu Tranca Ruas das Almas

por Annapon


Quem conhece um Guardião de verdade não se aventura a falar sobre ele sem o seu consentimento, nem tampouco joga palavras ao vento porque quem conhece um Guardião/Exu sabe que, para falar sobre ele é preciso conhecimento e permissão.

Dizem por aí, que Seu Tranca Ruas arrebanha almas para escravizar, que engrossa as fileiras de seu "exército" com as almas "perdidas" que resgata.

Como poderia ele resgatar e depois escravizar? Sendo ele o enviado para que os espíritos sejam resgatados, esclarecidos, conduzidos à local adequado ao seu adiantamento, como poderia ele escravizar almas nessas condições frágeis que necessitam de ajuda e cura?

É preciso muita cautela com o que se lê na rede, pois, pessoas, sem conhecimento, espalham certezas que não existem e ainda colaboram com a ignorância no sentido da falta de conhecimento e prática junto às entidades militantes na Umbanda.

Dizem ainda, que os tais "escravos" é que recebem, nas encruzas e ruas, as oferendas a ele, Senhor Tranca Ruas, fato que chega a ser até "engraçado" não fosse de total desconhecimento de causa.

Ninguém recebe em nome de Exu oferendas a não ser ele mesmo que, aliás, não recebe como se precisasse de tais ofertas e sim manipula, em beneficio de quem oferta, os elementos ali dispostos que cada vez menos têm sido depositados nas ruas. Tal prática está no passado. Hoje em dia oferta-se nos terreiros, numa encruza riscada numa tábua, por exemplo, por aquele que sente necessidade de assim proceder ou por orientação da entidade.

As ruas já não são mais locais adequados para tais ofertas como se acreditava antigamente. Hoje há mais esclarecimento e sempre observando a questão ecológica, mesmo porque a Umbanda reverencia a natureza nos seus pontos de força.

Dizer que a rua é o reino de Seu Tranca Ruas é crença distorcida da realidade, há uma metáfora nessa questão, Exu é o guardião do exterior e está em todos os lugares.

Alguns dizem ainda que Tranca Ruas concede fortuna e poder àqueles que o cultuam. Mal sabem eles que esse Guardião da Lei Divina nada movimenta ou concede sem que haja merecimento, trabalho, observância das Leis, do respeito ao livre arbítrio do próximo.


É claro que existem seres usando seu nome, porém, pelo teor da mensagem desses impostores, facilmente se conclui não ser um autentico guardião, mesmo porque José, João, há muitos, tanto João e José, do bem, quanto João e José do mal, digamos assim. 

Com isso quero dizer que nem todo aquele que se apresenta como Tranca Ruas é realmente um guardião trabalhador na Lei de Umbanda, podendo levar ao engano os imprudentes e incautos. 

Como reconhecer um autentico guardião/Exu Tranca Ruas?

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Conduta do médium Umbandista



Mãe Iassan Ayporê Pery
Dirigente do CECP - Centro Espiritualista Caboclo Pery

Se somos pessoas religiosas, ou seja, se temos uma religião, espera-se de nós atitudes compatíveis com esta condição. Em função disto já que sou umbandista, falo de minha religião e sobre o que é esperado de seus praticantes.

Muitos falam apenas na conduta esperada no médium antes e durante as sessões ou giras, mas quase nada se fala do depois da gira e normalmente o que é falado é sobre o imediatamente após a gira ou no máximo 24 horas após o término da sessão.

Não podemos e nem devemos ser umbandistas durante as 48 horas que giram em torno de uma sessão, mas sim 24 horas por dia e 7 dias por semana. Mas isso é no sentido da conduta no nosso dia-a-dia. O quanto nos preocupa a caridade, o amor, a fraternidade e o respeito pelo próximo, o quanto disto tudo faz parte de nossos corações e mentes, verdadeiramente.

Não adianta de absolutamente nada banhos, defumadores, preceitos preparatórios para as sessões, se quando a mesma termina, trocamos nossa roupa e esquecemos todas as palavras e orientações recebidas durante a sessão, saímos do centro achando que nossa missão e papel terminaram ali e conseqüentemente não aplicamos o nosso aprendizado.

Iniciação à Escrita Mágica Divina


Iniciação à Escrita Mágica Divina
Rubens Saraceni / Ed. Madras
O texto que segue é parte do livro citado.

Apresentação

Amigo leitor, este livro de iniciação à escrita mágica divina é uma abertura parcial de um dos mais fascinantes mistérios da magia simbólica, toda fundamentada em símbolos e signos, muitos deles já conhecidos dos magos e usados por eles desde os primórdios da humanidade.
A magia simbólica sempre foi usada e o simbolismo tem inúmeros livros que procuram decifrar e ensinar seus significados e seus poderes às pessoas que os apreciam e os usam, seja como talismãs protetores ou repulsores de energias negativas e entes trevosos.
Talismãs e pantáculos mágicos sempre foram e sempre serão usados pelas pessoas que creem nos seus poderes. Mas um pantáculo não consagrado corretamente às divindades inscritas nele com certeza será somente um belo adorno e nada mais.
Cópias modernas de antigos pantáculos mágicos são inoperantes porque estão desconectadas das divindades que ativam os símbolos e signos mágicos ou cabalísticos inscritos neles.
Este nosso livro é um início à escrita mágica divina e esperamos que você, amigo leitor, após lê-lo, descortine um pouco do magnífico mistério das antigas escritas mágicas.
Aqui, não terá a palavra final sobre este assunto, complexo e inesgotável, mas sim apenas um início ao fascinante simbolismo mágico.
Muitos autores já exploraram esse campo da magia e nos trouxeram várias elucidações, úteis e aplicáveis pelas pessoas que recorreram aos seus formulários de magia riscada simbólica.
Neste nosso livro abordamos a origem e a regência de alguns símbolos, signos e mandalas, inclusive ensinamos como usar alguns deles em seu benefício, caso você creia no poder realizador deles, certo?
O mistério das ondas vibratórias transportadoras de energias divinas cujos ―modelos‖ geram símbolos, signos e mandalas foi aberto para nós por mestre Seiman Hamiser Yê, sendo que em nenhum outro livro de magia riscada simbólica encontrarão algo sobre elas, seja de autores brasileiros ou estrangeiros, já que era assunto fechado do astral superior e era totalmente desconhecido por todos os que usavam a magia riscada ou escrita mágica em seus trabalhos de alta magia ou magia teúrgica.
Pesquisamos dezenas de livros de magia e nenhum deles comenta as ondas vibratórias irradiadas pelas divindades e que se espalham por todo o Universo, ocupando todos os quadrantes da criação divina, infinita em qualquer sentido.
Esperamos que ele seja útil aos apreciadores da simbologia e às pessoas que trabalham com a magia riscada, mas que o seja também a você, amigo leitor, pois em um capítulo especial daremos algumas ―magias riscadas‖ para que você as use em seu benefício.
Tenha uma boa leitura e um bom aprendizado porque as ondas vibratórias comentadas amplamente aqui têm muito a ver com a física quântica e com a ―teoria das supercordas‖, confirmando o que nos foi dito há muitos anos por um mestre espiritual:
— Filhos, a química moderna é a antiga alquimia, e a física moderna é a antiquíssima magia, assim como a magia riscada é a pura geometria divina, usada pelo Supremo Arquiteto na construção do universo físico e de todas as outras dimensões da vida que são em si verdadeiros universos paralelos ao material.
Comparem os fatores de Deus com as micropartículas e as ondas vibratórias com as ―supercordas‖, e vislumbrem como Deus é infinito em si mesmo e em tudo o que criou para nós.
Introdução
Os Tronos de Deus são as divindades responsáveis pela evolução dos seres, aos quais regem religiosamente sempre segundo as ―feições‖ humanas que lhes têm sido dadas pelos sacerdotes das muitas religiões já semeadas na face da Terra.
Os Tronos transcendem nossas concepções humanas acerca deles porque são em si mistérios de Deus, sendo que cada um é uma das qualidades D’Ele e atuam em campos específicos da vida dos seres.
Uns são Tronos da Fé, outros são Tronos do Amor, outros são Tronos da Justiça, outros são Tronos da Lei etc.
Então, temos as hierarquias dos Tronos de Deus, cada uma responsável por um aspecto da criação e por um sentido da vida.
Temos sete hierarquias religiosas muito bem definidas ou sete linhas de ação e reação.
Essas sete irradiações divinas correspondem ao Setenário Sagrado que rege o nosso planeta e suas muitas dimensões da vida aqui existentes, todas elas habitadas por bilhões de seres naturais, não encarnantes, que seguem uma evolução vertical e que nunca são adormecidos e não têm interrupção na aprendizagem, como acontece conosco, os espíritos encarnantes.

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